sábado, 4 de julho de 2026

MEUS OITENTA ANOS II – Germano

 

Conforme havia escrito, haveria a  continuidade dos meus oitenta anos, foi na praia de MURO ALTO, no Estado de Pernambuco. Conseguimos reunir todos os filhos e filha com os  respectivos descendentes. Meus netos e netas, alguns ainda estudantes outros já formados, fizeram a minha alegria e me fizeram jorrar as lágrimas.

Alegres e brincalhões me fizeram dar boas risadas e posar fotograficamente falando no que iria  deixar  para a posteridade, lembranças inesquecíveis de momentos indeléveis.

Sempre tirei um tempinho para agradecer aos amigos e conterrâneos as lindas mensagens enviadas o que me deixou bastante lisonjeado .

Fazer um relato detalhado  do que aconteceu nos dias que passamos juntos , daria um bom livro, porém, por falar em livro, me presentearam com um álbum de fotos e declarações pessoais escritas do próprio punho, individualmente, onde relatavam as coisas acontecidas deste a tenra idade até os dias atuais. Não sabia que guardavam tantas lembranças boas do “VROCO”, pois assim é que me chamam. Como disse , fica difícil relatar.

Resta-me, portanto, agradecer a Deus e a cada um, o abrilhantamento que os filhos, netos, netas, genro e noras me proporcionaram, afora os namorados das netas que me fizeram adornar de contentamento. Muito obrigado!

 

O EXÍLIO DOS VELHOS

 

 

O EXÍLIO DOS VELHOS

Há uma tragédia silenciosa acontecendo dentro de muitas famílias brasileiras. Ela não explode nos jornais, não provoca protestos nas ruas e raramente desperta indignação coletiva. Ainda assim, corrói lares, rompe vínculos e revela uma das faces mais duras da natureza humana: o abandono dos velhos.

Durante décadas, esses homens e mulheres trabalharam, criaram filhos, sustentaram casas, pagaram contas, enfrentaram doenças, crises econômicas e privações. Foram pais, mães, conselheiros e provedores. Carregaram nas costas o peso da sobrevivência da família e da educação dos filhos.

Mas chega o tempo da velhice. E chega rápido. De repente, aquele homem que sustentava a casa começa a andar devagar demais. Aquela mulher que resolvia tudo passa a esquecer coisas simples.

O velho fala demais. Conta histórias que ninguém quer ouvir. Pergunta o óbvio. Repete frases. Enche o saco, dizem alguns. Já não se veste sozinho. Já não toma banho sozinho. Às vezes, perde o controle do corpo, fica fedorento, seboso.

A dependência, que deveria despertar compaixão, muitas vezes provoca irritação. E assim começa um processo silencioso de desumanização.

Aquele que um dia foi o centro da família passa a ser visto como um problema doméstico. Uma presença incômoda. Uma mobília antiga que ocupa espaço que agora deveria servir aos jovens.

Então surge a solução prática, fria e aparentemente civilizada:

— “Vamos colocá-lo num abrigo. Lá ele será bem cuidado.”

A frase é curta. Mas o efeito é cruel.

Quase sempre essa escolha não nasce do amor, mas da conveniência. É a forma socialmente aceitável de dizer:

— Não queremos mais lidar com ele.

Em muitos casos, o próprio idoso sequer é consultado.

De uma hora para outra, ele é retirado da casa onde viveu décadas. Das fotografias nas paredes. Da cadeira onde costumava sentar. Dos móveis que comprou com o suor do próprio rosto. É arrancado de sua rotina, de suas lembranças e de sua história.

O que chamam de abrigo, para muitos, transforma-se em um exílio. Às vezes, um exílio elegante. Às vezes, um exílio triste. Para alguns, um matadouro lento. Ali passam a viver entre estranhos, aguardando visitas que raramente vêm.

No começo, os filhos aparecem. Depois, espaçam as visitas. Por fim, desaparecem. O telefone quase nunca toca. Em certos lugares, nem sequer é permitido.

