quinta-feira, 11 de junho de 2020

O BNB EM MATA GRANDE - Germano




Pelo que sei a Agência teve a sua instalação em 1956, foi a segunda Agência do Estado de Alagoas, pois a primeira foi a Agência Centro em Maceió.

Ingressei no BNB em setembro de 1965, através de concurso público. Na época éramos quinze funcionários, alguns casaram com moças da sociedade local e outros  se tornaram matagrandenses de coração e por isto nunca esqueceram este maravilhoso torrão. Vários funcionários se tornaram professores no Ginásio Felix Moreno instruindo a mocidade para um futuro promissor.

O BNB a exemplo da SUDENE foi criado para promover o desenvolvimento do semiárido nordestino, papel que desempenha com extrema competência e em Mata Grande não tem sido diferente.

É certo que ao longo dos anos alguns gerentes causaram grandes prejuízos a Agência, favorecendo empréstimos sem a devida técnica bancária e por este motivo em vários momentos a Agência esteve prestes a fechar.

Como todos sabem o desenvolvimento também tem seus transtornos e os assaltos não foram evitados, por isso os bancos tendem a fechar as portas e em Mata Grande também não foi diferente, vários assaltos sofreu   a Agência  e no último quase fecha totalmente as suas portas.

Por sorte, entrei na Agência e a funcionária Marinalva Lou de Souza, minha querida Comadre me solicitou que se engajasse em uma luta para que a Agência não encerrasse definitivamente as suas portas.

Era um dia de terça feira, na quarta feira vesti o paletó e fui a Câmara Municipal a fim de assistir a reunião semanal dos Vereadores.
Graças a Deus o Presidente da época, vereador Rodolfo Isidoro se sensibilizou e me deu a oportunidade de expor as exigências do BNB, uma das quais a instalação de um CISP na cidade para favorecer a segurança. Prontamente ele nomeou uma comissão para iniciarmos com uma grande manifestação. 

Após algumas reuniões, marcamos a manifestação para a próxima terça feira e ela aconteceu. O Comércio fechou as portas , as escolas, os sindicatos dos bancários e trabalhadores rurais, a Prefeitura, CUT, AFBNB e juntos , mais de três mil pessoas  participaram ativamente.

Foi realizada depois uma audiência pública com a participação do Prefeito Erivaldo Mandu, do Deputado Antonio Albuquerque, além de diversas autoridades Federais, estaduais e municipais, bem como de diversos Órgãos federais, inclusive a CUT que nos ajudaram bastante.

Posteriormente, fomos a Capital para uma reunião com o Secretário de Segurança que se prontificou a edificar o CISP, coisa que realizou imediatamente.

Hoje o CISP funciona e a Agência do BNB reabriu as suas portas atendendo a sua clientela.

Vale ressaltar  que contamos sempre com membros da sociedade local, vereadores, principalmente o Presidente da Câmara Rodolfo Izidoro, do Prefeito Erivaldo Mandu e seus secretários, bem como do Deputado Antonio Albuquerque e outros Órgãos como AABNB, AFBNB, CUT, SINDICATO DOS BANCÁRIOS, ECT e vários políticos da nossa região.

Não deixe de ler a matéria sobre o assunto divulgada neste blog no dia 07.07.2018.





quarta-feira, 10 de junho de 2020

LUIZ GONZAGA MALTA GAIA - Maria Ângela Malta




Nascido em Mata Grande no dia catorze de Janeiro de mil novecentos e vinte e um, fez ali os estudos iniciais e posteriormente, no Colégio Diocesano, em Maceió, onde concluiu o segundo grau.

 
Filho de José Correia Gaia e Antônia Alzira Malta Gaia, teve também duas irmãs: Maria Tereza Malta Gaia e Maria Quitéria Malta Gaia.


Casou-se com Iza Alves Malta e com ela teve seis filhos. O primogênito faleceu com um mês de vida. O segundo, João Roberto MALTA Gaia e depois, Luiz Antônio Malta Gaia, Maria Iza Malta Gaia, José Luiz Malta Gaia e Maria Ângela Malta Gaia.


