quarta-feira, 1 de abril de 2020

O DIA DA MENTIRA – Germano






Hoje é o dia primeiro de abril, conhecido mundialmente como o dia da mentira, comemora-se espalhando  boatos   e fazendo os outros de tolos. Dizem que surgiu na  França.

Lá o ano novo era comemorado no dia 1 de abril e quando foi criado o calendário gregoriano o Rei Carlos IX mudou para 1  de janeiro. Os franceses resistiram e  passaram a brincar inventando convites para  aniversários que não existiam.

Ingleses, franceses e italianos gostaram da  brincadeira de ridicularizar os semelhantes e  assim, instituiu-se o dia da mentira.


No Brasil começou em Minas Gerais com a notícia de que Dom Pedro tinha falecido e os alemães trouxeram  a comemoração para o Rio Grande do Sul, lá, eles mandavam o amigo executar tarefas sem fundamento ou mesmo levar informações sem nexo para outra pessoa.


Agora vamos relembrar como era o dia da mentira aqui em Mata Grande. Logo pela manhã, saíamos as ruas inventando boatos e mentiras que as pessoas desavisadas acreditavam.


Uma das que lembro e ficou famosa foi inventada pelo soldado Augusto:

O meu pai Balbino Alves Bezerra, tinha uma padaria na Rua Ubaldo Malta e o meu tio José  Lúcio uma mercearia na Rua 5 de Julho. Augusto foi a padaria e disse ao meu pai que o irmão dele José Lúcio  amanheceu morto. Correu e foi a mercearia de José Lúcio e disse que  Balbino tinha  falecido. Os dois foram se aprontar e saíram, quando  se encontraram no meio da rua, já chorando... se abraçaram dizendo: Meu irmão você está vivo?  Foi aí que caíram na real do engodo. Pense na raiva e na gozação que tiveram de admitir.






segunda-feira, 30 de março de 2020

A ESCOLA MODERNA – Germano






Esta semana tive a grata satisfação de ler uma publicação efetuada pela contemporânea do Ginásio Felix Moreno, Maria Francisca, hoje professora aposentada.

O texto era de uma professora ensinando uma criança soletrar a palavra COLGATE:

C mais O mais L = COL

G com A = GA

T com E  = TE.

Até aí tudo bem, todavia o professor perguntou o nome todo juntando as letrinhas. A criança prontamente respondeu: PASTA DE DENTE.



Então fiz um comentário: No nosso tempo, com uma resposta desta, levava uma reguada ou mesmo meia dúzia de  bolos de palmatória. Era só estirar a mão.



Como a educação  mudou. Os jovens estão vulneráveis, não obstante as facilidades para as matrículas nas faculdades. É difundido que mais de cinquenta por cento não concluem si quer o ensino médio, devido as repetências e a evasão que provoca o abandono dos estudos e aumenta a exclusão social.



Leiam abaixo o que escreveu a professora Andrea Serpa.



"Fico pensando se as famílias dessas 3.400 pessoas, que sequer irão poder enterrar seus mortos, ou as 33 mil famílias infectadas estão preocupadas com o “ano letivo”, com o “dever de casa” de seus filhos...

Sou professora. Trabalhei com Educação a vida inteira. Acredito na importância da Educação. Mas, sinceramente? É preciso dimensionar a importância das coisas em cada momento.



As crianças estão confusas, assustadas, angustiadas, apreensivas tanto quanto nós, as vezes mais, porque as pequenas não compreendem bem tudo que está acontecendo.



Pais de classe média preocupadíssimos com o “conteúdo escolar”, entendo, mas agora é hora de investir no “conteúdo humano”. Cozinhe com elas, arrume a casa com elas, ensine-as sobre higiene e cuidados com a saúde. Cante com elas, conte histórias, faça pipoca e compartilhe desenhos e filmes, converse sobre eles, leiam juntos, rezem juntos...



Aproveite para conhecer seu filho. Saber o que sente, o que pensa, quem é essa pessoinha que você leva e traz da escola, natação, balé, inglês todos os dias ...

Mostre fotos antigas de sua infância. Deixe que elas conheçam a história de quem é esse adulto que as leva e traz!



