segunda-feira, 13 de abril de 2020

A VENDINHA DE DONA FRANÇA - Ubireval Alencar


                                         A venda de Dona França era nesta esquina.


Só recordo de uma singela venda numa esquina confrontando -se com o clube Paz e Amor, à direita, em frente o Fomento quase em abandono, à esquerda casinhas pequenas enfileiradas descendo para o Ripitete, e a vastidão de um vale verde no tempo das chuvas, com serras decoradas com gado pastando. 


     Prédio do Fomento em Frente ao Paz e Amor Clube.


Nos fundos da "vendinha" que expunha frutas, guloseimas, um muro alto impedia a visão de fruteiras, guardadas a sete chaves.
Dali vinha o sustento de DONA FRANÇA .
Que eu saiba? Só a tia Malvina Alencar quando vinha de Penedo a visitava.

                                         Lugar aonde era o Sítio de Fruteiras.



Uma voz forte numa senhora sem riso fácil pra desconhecidos. Personalidade firme e (me parece em viuvez).


Nunca Se Soube de registro de pequenos furtos de crianças da redondeza. E havia inúmeros por perto. A "venda"/ loja vivia aberta e muitas vezes solitária. Dona França devia cuidar do alimento até que chegasse freguês.

 
Só o interior, com gente ordeira por natureza registra essas façanhas.

 
Dos filhos Emilson, João, guardo o ar e a beleza de uma moça Gleide, parece, não sei se neta ou filha de D França . Não acompanhei a partida de dona França pra eternidade.

terça-feira, 7 de abril de 2020

ADELMO VILLAR - Elvis Correia





Por entender que este grupo tem por objetivo relatar acontecimentos importantes da nossa cidade, relato o fechamento da última venda histórica de Mata Grande, que encerra suas atividades com o falecimento do seu ilustre proprietário ADELMO VILLAR em 05/04/2020 de causas naturais. Posso dizer com certeza que se foi o último comerciante raiz da nossa cidade.



Logo pela manhã, por volta das 5h, ele descia pelas ruas em sua Caravan, que já era conhecida pelo seu barulho característico, passava na sua venda e subia para o colosso, era a garantia que ao amanhecer tinha leite de seu rebanho na venda para seus clientes.



A data de abertura que consta na internet é de 1986, ou seja, 34 anos funcionando. Era uma venda que mantinha as tradições, as contas eram registradas em folhinhas que eram apregoadas juntas a outras do cliente, todas as contas eram feitas à mão com caneta, e para mostrar que estavam corretas seu Adelmo tirava a prova e mostrava ao cliente.




Era ponto de encontro dos seus amigos, todos os clientes eram brindados com histórias de suas vivências e aventuras como caminhoneiro, ou das histórias de seus amigos que já tinham partido ou algum fato marcante da nossa cidade, como a chacina dos Maltas.




As 8h as portas do lado esquerdo do seu prédio eram abertas sinalizando que a venda já começava a atender, mesmo com a saúde debilitada vinha com dificuldades se apoiando em suas muletas para abrir o seu ponto comercial.

Partiu deixando boas lembranças em quem como eu teve a oportunidade de sua convivência.


domingo, 5 de abril de 2020

A AMARGURA - Germano






Segundo Augusto Miranda, Amargura é um substantivo feminino que quer dizer: sabor amargo, angustia, dor, tristeza, aflição, acrimônia, azedume.


Já falamos sobre alguns desses nomes, todavia, é sempre salutar relembrar que o sofrimento de um homem amargurado, causa piedade. E quando sentimos piedade de um ser humano é por que a coisa para ele está fora de controle.


Maria Sergio Cortella, um escritor de renome assim falou sobre o tema:


“Existem pessoas que ficam felizes com a obra realizada, mesmo que cada etapa tenha sido árdua, tenha demandado um trabalho imenso. Elas não ficam felizes o tempo todo durante a execução, mas sabem que o resultado vai lhes felicitar porque ali elas têm fertilidade. 


