quinta-feira, 14 de novembro de 2019

CESAR MALTA - Ubireval Alencar



CESAR MALTA.
O último dos rebentos do glorioso Dumouriez Amaral e d. Maria de Lourdes Malta.
Viveu sua infância com a meninada de Mata Grande, em caminhadas de sítios e nos jogos de futebol, ora lá pra fazenda Jaburu. Tinha uma marca que o caracterizava, um sinal preto numa das narinas. Dizem os mitos que são indicativos de heróis futuros.
CÉSAR descendente de familiares políticos, foi o único dos irmãos que chegou a ocupar cadeira na Assembleia legislativa do Estado por dois mandatos. Nem parecia um ser ilustre ou dos tipos pedantes, quando de posse desses cargos eletivos. Sabia receber e acolher a um e outro, ora em caronas do interior para a capital e vice-versa.

Quando pós mandatos e proprietário de posto de combustíveis, ali praticamente se instalava um comitê de solidariedade em favores aos que o procuravam. Só perdia nesse ramo para Luiz Gaia, lá no centro, beco São Jose de Maceió.

Perdemos um amigo, os primos e demais familiares. Restou-nos o contentamento da convivência e bonomia do Cesar. Pessoas que vão passando ao nosso lado e ao largo com deferências e muito apreço.
Quero comungar com todos familiares esse momento de consternação pela retirada desta vida do nosso Cesar Malta. Carinho particular aos filhos, à Ângela Malta e à atual esposa devotada ao homem e marido a quem dedicou seus dias.
Repouse na eternidade dos justos, caríssimo Cesar. Para os que estamos à beira desse embarque na eternidade, soçobra a verdade maior dos que pisamos neste solo e ao pó deveremos retornar. Requiescat in pace. Descanse o sono dos que peregrinaram nesta vida e terás a alegria da presença de Deus Pai, acolhedor dos que nele tributaram a convicção de filhos de Deus.
Ubireval Alencar Guimarães.


sábado, 9 de novembro de 2019

OS CURANDEIROS MATAGRANDENSES – Germano




Quase todo sertanejo tem algo de curandeiro, basta se dizer que está sentindo algo doer para alguém ensinar um remédio que pode ser de farmácia ou mesmo de raiz, casca de pau ou vegetal.

Claro que muitos desconhecem o poder curativo dos vegetais a exemplo do alho, limão e a babosa, entre tantos outros. Os remédios farmacêuticos naturalmente tem alguma substância decorrente de vegetais.

Nas feiras livres não é raro se ver alguma banca de raizeiros com as mais variedades de raízes, cascas ou rapas de paus, folhas etc., provenientes dos vegetais da flora nordestina ou mesmo brasileira. 

Ultimamente, tenho recebido de alguns amigos verdadeiras fórmulas de “garrafadas” que dão certo, me desculpem os médicos, porém, se devidamente estudadas ou se transformarão em novos produtos para as prateleiras das farmácias ou se aplicadas no ambiente caseiro, contribuirão em muito para a permanência  de alguns remédios nessas prateleiras por um grande espaço de tempo.

O que notamos na mídia são as excelentes descobertas disseminadas por pessoas que são médicas, nelas, com exceções, existem fórmulas provenientes de frutas ou da flora existente nos mais variados recantos brasileiros. Sinal que a coisa tende a crescer.

Não podemos deixar de falar também nos rezadores que com os seus ramos e orações resolvem vários males que acometem que os procuram. Muitas vezes torna-se difícil de se acreditar, todavia, muitos habitantes tem as suas histórias para contar. Quem não lembra de Seu Manoel Bonifácio, de Chico Pelado, de Dona Maria de Seu Benício e tantos outros que no momento não  lembro?


quarta-feira, 6 de novembro de 2019

É POSSIVEL SER FELIZ? - Germano




Entramos no mês de novembro de 2019, o primeiro dia dedicado a Todos os Santos e o segundo dia dedicado aos finados. Os pensamentos devaneiam nos mistérios da vida dos que se foram. Será que viveram felizes? Não se chega a uma conclusão.

A sociedade de um modo geral acha que a felicidade está no prestígio pessoal e na acumulação de riquezas. Ledo engano. A busca da felicidade campeia por toda a existência do ser humano e sempre falta algo para a felicidade plena, pois a intolerância, as rivalidades, a inveja e o ódio sempre se sobressaem e atrapalham o viver bem e tranquilo.

