terça-feira, 21 de julho de 2026

A DECADENCIA

 

A DECADENCIA

CRONOLOGIA OFICIAL DA MINHA DECADÊNCIA                                     (Relatório não solicitado do meu próprio corpo)

1. O CHÃO NÃO ME QUER MAIS

Descobri que o chão não é mais lugar neutro. Ele me observa. Sento com cuidado, como quem entra em território hostil. O erro não está em sentar — está em acreditar que levantar será simples.

Quando sento no chão hoje, meu corpo não relaxa. Ele calcula. Avalia rotas de fuga. O joelho consulta a coluna, a coluna ignora o pedido e o braço se oferece como apoio mesmo sabendo que não aguenta.

Levantar virou espetáculo constrangedor. Não é um movimento, é uma sequência de tentativas. Em algum momento faço força demais, em outro faço força nenhuma. O barulho que sai não é dor: é protesto mecânico.

Quando finalmente fico de pé, não comemoro. Fico parado, esperando o mundo voltar. A dignidade não voltou, mas o equilíbrio, às vezes, sim.

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2. LEVANTAR RÁPIDO É COISA DE JOVEM IMPRUDENTE

Existe uma idade em que levantar rápido deixa de ser virtude e passa a ser afronta. Eu levanto e a pressão fica sentada. O cérebro chega depois, ofegante, perguntando o que aconteceu.

Por alguns segundos, tudo escurece. Não é desmaio, é negociação. O corpo segura a consciência pelo colarinho e diz: “Fica quieto aí que eu resolvo”.

Aprendi a levantar devagar não por prudência, mas por sobrevivência. Hoje, quando alguém me chama com urgência, respondo com calma. Se for importante mesmo, espera.

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3. COMER É UMA ATIVIDADE DE ALTO RISCO

Eu não me sujo. A comida me ataca. Arroz pula, feijão escapa, molho escolhe a camisa clara como alvo preferencial. O guardanapo é figurante — existe apenas para manter a esperança.

Já tentei comer com cuidado. Não adiantou. A colher treme, o garfo trai, e a gravidade faz o resto. Elegância hoje é sair da mesa sem precisar explicar a roupa.

Aprendi que quem come limpo depois dos sessenta está mentindo ou passou fome.

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4. A BRAGUILHA COMO MANIFESTO POLÍTICO

Eu fecho a braguilha. Confiro. Saio confiante. Ela abre. Sozinha. Por ideologia.

Só percebo quando alguém olha rápido demais ou quando ninguém olha — o que confirma que já não há perigo social. A braguilha aberta não é descuido: é declaração silenciosa de aposentadoria simbólica.

Hoje, confiro menos. Se ninguém reclamar, é porque não importa mais.

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5. O BANHEIRO COMO UNIDADE DE MEDIDA

Antes de sair, pergunto se tem banheiro. Não por curiosidade, mas por logística. A vida passou a ser medida em distância até o vaso mais próximo. O idoso experiente sabe: Nunca negligencie a proximidade de um banheiro!

“Depois eu vou” virou frase proibida. O corpo avisa em cima da hora e cobra juros. Aprendi que fé ajuda, mas encanamento ajuda mais.

Saio menos. Não por preguiça, mas por planejamento hidráulico.

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6. O DIA EM QUE PAREI DE CONFIAR EM MIM MESMO

Flatulência é um teste moral. Todo peido vem acompanhado de dúvida. O problema não é o som, é o rodapé.

Já confiei demais. Já perdi. O idoso experiente sabe: nunca confie plenamente no próprio esfíncter. Prudência, nessa idade, é sinal de sabedoria e cueca seca. E a vida pune a soberba com rapidez e umidade.

Hoje, sento com cautela, levanto com dignidade possível e nunca aposto alto em gases.

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7. A EREÇÃO INÚTIL

Quando aparece, não serve. Quando serve, não aparece. A ereção virou evento fora de pauta.