Existem muitos “conteúdos” que podemos aproveitar para desenvolver nesse período de crise e reclusão, essenciais para a formação desse ser humano. Conteúdos que andam bem negligenciados ultimamente.



Pode deixar que depois ensinaremos a eles as frações, expressões numéricas, pronomes e orações subordinadas adversativas - como se deve e não nessa farsa à distância - e ele seguirá o curso normal de sua vida.



Daqui a alguns anos você vai lembrar da pandemia, da quarentena, da insegurança e da angústia. Mas seu filho poderá se lembrar como *o melhor tempo que passou com os pais*! Depende de você."

Andrea Serpa

20/03/2020




domingo, 29 de março de 2020

A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO - Germano


Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos é acompanhada da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam. E quando falam, passam longe das fofocas, das pequenas maldades ampliadas nas conversas boca a boca.

É fácil identifica-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas de postos, atendentes de laboratórios e hospitais ou mesmo a um gari.

E ainda, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros e também nas pessoas pontuais, pois sabemos que, a pontualidade é uma característica das pessoas de responsabilidade e quem é responsável, normalmente, é elegante.

A pessoa elegante sempre demonstra interesse por assuntos que desconhece, presenteia, conversa e dá atenção aos semelhantes mesmo fora das datas festivas e cumpre o que promete.

É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber o quanto você teve que se arrebentar para o fazer...

Quem é dotado de elegância não muda seu estilo de vida e retribui com carinho e solidariedade até uma rejeição. Tem consciência que sobrenome, joias e nariz empinado não levam a nada.

Portanto, procure sempre ser gentil e a sua elegância de comportamento será notada pelos seus semelhantes.






quarta-feira, 25 de março de 2020

TER SENSO DE GRATIDÃO – Germano






Uma das coisas mais belas do mundo é o amanhecer do dia, com o sol em suas mais variada cores que a aurora proporciona. Todavia, algumas pessoas não lembram de agradecer a Deus pelo dom da vida. No Evangelho, Jesus disse: Eu quero que todos tenham vida e vida em abundância”. 

Neste contexto temos que pensar na felicidade que nem sempre proporciona os excessos desejados em ter tudo. Basta que haja conformidade com o que rodeiam as pessoas como um trabalho digno, saúde, amor e bem estar.

Pelo bem estar, vamos repensar; não é igual a felicidade, pois você pode estar dirigindo um belo automóvel e não estar feliz, daí podermos dizer que a felicidade pode ser a abundância de vida e que nem sempre a euforia por dirigir um automóvel traz a felicidade plena.


O início da gratidão começa quando aprendemos a agradecer a Deus por tudo que acontece em nossa vida, Ele não cobra nada, tudo é de graça, sem nenhuma contra partida, entretanto, tem um valor incomensurável.

Então, a pratica da gratuidade deve se estender aos nossos pais pelo grande amor dedicado, aos professores que nos ensinaram as primeiras letras. Agradecer também pela confiança adquirida, pelo fracasso sofrido, pela companheira e pelos amigos e amigas existentes.


Certa feita ouvi a história da rosa que diz: “nada é mais bonito que ver, em um jardim, em pleno  amanhecer, uma rosa orvalhada refletindo os raios solares, todavia, se você apertar o caule a sua mão sangra”.

Face ao exposto, vamos incluir em nossas orações o agradecimento  a Deus, pela rosa da vida, mesmo que, com os pequenos sangramentos surgidos no dia a dia.







quarta-feira, 18 de março de 2020

MATA GRANDE E SEUS 183 ANOS – Germano


MATA GRANDE (AL), 18 DE MARÇO DE 2020.






Hoje Mata Grande está aniversariando e segundo as fontes oficiais, comemora os seus cento e oitenta e três anos de idade.

Há um ano várias programações  foram realizadas, como inaugurações de obras, muitas delas marcantes para a comunidade, além de vários eventos esportivos e também religiosos , uma vez que a paróquia de Nossa Senhora da Conceição comemora festivamente esta data de aniversário.


