sábado, 9 de setembro de 2023

UM SETE DE SETEMBRO DIFERENTE- Germano

 

Quando cursei o primário no Grupo Escolar Demócrito Gracindo em Mata Grande – Al., no dia da Independência do Brasil, desfilei  marchando nas ruas de nossa cidade com muito entusiasmo.

Quando cursei o ginasial no Ginásio Felix Moreno também desfilei, só que fazendo parte da banda. Era um orgulho imenso, pois em Alagoas desfilávamos também no dia  dezesseis de setembro, pois se comemora a independência do Estado.  Neste período estudantil, desfilamos também em cidades vizinhas como Inajá-Pe., Delmiro Gouveia, Água Branca e Olho d’Água das Flores em Alagoas, em anos alternados obviamente.

Ainda cursando o terceiro ano ginasial , me tornei profissional bancário, pois fui aprovado em concurso promovido pelo Banco do Nordeste do Brasil, S/A.

Com o decorrer dos anos passei a comparecer aos desfiles como assistente, tanto no dia sete como também no dia dezesseis de cada ano, tanto na capital do Estado como também nas cidades aonde trabalhava.  

Eis que, certa feita me encontrava em Brasília e assisti ao desfile das forças armadas brasileiras. Um encanto, me emocionei bastante.

Este último sete de setembro, foi realmente muito diferente. Me desloquei de Maceió para  Mata Grande, unicamente para assistir uma missa em homenagem aos 100 anos da inauguração da Capela da Serra da Onça.

A capela foi inaugurada no dia 07.09.1923 pelo comerciante Antônio Rodrigues de Albuquerque. Com o decorrer do tempo foi sendo esquecida e depredada. No entanto, há uns doze anos atrás, resolvemos pedir ajuda aos mata-grandenses para que fosse recuperada e pintada. Contando com  a participação de alguns, foram construídos também vários degraus o que facilitou a subida de pessoas jovens e também daquelas com mais de sessenta anos.

Os Homens do Terço da nossa paróquia, adotaram a Serra da Onça como um dos locais de retiro e religiosidade. Passaram então, anualmente, a subirem a serra com uma “VIA-SACRA” acompanhados por muitas pessoas. Número que se tornou crescente ao longo dos anos.

Este ano, face o centenário da Capela, convidaram o Padre Marcelo João e ele aceitou celebrar uma missa no alto da serra. Vale frisar que foi a primeira missa ali celebrada.

Foram feitos os preparativos como  limpeza dos matos, pintura da capela e degraus e foi tudo isto que tornou o sete de setembro de dois mil e vinte e três muito diferente.

Os Homens do Terço foram eficientes em tudo. A organização foi fantástica. A quantidade de pessoas que subiu a serra superou as nossas expectativas o que se tornou o maior evento ali até hoje realizado. As pessoas assistiram a missa com atenção e devoção ao Padroeiro Santo Antônio.  Na homilia alguns lembraram no Sermão da Montanha. A atenção as palavras do padre foi observada desde o começo.

No final, pedi ao padre para fazer alguns agradecimentos. Falou também o primo Daniel Malta, bisneto do saudoso Antônio Albuquerque que emocionado lembrou a trajetória do bisavô.

A missa, compareceram também irmãos dos Homens do Terço da cidade vizinha de Inajá-Pe., e também de outras capelas do município. De autoridades registramos a presença do Padre , do Vice-Prefeito Marcus Vinicius Barbosa de  Mendonça e do Vereador Rodolfo Soares.

Agradecemos a Deus em poder participar, também, aos valorosos Homens do Terço que com eficiência e dedicação deixaram mais um marco nos anais da história de Mata Grande.

Por tudo isto, volto a registrar, este ano tive a satisfação de viver um sete de setembro diferente.

NOTA DO BLOG.

Quem desejar ver fotos, acesse a minha página no Facebook.



 

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

TEMPOS DESOLADORES – Germano

 

A história nos conta a existência de tempos sombrios que assolam a população, uma das quais a gripe espanhola lá pelo ido século dezenove.