Na vida pública, exerceu o mandato de Prefeito do Município de Mata Grande, vereador por várias legislaturas e Deputado Estadual por duas legislaturas. Em uma dessas, participando ativamente da defesa do então Governador Muniz Falcão, seu correligionário e amigo, por ocasião da votação do impeachment.


Faleceu aos setenta e dois anos de derrame cerebral, exatamente no dia dois de Junho de mil novecentos e noventa e três.


Era um grande homem é tinha um bom coração. Gostava muito de ajudar aos amigos e correligionários, e, principalmente aos menos favorecidos.
Como filho, esposo pai e amigo, marcou indelevelmente seus dias de vida terrena, cultuando princípios como: Honestidade e Bondade em todas as atividades exercidas.

Veja o    que  comentou Ubireval Alencar Guimarães:

Um Luiz Gaia, um corneteiro que acordava nas manhãs no quintal da casa, tocando livremente sua corneta, roby e prazer de viver.


Além de participar das legislaturas na política, na administração da Prefeitura, era o Seu Luiz o anfitrião dos mais carentes e necessitados.


O Beco São José em Maceió, habituê para os matagrandenses que ali acorriam, servia de ponto e entrega de sedex para encomendas e recebimento de pacotes diversos de frutas, e caixa eletrônico nas horas de apuros.

 
Prestativo, dinâmico e sempre de sorriso aberto no aconchego da turma estudantil em emergências ordinárias.

 
Visitei-o no leito já enfermo. Não vi a recorrência dos muitos beneficiados.

 
Quando lacrimejou com minha visita, compreendi a ausência de tantos, esquecidos do real amigo.
Os céus com certeza lhe retribuíram de braços abertos.
UM AMIGO. Independente de raça, credo, ou política.










sexta-feira, 15 de maio de 2020

RELAÇÕES DE AMIZADES - Germano



Como nordestino e sertanejo do alto sertão alagoano, tenho tido várias experiências ao longo da minha existência, tanto no campo da profissão de bancário como também na de agropecuarista.


A pandemia  que ora enfrentamos nos dá tempo para pensarmos em várias fases da vida e uma reflexão  sobre as mudanças das relações de amizades levaram o meu pensamento a devanear. 


É certo que estamos vivenciando uma época em que  elas estão mais  fugazes. Antigamente as amizades tinham outros valores. A palavra amigo era reservada para àqueles mais próximos e eram poucos os  que a mereciam, procurava-se  logo se tornarem Compadres, hoje em dia todos são amigos, e a palavra tornou-se de uma  vulgaridade  tamanha que substituiu naturalmente as palavras colegas, companheiros , camaradas, o que  é lamentável.


É bem verdade que o ser humano valoriza  amizades antigas  pois são estáveis, entre aspas, uma vez que as dúvidas sempre campeiam em virtude da sensibilidade que assola o ser humano atualmente.


Quando exerci a função de Gerente de Agência Bancária, aprendi que o cliente é amigo do gerente e quem está ali sentado e atendendo passa a ser o amigo do período da gestão.

Como agropecuarista, até que a coisa é mais sincera, ainda existem os amigos que exercem a consideração que permanece ao longo dos anos.


Já os amigos de bar e outros que surgem no decorrer da vida, estes são os mais fugazes, basta uma pequena divergência política ou dos filhos para a briga começar e o afastamento é incontestável, isso sem falar naqueles que se afastam e você fica  sem saber a que motivo atribuir.


Portanto, neste período em que a pandemia do Covid-19 nos obriga a  se tornar caseiros, nada melhor do que repensar as nossas atitudes tempestivas.


quinta-feira, 14 de maio de 2020

SÃO JOSÉ OPERÁRIO - Germano


“A Igreja, providencialmente, nesta data civil, marcada muitas vezes, por conflitos e revoltas sociais, cristianizou esta festa, isso na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: “Viva Cristo trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!” O Papa, em 1955, deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.