Lamentavelmente, as  comemorações alusivas  a este aniversário, foram sabiamente canceladas pelo Prefeito Erivaldo Mandu em uma atitude louvável, visando a preservação da saúde da população, tendo em vista  o novo  coronavirus que está ameaçando toda a população mundial.


Na verdade, particularmente acho que,  em vez de comemorar 183 anos, Mata Grande deveria comemorar era 249 anos, tendo em vista que em 1771 começou o primeiro povoamento e a primeira Capela nas terras de Cumbe com o nome do lugar sendo chamado de Mata de Santa Cruz. Vale ressaltar que, Santa Cruz do Deserto é mais velha do que Mata Grande e lá foi implantada a primeira cruz, que ainda permanece em frente a atual igreja do distrito.


No ano de 1808 passaram a chamar  Mata do Pau Grande, devido a enorme floresta de altas árvores encravadas nas férteis terras.

A comemoração hoje é devida a quando foi elevada à categoria de Vila, nome  que chegou a perder no  dia 04.05.1846 , reconquistada em 08.06.1852, desta feita, com o nome de Mata Grande.


Uma curiosidade, em 30.04.1860 foi anexada a comarca de Penedo com o nome de Paulo Afonso e assim permaneceu por longos trinta e dois anos, pois em 25.05.1929, aí sim, passou a se chamar definitivamente Mata Grande.


Parabéns Mata Grande, parabéns a  Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, hoje representada pelo Padre Gilberto Amorim e também  a comunidade matagrandense que soube acatar e enaltecer a atitude do Prefeito Erivaldo Mandu.

quinta-feira, 12 de março de 2020

ATRAÇÃO E AMOR - Alcides






Existe muita diferença entre atração e amor. Estar atraído por alguém não é o mesmo que estar amando. São sentimentos bem diferentes, muito embora o amor cause esta sensação.



Saibamos o que estamos sentindo.

A chamada "química de pele", às vezes, costuma nos confundir o coração, a ponto de não sabermos exatamente o que sentimos e o porquê sentimos. Muitos relacionamentos nunca saíram das bases, porque uma das partes descobriu que não era realmente amor o que sentia.



A atração é fugaz, já o amor é um sentimento que permanece. E é importante ter a quem amar para sermos amados também. A solidão, em certos casos, só existe para os que optaram por ela.

Mas se tivermos medo de amar e ser amados, corremos o risco de vivermos sós, mesmo que não queiramos isso. Decepções amorosas, quem já não as teve ou tem?



Fechar-se para a vida afetiva por causa de uma desilusão, é cometer um egoísmo contra nós mesmos. Alguém pode estar esperando pelo nosso amor. O permanente companheirismo e afeto desse alguém só tenderá a nos fazer muito bem.



Portanto, pensemos no aprimoramento de nossa vida, abrindo mais o nosso coração para o amor. O amor é alimento para o corpo e para a alma, sem dúvida!


sexta-feira, 6 de março de 2020

PORTUGUÊS NÃO É PARA AMADOR


NOTA : O blog visa muito a cultura. O autor é desconhecido. Porém foi divulgado no WatsApp e achei por bem publicar, pois se torna uma verdadeira aula de português para avivar a nossa cultura.

*Português não é para amador*.
Um poeta escreveu: 

*"Entre doidos e doídos, prefiro não acentuar". *
Às vezes, não acentuar parece mesmo a solução.

Eu, por exemplo, prefiro a *carne* ao *carnê*.
Assim como, obviamente, prefiro o *coco* ao *cocô*. 

No entanto, nem sempre a ausência do acento é favorável...
Pense no *cágado*, por exemplo, o ser vivo mais afetado quando alguém pensa que o acento é mera decoração. 

E há outros casos, claro!
Eu não me *medico*, eu vou ao *médico*.
Quem *baba* não é a *babá*.
Você precisa ir à *secretaria* para falar com a *secretária*.
Será que a *romã* é de *Roma*?
Seus *pais* vêm do mesmo *país*? 

