sexta-feira, 23 de março de 2018

O AR DE MATA GRANDE - Walter Medeiros





O ar de Mata Grande – Walter Medeiros

Mata Grande no meu tempo teve coisas que ninguém esquecerá jamais. Ouvia-se no ar “Alguém me disse”, “Quero beijar-te as mãos” e todas as outras faixas do LP de Anísio Silva, seguidas daquelas outras músicas na voz de Carlos Gonzaga – “Diana” e “Oh! Carol”, Luís Gonzaga com “Forró no escuro” e as previsões de “Marcianita (branca ou negra)” de que “nos anos setenta felizes seremos os dois”.

Enquanto isto, na rua passava Zé Praxedes com aquela escada grande para completar a instalação da energia de Paulo Afonso. Foi naquele tempo que meu pai recebeu um rádio vindo de São Paulo. Nele escutávamos os jogos da Copa do Mundo e a apreensão sobre o açude de Orós, que estava para romper a qualquer momento.

As notícias chegavam como que molhadas pela chuva e debaixo daquele frio que fazia pularem os cururus no meio da rua. A mesma rua por onde vinha aquela mulher com um balaio de imbu na cabeça e a gente comprava um caldeirão   inteiro para chupar.

Mais de trinta anos depois voltei à cidade. Graça - minha mulher, Clemilda, minha irmã e dois dos meus filhos – Firmino Neto e Waltinho. Cada passo era uma emoção, em cada esquina matava uma saudade, em cada rosto via os dias da infância. Inclusive no rosto de Dona Josefina, com quem nos encontramos, embora rapidamente; Dona Luizinha, Valderez e Germano.

Aquela volta a Mata Grande foi como uma espécie de desincumbência. Parecia que existia no ar uma obrigação assumida em percorrer novamente aquelas ruas, andar novamente naquela feira, tocar mais uma vez nos carros-de-boi, olhar a fonte, o Almeida, a igreja.

 

O tempo passou novamente. Faz tantos anos que não vejo Mata Grande. E parece que aquela vontade de voltar aumenta. Em cada mensagem que agora recebemos pela internet, em cada fato que a natureza coloca em nosso caminho. Parece que tudo leva a fazer real aquela frase de pára-choque que nosso vizinho João Leobino tinha no seu caminhão: “A saudade me fez voltar”.

(Walter Medeiros – PS – Voltei a Mata Grande em 2012, quando recebi o honroso título de Cidadão Honorário de Mata Grande, na Câmara Municipal).

quinta-feira, 22 de março de 2018

MATA GRANDE - Antonio Ernande











Mata Grande:

Há 18 dias e tu estás de idade nova, há 181 anos nascia por estas serras cobertas de matas verdejantes e águas cristalinas escorrendo mata a dentro.

Descobriu-se este lugar, um lugar onde tinha esperança de ser apenas fazendas, por se tratar de terras boas e de excelente produtividade. Mas aqueles que estavam chegando não imaginavam que um dia tu iria tornar-se uma bela e bonita Cidade formada dentro de seus brejos e encostada em suas serras, fazendo assim com que cada casa se formasse conforme o terreno se despusesse.

O tempo passou e tu ó Mata Grande foi se tornando garota entre as serras, e nascia a certeza que grandes histórias iria ser contada por tuas ruas e praças no futuro.

Mata Grande passa a ser adulta e acreditava-se que tu estava apenas começando, criando um povo guerreiro, batalhador, esforçado, esperançado que nasceu em uma estação frutífera de outono.

Há Mata Grande não importa as dificuldades, importa que tu és bela e encantadora para todos nós, ainda que difamem tu oh! nossa terra, resista são apenas 181
#anos.

Tu não fostes criada atoa, tu fostes criada para nós habitarmos em suas regiões, diferenciadas, mas que são matagrandenses.

Eu Te Amo minha Cidade meu município minha terra, ainda que eu ande por lugares desconhecidos, QUERO VIVER SEMPRE COM TU MINHA MATA GRANDE EM MEU CORAÇÃO.
#181
#SERRAS #BREJOS #CAATINGA #SERRADOS

MATA  GRANDE.

18 de Março de 2018
#181Anos


segunda-feira, 19 de março de 2018

NA MINHA TERRA - Christiane Sara Nunes









Autoria (Christiane Sara Nunes).