O tempo passa a ser medido não pelos dias, mas pelas ausências.

Nos corredores de muitos abrigos, repetem-se histórias parecidas. Velhos que passam horas olhando portas que não se abrem. Esperando alguém que prometeu voltar no domingo passado. Alguns contam os dias pela frequência das visitas. Outros simplesmente param de esperar.

Há instituições sérias e dedicadas, é verdade. Mas também existem lugares onde a velhice é tratada com frieza mecânica: cuidadores sobrecarregados. Banhos apressados. Remédios distribuídos como numa linha de montagem. E, em alguns casos, maus-tratos.

Há ainda um elemento mais cruel nessa história. Em certas famílias, o abandono funciona como uma vingança tardia. Filhos que cresceram ressentidos de um pai severo, distante ou autoritário encontram na velhice daquele homem uma oportunidade silenciosa de ajustar contas.

— Ele nunca foi o pai que eu queria.

Agora, pensam alguns, ele pagará por isso.

É uma justiça amarga, construída sobre ressentimentos acumulados ao longo da vida. A velhice transforma-se então em um tribunal sem defesa.

Mas seria injusto afirmar que todos os casos nascem da crueldade. A realidade social também pesa. Muitas famílias simplesmente não conseguem cuidar de seus velhos. Hoje o casal trabalha o dia inteiro. Não há quem fique em casa. As moradias ficaram menores. A renda familiar desabou com a aposentadoria. Nas casas surgiram novos moradores: os netos. Há famílias em que três gerações já disputam o mesmo espaço. Falta tempo. Falta renda. Falta estrutura.

Cuidar de um idoso dependente exige presença permanente, preparo emocional e, muitas vezes, recursos financeiros que simplesmente não existem. Nesses casos, o abrigo não nasce da indiferença, mas do desespero. A longevidade moderna também agravou o problema. Antigamente, as pessoas morriam mais cedo. Muitas partiam na própria casa, cercadas por filhos, netos e vizinhos. A morte era um acontecimento familiar.

Hoje, a medicina prolonga a vida — mas a sociedade ainda não aprendeu a prolongar o cuidado. Vive-se mais. Ama-se menos.

E assim cresce um fenômeno doloroso do nosso tempo: a solidão dos velhos.

O Brasil possui leis que protegem o idoso. O Estatuto do Idoso estabelece que a família, a sociedade e o Estado têm o dever de garantir dignidade, respeito e convivência familiar.

Mas nenhuma lei do mundo consegue fabricar aquilo que deveria nascer naturalmente nas casas: o amor filial.

O Estado pode fiscalizar instituições. Pode punir negligências. Pode oferecer políticas públicas. Mas não pode obrigar um filho a amar o pai. Não pode fabricar carinho. A civilização sempre foi medida por um critério simples: como tratar suas crianças e seus velhos.

Se uma sociedade abandona aqueles que lhe deram origem, algo profundo está se quebrando em sua estrutura moral. O mais inquietante é que esse processo costuma seguir quase um algoritmo silencioso.

Primeiro vem a impaciência. Depois, a distância emocional. Em seguida, a decisão prática. Por fim, o abandono socialmente justificado. E assim o ciclo se conclui.

Os velhos, que um dia foram o centro da família, terminam a vida como hóspedes da própria história.

Mais do que políticas públicas, precisamos recuperar uma ética da gratidão. Porque toda família é uma corrente. Os velhos de hoje foram os jovens de ontem. E os jovens de hoje serão os velhos de amanhã.

Alguns perguntam, diante de tanto sofrimento, se a morte não seria, em certos casos, um alívio. Talvez seja. Para quem acredita na vida espiritual, a morte não é o fim, mas a passagem para outra etapa da existência. A dor termina. A jornada continua.

Mas, enquanto a vida permanece aqui, a velhice não deveria ser um castigo. Deveria ser o tempo da colheita. O tempo da gratidão. Porque existe uma lei antiga — conhecida pelos filósofos, pelas religiões e pela própria experiência humana:

A lei da causa e efeito.