A diferença na palavra é um *acento*; *assento* não tem *acento*.
*Assento* é embaixo, *acento* é em cima.
*Embaixo* é junto e *em cima* separado.
Seria *maio* o mês mais apropriado para colocar um *maiô*?
Quem sabe mais entre a *sábia* e o *sabiá*?
O que tem a *pele* do *Pelé*?
O que há em comum entre o *camelo* e o *camelô*?
O que será que a *fábrica* *fabrica*?
E tudo que se *musica* vira *música*?
Será melhor lidar com as adversidades da conjunção *”mas”* ou com as *más* pessoas?
Será que tudo que eu *valido* se torna *válido*?
E entre o *amem* e o *amém*, que tal os dois?
Na *sexta* comprei uma *cesta* logo após a *sesta*.

É a primeira *vez* que tu não o *vês*.
Vão *tachar* de ladrão se *taxar* muito alto a *taxa* da *tacha*.
*Asso* um *cervo* na panela de *aço* que será servido pelo *servo*.
Vão *cassar* o direito de *casar* de dois *pais* no meu *país*.
*Por tanto* nevoeiro, *portanto*, a *cerração* impediu a *serração*.
 
Para começar o *concerto* tiveram que fazer um *conserto*.
Ao *empossar*, permitiu-se à esposa *empoçar* o palanque de lágrimas.

Uma mulher *vivida* é sempre mais *vívida*, *profetiza* a *profetisa*.
*Calça*, você *bota*; *bota*, você *calça*.
*Oxítona* é *proparoxítona*.

Na dúvida, com um pouquinho de contexto, garanto que o *público* entenda aquilo que *publico*.
E paro por aqui, pois esta lista já está longa.
Realmente, *português* não é para amador!
Se você foi capaz de *ENTENDER TUDO*, parabéns!! Seu *português* está muito bom!
(Desconheço autoria)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

INFÂNCIA BUCÓLICA - Helena Alves Mendonça






Quando minha irmã Valderez nasceu, eu caminhava com dificuldade, por isso, meu tio José Villar de Mendonça pediu à minha mãe para eu ir passar uns dias na fazenda de sua propriedade, que ficava localizada no Sítio Buenos Aires, zona rural de Mata Grande, Al.



Lá, o dia começava ao raiar da aurora. Às quatro horas de manhã o reboliço começava dentro de casa. Meu pai adotivo e meu primo já estavam com os empregados no curral, para ordenhar as vacas. Não havia leiteiro. O leite passava do úbere da vaca diretamente para os canecos de alumínio, que tão ansiosamente era por nós aguardado, em cima da cerca de estacas que cercavam o curral.


Depois, tomávamos café com leite, acompanhado de ovos, queijo de manteiga que era fabricado pela minha segunda mãe. Tudo era feito artesanalmente. O café era cultivado lá, colhido, posto para secagem, torrado com rapadura, em seguida pilado no pilão de madeira. O pó do café era colocado numa chaleira de ferra com água fervente e um pedaço de rapadura para adoçar.

Na casa de meus pais biológicos, na cidade, onde fui residir com a idade de 7 anos para estudar, o leiteiro vendia um litro, uma garrafa e meia garrafa de leite às portas das residências.


Em São Paulo, onde residi por dois anos, minha cunhada, de origem espanhola, pediu-me que fosse à padaria comprar um pacote de leite e uma bengala. Confesso que achei aquele pedido muito estranho e fui pelo caminho pensando: que coisa esquisita: Existe leite de pacote? E vendem bengala numa padaria? Fiz o pedido, com hesitação. Para minha surpresa, o vendedor deu-me um pacote de leite e um pão comprido que era a tal bengala.

Morar na cidade foi uma nova experiência para mim, achava tudo muito diferente. Muitas casas junto umas das outras e ficava admirada de ver tantas pessoas reunidas.


Na fazenda, as casas ficavam distantes umas das outras. Não tinha telefone, nem luz elétrica, mas tínhamos lamparinas e candeeiros. Nosso contado era restrito aos membros da família e aos empregados. De oito em oito dias , meu pai ou meu primo  iam à feira das cidades circunvizinhas para comprar os víveres de que necessitávamos.