Na minha terra...

Tem serras e caatingas
Xique-xique e mandacarus
Tem lindas flores do campo e um lindo céu cor de anil.

Na minha terra tem gente bonita e faceira
Gente que nem a gente
Que ama, reza e conversa que faz promessa na cruz, e que vai a Matriz em suas missas.
Gente que teme ao Senhor e que faz penitência.
Gente que nas procissões da cidade, pede com muita vontade, pela interseção de Maria, a linda Mãe de Jesus.



Na minha terra tem Serra da Onça sem ter onças.
Tem Belo Horizonte sem Minas Gerais.
Tem Boa Vista sem ser em Roraima.
Tem Rio Grande, mas não do Sul ou do Norte.
Tem Santa Cruz do Deserto sem deserto.
Tem Espanha sem tourada.
E tem Buenos Aires sem dançar tango.



Matagrandenses entenderão...

Nasci das tuas entranhas e disso sempre me orgulharei.
Não tem esse lugar que eu chegue, que não encha logo a boca e diga,como Matagrandense da gema, que sou filha de suas terras,  de corpo alma ou coração.



Querida Mata Grande, bendita sejas tu, que brilha entre as cidades
e que cada vez mais, ilumine o seu povo, e convença-os que só o amor e a caridade levam ao caminho de Jesus.



Parabéns gleba querida, pelos 181 anos de existência  e persistência.
Que a paz seja sempre o seu lema.
Espero que quando velhinha, possa cruzar tuas ruas e dizer de boa vontade:
“De ti nasci e para ti retornei”.



Para terminar, afirmo que Mata Grande tem uma linda poetisa, que há pouco virou estrela e dentre tantas obras, cito esta, assim:



AUTORIDADE

"Poder, não opressão.
Justiça,  não imoralidade.
Honradez, não desonestidade.
Bravura, não covardia.
Respeito, não desacato.
Sensatez, não hostilidade.
Magnanimidade, não despotismo.
Autoridade preeminente - DEUS."

Maria Lourdinha Alencar Nunes.

Mata Grande, 14 de agosto de 1988.





quarta-feira, 14 de março de 2018

A IGREJA MATRIZ DE MATA GRANDE - Germano






No dia 11/03/2018 assistindo a missa na igreja Matriz de Mata Grande, o Padre Gilberto convidou a comunidade para assistir a missa do próximo domingo em comemoração aos cento e oitenta e um anos de criação da Paróquia, então, busquei alguns dados para publicar sobre a criação da matriz.





No dia 20 de junho de 1790, uma parte de terra da propriedade Cumbe, pertencente a Francisco Gonçalves Teixeira e sua mulher Luiza Maria, foi doada para a construção de uma igreja. Eles residiam próximo ao local onde hoje é o prédio do Correio, lá existia uma pequena capela construída de taipa e devido aos invernos rigorosos não resistiu. Lá existia também, uma grande cruz feita com madeira de uma árvore chamada Massaranduba o que gerou o nome de Rua da Cruz, atual Eustáquio Malta. O local servia também de cemitério.



O casal doou um quarto de légua de terra para que fosse construída a nova Capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, já que eles eram muito devotos da Santa. Ficou ainda determinado que tudo que fosse construído e produzido dentro das terras pertenceriam ao patrimônio e se pagariam impostos. Atualmente chamamos de Laudêmio e deve ser cobrado anualmente para a manutenção da paróquia, a exemplo do IPTU, cobrado pela Prefeitura.




No início foi construída uma Capela de taipa e ao longo de quarenta e sete  anos foram feitas várias reformas. Em 18/03/1837 a capela foi elevada à categoria de Paróquia.









A reforma mais radical foi na administração do Monsenhor Aloysio Viana Martins, o projeto arquitetônico foi feito pelo seu irmão, o engenheiro Dr. José Arnaldo Lisboa Martins. A ampliação da torre da igreja e as reformas internas, principalmente do moderno altar-mor teve as despesas  assumidas pelo senhor Oldrado Soares, coletor federal da cidade, junto à comunidade local.