Na conjuntura atual, continua cabendo  aos pais a educação dos filhos, todavia, é salutar sempre que possível, se ajoelhar e pedir a Deus que tudo dê certo

Todavia, somente   quando se aproxima a hora do último adeus, floreiam os arrependimentos por não se ter atentado devidamente aos ensinamentos de Jesus Cristo no Sermão da Montanha. Veja o que escreveu Leo Pessini;

“Eis os cinco desejos que as pessoas mais falam, quando no final de vida lembram-se das oportunidades perdidas:

1)   Deveria ter aprendido a vier mais plenamente e ser feliz. Deixei que a rotina roubasse a minha criatividade.


2)   Deveria ter cultivado mais amigos, não somente de festas, mas principalmente dos momentos de provação da vida.


3)   Deveria ter falado mais dos meus sentimentos de frustração e dor. Engoli muito lixo e isto me adoeceu.


4)   Trabalhei demais e faltou tempo para brincar e dialogar com os meus filhos e família.


5)   Deveria ter vivido a minha vida e não viver escravo de expectativas de terceiros. Sacrifiquei muitos de meus sonhos. Que lição aprender destas verdades?”.















sexta-feira, 1 de novembro de 2019

A MISSÃO DE UM PAI – Germano



O pai tem a difícil missão de educar o filho. Tem que dispender de muito amor, com muita generosidade e este amor é bem grande no coração paterno, se mantém vigilante da mesma forma como uma mãe que passa noites e noites de sono, velando pela saúde de um filho doente.

Quer seja no meio familiar ou em sociedade a primeira prece de um pai é pela saúde e felicidade do filho vislumbrando um futuro digno e a perpetuação da influência da família para que a sociedade não seja tão desacreditada.

A dignidade e a ética são os norteadores dos princípios para um bom relacionamento entre a família. Baseado nisso o pai, valoriza o filho, valoriza a família mesmo aquela que tenha defeitos ou mesmo muitas virtudes.

E como um bom pai em sua missão pode se livrar dos celulares, televisões e outros meios que buscam incessantemente desvalorizar os princípios familiares? Dificilmente consegue, pois as crianças atualmente são as grandes consumidoras dos lançamentos que periodicamente divulgam. Os pais são os grandes responsáveis e poucos tomam as providências cabíveis.

Hoje mesmo ouvi o depoimento de uma mãe que disse que a única alternativa para que a filha não ficasse navegando no celular até altas madrugadas, foi desligar a internet às 22:00 horas impreterivelmente.
Nesta busca incessante pela educação do filho, o pai sabe que a felicidade nem é para sempre nem o tempo todo, pois existem as mazelas que por outro lado, buscam a sua vitória.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

COMO É SER ALAGOANO? - Luiz Enrico


COMO É SER ALAGOANO? – Luis Enrico 



SER ALAGOANO
É SER GUERREIRO
PEDACINHO QUERIDO
DO TERRITÓRIO BRASILEIRO.


VÁRIAS PESSOAS ALAGOANAS
NASCERAM AQUI OU ALI
MARTHA, PEIXOTO, ZAGALO
ROBERTO FIRMINO E ZUMBI.


AQUI EM ALAGOAS
TEM CADA CIDADE ARRETADA
DOIS RICHOS, MACEIÓ
PENEDO E ARAPIRACA.

A NOSSA CULTURA
SÓ TEM FOLIA
CARNAVAL E FREVO
É A NOSSA ALEGRIA.

O MAIOR ESPORTE
TAMBÉM NÃO PODE FALTAR
AQUI EM ALAGOAS
TEM CRB E CSA.

ESSE É O CORDEL 
DA NOSSA TERRA BRILHANTE
DA NOSSA ESTRELA ALAGOAS
DA NOSSA ESTRELA RADIANTE.

NOTA: Luis Enrico é o meu neto caçula, tem 11 anos. 
Germano.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

EDUCAÇÃO SEXUAL – Germano






Pense em um tema polémico que atualmente está mexendo com os brios de muitos chefes de família, incluindo aí também, as mães, que são as verdadeiras educadoras. Sabemos que a escola ensina, porém, quem educa são os pais, daí a expressão: “A EDUCAÇÃO VEM DO BERÇO”.

Vamos pensar que o pai possa conversar abertamente com o filho, coisa que nem sempre acontece, no entanto, o pai fica todo orgulhoso quando toma conhecimento que o filho já é um homem, na verdadeira acepção da palavra. O mesmo não acontece quando ele toma conhecimento que a filha, adolescente, criada com tanto zelo já é uma mulher. Muitos tomam algumas providências, muitas vezes drásticas.

No Brasil a coisa tomou rumos impensáveis nos fins do século passado. A coisa ficou de uma forma que houve a acomodação de muitos chefes de família, que passaram a se preocupar para que não haja gravidez, e assim, evitar a continuidade da prole. Nas camadas mais carentes da sociedade brasileira, esta preocupação praticamente inexiste.