Olhar a obra concluída faz florescer a sensação de felicidade. Mas é um lampejo. Dá orgulho, mas não deve dar soberba. E o que nos felicita muitas vezes é o orgulho da autoria, seja do livro,  do prato, do desenho, da pessoa, da educação dos filhos.


Há pessoas que bloqueiam a passagem desses momentos em que é possível ser feliz. E essa é uma das questões mais sérias da vida.


Tem gente que vive numa amargura tão grande que se habitua e, mais do que isso se compraz na amargura.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

O DIA DA MENTIRA – Germano






Hoje é o dia primeiro de abril, conhecido mundialmente como o dia da mentira, comemora-se espalhando  boatos   e fazendo os outros de tolos. Dizem que surgiu na  França.

Lá o ano novo era comemorado no dia 1 de abril e quando foi criado o calendário gregoriano o Rei Carlos IX mudou para 1  de janeiro. Os franceses resistiram e  passaram a brincar inventando convites para  aniversários que não existiam.

Ingleses, franceses e italianos gostaram da  brincadeira de ridicularizar os semelhantes e  assim, instituiu-se o dia da mentira.


No Brasil começou em Minas Gerais com a notícia de que Dom Pedro tinha falecido e os alemães trouxeram  a comemoração para o Rio Grande do Sul, lá, eles mandavam o amigo executar tarefas sem fundamento ou mesmo levar informações sem nexo para outra pessoa.


Agora vamos relembrar como era o dia da mentira aqui em Mata Grande. Logo pela manhã, saíamos as ruas inventando boatos e mentiras que as pessoas desavisadas acreditavam.


Uma das que lembro e ficou famosa foi inventada pelo soldado Augusto:

O meu pai Balbino Alves Bezerra, tinha uma padaria na Rua Ubaldo Malta e o meu tio José  Lúcio uma mercearia na Rua 5 de Julho. Augusto foi a padaria e disse ao meu pai que o irmão dele José Lúcio  amanheceu morto. Correu e foi a mercearia de José Lúcio e disse que  Balbino tinha  falecido. Os dois foram se aprontar e saíram, quando  se encontraram no meio da rua, já chorando... se abraçaram dizendo: Meu irmão você está vivo?  Foi aí que caíram na real do engodo. Pense na raiva e na gozação que tiveram de admitir.






segunda-feira, 30 de março de 2020

A ESCOLA MODERNA – Germano






Esta semana tive a grata satisfação de ler uma publicação efetuada pela contemporânea do Ginásio Felix Moreno, Maria Francisca, hoje professora aposentada.

O texto era de uma professora ensinando uma criança soletrar a palavra COLGATE:

C mais O mais L = COL

G com A = GA

T com E  = TE.

Até aí tudo bem, todavia o professor perguntou o nome todo juntando as letrinhas. A criança prontamente respondeu: PASTA DE DENTE.



Então fiz um comentário: No nosso tempo, com uma resposta desta, levava uma reguada ou mesmo meia dúzia de  bolos de palmatória. Era só estirar a mão.



Como a educação  mudou. Os jovens estão vulneráveis, não obstante as facilidades para as matrículas nas faculdades. É difundido que mais de cinquenta por cento não concluem si quer o ensino médio, devido as repetências e a evasão que provoca o abandono dos estudos e aumenta a exclusão social.



Leiam abaixo o que escreveu a professora Andrea Serpa.



"Fico pensando se as famílias dessas 3.400 pessoas, que sequer irão poder enterrar seus mortos, ou as 33 mil famílias infectadas estão preocupadas com o “ano letivo”, com o “dever de casa” de seus filhos...

Sou professora. Trabalhei com Educação a vida inteira. Acredito na importância da Educação. Mas, sinceramente? É preciso dimensionar a importância das coisas em cada momento.