Recentemente os Padres Washington  e Gilberto fizeram melhoramentos e hoje temos esta majestosa igreja que tanto orgulha os matagrandenses.




segunda-feira, 12 de março de 2018

A VIAGEM É TÃO CURTA - Autor Desconhecido


A VIAGEM É TÃO CURTA



Uma jovem estava sentada num transporte público. Uma senhora mal-humorada e velha veio e sentou-se ao lado dela, batendo-lhe com os seus sacos numerosos. A pessoa sentada do outro lado ficou chateada e perguntou a moça porque ela não falou ou disse algo.

A moça respondeu com um sorriso: -

Não é necessário ser grosseiro ou discutir sobre algo tão insignificante, a jornada junta é tão curta, desço na próxima parada.

A resposta, merece ser inscrita em letras douradas no nosso comportamento diário e em toda a parte:

NÃO É NECESSÁRIO DISCUTIR SOBRE ALGO TÃO INSIGNIFICANTE, NOSSA JORNADA JUNTOS É TÃO CURTA.

Se cada um de nós pudesse perceber que a nossa passagem para cá tem uma duração tão curta; por quê escurece-la com brigas, argumentos fúteis, não perdoando aos outros, as suas ingratidões e atitudes ruins?!

Alguém quebrou seu coração? Fique calmo, a viagem é tão curta . . . Alguém traiu, intimidou, enganou ou humilhou você? fique calmo, perdoe, a viagem é tão curta . . .

Qualquer sofrimento que alguém provoque, vamos lembrar que a nossa jornada junta é tão curta.

Portanto, sejamos cheios de gratidão e doçura. A doçura é uma virtude nunca comparada ao caráter mal ou covardia, mas melhor comparada a grandeza.  Nossa jornada junta aqui é muito curta e não pode ser revertida...  Ninguém sabe a duração de sua jornada. Ninguém sabe se terá que descer na próxima parada.

Vamos, portanto, acalentar e manter os amigos e familiares, vamos, portanto, ser calmos e respeitosos, gentis, gratos e perdoar uns aos outros. Se eu te magoei e maltratei, peço perdão. Mas lembre-se: a viagem aqui é tão curta.




sábado, 3 de março de 2018

LUIZ NETO FILHO- Márcia Machado





Luiz Neto Filho nasceu em Mata Grande, AL, dia 16 de junho de 1932, filho de Alcides Francisco dos Santos e Maria Rosa Machado, teve apenas um irmão biológico Juca Machado dos Santos, que faleceu na mais tenra idade. E dois irmãos adotados por seus pais, Rosa Xavier e Manoel da Silva.

 Passou boa parte da vida na sua cidade natal, saindo apenas durante algum tempo para trabalhar em São Paulo e no Maranhão. Posteriormente passou a residir em Delmiro Gouveia até o dia em que veio a falecer em 21 de outubro de 2015.

Foi casado com Marinete Alves Machado e desta união nasceram 6 filhos, Márcia Maria Machado Nunes, Mário Sérgio Machado dos Santos, Margarete Lúcia Machado Lisboa e Luiz Maurício Machado dos Santos; dos quais 2, Marisa Machado dos Santos e Manoel Machado dos Santos faleceram prematuramente.

Recebeu o mesmo nome do avô materno Luiz, que lhe tinha grande apreço e começou a chama-lo Mocinho, apelido pelo qual ficou conhecido durante toda sua vida.

 Foi proprietário de alguns terrenos no município de Mata Grande como o Jacu, a Boa Sombra e a Boa Vista. Mas o que gostava mesmo de fazer era dirigir sua camionete transportando gente o que fez durante mais de 30 anos.

Foi desbravador do percurso Mata Grande – Delmiro Gouveia via Santa Cruz do Deserto e Água Branca. Fizesse um sol de rachar ou um inverno rigoroso com lama e chuva por todos os lados, ele nunca falhava, saía com sua camionete em busca dos passageiros que lhe esperavam confiantes, pois sabiam que, mesmo que não desse para nenhum outro carro passar, Mocinho chegaria e lhes transportaria ao destino desejado. E foi assim por mais de três décadas. Enquanto os outros motoristas faziam o percurso pelo Inhapí para se livrarem da lama e dos buracos na estrada sem asfalto, ele continuava no mesmo percurso, engolindo a poeira da estrada nos verões ardentes, ou atolando a camionete nos lamaçais de inverno. Sempre fiel ao horário e aos passageiros que o esperavam, por acreditar que não devia deixá-los entregues à própria sorte.