A AIDS e outras moléstias, notadamente, provocaram um freio no avanço da permissividade e os jovens, tiveram que compreender melhor sobre a educação sexual para  ficarem seguros na prática, deixando que os chefes de família passassem a admitir os namoros nos  quartos dos adolescentes, evitando assim, as mentiras com que muitos se safavam quando gazeavam as aulas, principalmente as noturnas.

Recentemente, foi divulgada a ideologia do gênero nas escolas, todavia a coisa tomou aversões incontroláveis por parte de alguns gestores e também de grande parte da sociedade. Ainda bem que as aberrações a nível escolar foram estancadas e ao que parece tudo voltou as normal.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

A RAIVA – Germano






Gosto muito de escrever sobre algumas palavras, evidenciando assim, parte dos pensamentos tão comuns a qualquer ser humano. Hoje me deparei com esta: A RAIVA, que no dizer de Augusto Miranda significa: “s.f. Doença infecciosa, que ataca o cão e outros mamíferos, e transmissível ao homem; hidrofobia; fúria, ódio; aversão; prurido causado pela dentição nas crianças; espécie de biscoito de farinha de trigo".

Face ao exposto, existem muitas explicações para a raiva, todavia, vamos nos ater a raiva que acomete o ser humano, podemos dizer que, naturalmente, qualquer um tem os seus acessos e, portanto, não deve se sentir culpado e tampouco reprimir, ou mesmo, ficar  alimentando, o que certamente, provocará outras moléstias infecciosas.

O melhor ainda é admitir e procurar se libertar dela. Existem várias formas, uma delas é procurar um lugar reservado e gritar bem alto. Certa feita eu entrei na água e dei vários tapas e assim, extravasei a minha ira, o ódio que estava sentindo naquele momento, evitando desta forma, a alimentação do desejo de vingar a ofensa recebida.

O trânsito é um grande provocador de raiva e tem dado muitos problemas as autoridades. Para evitar tê-la constantemente, torna-se necessário desarmar o desejo de revide quando algum motorista faz uma “barbeiragem” que lhe dá um susto. Não xingue nem também procure dar um trabalho ao incauto motorista, dificultando-lhe o acesso, a ultrapassagem ou, responder a quaisquer impropérios. Dirija com cautela e se sinta um cidadão normal e pacato.


quinta-feira, 15 de agosto de 2019

O CARNAVAL MATAGRANDENSE – Germano






O carnaval de Mata Grande sempre foi um dos melhores do alto sertão alagoano, respeitada obviamente, as devidas proporções habitacionais. Quem residia em outras comunidades, fazia o quase impossível para marcar presença. Matagrandenses e seus familiares se deslocavam das cidades que habitavam para participar do nosso carnaval.

As festividades iniciavam no sábado à noite com  o tradicional Zé Pereira, Mariquinha e Juvenal, devidamente  fantasiados, onde a música que predominava dizia: VIVA ZÉ PEREIRA, VIVA MARIQUINHA, VIVA JUVENAL, TODOS TRÊS NO CARNAVAL.

No domingo havia o carnaval de rua com a orquestra contratada pela Prefeitura, onde o tradicional mela-mela era o divertimento maior dos foliões. À tarde havia a matiné para a criançada e alguns foliões que não respeitavam os horários também se aproveitavam.  Já a noite todo divertimento era realizado no clube Paz e  Amor e no Mercado Municipal.

Na segunda feira tudo se repetia, todavia, alguns blocos saiam independentes, com destaque especial para o bloco do URSO PRETO, do carnavalesco Joaquim de Belo, onde a música mais tocada era: MAIS COMO FOI, MAIS COMO É, O URSO PRETO ESTÁ NA BARCA DE NOÉ.

Na terça feira o bloco que mais se destacava era o do BACALHAU, do saudoso João Caju, este saía do bairro do Mandacaru  com uma quantidade enorme de foliões. Neste dia também havia o tradicional rasga-rasga de camisas e todos enfrentavam o sol que normalmente era escaldante.
Ah! E o bloco das mulheres, animadíssimo, deixava muitos maridos ciumentos irados!

Ao longo dos últimos anos as mudanças foram acontecendo o hoje não sei como brincam os foliões matagrandenses.