Surge em momentos impróprios, sem futuro, sem plateia. Some quando é necessária, como funcionário público em véspera de feriado.

Desperdiço ereções como quem perde ônibus: sempre fora do horário e sem possibilidade de retorno. O corpo diz “quero”, mas não diz quando, nem pra quê.

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8. RIR É O QUE SOBROU

O corpo falha diariamente. A dignidade acompanha. O que sobra é o riso — ácido, indecente, necessário.

Rir não cura, não levanta do chão e não fecha a braguilha. Mas ajuda a atravessar o dia sem pedir desculpa por existir.

Enquanto eu rir disso tudo, ainda sou eu que conto a história. Depois, alguém conta por mim — e aí perde a graça.

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9. A QUEDA NÃO FOI A PIOR PARTE

Cair não dói tanto quanto perceber que todo mundo viu. O chão não me derrubou: eu cheguei até ele por excesso de confiança.

O corpo não avisa. Ele simplesmente desliga uma função aleatória e observa o resultado. Quando me dei conta, já estava no chão, tentando levantar rápido — erro clássico, agravante de pena.

O pior da queda não é a dor, é a plateia. Pessoas surgem do nada oferecendo ajuda, cadeira, água e perguntas inúteis. “Foi tontura?” Não. Foi idade.

Levantei fingindo dignidade. Caminhei mancando com orgulho. Em casa, mancando com verdade.

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10. EU OUÇO, MAS PREFIRO NÃO

A audição não falha de vez. Ela escolhe. Escuto cochicho irrelevante do outro lado da sala, mas não entendo quem fala comigo de frente.

Peço para repetir. Repetem. Não entendo. Sorrio e concordo. Já aceitei convites que nunca aconteceram e discordei de elogios sinceros.

O problema não é ouvir pouco — é ouvir errado. O constrangimento vem sempre depois.

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11. O ESQUECIMENTO SELETIVO É UM TALENTO

Não esqueço tudo. Esqueço o que não importa… e algumas coisas que importam muito.

Lembro perfeitamente de uma discussão de 1987, mas esqueço onde coloquei a chave há cinco minutos. Nomes somem, rostos permanecem, compromissos evaporam.

Dizem que é normal. Normal pra quem não marcou consulta achando que era amanhã. Era ontem.

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12. O MÉDICO SEMPRE SABE MAIS DO QUE EU GOSTARIA

O médico me chama pelo primeiro nome e olha meus exames como quem lê um romance policial. Faz silêncio. Esse silêncio custa caro.

“Na sua idade…” começa sempre assim. Nunca termina bem. Tudo é compatível com a idade — menos minha expectativa.

Saio do consultório com mais perguntas, menos certezas e uma lista de recomendações que não seguirei à risca.

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13. EXAMES: A HUMILHAÇÃO ORGANIZADA

Nenhum exame respeita a dignidade humana. Todos exigem jejum, despir-se ou posições incompatíveis com o amor-próprio.

O pior não é o exame — é o resultado “para levar ao médico”. Não dizem nada, mas dizem tudo.

Aprendi que quem pede exame não quer saber se você está bem. Quer saber o quanto não está.

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14. REMÉDIOS: MEU CAFÉ DA MANHÃ

Tomo remédios em horários diferentes para coisas que não lembro direito. Uns para acordar, outros para dormir, alguns para compensar os primeiros.

Levo os comprimidos numa caixinha organizada. Se misturar, vira roleta química.

Já não sei se estou vivo por mérito próprio ou por adesão farmacológica. Mas sigo — controlado, monitorado e levemente sonolento.

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15. O DIA EM QUE VIREI PACIENTE

Antes eu era pessoa. Agora sou “caso”. Tenho histórico, protocolo e acompanhamento.

As pessoas perguntam como estou. Respondo “estável”, como se fosse eletrodoméstico.

Vivo bem, dentro do possível. E o possível, hoje, é menos ambicioso — e muito mais engraçado.