As crianças estão confusas, assustadas, angustiadas, apreensivas tanto quanto nós, as vezes mais, porque as pequenas não compreendem bem tudo que está acontecendo.



Pais de classe média preocupadíssimos com o “conteúdo escolar”, entendo, mas agora é hora de investir no “conteúdo humano”. Cozinhe com elas, arrume a casa com elas, ensine-as sobre higiene e cuidados com a saúde. Cante com elas, conte histórias, faça pipoca e compartilhe desenhos e filmes, converse sobre eles, leiam juntos, rezem juntos...



Aproveite para conhecer seu filho. Saber o que sente, o que pensa, quem é essa pessoinha que você leva e traz da escola, natação, balé, inglês todos os dias ...

Mostre fotos antigas de sua infância. Deixe que elas conheçam a história de quem é esse adulto que as leva e traz!



Existem muitos “conteúdos” que podemos aproveitar para desenvolver nesse período de crise e reclusão, essenciais para a formação desse ser humano. Conteúdos que andam bem negligenciados ultimamente.



Pode deixar que depois ensinaremos a eles as frações, expressões numéricas, pronomes e orações subordinadas adversativas - como se deve e não nessa farsa à distância - e ele seguirá o curso normal de sua vida.



Daqui a alguns anos você vai lembrar da pandemia, da quarentena, da insegurança e da angústia. Mas seu filho poderá se lembrar como *o melhor tempo que passou com os pais*! Depende de você."

Andrea Serpa

20/03/2020




domingo, 29 de março de 2020

A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO - Germano


Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos é acompanhada da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam. E quando falam, passam longe das fofocas, das pequenas maldades ampliadas nas conversas boca a boca.

É fácil identifica-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas de postos, atendentes de laboratórios e hospitais ou mesmo a um gari.

E ainda, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros e também nas pessoas pontuais, pois sabemos que, a pontualidade é uma característica das pessoas de responsabilidade e quem é responsável, normalmente, é elegante.

A pessoa elegante sempre demonstra interesse por assuntos que desconhece, presenteia, conversa e dá atenção aos semelhantes mesmo fora das datas festivas e cumpre o que promete.

É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber o quanto você teve que se arrebentar para o fazer...

Quem é dotado de elegância não muda seu estilo de vida e retribui com carinho e solidariedade até uma rejeição. Tem consciência que sobrenome, joias e nariz empinado não levam a nada.

Portanto, procure sempre ser gentil e a sua elegância de comportamento será notada pelos seus semelhantes.






quarta-feira, 25 de março de 2020

TER SENSO DE GRATIDÃO – Germano






Uma das coisas mais belas do mundo é o amanhecer do dia, com o sol em suas mais variada cores que a aurora proporciona. Todavia, algumas pessoas não lembram de agradecer a Deus pelo dom da vida. No Evangelho, Jesus disse: Eu quero que todos tenham vida e vida em abundância”. 

Neste contexto temos que pensar na felicidade que nem sempre proporciona os excessos desejados em ter tudo. Basta que haja conformidade com o que rodeiam as pessoas como um trabalho digno, saúde, amor e bem estar.

Pelo bem estar, vamos repensar; não é igual a felicidade, pois você pode estar dirigindo um belo automóvel e não estar feliz, daí podermos dizer que a felicidade pode ser a abundância de vida e que nem sempre a euforia por dirigir um automóvel traz a felicidade plena.


O início da gratidão começa quando aprendemos a agradecer a Deus por tudo que acontece em nossa vida, Ele não cobra nada, tudo é de graça, sem nenhuma contra partida, entretanto, tem um valor incomensurável.

Então, a pratica da gratuidade deve se estender aos nossos pais pelo grande amor dedicado, aos professores que nos ensinaram as primeiras letras. Agradecer também pela confiança adquirida, pelo fracasso sofrido, pela companheira e pelos amigos e amigas existentes.