A vida costuma devolver, mais cedo ou mais tarde, exatamente aquilo que um dia praticamos.

Quem hoje abandona, amanhã poderá ser abandonado. Quem hoje cuida, talvez um dia também seja cuidado. E talvez seja essa a verdadeira pergunta que cada geração deveria fazer a si mesma:

Como queremos ser tratados quando chegar a nossa vez de envelhecer?

Fortaleza, 02 de março de 2026

José Nilton Fernandes

quarta-feira, 24 de junho de 2026

PARA REFLETIR - Alcides

 

 

Há momentos em que tudo parece dar errado pra gente, e nos sentimos ilhados, sem saber o que fazer, para onde ir, ou mesmo onde buscar ajuda, não é verdade?

Porém, não nos precipitemos em desesperança. Tenhamos ânimo. Nem tudo pode dar errado a vida toda se reagirmos com rapidez, muita fé e determinação.

As coisas começarão a entrar nos eixos e será como se Deus estivesse nos dizendo: vá em frente, confie em mim, Eu estou com você o tempo todo, sou seu Pai e Protetor, olhe pra frente e tudo vai dar certo.

Portanto, acreditemos nas mudanças para melhor. Nem o mundo e nem as pessoas estão contra nós. A vida é assim mesmo, cheia de subidas, descidas e, às vezes, as quedas são inevitáveis, mas, levantar e recomeçar é a solução infalível.

Será que nunca ouvimos dizer que "é na descida que tomamos fôlego para subir mais fácil e mais rápido?" Ou, "se a vida fosse só um mar de rosas não teria graça?"

Neste dia, de "ditados" da sabedoria popular, acrescentemos mais um: "Não há mal que sempre dure e nem bem que nunca se acabe". 

Nos cabe, então, usar de sabedoria e inteligência para que o bem perdure o máximo possível.


 

 

quarta-feira, 17 de junho de 2026

O PERDÃO – Alcides

 

O PERDÃO – Alcides

O perdão é sem sombra de dúvida uma atitude nobre inerente às pessoas de bem. Contudo, o verdadeiro perdão só acontece quando o agressor reconhece seu erro e se modifica.

O perdão é uma doação do ofendido diante da transformação do agressor. É a atitude que libera o agressor para que ele possa crescer moralmente cada dia mais. O falso perdão e a vulgarização da sua nobreza é um incentivo à reincidência do agressor.

Quando acontece o verdadeiro perdão, energias positivas são liberadas e a vida pode seguir sem entraves, transformando a vida de ambos, sem esquecer que perdão não é o esquecimento do mal, mas sim a sua erradicação.

Quem perdoa se adianta rumo ao aprimoramento interno, sem de modo algum ser obrigado a conviver novamente com o agressor, pois, cada um deve seguir rumo à colheita do seu plantio, acertando seus erros com a Divina Providência.

O perdão liberta o coração do atingido e a consciência do agressor, sem, contudo, apagar as responsabilidades de cada um perante o Tribunal Divino.

Que pensemos sim, sobre a aplicação do perdão e também da sua justiça.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

JOÃO ALVINO MALTA BRANDÃO – Germano

 


João Alvino, filho de Pompílio Brandão de Alcântara e de Deusdeth Malta Albuquerque Brandão, nasceu no município de Mata Grande, Estado de Alagoas.

Não sei escrever sobre a sua juventude, pois o conheci quando foi o primeiro prefeito do município de Canapi, tão logo houve a  emancipação de  Mata Grande.

A época fui nomeado o segundo secretário geral do município. Uma das curiosidades que lembro foi o número de escolas municipais implantadas, cujo  número ultrapassava trinta e cinco, sendo que funcionavam normalmente   vinte e oito, abrangendo a zona urbana e rural.