O período escolar começou. Fui matriculada no Grupo Escolar Demócrito Gracindo de Mata Grande. Como eu não sabia ir a à escola sozinha, meu irmão Germano tornou-se “um guia quase perfeito”: escondia-se nas lojas e deixava-me sozinha na rua. Eu saía caminhando a ermo. Lembro-me de uma vez em que subi uma ladeira que era ladeada por eucaliptos. Fui subindo, subindo, quando já estava próxima aos degraus que davam para a Igreja Matriz de Nossa e Senhora da conceição, ele gritou: “Volte! Não é por aí” e eu voltei. Isso durou várias semanas, porque a cada dia, ele tomava um caminho diferente.




Certa vez, quase fui atropelada por um jumento, que estava perambulando pela rua., Contudo, caso isso acontecesse, não seria um atropelamento tão grave, como o que aconteceu ao leiteiro do CONTO de Carlos Drummond de Andrade, dedicado a Cyro Novaes.



NOTA:

Helena é minha irmã e tem boa memória. Professora aposentada. Fala fluentemente, Português, Inglês, Espanhol e Japonês.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

MORRE O BOI E QUEM O TANGE - Germano


MORRE O BOI E QUEM O TANGE – Germano


Pense em um ditado que ouvi da minha mãe Luiza Villar de Mendonça quando era adolescente.  Neste início do mês de fevereiro, viemos passar uns dias em Mata Grande. Eis que a minha esposa Icléa Barbosa de Mendonça, sentiu umas alterações no olho esquerdo. Combinamos que, na segunda feira, dia 10.02.2020 tentaríamos uma consulta com algum oftalmologista na Capital do Estado.

Entre alguns consultados tivemos a informação da existência de uma vaga para o final do mês de maio do corrente ano. Contando a história a uma pessoa amiga citei a frase acima, daí, o pensamento em seus devaneios normais, chegou a um ser humano que não tem plano de saúde e necessita de ser atendido pelo serviço público.

Ora, cotidianamente assistimos na TV a angústia das mães de família com seus filhos a esperar uma senha para atendimento. Em seguida, encontrei um amigo que teve o braço fraturado em uma queda há mais de dois meses. Já estava sem a tipoia, então, o inquiri sobre a cirurgia e sabe o que ele me respondeu: ainda estou aguardando a marcação da data. O braço um tanto torto, contudo,  ele movimentava o braço normalmente. Pensei : eu jamais deixaria fazer uma cirurgia após tantos dias e iniciar um novo sofrimento. Mas, acontece que o rapaz precisa do braço bom para poder trabalhar. Isto é um fato. No entanto em algumas ocasiões, o tempo demandado, faz com que o doente não resista e vai a óbito. Por isto fiquei refletindo: Morre o paciente e o médico que no linguajar nordestino significa: Morre o bom e quem o tange.


AMIGOS - Alcides


AMIGOS

Certamente já sentimos que em determinada época a gente significava muito para uma pessoa especial: ela nos procurava a toda hora, sempre estava pronta a nos atender, nutria por nós uma grande amizade.

Passado algum tempo, aquela relação foi se diluindo e a tão firme amizade esfriou. Outras vezes, por algum acontecimento negativo ou desentendimento, a pessoa se afasta totalmente e sai da nossa vida.

E, como acontece isso com os outros em relação a nós, assim também acontece conosco em relação às outras pessoas. E esse tipo de situação se agrava ainda mais quando não se pode nem ouvir a voz do outro, pois, a partir daí tudo parece falso.

E é por isso que há muita gente que não acredita mais em amizade. Tiveram alguma decepção com alguém e já começam a pensar que todas as pessoas são iguais e que é impossível ter uma amizade sincera.

Ora, amigos falsos existem e sempre existirão, mas isso não impede que tenhamos amigos verdadeiros e, sabemos que ninguém consegue viver sem amigos.

Por isso, apesar do mundo de hoje estar envolto em tanta mentira e fingimentos, se nós mesmos procurarmos ser amigos leais, com certeza também teremos amigos fiéis.

Com esta sexta-feira, iniciemos bem este final de semana, valorizando as nossas boas amizades. Elas são fundamentais para a nossa qualidade de vida.
NOTA: Texto enviado por Alcides.



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