O santíssimo São José, protetor da Igreja Universalmente, assumiu este compromisso de não deixar que nenhum trabalhador de fé – do campo, indústria, autônomo ou não, mulher ou homem – esqueça-se de que ao seu lado estão Jesus e Maria.



A Igreja, nesta festa do trabalho, autorizada pelo Papa Pio XII, deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer obras produzidas pelo homem: “Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire na vida social as leis da equitativa repartição de direitos e deveres.”

São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados: “Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa.”



Mas esta data, marca também o dia primeiro de maio como o dia do trabalho, ou dia do trabalhador que é comemorada internacionalmente porque teve a sua origem devido uma campanha empreendida pelos trabalhadores dos Estados Unidos da América, para a redução da jornada do horário de trabalho para oito horas. Vários protestos e manifestações e greves tiveram um saldo de muitas mortes. Posteriormente, na França houve também iguais manifestações com o mesmo objetivo, mas no final conseguiram, daí, São José Operário, ficou no calendário litúrgico como o Santo padroeiro dos trabalhadores.






domingo, 10 de maio de 2020

O DIA DAS MÃES DE 2020 - Germano


Hoje é o dia das mães, a data comemorativa surgiu nos Estados Unidos no dia 12 de maio de 1907, para homenagear a todas as mães vivas e falecidas e teve grande adesão do povo americano.No ano de 1913 o Congresso oficializou a data, estabelecendo o segundo domingo do mês de maio para esta grande comemoração.



Quem criou o Dia das Mães foi a americana Ann Jarvis como uma forma de homenagear sua mãe, O trabalho de Anna Jarvis fez com que um memorial em homenagem a ela fosse realizado em maio de 1908, esse foi o primeiro Dia das Mães.



A popularização dessa data nos Estados Unidos, foi posteriormente aceita pela maioria dos países, inclusive no Brasil que passou a comemorar a partir do dia 12 de maio de 1918. Os historiadores falam que a primeira celebração do tipo aconteceu aqui em 12 de maio de 1918, na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.



O memorável Presidente Getúlio Vargas,  emitiu o Decreto n. 21.366 de 05 de maio de 1932 sancionando o Dia das Mães, para ser festejado também no segundo domingo de maio e hoje é uma das datas comemorativas mais importantes no Brasil , pois é o dia para se comemorar as virtudes e sentimentos do maior amor existente no coração de uma mulher, o amor materno.

Quem tiver a sua mãe ainda viva, não deixe de prestar a sua homenagem e quem como eu , cuja mãe já está no Paraíso Celestial, resta a oração e a saudade.

É bem verdade que muitos empecilhos afastam os filhos das mães, dificultando a homenagem pessoalmente, alguns devido a necessidade de trabalhar o que motiva distâncias quilométricas, todavia, este ano tem um terrível vírus rondando os humanos que, vai dificultar a homenagem com um beijo e um abraço na mãe querida.









 

sexta-feira, 8 de maio de 2020

SOBRE OS FELIZES... - Alcides




Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes sobre a face da Terra. Grandes homens, grandes mulheres, sujeitos exemplares que superam toda desesperança. Tenho a sorte de conhecer vários deles, de ter muitos como amigos e costumo observar suas ações com dedicada atenção. Tento compreender como conseguem levar a vida de maneira tão superior à maioria, busco onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com eles.

De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todos e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte deles, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.

Dos felizes que conheço, nenhum leva uma vida perfeita. Não são famosos. Nenhum é milionário, alguns vivem com muito pouco, inclusive. Nenhum tem saúde impecável, ou uma família sem problemas. Todos enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.

O primeiro hábito que eles têm em comum é a generosidade. Mais que isso: eles têm prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.

Os felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietos com a dor do outro, querem colaborar de alguma maneira. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. Os felizes, sobretudo, doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que têm, mesmo quando é muito pouco.