João era casado com Rosita Vieira Brandão e tiveram vários filhos e filhas, sendo que uma chegou a  ser esposa do então Presidente Fernando Collor, o que enalteceu em muito o município  de Canapi e nossa região pois ela havia nascido antes da emancipação.

Não posso deixar de frisar a minha eterna gratidão por João Alvino, pois na época em que eu era Secretário, a feira semanal do município era aos domingos e foi , justamente em um dia de domingo que foi realizado em Arapiraca – Al., o concurso para o Banco do Nordeste do Brasil, S/A.

Fiz a minha inscrição e estudei bastante, pois ainda cursava o  terceiro ano ginasial, porém, quando  conversei com ele sobre a minha ausência ele concordou e ainda me presenteou com passagem e hospedagem  naquela cidade.

Então, após assumir no BNB,  continuamos amigos  e com bastante consideração. Algumas vezes o encontrei em Mata Grande, pois costumava  frequentar o Paz e Amor Club e numa delas o presenteei com muito camarão do Rio São Francisco e ele ficou bastante agradecido.

Foi um político influente por vários anos, chegando a eleger os seus sucessores com muita facilidade o que constata  a beleza do ser humano a que me refiro.

 

 

 

sexta-feira, 29 de maio de 2026

MEUS OITENTA ANOS – Germano

 


28.05.2026 – Nesta data,  as 23,30 h do ano  1946, nasci na cidade de Mata Grande gerado e criado por  Balbino Alves Bezerra e Luiza Vilar de Mendonça.

Como já descrevi em outras oportunidades,  alguns trechos da minha existência,  vou me posicionar mais  nestes primeiros cinco meses  deste ano.

Janeiro a abril tudo normal, salvo para as pequenas coisas surgidas após a cirurgia cardíaca do ano que passou, mas a expectativa de uma grande comemoração foi aos poucos arrefecendo, então, os filhos criaram um encontro da família em um hotel na praia de  Muro Alto  no vizinho estado de Pernambuco, que relatarei ao final.

Hoje fui para a academia e para minha surpresa , os colegas cantaram parabéns, fiquei emocionado, em seguida  fui convidado a ir a um café matinal no restaurante  MESTRE CUCA.

Por volta do meio dia chega o meu neto Luiz Enrico, estudante de Direito para almoçar conosco, chegou também o meu querido afilhado  Antony Barbosa e a esposa Gerline. Fomos almoçar no AKUABA e lá tomei uns goles de cerveja. Dormi boa parte da tarde e para mais uma surpresa, chega o meu filho Marcus Vinicius para o jantar. Fomos todos para o Mestre Cuca e convidamos o casal Aparecida Barbosa e Gilmar. Foi uma maravilha  o dia dos meus oitenta anos.

 

 

terça-feira, 26 de maio de 2026

GERMANO MENDONÇA ALVES

 

GERMANO

Ano XXI

 Edição nº 232

 Outubro/2025

 Cuidar da saúde é essencial em qualquer fase da vida e o momento ideal para começar é agora.

A prevenção é o melhor caminho para garantir qualidade de vida e envelhecer com autonomia e bem-estar. Atitudes simples, como manter consultas em dia, adotar hábitos saudáveis e realizar exames de rotina, fazem toda a diferença para viver com mais saúde e tranquilidade no presente e no futuro.

Foi justamente ao seguir essa trilha do autocuidado que Germano Mendonça Alves, beneficiário da Camed Saúde e aposentado do Banco do Nordeste, descobriu que cuidar de si pode, literalmente, salvar vidas. Aos 79 anos, Germano sempre se considerou um homem ativo e saudável. “Nunca senti nada no coração. Subo escadas todos os dias, moro no sétimo andar, ando a cavalo, vou à praia e frequento academia”, conta.

Mas em meio à rotina cheia de energia, ele decidiu fazer os exames oferecidos pelo Programa Checkup 60+, da Camed Saúde. “Aproveitei que minha esposa também ia fazer, por já ter alguns problemas de saúde, e resolvi fazer os meus. Fazia mais de três anos que não fazia exames”, relembra.