A gripe espanhola, foi vasta e mortal infectou uma estimativa de 500 milhões de pessoas, cerca de um quarto da população mundial na época. Estima-se que o número de mortos seja mais de 50 milhões,  tornando-a uma das epidemias mais mortais da história da humanidade.

Na atualidade  a  AIDS, a DENGUE e a CHICUCUNHA tornaram a humanidade ressabiadas e daí surgiram várias formas de evitar, como o uso da camisinha, a eliminação de águas paradas e também a eliminação dos mosquitos.

Ultimamente, em março de 2017 eis  que surge  o COVID-19 , eliminando um número  enorme de pessoas que conviviam harmoniosamente e com bastante saúde, obrigando as comunidades a viverem  reclusas em suas casas e também a usar máscara. A máscara surgiu há muitos anos, com  diversas formas e com finalidades as mais variadas possíveis. Tornou-se uma obrigatoriedade para alguns como prevenção para evitar a contaminação de bactérias.

A máscara também, evita que se veja a beleza do rosto das pessoas, bem como alegra os foliões nos bailes em épocas das comemorações carnavalescas.

Já  para evitar a COVID além o uso da máscara a recomendação é utilizar sempre o álcool  e lavar as mãos constantemente com água e sabão.

Não obstante as preocupações e cuidados para evitar, eis que na confraternização da vitória  na política em Mata Grande, eis que fui acometido da temível doença. Graças a Deus e a conterrânea Doutora Bertine Malta, fui medicado e apesar das sequelas estou contando a história.

 

 

domingo, 20 de agosto de 2023

ÁGUA BRANCA - AL

 


ÁGUA BRANCA - Publicada no WhatsApp.





Praça da Matriz em Água Branca, Alagoas, em 1921. 

Foto do livro Terra das Alagoas, organizado por Adalberto Marroquim e impresso na Itália.

 

Quando ainda era um povoado de Mata Grande, a futura Água Branca era conhecida como Mata Pequena (para diferenciar da Grande) ou Matinha de Água Branca, por causa de uma fonte de água muito clara em meio a uma mata.

A ocupação das terras do município deve-se a três irmãos da família Vieira Sandes vindos de Itiúba, povoação do Rio São Francisco.

A bela e imponente Matriz de Nossa Senhora da Conceição foi construída em 1871 por Joaquim Antônio de Siqueira Torres. Avalia-se que gastou parte considerável de sua fortuna para erguer um dos mais belos templos do país.

Assim procedeu para ter seu filho, o padre Cícero Joaquim de Siqueira Torres, cuidando da Paróquia de N. S. da Conceição de Água Branca, em sua terra. A paróquia havia sido criada pela Lei Provincial nº 433, de 1º de junho de 1864 e o padre Cícero Joaquim de Siqueira Torres somente a assumiu em 1878. Era até então coadjutor em Pão de Açúcar.

D. Pedro II, em reconhecimento por este feito, lhe concedeu (Decreto Imperial de 15 de novembro de 1879) o título de Barão de Água Branca. O Papa Leão XIII também quis homenageá-lo e lhe ofereceu a comenda da Ordem de São Gregório Magno.


                 Foto  de uma das nossas visitas a Água Branca


quinta-feira, 17 de agosto de 2023

QUE TIPO DE PAI É VOCÊ? - Germano

 

ONDE VOCÊ SE ENQUADRA? –


O pai meu, o pai seu, o pai nosso. Todos são pais! Os que estão no Céu, os pais da Terra, os de paz e os de guerra.

O pai que assumiu e o pai que sumiu. O pai que voltou e o pai que você nunca viu. O pai que é cego e o que vê demais. O pai que é mãe e a mãe que é pai. O pai que lê jornal e o pai que não lê nada. O pai brigão e o pai que conta piada. O pai que a gente ajuda e  o pai que dá mesada.  O pai elegante e o pai de camisa cavada. O pai viajante e o pai que não sai.

Em nome do seu, do meu, de todos, pois...tem pai que ama, tem pai que esquece do amor. Tem pai que adota, tem pai que abandona, tem pai que não sabe que é pai, tem filho que não sabe do pai.