Luiz Carlos Marzano

quarta-feira, 8 de julho de 2026

O MATAGRANDENSE – Germano


Como já noticiei neste blog,  ele surgiu por acaso. Na  realidade eu tinha a pretensão de registrar, para as futuras gerações, fatos e fotos da história da Mata Grande.

A minha iniciação  na computação propriamente dita eu devo ao meu  genro Cesar Pessoa de Melo que reside em Brasília. Até computador ele me deu de presente e incentivo. Os acessos de páginas . para minha surpresa ultrapassamos os duzentos e cinquenta mil acessos, daí a  vontade de registrar o feito.

Aproveito a oportunidade para agradecer aos leitores do blog e alguns dos comentários que fazem. Uma curiosidade, no entanto, me chamou a atenção, entre os vários países no qual tem leitores, Singapura ultrapassa em muito aos outros que leem.

Tenho consciência que não agrada a todos e que muitas das divulgações nada tem a ver com Mata Grande, todavia, busco deixar para reflexões de vida ou mesmo, como aprendizado.

Solicito aos conterrâneos que tenham histórias ou biografias  de familiares ou amigos que desejem publicar, basta manter contato comigo que o faremos com muito prazer e alegria.

 

 


O UNIVERSO

 

Há pessoas que acreditam que para atrair coisas boas é preciso realizar grandes rituais, fazer promessas ou buscar fórmulas complexas. Mas existe uma verdade simples que muitas vezes passa despercebida: quando deixamos de praticar o mal, de alimentar a fofoca, a inveja, a maldade gratuita, a crítica destrutiva e os pensamentos que ferem, já começamos a abrir espaço para que o bem floresça em nossa vida.

O Universo responde à energia que emitimos. Cada gesto de respeito, cada palavra de paz e cada atitude de compreensão criam uma vibração que retorna para nós de alguma forma. Nem sempre imediatamente, mas inevitavelmente.

Fazer o bem é uma escolha elevada. Porém, muitas vezes, apenas não participar do mal já representa um enorme avanço espiritual. Quem preserva a própria consciência em paz carrega uma força silenciosa que atrai oportunidades, proteção, equilíbrio e serenidade.

Lembre-se: a luz não precisa lutar contra a escuridão. Basta brilhar.

Que hoje você escolha pensamentos mais nobres, palavras mais gentis e atitudes mais conscientes. O bem encontra naturalmente aqueles que decidem caminhar em sua direção.

NOTA DO BLOG:

Autor desconhecido.

 

 

 

sábado, 4 de julho de 2026

MEUS OITENTA ANOS II – Germano

 

Conforme havia escrito, haveria a  continuidade dos meus oitenta anos, foi na praia de MURO ALTO, no Estado de Pernambuco. Conseguimos reunir todos os filhos e filha com os  respectivos descendentes. Meus netos e netas, alguns ainda estudantes outros já formados, fizeram a minha alegria e me fizeram jorrar as lágrimas.

Alegres e brincalhões me fizeram dar boas risadas e posar fotograficamente falando no que iria  deixar  para a posteridade, lembranças inesquecíveis de momentos indeléveis.

Sempre tirei um tempinho para agradecer aos amigos e conterrâneos as lindas mensagens enviadas o que me deixou bastante lisonjeado .

Fazer um relato detalhado  do que aconteceu nos dias que passamos juntos , daria um bom livro, porém, por falar em livro, me presentearam com um álbum de fotos e declarações pessoais escritas do próprio punho, individualmente, onde relatavam as coisas acontecidas deste a tenra idade até os dias atuais. Não sabia que guardavam tantas lembranças boas do “VROCO”, pois assim é que me chamam. Como disse , fica difícil relatar.

Resta-me, portanto, agradecer a Deus e a cada um, o abrilhantamento que os filhos, netos, netas, genro e noras me proporcionaram, afora os namorados das netas que me fizeram adornar de contentamento. Muito obrigado!