O resultado trouxe uma grande surpresa. Enquanto os exames da esposa não mostraram alterações, os dele indicaram algo grave: uma artéria coronária estava 98% entupida.

“Eu estava em Brasília visitando minha filha quando recebi a notícia. No dia seguinte, fui encaminhado para o cateterismo e acabei sendo levado direto para a UTI.

No dia 11 de agosto, fiz uma cirurgia coronária de urgência, com quatro pontes de safena. Foi um susto, mas também uma bênção”, relata emocionado.

Hoje, dois meses após a cirurgia, Germano segue em recuperação e cheio de gratidão. “Se não fosse o Check-up 60+, eu poderia ter sido mais um caso de morte súbita, como meu avô e minha tia. Esse programa me deu uma nova chance”, afirma.

 A história de Germano é um exemplo real da importância do Programa Check-up 60+, que promove a saúde e o bem-estar dos beneficiários com 60 anos ou mais ao incentivar a realização de exames laboratoriais e cardiológico essenciais.

O programa oferece participação financeira zero por até 60 dias após a emissão da guia, além de enviar orientações e informações personalizadas nas datas de aniversário, por e-mail e WhatsApp.

Mais do que um conjunto de exames, o Check-up 60+ representa um gesto de cuidado e de amor à vida, um lembrete de que nunca é tarde para cuidar de si e que a prevenção continua sendo  o melhor para a continuidade da vida.

domingo, 17 de maio de 2026

LONGEVIDADE – Fernanda Quinta

 

LONGEVIDADE –  Fernanda Quinta

 

As estatísticas dizem que as mulheres vivem mais do que os homens. No século passado, um homem com 60 anos era considerado um velho, atualmente vemos muitos com 90 anos e lúcidos.

Existem dados que a mulher é mais precavida com os exames rotineiros, todavia, o homem tem sido tratado desde a infância com as doses recomendadas pelo governo e segue , após os quarenta anos até com os exames da próstata, coisas antes muito difícil,    também  uma grande parte já faz os  exames anuais, entre eles se destacam as vacinas e os exames rotineiros.

Exames cardiológicos

Ao longo da vida adulta, o cenário deveria se consolidar com um acompanhamento preventivo mais disciplinado — mas é justamente aqui que muitos homens somem do sistema de saúde. A cardiologia é uma das áreas que mais sente esse afastamento.

“A maioria dos eventos cardíacos em homens ocorre sem aviso prévio — mas não sem sinais prévios. Pressão arterial alterada, colesterol e glicemia desregulados, inflamação, distúrbios do sono, estresse… tudo isso aparece nos exames muito antes do infarto.

O problema não é a falta de tecnologia, é a falta de consulta”, afirma o Dr. Carlos Eduardo Suaide, coordenador da cardiologia na Dasa, em São Paulo para as marcas Delboni Salomão Zoppi, Lavoisier e Alta Diagnósticos.

 

Exames após os 40 anos

Nos check-ups masculinos avaliam-se indicadores essenciais: colesterol, glicemia, hemograma, função renal e hepática, vitamina D, marcadores inflamatórios, hormônios (como testosterona), exames de urina e eletrocardiograma.

 

Para homens acima dos 40 anos, a recomendação inclui PSA (exame de sangue para avaliar a saúde da próstata) e, quando indicado, o toque retal realizado em consultório médico. Para aqueles com sinais de queda hormonal, o acompanhamento da chamada andropausa (o climatério masculino), com avaliações metabólicas e hormonais, auxilia intervenções preventivas e melhora da qualidade de vida.

 

A partir dos 45 anos (ou antes, em caso de histórico familiar), a preocupação com o câncer de próstata exige ainda mais atenção. É o tumor mais incidente em homens no Brasil, com 72 mil novos casos estimados anualmente, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Embora seja altamente tratável quando detectado cedo, muitos ainda chegam ao diagnóstico em estágios avançados — justamente por evitarem o cuidado preventivo.