Todas as pessoas da região que lhe conheceram ou ouviram alguém contar histórias a seu respeito sabem que Mocinho ousava desafiar os limites impostos pela natureza, para ajudar as pessoas a chegarem ao seu destino, e mais do que isso, sabem que Mocinho foi um homem honesto, um homem de bem que sempre honrou seus compromissos e soube fazer amizades por onde passou.




quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

O MUNICÍPIO DE MATA GRANDE - Germano




Muitos já escreveram sobre a criação do município de Mata Grande, todavia, não é nada demais, juntar algumas passagens pesquisadas,  e em rápidas mensagens  reativar a memória, curiosidade e pesquisa para aqueles mais jovens, principalmente pela proximidade de mais um ano de comemoração da emancipação política a ser realizada no próximo 18/03/2018.

A CRIAÇÃO:-  01/01/1660 -Antonio Souto Macedo e Sebastião de Sá foram os primeiros a se estabelecerem na região. Sebastião de Sá doou seus bens ao Colégio dos Padres Jesuítas na cidade do Recife. Quando D. José de Portugal extinguiu a Ordem dos Jesuítas os bens foram sequestrados e leiloados.

No dia 01/02/1764   João Carlos Dantas arrematou nossa região por seis contos e quatrocentos mil reis, porém não  conseguiu pagar e em novo leilão Francisco Gomes de Sá e Cipriano da Cunha foram os arrematadores.

No ano de 1791 surgiram as primeiras povoações, então, João Gonçalves Teixeira e sua mulher Maria Lucia, ofertaram uma parte de terras denominada Cumbe, situada nas terras do lugar denominado Cumbe, para que fosse erigida uma capela em  louvor a Nossa Senhora da Conceição, segundo pesquisas do renomado escritor matagrandense Djalma Mendonça.

Portanto, CUMBE foi a primeira denominação, depois, Matas de Santa Cruz, Mata do Pau Grande, Paulo Afonso e finalmente Mata Grande.

Mata Grande sempre foi destaque no Estado, tanto pela sua força política, haja vista ter sempre dois ou três deputados estaduais a representa-la na Assembleia Legislativa Estadual e também, porque sempre se impôs desde o dia 18/03/1837 quando foi elevada a categoria de vila e freguesia, embora tenha perdido essa condição em 04/05/1846.

Após seis anos de obstinada luta, no dia 28/07/1852 readquiriu a condição, desta feita,  com o nome de Paulo  Afonso, devido a sua proximidade com a famosa cachoeira e assim permaneceu até a sua emancipação política definitiva, fato ocorrido  em 05/07/1902, assinado pelo seu ilustre filho Euclides Vieira Malta, mas, somente em 25/05/1929 foi que voltou a ser chamada novamente de Mata Grande, face a criação do município de Água Branca, pois assim cessava o motivo, haja vista seu território  ir até a cachoeira  de Paulo Afonso.

De Mata Grande  foram desmembrados os atuais municípios de Pão de Açúcar em 1854; Água Branca em 1875, Canapi e Inhapi em 1962. Porém tem ainda hoje um grande Distrito, Santa Cruz do Deserto além de grandes povoados como Pau Ferro Velho, Poço Branco, Ouricuri, Faveira, Jaburú  e  Morro Vermelho.

A SITUAÇÃO: O município fica a 280 km distante da Capital do Estado e limita-se ao Norte com o Estado de Pernambuco; a Leste com o município de Canapi e ao Sul com o município de Água Branca e a Oeste também com o Estado de Pernambuco.

Sua extensão territorial é de 1.032 km2, sendo o maior do Estado em área territorial, belezas naturais, clima com temperaturas que oscilas de 12º no inverno a 32º em épocas quentes, vez que fica encravada no alto sertão alagoano. Hoje comenta-se que o maior município é Coruripe, pois Mata Grande, pelo que dizem, perdeu parte de sua área para Pariconha e Manari, coisa a ser recuperada por algum prefeito no futuro.