 

O EXÍLIO DOS VELHOS

 

 

O EXÍLIO DOS VELHOS

Há uma tragédia silenciosa acontecendo dentro de muitas famílias brasileiras. Ela não explode nos jornais, não provoca protestos nas ruas e raramente desperta indignação coletiva. Ainda assim, corrói lares, rompe vínculos e revela uma das faces mais duras da natureza humana: o abandono dos velhos.

Durante décadas, esses homens e mulheres trabalharam, criaram filhos, sustentaram casas, pagaram contas, enfrentaram doenças, crises econômicas e privações. Foram pais, mães, conselheiros e provedores. Carregaram nas costas o peso da sobrevivência da família e da educação dos filhos.

Mas chega o tempo da velhice. E chega rápido. De repente, aquele homem que sustentava a casa começa a andar devagar demais. Aquela mulher que resolvia tudo passa a esquecer coisas simples.

O velho fala demais. Conta histórias que ninguém quer ouvir. Pergunta o óbvio. Repete frases. Enche o saco, dizem alguns. Já não se veste sozinho. Já não toma banho sozinho. Às vezes, perde o controle do corpo, fica fedorento, seboso.

A dependência, que deveria despertar compaixão, muitas vezes provoca irritação. E assim começa um processo silencioso de desumanização.

Aquele que um dia foi o centro da família passa a ser visto como um problema doméstico. Uma presença incômoda. Uma mobília antiga que ocupa espaço que agora deveria servir aos jovens.

Então surge a solução prática, fria e aparentemente civilizada:

— “Vamos colocá-lo num abrigo. Lá ele será bem cuidado.”

A frase é curta. Mas o efeito é cruel.

Quase sempre essa escolha não nasce do amor, mas da conveniência. É a forma socialmente aceitável de dizer:

— Não queremos mais lidar com ele.

Em muitos casos, o próprio idoso sequer é consultado.

De uma hora para outra, ele é retirado da casa onde viveu décadas. Das fotografias nas paredes. Da cadeira onde costumava sentar. Dos móveis que comprou com o suor do próprio rosto. É arrancado de sua rotina, de suas lembranças e de sua história.

O que chamam de abrigo, para muitos, transforma-se em um exílio. Às vezes, um exílio elegante. Às vezes, um exílio triste. Para alguns, um matadouro lento. Ali passam a viver entre estranhos, aguardando visitas que raramente vêm.

No começo, os filhos aparecem. Depois, espaçam as visitas. Por fim, desaparecem. O telefone quase nunca toca. Em certos lugares, nem sequer é permitido.

O tempo passa a ser medido não pelos dias, mas pelas ausências.

Nos corredores de muitos abrigos, repetem-se histórias parecidas. Velhos que passam horas olhando portas que não se abrem. Esperando alguém que prometeu voltar no domingo passado. Alguns contam os dias pela frequência das visitas. Outros simplesmente param de esperar.

Há instituições sérias e dedicadas, é verdade. Mas também existem lugares onde a velhice é tratada com frieza mecânica: cuidadores sobrecarregados. Banhos apressados. Remédios distribuídos como numa linha de montagem. E, em alguns casos, maus-tratos.

Há ainda um elemento mais cruel nessa história. Em certas famílias, o abandono funciona como uma vingança tardia. Filhos que cresceram ressentidos de um pai severo, distante ou autoritário encontram na velhice daquele homem uma oportunidade silenciosa de ajustar contas.

— Ele nunca foi o pai que eu queria.

Agora, pensam alguns, ele pagará por isso.

É uma justiça amarga, construída sobre ressentimentos acumulados ao longo da vida. A velhice transforma-se então em um tribunal sem defesa.

Mas seria injusto afirmar que todos os casos nascem da crueldade. A realidade social também pesa. Muitas famílias simplesmente não conseguem cuidar de seus velhos. Hoje o casal trabalha o dia inteiro. Não há quem fique em casa. As moradias ficaram menores. A renda familiar desabou com a aposentadoria. Nas casas surgiram novos moradores: os netos. Há famílias em que três gerações já disputam o mesmo espaço. Falta tempo. Falta renda. Falta estrutura.