Eu também observo os infelizes e já fiz a contraprova: eles costumam ser egoístas. Negam qualquer pequeno favor. Reagem com irritação ao mínimo pedido. Quando fazem, não perdem a oportunidade de relembrar, quase cobram medalhas e passam o recibo. Não gostam de ter a rotina perturbada por solicitações dos outros. Se fazem uma bondade qualquer, calculam o benefício próprio e seguem assim, infelizes. Cada vez mais.



O segundo hábito notável dos felizes é a capacidade de explodir de alegria com o êxito dos outros. Os felizes vibram tanto com o sorriso alheio que parece um contágio. Eles costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque os infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro, ou de ignorar a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.



O terceiro hábito dos felizes é saber aceitar. Principalmente aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir sem julgar. Sabem opinar sem diminuir e sabem a hora de calar. Sobretudo, sabem rir do jeito de ser de seus amigos. Sorrir é uma forma sublime de dizer: amo você e todas as suas pequenas loucuras.



Escrevo essa crônica, grato e emocionado, relembrando o rosto dos homens e mulheres sublimes que passaram e que estão na minha vida, entoando seus nomes com a devoção de quem reza. Ainda não sou um dos felizes, mas sigo tentando. Sigo buscando aprender com eles a acender a luz genuína e perene de alegria na alma. Sigamos os felizes, pois eles sabem o caminho...



Desejo uma vida repleta de sabedoria para que ela nos conduza à verdadeira felicidade, que na maioria das vezes está muito perto mas que muitas vezes não conseguimos reconhecer.


terça-feira, 21 de abril de 2020

BOLEIRO - Germano

                                        Edinho, filho de Bolero que me deu as informações.


Sebastião Luiz Silva, era  o nome dele, paraibano de Princesa Izabel que no ano de 1933, em plena seca iniciada em 1930 , chegou a pé a cidade de Mata Grande, quando tinha 17 (dezessete) anos, juntamente com os irmãos Manoel Luiz Pinto (este foi um atuante vereador), Francisco e  Francisca Luiz Pinto.


Adquiriu a alcunha de Boleiro, devido a venda de bolos todas as tardes pelas ruas da cidade,  fabricados pela mãe do saudoso Padre Aloysio.


A hoje cidade de Inhapi, era um povoado pertencente ao município e ele consegui um emprego no cemitério, vinha todas as noites caminhando  a fim de receber aulas de músicas, daí, ter se classificado como o maior trombonista do Estado de Alagoas.


Face esta classificação, aconteceu um fato memorável em sua trajetória. Por ser um excelente músico, certa feita, recebeu a visita de um maestro da Polícia Militar do vizinho Estado de Pernambuco que lhe fez uma grande oferta.  Convidou-o para ingressar na Polícia com a patente de primeiro sargento e ser integrante da Banda de Música da Polícia  Militar. O convite foi recusado por dedicação a cidade de Mata Grande que tão bem o acolheu.


Com o decorrer do tempo adquiriu a profissão de músico e também de pedreiro, tendo criado e educado todos os seus quatorze filhos, inclusive José Edson da Silva, o popular Edinho, que me concedeu esses dados .


Por entender muito de música, por que apesar do pouco estudo, tinha um bom ouvido, então criou  uma escola, tornando-se também um grande professor. Alguns rapazes da época adquiriram os seus instrumentos e uma banda de sopros foi criada, além de um conjunto musical onde um dos cantores era o meu cunhado Itarcy Brandão Barbosa.


Boleiro faleceu com 78 (setenta e oito) anos de idade  aqui em Mata Grande no ano de 1994, onde está sepultado no cemitério local.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

A VENDINHA DE DONA FRANÇA - Ubireval Alencar


                                         A venda de Dona França era nesta esquina.


Só recordo de uma singela venda numa esquina confrontando -se com o clube Paz e Amor, à direita, em frente o Fomento quase em abandono, à esquerda casinhas pequenas enfileiradas descendo para o Ripitete, e a vastidão de um vale verde no tempo das chuvas, com serras decoradas com gado pastando. 