 

Genômica a serviço da saúde

O avanço da tecnologia é uma grande aliada para a identificação precoce de doenças. “A genética nos permite identificar variantes que aumentam o risco de câncer de próstata e outros tumores hereditários muito antes do aparecimento dos primeiros sintomas. É uma ferramenta que personaliza o cuidado e antecipa o rastreamento com dados científicos sólidos”, explica o oncogeneticista Henrique Galvão, da Dasa Genômica.

 

Entre os exames disponíveis no Brasil, estão os painéis de predisposição hereditária ao câncer (que avaliam genes como BRCA1, BRCA2, TP53, CHEK2 e ATM), o painel ampliado para câncer hereditário, além de painéis focados em câncer masculino, como Score de Risco Poligênico, indicado para homens que possuem casos de câncer de próstata na família ou que precisam avaliar se estão em risco aumentado para esta doença. Eles orientam médicos a mapear riscos, ajustar a frequência dos exames de imagem e decidir intervenções precoces.

 

Importância da vacinação

A vacinação é outro cuidado essencial para manter a saúde do homem ao longo da vida. “Vacina é cuidado masculino. Do HPV ao herpes-zóster, do tétano à gripe anual, grande parte dos quadros evitáveis em homens adultos está associada a atrasos ou ausência de imunização”, ressalta a infectologista Rosana Richtmann.

 

Saúde do homem é construída todos os dias

Ao final dessa jornada, fica evidente que tecnologia não é o problema. O Brasil dispõe de check-ups completos, atendimento domiciliar, exames genéticos de alta precisão, vacinas modernas, inteligência artificial aplicada à radiologia e protocolos avançados de prevenção. O que falta, como mostram os dados, é o passo mais básico: a ida ao consultório.

Afinal, a saúde do homem é construída todos os dias — desde a infância até a maturidade — e que viver mais passa, obrigatoriamente, por consultar, acompanhar, prevenir e agir antes do sintoma.

 

Por Fernanda Quinta

quarta-feira, 6 de maio de 2026

PERCEBER-SE – Alberes

 

Perceber-se!

Nascemos com um genoma definido, com características próprias e somente nossas. Trazemos informações genéticas de gerações antepassadas, sejam físicas ou comportamentais.

Iremos interagir com o meio tendo percepções exclusivas, cada um olhando de um ângulo posicionado sobre a sua visão. Veremos o que mais nos atrai, e guardamos o que mais nos convêm.Nunca observaremos o total. Por isso seremos sempre diferentes uns dos outros. As reações também serão pessoais.

O conteúdo de nosso Ser vai se ampliando à medida que absorvemos e traduzimos as informações contidas em nosso meio. Porém, temos que decifrarmos as informações contidas em nossos genomas, pois também seguirão conosco por toda a vida!

Somos Seres munidos de consciência apenas sobre o que conhecemos, mas ignorantes ao nosso inconsciente. Nesse inconsciente moram informações herdadas e as que não captamos com precisão, enquanto observadores. Por isso somos Seres complexos!

Ninguém será completo ou conhecedor de todas as coisas, por isso basta selecionar o que dispomos em nós de melhor. Desnecessário será a busca desenfreada por conhecimentos, sem o uso devido do que já dispomos!

Sejamos mais simples e mais objetivos no suprimento da felicidade, da paz e do amor! Dessa forma, os nossos hormônios serão melhores utilizados, quantitativos e qualificativamente, preservando-nos e nos conduzindo à longevidade saudável!

José Alberes Silva

terça-feira, 5 de maio de 2026

PSICOLOGIA

 

PSICOLOGIA

A psicologia diz que a verdadeira razão pela qual ter mais de 60 anos é tão difícil não é o envelhecimento em si, mas sim o fato de que a cultura moderna não tem uma estrutura para a dignidade sem produtividade

Envelhecer significa perder massa muscular, ficar mais frágil e ver o corpo não corresponder aos mesmos estímulos da jovialidade. Mas existe outro ponto que pessoas com mais de 60 anos também sentem com o envelhecimento: a sensação de que sua presença já não é mais notada e valorizada pelos outros ao seu redor.