Mas lembro que ao amanhecer da quarta feira todos cantavam: OH! QUARTA FEIRA INGRATA CHEGA TÃO DEPRESSA SÓ P’RA CONTRARIAR!











sábado, 20 de julho de 2019

HILDEBRANDO GUIMARÃES - Ernande B. de Moura





MONSENHOR HIDELBRANDO GUIMARÃES

Hidelbrando Veríssimo Guimarães, nasceu na cidade de Mata Grande, município do alto sertão alagoano, no dia 31 de agosto de 1929.
A cidade de Penedo foi o berço de sua prática ministerial de fé e de coragem arrebentadora, naquela cidade verteu o mais duro suor na aprendizagem de conhecimento humano. Como se não bastasse seu denodado esforço como educador, ora ensinando no Colégio Diocesano de Penedo e como professor da rede estadual.
Anos depois assumiu o cargo de mestre da Universidade Federal de Alagoas - UFAL, exercendo também as funções de Pró-reitor completando-se como membro do Conselho Estadual de Educação e integrante do Sindicato dos Jornalistas do Estado de Alagoas, sempre com intuito de transmitir ensinamento e sabedoria de vida e sobre tudo sabedoria da alma.
Durante sua vida deixou gravado o bom companheirismo, a fidelidade e a competência para muitos no ombro amigo e privar de sua amizade.
De labuta incansável, com que havia de especial na prática ministerial - a pregação carismática de convencimento, a fala encantadora das páginas da bíblia, a linguagem evocativa dos verdadeiros ensinamentos do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Na década de oitenta, numa companha feita pela Paróquia de Nossa Senhora do Ó, juntamente com os fiéis e a sociedade do Bairro de Fátima, o conceituado padre consegue realizar o sonho daquela comunidade cristã, construído no referido bairro a Igreja de Nossa Senhora de Fátima.
Monsenhor Guimarães faleceu no dia 16 de agosto de 1994, quando era pároco da Igreja de Nossa Senhora do Ó da cidade de São Miguel dos Campos -AL, e estava preste a receber o título de Arcebispo de Alagoas.
Seu corpo está sepultado na cidade de Mata Grande, sua terra natal.

Pelos relevantes serviços prestados a comunidade cristã e a cidade de São Miguel dos Campos, foi construído no município uma biblioteca que leva o seu nome, intitulada de " Biblioteca Municipal Monsenhor Hidelbrando Guimarães ".

( Biografia escrita por Ernande Bezerra de Moura )



segunda-feira, 8 de julho de 2019

A RUA NOVA - Germano



                                                               Parte da Rua Nova.



Esta semana, exatamente no dia 05 de Julho, a Rua Nova, que é um prolongamento da Rua Ubaldo Malta, despertou a minha curiosidade em saber o por quê de terem mudado o nome de Rua Nova para 05 de Julho.  Qual o motivo?

Vários conterrâneos residentes em São Paulo, Maceió e mesmo em Mata Grande manifestaram também o desejo de saber, pois indaguei em minha página do Facebook e até agora não recebi nenhuma informação.

             
                                  A casa que nasci.

Assim como eu, muitos nasceram e viveram naquela artéria, inclusive alguns ainda residem, daí a curiosidade aumentou consideravelmente entre nós.

Lembro que a Rua Nova não tinha calçamento e os carros, quando chovia, deslizavam na lama e sentiam dificuldades de subir. Foi então que o saudoso Sinval Albuquerque Malta, Prefeito do município, resolveu colocar paralelepípedos na rua, melhorando as calçadas e dando condições mais dignas para os habitantes. Hoje já se encontra totalmente asfaltada e com uma praça que divide parte da rua em mão e contramão.

Após a antiga padaria de seu Panta, que fica em frente ao antigo cemitério, iniciou-se a construção de casas, hoje não há mais terrenos e quem nela quer morar tem que comprar uma casa velha e modificar, é tanto que hoje está crescendo na vertical.

Inúmeros comerciantes se destacaram como o meu tio José Lúcio Alves Bezerra e Leandro Fortes Nunes, que emprestaram o nome a um Beco que liga a Rua Nova a Rua Cleto Campelo. Assim era chamado o Beco de Zé Lúcio e posteriormente o Beco de Lulú. Hoje tem a denominação de Rosalina Gomes Nunes, esposa de Lulú, haja vista que nela residiu por longos anos. Houve também um grande empresário, Jônatas Alencar Dores ( Seu João Nata) , assim era conhecido, implantou uma indústria de refrigerantes e cachaça, chamada de alambique e também uma de fabricação de doces que abastecia o mercado local.

                                           Como está hoje.

Chegando à Maceió, fui pesquisar o porquê da denominação de Rua 5 de Julho e o motivo foi em homenagem a uma data histórica para a cidade, a saber:

“05/07/1902 – Mata Grande é elevada a categoria de cidade, ato assinado pelo seu ilustre filho Dr. Euclides Vieira Malta, então governador do Estado” (Djalma Mendonça).