Cuidar de um idoso dependente exige presença permanente, preparo emocional e, muitas vezes, recursos financeiros que simplesmente não existem. Nesses casos, o abrigo não nasce da indiferença, mas do desespero. A longevidade moderna também agravou o problema. Antigamente, as pessoas morriam mais cedo. Muitas partiam na própria casa, cercadas por filhos, netos e vizinhos. A morte era um acontecimento familiar.

Hoje, a medicina prolonga a vida — mas a sociedade ainda não aprendeu a prolongar o cuidado. Vive-se mais. Ama-se menos.

E assim cresce um fenômeno doloroso do nosso tempo: a solidão dos velhos.

O Brasil possui leis que protegem o idoso. O Estatuto do Idoso estabelece que a família, a sociedade e o Estado têm o dever de garantir dignidade, respeito e convivência familiar.

Mas nenhuma lei do mundo consegue fabricar aquilo que deveria nascer naturalmente nas casas: o amor filial.

O Estado pode fiscalizar instituições. Pode punir negligências. Pode oferecer políticas públicas. Mas não pode obrigar um filho a amar o pai. Não pode fabricar carinho. A civilização sempre foi medida por um critério simples: como tratar suas crianças e seus velhos.

Se uma sociedade abandona aqueles que lhe deram origem, algo profundo está se quebrando em sua estrutura moral. O mais inquietante é que esse processo costuma seguir quase um algoritmo silencioso.

Primeiro vem a impaciência. Depois, a distância emocional. Em seguida, a decisão prática. Por fim, o abandono socialmente justificado. E assim o ciclo se conclui.

Os velhos, que um dia foram o centro da família, terminam a vida como hóspedes da própria história.

Mais do que políticas públicas, precisamos recuperar uma ética da gratidão. Porque toda família é uma corrente. Os velhos de hoje foram os jovens de ontem. E os jovens de hoje serão os velhos de amanhã.

Alguns perguntam, diante de tanto sofrimento, se a morte não seria, em certos casos, um alívio. Talvez seja. Para quem acredita na vida espiritual, a morte não é o fim, mas a passagem para outra etapa da existência. A dor termina. A jornada continua.

Mas, enquanto a vida permanece aqui, a velhice não deveria ser um castigo. Deveria ser o tempo da colheita. O tempo da gratidão. Porque existe uma lei antiga — conhecida pelos filósofos, pelas religiões e pela própria experiência humana:

A lei da causa e efeito.

A vida costuma devolver, mais cedo ou mais tarde, exatamente aquilo que um dia praticamos.

Quem hoje abandona, amanhã poderá ser abandonado. Quem hoje cuida, talvez um dia também seja cuidado. E talvez seja essa a verdadeira pergunta que cada geração deveria fazer a si mesma:

Como queremos ser tratados quando chegar a nossa vez de envelhecer?

Fortaleza, 02 de março de 2026

José Nilton Fernandes

quarta-feira, 24 de junho de 2026

PARA REFLETIR - Alcides

 

 

Há momentos em que tudo parece dar errado pra gente, e nos sentimos ilhados, sem saber o que fazer, para onde ir, ou mesmo onde buscar ajuda, não é verdade?

Porém, não nos precipitemos em desesperança. Tenhamos ânimo. Nem tudo pode dar errado a vida toda se reagirmos com rapidez, muita fé e determinação.

As coisas começarão a entrar nos eixos e será como se Deus estivesse nos dizendo: vá em frente, confie em mim, Eu estou com você o tempo todo, sou seu Pai e Protetor, olhe pra frente e tudo vai dar certo.

Portanto, acreditemos nas mudanças para melhor. Nem o mundo e nem as pessoas estão contra nós. A vida é assim mesmo, cheia de subidas, descidas e, às vezes, as quedas são inevitáveis, mas, levantar e recomeçar é a solução infalível.

