terça-feira, 25 de agosto de 2026

A VIDA E NOSSA - Alcides

 

A VIDA E NOSSA

 

A vida é nossa! Do nosso destino somos os únicos senhores, e como tal, dele devemos cuidar, e essa é a nossa missão. Cada um escolhe o caminho que quer seguir e, essa responsabilidade é intransferível.

As opiniões sobre este ou aquele assunto, que dos outros nos chegam,  podem até divergir, devemos respeitar o modo de pensar de cada um, mas a decisão é nossa.

Por isso, estejamos livres de qualquer amarra ou preconceito, porque nós não sabemos que ideia os outros fazem ou podem fazer a nosso respeito.

Criticar com o intuito de contribuir é uma coisa; criticar por criticar é faltar com a caridade. Aquele que não quer ajudar a edificar, não deve também ajudar a destruir.

Acertemos o passo e miremos no porvir, acreditando que estamos no rumo certo. O caminho pode até ser acidentado em alguns trechos, mas isso não é motivo para voltar atrás e seguir em sentido contrário.

Pisemos firmes e sigamos nossa trajetória, com segurança e sem temor. Se tropeçarmos, não tenhamos medo; se cairmos, nos levantemos, a vitória nos espera. E quem quer passar, precisa abrir seu próprio caminho.

Lembremos- nos sempre de que, viver bem e feliz não é estarmos com uma conta bancária cheia de dinheiro, mas sim, com o coração e a consciência repleta de amor e paz.

domingo, 23 de agosto de 2026

MONOLOGO

 

MONOLOGO

 *“O Tempo que Vive em Mim”*

Sabe… outro dia eu me peguei olhando no espelho.

E não foi pra ver ruga, não…

Foi pra tentar entender quem eu me tornei com o passar dos anos.

Porque envelhecer… ah, envelhecer não é só ver o tempo passar.

 

É aprender a caminhar com ele.

Teve um tempo em que eu corria.

Corria pra trabalhar, pra cuidar dos outros, pra dar conta de tudo.

Hoje… eu ainda caminho.

Mas caminho diferente.

Com mais calma… com mais sentido.

 

Meu corpo já não responde como antes, é verdade.

Às vezes dói aqui… trava ali… cansa mais rápido.

Mas sabe de uma coisa?

Ele ainda me leva.

E enquanto ele me leva… eu vou cuidar dele.

Um alongamento de manhã…

Uma caminhada, mesmo que devagar…

Um movimento aqui, outro ali…

Porque o corpo precisa ser lembrado de que ainda está vivo.

 

E a mente… ah, a mente!

Essa então não pode parar nunca.

Tem gente que acha que envelhecer é esquecer.

Mas eu digo: envelhecer é lembrar melhor.

Lembrar do que importa… esquecer o que pesa.

Eu aprendi a exercitar a cabeça também:

Ler um livro, conversar, contar histórias, aprender algo novo…

Sim, novo! Porque enquanto a gente aprende… a gente continua jovem por dentro.

E quer saber?

Envelhecer ativo não é fazer tudo como antes.

É fazer o possível… com alegria.

É rir mais das próprias histórias…

É aceitar ajuda sem perder a dignidade…

É descobrir novas formas de viver.

 

Hoje eu não tenho pressa.

Mas tenho presença.

Eu não tenho a mesma força…

Mas tenho sabedoria.

Eu não sou mais quem eu era…

Mas sou alguém que aprendeu a viver.

E se tem uma coisa que eu sei —

é que envelhecer não é o fim da estrada.

É só um novo jeito de caminhar.

 

E eu sigo…

Passo a passo…

Cuidando do meu corpo…

Cultivando a minha mente…

E, principalmente…

Vivendo.


NOTA DO BLOG.

Copiado do Facebook.


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

A ARTE DE SER AVÓ

 

*A Arte de Ser Avó*

"Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu...

É como dizem os ingleses, um ato de Deus". Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade.

E não se trata de um filho apenas suposto. O neto é, realmente, o sangue do seu sangue, o filho do filho, mais que filho mesmo...

Cinquenta anos, cinquenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que você esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações, todos dizem isso, embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto, mas acredita. Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade.

Não de amores com paixões: a doçura da meia idade não lhe exige essa efervescência.

A saudade é de alguma coisa que você tinha e que lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade.

Bracinhos de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as crianças?

Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum suas crianças perdidas.

São homens e mulheres - não são mais aqueles que você recorda.

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe coloca nos braços um bebê. Completamente grátis - nisso é que está a maravilha.

Sem dores, sem choro, aquela criancinha da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade, longe de ser um estranho, é um filho seu que é  devolvido.

E o espanto é que todos lhe reconhecem o direito de o amar com extravagância.

Ao contrário, causaria espanto, decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho certeza de que a vida nos dá netos para compensar de todas as perdas trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que vem ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis.

E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono abre o olho e diz:

- Vó!, seu coração estala de felicidade, como pão no forno!"

*Raquel de Queiroz*

 

 

sábado, 1 de agosto de 2026

BERTO DO TRATOR -

 



BERTO DO TRATOR -





 

Conhecido pela dedicação na limpeza urbana, o carismático trabalhador faleceu na manhã desta quinta-feira (21).

A manhã desta quinta-feira, 21 de maio, amanheceu mais triste para os moradores de Mata Grande. Faleceu hoje uma das figuras mais emblemáticas e queridas do município: Berto do Trator, um homem cuja história de vida se confunde com o próprio cotidiano e desenvolvimento das ruas da cidade.

Por décadas, Seu Berto foi o rosto da dedicação ao serviço público e à comunidade. Ele passou boa parte de sua trajetória trabalhando incansavelmente na coleta de lixo local. Para os moradores, o ronco do motor do seu inconfundível trator vermelho puxando o reboque era um “relógio biológico” — o sinal de horário certo e o compromisso diário em manter Mata Grande mais limpa e acolhedora.

O fim de uma era e o apego ao companheiro de jornada.

Com o avançar da idade e a modernização dos serviços urbanos através da chegada dos caminhões coletores, Seu Berto se aposentou das funções públicas. No entanto, a ligação com o seu instrumento de trabalho nunca se desfez.

 

 

Ele passou a viver de forma mais recolhida em sua residência, mas um detalhe chamava a atenção de quem passava por sua rua: o velho trator permanecia ali, estacionado na porta de casa, como uma sentinela de ferro que guardava as memórias de uma vida inteira dedicada ao trabalho honrado. O veículo acabou se tornando uma extensão de sua própria identidade.

NOTA DO BLOG:

Copiado do WatsApp.