     Prédio do Fomento em Frente ao Paz e Amor Clube.


Nos fundos da "vendinha" que expunha frutas, guloseimas, um muro alto impedia a visão de fruteiras, guardadas a sete chaves.
Dali vinha o sustento de DONA FRANÇA .
Que eu saiba? Só a tia Malvina Alencar quando vinha de Penedo a visitava.

                                         Lugar aonde era o Sítio de Fruteiras.



Uma voz forte numa senhora sem riso fácil pra desconhecidos. Personalidade firme e (me parece em viuvez).


Nunca Se Soube de registro de pequenos furtos de crianças da redondeza. E havia inúmeros por perto. A "venda"/ loja vivia aberta e muitas vezes solitária. Dona França devia cuidar do alimento até que chegasse freguês.

 
Só o interior, com gente ordeira por natureza registra essas façanhas.

 
Dos filhos Emilson, João, guardo o ar e a beleza de uma moça Gleide, parece, não sei se neta ou filha de D França . Não acompanhei a partida de dona França pra eternidade.

terça-feira, 7 de abril de 2020

ADELMO VILLAR - Elvis Correia





Por entender que este grupo tem por objetivo relatar acontecimentos importantes da nossa cidade, relato o fechamento da última venda histórica de Mata Grande, que encerra suas atividades com o falecimento do seu ilustre proprietário ADELMO VILLAR em 05/04/2020 de causas naturais. Posso dizer com certeza que se foi o último comerciante raiz da nossa cidade.



Logo pela manhã, por volta das 5h, ele descia pelas ruas em sua Caravan, que já era conhecida pelo seu barulho característico, passava na sua venda e subia para o colosso, era a garantia que ao amanhecer tinha leite de seu rebanho na venda para seus clientes.



A data de abertura que consta na internet é de 1986, ou seja, 34 anos funcionando. Era uma venda que mantinha as tradições, as contas eram registradas em folhinhas que eram apregoadas juntas a outras do cliente, todas as contas eram feitas à mão com caneta, e para mostrar que estavam corretas seu Adelmo tirava a prova e mostrava ao cliente.




Era ponto de encontro dos seus amigos, todos os clientes eram brindados com histórias de suas vivências e aventuras como caminhoneiro, ou das histórias de seus amigos que já tinham partido ou algum fato marcante da nossa cidade, como a chacina dos Maltas.




As 8h as portas do lado esquerdo do seu prédio eram abertas sinalizando que a venda já começava a atender, mesmo com a saúde debilitada vinha com dificuldades se apoiando em suas muletas para abrir o seu ponto comercial.

Partiu deixando boas lembranças em quem como eu teve a oportunidade de sua convivência.


domingo, 5 de abril de 2020

A AMARGURA - Germano






Segundo Augusto Miranda, Amargura é um substantivo feminino que quer dizer: sabor amargo, angustia, dor, tristeza, aflição, acrimônia, azedume.


Já falamos sobre alguns desses nomes, todavia, é sempre salutar relembrar que o sofrimento de um homem amargurado, causa piedade. E quando sentimos piedade de um ser humano é por que a coisa para ele está fora de controle.


Maria Sergio Cortella, um escritor de renome assim falou sobre o tema:


“Existem pessoas que ficam felizes com a obra realizada, mesmo que cada etapa tenha sido árdua, tenha demandado um trabalho imenso. Elas não ficam felizes o tempo todo durante a execução, mas sabem que o resultado vai lhes felicitar porque ali elas têm fertilidade. 


Olhar a obra concluída faz florescer a sensação de felicidade. Mas é um lampejo. Dá orgulho, mas não deve dar soberba. E o que nos felicita muitas vezes é o orgulho da autoria, seja do livro,  do prato, do desenho, da pessoa, da educação dos filhos.


Há pessoas que bloqueiam a passagem desses momentos em que é possível ser feliz. E essa é uma das questões mais sérias da vida.


Tem gente que vive numa amargura tão grande que se habitua e, mais do que isso se compraz na amargura.