Será que nunca ouvimos dizer que "é na descida que tomamos fôlego para subir mais fácil e mais rápido?" Ou, "se a vida fosse só um mar de rosas não teria graça?"

Neste dia, de "ditados" da sabedoria popular, acrescentemos mais um: "Não há mal que sempre dure e nem bem que nunca se acabe". 

Nos cabe, então, usar de sabedoria e inteligência para que o bem perdure o máximo possível.


 

 

quarta-feira, 17 de junho de 2026

O PERDÃO – Alcides

 

O PERDÃO – Alcides

O perdão é sem sombra de dúvida uma atitude nobre inerente às pessoas de bem. Contudo, o verdadeiro perdão só acontece quando o agressor reconhece seu erro e se modifica.

O perdão é uma doação do ofendido diante da transformação do agressor. É a atitude que libera o agressor para que ele possa crescer moralmente cada dia mais. O falso perdão e a vulgarização da sua nobreza é um incentivo à reincidência do agressor.

Quando acontece o verdadeiro perdão, energias positivas são liberadas e a vida pode seguir sem entraves, transformando a vida de ambos, sem esquecer que perdão não é o esquecimento do mal, mas sim a sua erradicação.

Quem perdoa se adianta rumo ao aprimoramento interno, sem de modo algum ser obrigado a conviver novamente com o agressor, pois, cada um deve seguir rumo à colheita do seu plantio, acertando seus erros com a Divina Providência.

O perdão liberta o coração do atingido e a consciência do agressor, sem, contudo, apagar as responsabilidades de cada um perante o Tribunal Divino.

Que pensemos sim, sobre a aplicação do perdão e também da sua justiça.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

JOÃO ALVINO MALTA BRANDÃO – Germano

 


João Alvino, filho de Pompílio Brandão de Alcântara e de Deusdeth Malta Albuquerque Brandão, nasceu no município de Mata Grande, Estado de Alagoas.

Não sei escrever sobre a sua juventude, pois o conheci quando foi o primeiro prefeito do município de Canapi, tão logo houve a  emancipação de  Mata Grande.

A época fui nomeado o segundo secretário geral do município. Uma das curiosidades que lembro foi o número de escolas municipais implantadas, cujo  número ultrapassava trinta e cinco, sendo que funcionavam normalmente   vinte e oito, abrangendo a zona urbana e rural.

João era casado com Rosita Vieira Brandão e tiveram vários filhos e filhas, sendo que uma chegou a  ser esposa do então Presidente Fernando Collor, o que enalteceu em muito o município  de Canapi e nossa região pois ela havia nascido antes da emancipação.

Não posso deixar de frisar a minha eterna gratidão por João Alvino, pois na época em que eu era Secretário, a feira semanal do município era aos domingos e foi , justamente em um dia de domingo que foi realizado em Arapiraca – Al., o concurso para o Banco do Nordeste do Brasil, S/A.

Fiz a minha inscrição e estudei bastante, pois ainda cursava o  terceiro ano ginasial, porém, quando  conversei com ele sobre a minha ausência ele concordou e ainda me presenteou com passagem e hospedagem  naquela cidade.

Então, após assumir no BNB,  continuamos amigos  e com bastante consideração. Algumas vezes o encontrei em Mata Grande, pois costumava  frequentar o Paz e Amor Club e numa delas o presenteei com muito camarão do Rio São Francisco e ele ficou bastante agradecido.

Foi um político influente por vários anos, chegando a eleger os seus sucessores com muita facilidade o que constata  a beleza do ser humano a que me refiro.

 

 

 

sexta-feira, 29 de maio de 2026

MEUS OITENTA ANOS – Germano

 


28.05.2026 – Nesta data,  as 23,30 h do ano  1946, nasci na cidade de Mata Grande gerado e criado por  Balbino Alves Bezerra e Luiza Vilar de Mendonça.