Afora as inúmeras serras, destaque especial para a Serra da Lagoa de Santa Cruz, onde fica o ponto culminante do Estado com seus 846 metros de altitude.

SITUAÇÃO HÍDRICA - Mata Grande é banhada pelo Rio Moxotó na parte oeste que divide os Estados de Alagoas e Pernambuco; o município tem boas lagoas como a da Serra da Lagoa de Santa Cruz e Santa Rosa, além de bons riachos como o do Grotão, Pitaxinã, Cumbe, Gravatá, Varginha, Terra Nova, Almeida e Mata Escura que agrega os da Cajazeiras e Rio Grande e mais ou menos trezentas e trinta e nove fontes de água cadastradas, sem contar os vários poços profundos instalados. Existe um na Serra da Faveira que produz cento e dez mil litros de água por hora, pertence a bacia do Jatobá, que inicia do sul do Piauí e vem até o Norte do nosso município. Os gestores ignoram tamanho potencial hídrico.

ALGUNS FILHOS ILUSTRES: A atração pelos encantos e bravuras de Mata Grande, bem como o  seu histórico passado e secular fizeram de suas entranhas nascerem homens e mulheres de fibra e corajosos (as)  como: D. Antonio Manoel de Castilho, Feliz Moreno Brandão, Euclides Vieira Malta, Artur Guimarães de Araújo Jorge, Lafayette de Mendonça, Joaquim Paulo Vieira Malta, José Maria Correia Neves, Odilon Canuto, Paulo Afonso de Mendonça, Olavo Campos de Mendonça, José Augusto de Oliveira, Renato de Mendonça Canuto, Manoel de Carvalho Villar, José Malta de Sá, Antonio Rodrigues Albuquerque, João Batista Vilar, Zeferino Vieira Machado, Geraldo de Mendonça Uchoa , Icléa de Mendonça Uchoa e recentemente podemos citar os Monsenhores Aloysio Vianna Martins, Hildebrando Veríssimo Guimaraes e Sebastião Alves Bezerra;   Eraldo Malta Brandão, Antonino de Albuquerque Malta, Luiz Gonzaga Malta Gaia, Luiz Ribeiro Malta, Dalvino Alencar, Alzira Malta Gaia,  Clerisvalda Lisboa Martins, Luiza Cavalcante Damasceno, Pedro Ferreira Vilar, Pompílio  Brandão de Alcântara, Lisete Lisboa Martins, Gerusa Albuquerque Malta, Guiomar Mendonça, José Veríssimo Guimarães, Gentil Albuquerque Malta, Sinval Albuquerque Malta entre outros de saudosa memória.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES: Santa Cruz do Deserto é mais antiga que Mata Grande, daí o nome de Matas de Santa Cruz.

A data da primeira emancipação política que se comemora em dezoito de março foi perdida. A segunda emancipação política se deu em cinco de julho, atual nome da Rua Nova.

O potencial hídrico do município é excepcional, todavia a fome e a sede ainda maltratam nossos conterrâneos, principalmente nas áreas de caatinga.

A lista de filhos ilustres antigos e atuais é imensa.




quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

0S PROVÉRBIOS - Germano


Segundo Augusto Miranda, provérbio é um substantivo masculino que quer dizer: Máxima breve; anexim; rifão, desenvolvimento de rifão ou sentença moral, em peça dramática.

Particularmente, desde a minha adolescência que leio os provérbios inseridos na Bíblia Sagrada. Citar os que mais me tocaram são inúmeros e sempre recomendo aos meus amigos para lerem, sempre que tiverem um tempo disponível ou mesmo criarem um específico.

Recentemente, li o texto abaixo que, como o nosso blog se volta a divulgação de histórias, fotos e fatos que enriqueçam a nossa cultura, achei por bem divulgar.



“Provérbio é uma frase curta, carregada de sabedoria. Todos os povos têm seus provérbios. Eles retratam a experiência moral e social ao longo de milênios. Mesmo as línguas que não tem alfabeto o são (a grande maioria tem seus provérbios). Muitas vezes envolver também a religiosidade se por religião se entende a dimensão para Deus e o respeito para com a natureza, que tantos povos veem revestida de forças divinas com influência sobre as criaturas humanas. No Antigo Testamento há muitos provérbios. Há até um livro chamado Livro dos Provérbios. Também Jesus usou de provérbios em seus ensinamentos. Estaremos todos os nossos comentando um proverbio. Os provérbios são a fotográfica da cultura de um povo.