Tem pai que dá amor. Tem pai que dá presente, tem pai por amor, tem pai por acaso, tem pai que se preocupa com os problemas do filho e tem pai que não sabe dos problemas do filho... tem pai que ensina, tem pai que não tem tempo, tem pai que sofre com o sofrimento do filho, tem pai que deixa o filho esquecido.

E você??? 

Que tipo de pai você é?

Seja apenas um pai que esteja consciente do amor que tem para dividir...

Seja apenas um pai que seja AMIGO!

NOTA DO BLOG:

Copiado do Facebook.




quinta-feira, 10 de agosto de 2023

SERRA DA ONÇA - Ubireval Alencar

 



SERRA DA ONÇA.  CORCOVADO DE MATA GRANDE.

Filhos da Terra, Mata Grande , não nos cansamos, mesmo ausentes em peregrinações por outros Estados, de acudir às memoráveis recordações do exaustivo percurso da subida da Serra.

Antes parabenizo o ilustrativo vídeo e matéria de W. Correia na contemplação dos passos e pegadas - qual via crucis praticada com preferência durante a Semana Santa, até colimar o topo da Serra . Um campanário de recordações, cheiro da natureza parecendo intocável.

Quantas promessas , preces e juras de enamorados ali se fizeram! Quantos corações tentaram na busca do manuê soterrar tristezas que a vida lhes tenha abatido.

Honrosa a memória registrada de tio Antônio Rodrigues Albuquerque, irmão de minha avó  Adelaide Albuquerque,  de edificar a pequena  Capela como marco da presença da FÊ do povo matagrandense.

O descortínuo do imenso panorama avistado da redondeza, cidade e serras confluentes, nos transporta a um remanescente Paraíso primitivo de animais selvagens e coexistência de um mundo "in natura". Cada passo de visitante é um novo desvirginamento de expectativas e descobertas.

É de lá,  na contemplação das ruas, vielas e travessas que cada um refaz sua HISTÓRIA de vida, reabre o livro dos antepassados  e revive os personagens que por décadas a SERRA DA ONÇA acolheu.

Ainda falta a edificação de um Bondinho, marco turístico a ser implantado para o nosso CORCOVADO DO SERTÃO.

Ubireval Alencar



sexta-feira, 4 de agosto de 2023

UM PROVÉRBIO BRASILEIRO – Germano


 

“METER O BEDELHO”, significa intrometer-se em um assunto que não diz respeito a si próprio.

 Bedelho tem dois significados principais.

 A palavra designa a pequena tranca posicionada na horizontal entre os batentes de uma porta ou janela de forma a permitir que ela seja fechada ou aberta, e também um trunfo pequeno, insignificante em um jogo de cartas.

Diz-se que esse segundo significado estaria mais relacionado com a origem da expressão.

Quando uma pessoa “mete o bedelho” em algo, ela geralmente dá uma opinião intrometida, insignificante, sem importância. O mesmo acontece no jogo de cartas.

Um bedelho usado é praticamente uma carta forçada. Não faz muita diferença no jogo, e por isso é irrelevante” (Carla Muniz).

 

 

 

quarta-feira, 12 de julho de 2023

OS AVÓS – Germano

 

Estamos vivenciando mais um mês de julho, mês dedicado aos avós e bisavós, sendo o dia 26 de julho o dia propriamente dito.

A escolha de 26 de Julho para celebrar o dia dos avós possui origem bíblica. A data foi instituída pelo Papa Paulo VI, no século XX, para homenagear os pais de Maria, mãe de Jesus, chamados Ana e Joaquim.

Temos, eu e Icléa, a felicidade de ter dois netos que aniversariam neste mês. Marcus Barbosa Gonçalves, aniversariando hoje (12.07.) e Luis Enrico Alves Barbosa (14.07), dezesseis e quinze anos, respectivamente.

Aprendi a dizer que os netos são a sobremesa dos avós. E isto é verdade: Somos avós de quatro netas e três netos e estamos ansiosos que venham os bis. Aos netos e netas dedico este texto, face ao amor recíproco que perdura ao longo dos últimos anos.