Isso com mais frequência, porque existe um fator por trás deste sentimento. Em muitas sociedades, o valor de cada pessoa costuma ser ligado à sua produtividade e capacidade econômica. Quando alguém sai desse modelo, seja por aposentadoria ou as limitações da idade, ela perde seu lugar na hierarquia social, o que mexe com sua saúde mental e autoestima.

O que mudou é que a expectativa de vida aumentou, mas a cultura não construiu um modo de dar sentido, status e dignidade às pessoas que envelhecem. Na prática, a pessoa continua viva, ativa em muitos aspectos e com muitas experiências, mas passa a ser tratada como alguém que está apenas "recebendo" do governo, e não contribuindo.

 

Idosos são frequentemente vítimas de etarismo.

Pesquisas sobre preconceito etário mostram um padrão recorrente: idosos são frequentemente vistos como dependentes, como custo social e, em alguns casos, como um peso para gerações mais jovens. De acordo com a psicologia, essa visão é consequência direta de uma cultura que mede o valor humano principalmente por desempenho e produção.

Erik Erikson, um dos principais autores sobre desenvolvimento humano, descreveu o envelhecimento como um período marcado pela tensão entre "integridade x desespero", ou seja, a necessidade de olhar para a própria história e encontrar sentido no que foi vivido. Só que, além disso, as pessoas precisam sentir que ainda têm algum valor no mundo ao redor, mesmo que não sejam mais "produtivas".

A ideia de "curtir a vida", "ficar com os netos" e "arrumar um hobby" funciona para algumas pessoas, especialmente para quem saiu de um trabalho que já não fazia bem, ou para quem viveu anos sob rotinas de estresse. Mas, para muita gente, isso não fecha a conta, porque o que foi perdido foi sua visibilidade e reconhecimento. E netos e hobbies podem trazer alegria e afeto, mas não substituem a sensação de pertencimento social que vinha de sua produtividade.

 

Algumas pesquisas sobre propósito após a aposentadoria mostram que a aposentadoria pode aumentar felicidade em certos casos, mas diminuir o seu propósito, porque o trabalho, mesmo quando não é prazeroso, costuma oferecer uma ocupação. Isso ajuda a entender por que algumas pessoas ficam mais leves após parar de trabalhar, mas ao mesmo tempo se sentem vazias e sem nada para fazer.

Um estudo sobre etarismo apontou que muitos idosos relatam se sentir sobrecarregados por expectativas de fracasso e por suposições de incapacidade ligadas à sua idade. Eles querem contribuir e tentam contribuir, mas encontram barreiras de que eles estariam ultrapassados. Isso corrói a motivação e impacta saúde mental, porque a pessoa começa a sentir que não "vale mais nada".

 

O que a psicologia diz sobre o envelhecimento e produção?

Quando alguém com mais de 60 descreve sensação de invisibilidade, evite dizer que ela está exagerando. De acordo com dados da Pesquisa Mundial de Valores, uma parcela relevante das pessoas acredita que idosos não recebem o respeito e a valorização que merecem.

 

A psicologia que estuda adaptação à aposentadoria destaca três fatores que indicam o bem-estar nessa fase: identidade, interação social e independência.

Identidade no sentido de manter ou construir papéis que façam a pessoa se sentir relevante, interação social e não apenas atividades para preencher o dia, e independência não só física, mas psicológica, mostrando que seu valor não está condicionado ao "render" como antes.

Nos últimos anos, pesquisadores de gerontologia crítica têm chamado atenção para um risco: até as ideias que parecem positivas, como "envelhecimento ativo" e "envelhecimento produtivo", podem reforçar o mesmo problema quando colocam a terceira idade como "aceitável" apenas se ela continuar parecida com a meia-idade, mantendo padrões de produtividade e performance.

NOTA DO BLOG:

Copiado da Internet.