 ( Frei Clarêncio neotti).”

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Artigo de Miriam Goldenberg


Os Sexalescentes do Século XXI*

"Se estivermos atentos, podemos notar que está surgindo uma nova faixa social, a das pessoas que estão em torno dos sessenta/setenta anos de idade, os sexalescentes é a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.

Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica, parecida com a que em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.

Este novo grupo humano, que hoje ronda os sessenta/setenta anos, teve uma vida razoavelmente satisfatória.
São homens e mulheres independentes, que trabalham há muitos anos e conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram, durante décadas, ao conceito de trabalho.
Procuraram e encontraram, há muito, a atividade de que mais gostavam e com ela ganharam a vida.
Talvez seja por isso que se sentem realizados! Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que já se aposentaram gozam plenamente cada dia, sem medo do ócio ou solidão. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5º andar...

Algumas coisas podem dar-se por adquiridas.
Por exemplo: não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta/setenta", homens e mulheres, manejam o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe e até se esquecem do velho telefone fixo para contatar os amigos - mandam WhatsApp ou e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.

De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil, e, quando não estão, procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais.
Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota e parte pra outra...

Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um traje Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de uma modelo.
Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, uma frase inteligente ou um sorriso iluminado pela experiência.

Hoje, as pessoas na idade dos sessenta/setenta, estão estreando uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são.
Hoje estão com boa saúde física e mental; recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude, ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.

Celebram o sol a cada manhã e sorriem para si próprios. Talvez por alguma razão secreta, que só sabem e saberão os que chegarem aos 60/70 no século XXI"

Artigo de Miriam Goldenberg


domingo, 28 de janeiro de 2018

OTACÍLIO BARBOSA DA SILVA - Germano







O MEU SOGRO – Germano



O meu sogro, Otacílio Barbosa da Silva, nasceu no dia 25 de dezembro de 1925 e faleceu no dia 05 de abril de 2016. Filho de João Barbosa da Silva e Júlia Lucas Barbosa que residiam no Sítio Gato do Rosário na zona Rural de Mata Grande, local onde também nasceu a minha esposa Icléa Brandão Barbosa.

Começou a vida no trabalho agrícola e depois com um carrossel em festas da região, segundo me contava o transporte era feito em carro de bois e o sofrimento era maior quando as festas eram próximas umas das outras, tendo em vista que o transporte era lento para as distâncias existentes. Posteriormente, passou a trabalhar nas casas comerciais da cidade, na qualidade de empregado, tornando-se em seguida, comerciante dos cereais que eram produzidos na região, naquela época, em grande escala. Como os lucros eram bons e a produção bastante avantajada, adquiriu com o passar dos anos as melhores fazendas da região.



Casado com Hilda Vieira Brandão , constituíram   uma família de cinco filhos: Icléa ,Iomar, Itarcy, Ivanilda, Ítalo Franco e Iteógenes, este tomou o nome de José Iteógenes por ter nascido enlaçado, como era o costume daquele tempo e Izabelly, uma filha do coração.



Tive a sorte de logo cedo casar com a sua filha Icléa e para mim, ele passou a ser um exímio orientador, foi quem me deu a condição de dirigir os seus caminhões e carros pequenos; como conselheiro me dava segurança e incentivos para adquirir os primeiros bovinos e posteriormente a primeira fazenda no decorrer do ano de 1971.



Quando ele ingressou na carreira política e foi eleito vereador, sempre o acompanhei em suas jornadas, participando   também da sua vida pública quando foi candidato a Vice-Prefeito. Nunca tivemos divergências, pois sempre me tratava como um filho, é tanto que passou a me abençoar quando nos encontrávamos.



Foi um homem admirado por todos, tinha bastante compadres e amigos e deixou uma lacuna enorme no seio dos familiares, assim, perdeu Mata Grande mais uma grande figura humana. Era devoto fervoroso da nossa Padroeira, Nossa Senhora da Conceição.

Que Deus o tenha para sempre  no Paraíso Celestial.