 

Ninguém faz aos netos tanto bem, como a presença dos avós.

Os avós curtem os netos desde a tenra idade sem preocupação de educar, pois esta tarefa é dos pais.

Ainda bem que os netos sabem diferenciar esta responsabilidade, daí, a relação ser sempre cercada de muito amor e respeito.

É certo que muitos pais costumam passar partes dessas responsabilidades para os avós, devido ao trabalho que executam fora de casa. Isto faz com que os conflitos de gerações apareçam, uma vez que os pais atuais não pensam como nós da antiga.

O Papa Francisco disse que:

“Os avós são a sabedoria da família, de um povo. Um povo que não escuta os avós é um povo que morre.”

 

 

 

 

quinta-feira, 6 de julho de 2023

AS CHUVAS – Germano

 


Estamos nos aproximando de mais um período invernoso aqui em nosso seco nordeste.

A chuva  é a precipitação de água no estado líquido com muitas gotas que resulta  das gotas líquidas ou sólidas da água das nuvens sobre a superfície da Terra.

Durante o fenômeno da precipitação, gotas pequenas crescem por difusão de vapor de água. A seguir, elas podem crescer por captura de gotas menores que se encontram em sua trajetória de queda, ou por outros fenômenos. Quando duas pequenas gotas d'água se unem e com isto formam somente uma gota, que possui dimensões maiores, dizemos que ocorreu um fenômeno denominado coalescência.

No nordeste aguardamos a chegada das chuvas no dia dezenove de março de cada ano para que se plante o milho que vai estar bom de assar na fogueira do São João.  Com as mudanças climáticas as chuvas passaram a ser mais escassas, é tanto que nos últimos anos ela chega para invernar nos meses de maio em diante.

Nem toda chuva atinge a superfície: algumas evaporam-se enquanto ainda estão a cair, num fenômeno que recebe o nome de virga e que acontece principalmente em locais ou períodos de ar seco.

 

A chuva tem papel importante no ciclo hidrológico, e pode alterar a sensação térmica do ambiente. A pluviosidade é, geralmente, medida com um instrumento denominado pluviômetro. Ele pode medir e constatar  nas últimas 24 horas quantos milímetros de chuva caíram em um determinado período.

O chuvisco, também conhecido como garoa em partes do Brasil, é um tipo de precipitação que se caracteriza por ter um tamanho de gota de água pequeno (geralmente menor que 0,5 mm de diâmetro), dando a impressão de que as gotas flutuam no ar em vez de caírem. O chuvisco origina-se de nuvens relativamente baixas e de pouco desenvolvimento vertical, como as nuvens estratiformes.

O granizo é a precipitação  sob a forma de pedras de gelo. Conhecido em algumas regiões também como saraiva, pois as pedras são pequenas e arredondadas.

A saraiva também é a precipitação sob a  forma de pequenas pedras arredondadas. É a forma de precipitação que consiste na queda de pedaços irregulares de gelo, comumente chamados de pedras de granizo. Essas pedras, na Terra, são compostas por água no estado sólido e medem entre 5 e 200 mm de diâmetro, sendo as pedras maiores provenientes de tempestades mais severas.

É possível, dentro da maioria das tempestades, o granizo ser produzido pelas nuvens cumulo nimbus.

Sua formação requer ambientes de forte movimento para cima da atmosfera da tempestade (semelhante aos furacões) e baixa altura do nível de congelamento. É mais frequente a formação ocorrer no interior dos continentes, dentro de latitudes médias da Terra, confinando-se a altitudes mais elevadas dentro dos trópicos.

Existem métodos para detectar tempestades de granizo usando imagens de satélites e radares meteorológicos. O granizo geralmente cai em maior velocidade à medida que cresce em tamanho, embora fatores complicadores, como a fusão, o atrito com o ar, o vento e interação com a chuva e outras pedras possam retardar sua descida pela atmosfera da Terra. Avisos de tempo severo são emitidos quando atingem um tamanho prejudicial, pois podem causar danos graves a construções, automóveis e, mais comumente, à agricultura.