Como já descrevi em outras oportunidades,  alguns trechos da minha existência,  vou me posicionar mais  nestes primeiros cinco meses  deste ano.

Janeiro a abril tudo normal, salvo para as pequenas coisas surgidas após a cirurgia cardíaca do ano que passou, mas a expectativa de uma grande comemoração foi aos poucos arrefecendo, então, os filhos criaram um encontro da família em um hotel na praia de  Muro Alto  no vizinho estado de Pernambuco, que relatarei ao final.

Hoje fui para a academia e para minha surpresa , os colegas cantaram parabéns, fiquei emocionado, em seguida  fui convidado a ir a um café matinal no restaurante  MESTRE CUCA.

Por volta do meio dia chega o meu neto Luiz Enrico, estudante de Direito para almoçar conosco, chegou também o meu querido afilhado  Antony Barbosa e a esposa Gerline. Fomos almoçar no AKUABA e lá tomei uns goles de cerveja. Dormi boa parte da tarde e para mais uma surpresa, chega o meu filho Marcus Vinicius para o jantar. Fomos todos para o Mestre Cuca e convidamos o casal Aparecida Barbosa e Gilmar. Foi uma maravilha  o dia dos meus oitenta anos.

 

 

terça-feira, 26 de maio de 2026

GERMANO MENDONÇA ALVES

 

GERMANO

Ano XXI

 Edição nº 232

 Outubro/2025

 Cuidar da saúde é essencial em qualquer fase da vida e o momento ideal para começar é agora.

A prevenção é o melhor caminho para garantir qualidade de vida e envelhecer com autonomia e bem-estar. Atitudes simples, como manter consultas em dia, adotar hábitos saudáveis e realizar exames de rotina, fazem toda a diferença para viver com mais saúde e tranquilidade no presente e no futuro.

Foi justamente ao seguir essa trilha do autocuidado que Germano Mendonça Alves, beneficiário da Camed Saúde e aposentado do Banco do Nordeste, descobriu que cuidar de si pode, literalmente, salvar vidas. Aos 79 anos, Germano sempre se considerou um homem ativo e saudável. “Nunca senti nada no coração. Subo escadas todos os dias, moro no sétimo andar, ando a cavalo, vou à praia e frequento academia”, conta.

Mas em meio à rotina cheia de energia, ele decidiu fazer os exames oferecidos pelo Programa Checkup 60+, da Camed Saúde. “Aproveitei que minha esposa também ia fazer, por já ter alguns problemas de saúde, e resolvi fazer os meus. Fazia mais de três anos que não fazia exames”, relembra.

O resultado trouxe uma grande surpresa. Enquanto os exames da esposa não mostraram alterações, os dele indicaram algo grave: uma artéria coronária estava 98% entupida.

“Eu estava em Brasília visitando minha filha quando recebi a notícia. No dia seguinte, fui encaminhado para o cateterismo e acabei sendo levado direto para a UTI.

No dia 11 de agosto, fiz uma cirurgia coronária de urgência, com quatro pontes de safena. Foi um susto, mas também uma bênção”, relata emocionado.

Hoje, dois meses após a cirurgia, Germano segue em recuperação e cheio de gratidão. “Se não fosse o Check-up 60+, eu poderia ter sido mais um caso de morte súbita, como meu avô e minha tia. Esse programa me deu uma nova chance”, afirma.

 A história de Germano é um exemplo real da importância do Programa Check-up 60+, que promove a saúde e o bem-estar dos beneficiários com 60 anos ou mais ao incentivar a realização de exames laboratoriais e cardiológico essenciais.

O programa oferece participação financeira zero por até 60 dias após a emissão da guia, além de enviar orientações e informações personalizadas nas datas de aniversário, por e-mail e WhatsApp.

Mais do que um conjunto de exames, o Check-up 60+ representa um gesto de cuidado e de amor à vida, um lembrete de que nunca é tarde para cuidar de si e que a prevenção continua sendo  o melhor para a continuidade da vida.