Qualquer tempestade que produz granizo que atinge o solo é considerada como uma tempestade de granizo

Pedras maiores que 2 cm são geralmente consideradas grandes o suficiente para causarem danos. Institutos como o Serviço Meteorológico do Canadá emitem avisos de tempestade severa quando o granizo tem um tamanho maior ou igual a esse, enquanto que o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos faz alertas com 2,5 cm. Outros países têm limiares diferentes de acordo com a sensibilidade local para salvar, por exemplo, áreas de cultivo de uva, que podem ser adversamente afetadas por pedras menores.

O granizo se forma em grandes nuvens de tempestade, particularmente naquelas com correntes ascendentes e intensas, com alto conteúdo de água líquida, grande extensão vertical, gotas de água de grande porte e onde uma boa parte da camada de nuvem tenha temperatura abaixo de 0 °C. Estes tipos de fortes correntes de ar ascendente podem também indicar a presença de um tornado.

Tempestades severas com granizo podem apresentar uma coloração verde.

Como ocorre em uma precipitação de qualquer nuvem cumulo imbus, o granizo começa como gotas de água. Com a ascensão dessas gotas e a temperatura abaixo de zero, a água se congela quando entra em contato com os chamados núcleos de condensação. A parte transversal de uma pedra de grande dimensão tem uma estrutura parecida com uma cebola. Isso significa que o granizo é feito de camadas espessas e translúcidas, alternadas com camadas mais finas, brancas e opacas. Ele é submetido a múltiplas descidas e subidas, caindo em uma zona de umidade e re-congelando quando é elevado. Pensava-se que este movimento para cima e para baixo era o responsável pelas camadas sucessivas da pedra, mas uma nova pesquisa, feita com base na teoria e estudo de campo, mostrou que isso nem sempre ocorre.

O vento das tempestades, oriundo do movimento vertical do ar, cuja velocidade pode chegar aos 180 km/h, sopra o granizo na nuvem, onde ele sobe em áreas onde a concentração de umidade e de gotículas de água super-resfriadas é bastante variada. A taxa de crescimento do granizo muda de acordo com a variação da umidade e da quantidade de gotículas resfriadas que ele encontra. A taxa de acréscimo dessas gotículas é outro fator que interfere no desenvolvimento da pedra. Quando o granizo se move para uma área com alta concentração de gotículas de água, ele adquire uma camada translúcida. Caso o movimento do granizo ocorra em uma área onde haja mais vapor de água disponível, a pedra adquire uma camada de gelo branco e opaco.

Além disso, a velocidade da queda do granizo depende de sua massa e da posição na corrente ascendente da nuvem. Isso é o que determina as diferentes espessuras das camadas da pedra. A taxa de acumulação de gotículas de água super-resfriada depende das velocidades relativas entre essas gotículas e o granizo em si. Isto implica que, geralmente, as pedras maiores do granizo se formam a alguma distância do movimento ascendente mais forte do ar, onde podem passar mais tempo crescendo. À medida que o granizo cresce, libera calor latente, que mantém o seu exterior em uma fase líquida. Como ele passa  por um crescimento úmido, a camada externa torna-se pegajosa, ou mais adesiva, de modo que uma pedra pode crescer pela colisão com outras pedras menores, formando uma ainda maior, com uma forma irregular. 

O granizo continuará subindo na tempestade até a sua massa não poder mais ser suportada pelo movimento ascendente do ar. Isso pode levar pelo menos 30 minutos, dependendo da força desse movimento na tempestade, cujo topo está geralmente acima de 10 km de altura. Em seguida, a pedra cai em direção ao chão, continuando a crescer, com base nesses mesmos processos, até que ela deixa a nuvem. A partir daí o granizo começa a derreter, uma vez que passa por uma região da atmosfera onde a temperatura está acima da de congelamento.

Assim, uma trajetória única na tempestade já é suficiente para explicar a estrutura das camadas do granizo. O único caso em que podem existir trajetórias múltiplas é em tempestades multicelulares, onde o granizo pode ser expulso do topo de uma nuvem "mãe" e ser capturado pela corrente ascendente de uma "filha" mais intensa. Este, porém, é um caso excepcional.

Todas são tipos de chuva, que contribuem para abastecer os aquíferos, os lençóis freáticos, os rios e até os oceanos.

NOTA DO BLOG:

Textos copiados da internet.

quarta-feira, 5 de julho de 2023

A RUA NOVA – Remi Bastos

 





Foi esta Rua Nova na inesquecível Mata Grande que todos os finais de semana, quando papai retornava de sua lida nos sítios e povoados, eu tinha a missão de levar o animal que ele montava ao cercado vizinho ao antigo cemitério.

Às 17:30h, devido as serras que cobiçavam Mata Grande, os dias pareciam ser mais curtos. No horário que eu conduzia o animal ao cercado, as estrelas eram visíveis no céu. As corujas sobre o muro do sepulcrário refletiam a luz dos seus olhos, justamente, na direção da cancela. Nesse momento, rápido, eu puxava o cabresto do animal, fechava a cancela e voltava correndo pelo caminho ladeado por cercas de labirinto (avelós). Às vezes me enrolava na corda que servia de cabresto, me desequilibrava indo de encontro ao chão umedecido.

Quando chegava em casa com o rosto pincelado de lama, minha mãe ao ver aquele mateo mirim, perguntava penalizada, o que foi isso meu filho? A minha resposta era: foi a coruja no muro do cemitério olhando pra mim com aqueles olhos de fogo. São histórias como esta que vivi nos meus 12 anos de idade e que se renovam cada vez que a saudade me visita.

Eu sempre digo, que saí de Mata Grande, mas Mata Grande nunca saiu de mim. (Remi Bastos).

sábado, 1 de julho de 2023

GINÁSIO FÉLIX MORENO – Germano

 







 

Foi o local aonde encontrei a melhor escola entre as quais já estudei. Serviu de base para que encontrasse durante a lide o aprimoramento da minha fase cultural. A sua fundação ocorreu no dia 25.07.1959 e pertencia a CNEG (Campanha Nacional de Educandários Gratuitos).

Vale ressaltar a brilhante ideia dos brasileiros da época. Em Mata Grande, os jovens, após o período primário tinham que se deslocar para outras cidades afim de dar continuidade aos estudos; quando chegou a minha vez de sair, eis que inauguraram o Ginásio.

Graças a ele, ainda cursando o terceiro ano, me submeti a um concurso do Banco do Nordeste do Brasil, S/A., passei.   No banco formei a minha trajetória profissional de bancário a partir do mês de setembro do ano  1965.

O nome do Ginásio foi em homenagem ao médico mata-grandense DR. FELIX MORENO BRANDÃO.

“Feliz Moreno, nasceu em Mata Grande em 26 de novembro de 1825, iniciando os seus estudos médicos na Faculdade de Medicina da Bahia, onde sustentou tese e colou grau em 18 de dezembro de 1858.

Fez a campanha do Paraguai onde chegou ao posto de Major, por merecimento. Montou no Chaco, por ordem de Caxias, um hospital de sangue, obtendo, por seus relevantes serviços prestados à Pátria, as medalhas de Cristo e de São Bento de Aviz.

Era pai do renomado historiador alagoano, professor Francisco Henrique Moreno  Brandão.

Faleceu em 24 de agosto de 1878.”

(Monografia do Município de Mata Grande) Djalma Mendonça.

O primeiro Diretor  do Ginásio foi o também médico,  doutor  Orlando de Souza Ferraz, que deixou o nome gravado na história da nossa terra, tanto como Diretor como também na sua área profissional, atendendo a todos com carinho e dedicação.

Na gestão do prefeito Fernando Lou, mudaram o nome do Ginásio para Monsenhor Aloysio Vianna Martins, onde houve algumas desastrosas reformas, obrigando o atual prefeito  Erivaldo Mandu a demolir totalmente o prédio e erigir um novo, muito moderno e já com ares de faculdade.