Certa feita ouvi a história da rosa que diz: “nada é mais bonito que ver, em um jardim, em pleno  amanhecer, uma rosa orvalhada refletindo os raios solares, todavia, se você apertar o caule a sua mão sangra”.

Face ao exposto, vamos incluir em nossas orações o agradecimento  a Deus, pela rosa da vida, mesmo que, com os pequenos sangramentos surgidos no dia a dia.







quarta-feira, 18 de março de 2020

MATA GRANDE E SEUS 183 ANOS – Germano


MATA GRANDE (AL), 18 DE MARÇO DE 2020.






Hoje Mata Grande está aniversariando e segundo as fontes oficiais, comemora os seus cento e oitenta e três anos de idade.

Há um ano várias programações  foram realizadas, como inaugurações de obras, muitas delas marcantes para a comunidade, além de vários eventos esportivos e também religiosos , uma vez que a paróquia de Nossa Senhora da Conceição comemora festivamente esta data de aniversário.


Lamentavelmente, as  comemorações alusivas  a este aniversário, foram sabiamente canceladas pelo Prefeito Erivaldo Mandu em uma atitude louvável, visando a preservação da saúde da população, tendo em vista  o novo  coronavirus que está ameaçando toda a população mundial.


Na verdade, particularmente acho que,  em vez de comemorar 183 anos, Mata Grande deveria comemorar era 249 anos, tendo em vista que em 1771 começou o primeiro povoamento e a primeira Capela nas terras de Cumbe com o nome do lugar sendo chamado de Mata de Santa Cruz. Vale ressaltar que, Santa Cruz do Deserto é mais velha do que Mata Grande e lá foi implantada a primeira cruz, que ainda permanece em frente a atual igreja do distrito.


No ano de 1808 passaram a chamar  Mata do Pau Grande, devido a enorme floresta de altas árvores encravadas nas férteis terras.

A comemoração hoje é devida a quando foi elevada à categoria de Vila, nome  que chegou a perder no  dia 04.05.1846 , reconquistada em 08.06.1852, desta feita, com o nome de Mata Grande.


Uma curiosidade, em 30.04.1860 foi anexada a comarca de Penedo com o nome de Paulo Afonso e assim permaneceu por longos trinta e dois anos, pois em 25.05.1929, aí sim, passou a se chamar definitivamente Mata Grande.


Parabéns Mata Grande, parabéns a  Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, hoje representada pelo Padre Gilberto Amorim e também  a comunidade matagrandense que soube acatar e enaltecer a atitude do Prefeito Erivaldo Mandu.

quinta-feira, 12 de março de 2020

ATRAÇÃO E AMOR - Alcides






Existe muita diferença entre atração e amor. Estar atraído por alguém não é o mesmo que estar amando. São sentimentos bem diferentes, muito embora o amor cause esta sensação.



Saibamos o que estamos sentindo.

A chamada "química de pele", às vezes, costuma nos confundir o coração, a ponto de não sabermos exatamente o que sentimos e o porquê sentimos. Muitos relacionamentos nunca saíram das bases, porque uma das partes descobriu que não era realmente amor o que sentia.



A atração é fugaz, já o amor é um sentimento que permanece. E é importante ter a quem amar para sermos amados também. A solidão, em certos casos, só existe para os que optaram por ela.

Mas se tivermos medo de amar e ser amados, corremos o risco de vivermos sós, mesmo que não queiramos isso. Decepções amorosas, quem já não as teve ou tem?



Fechar-se para a vida afetiva por causa de uma desilusão, é cometer um egoísmo contra nós mesmos. Alguém pode estar esperando pelo nosso amor. O permanente companheirismo e afeto desse alguém só tenderá a nos fazer muito bem.



Portanto, pensemos no aprimoramento de nossa vida, abrindo mais o nosso coração para o amor. O amor é alimento para o corpo e para a alma, sem dúvida!


sexta-feira, 6 de março de 2020

PORTUGUÊS NÃO É PARA AMADOR


NOTA : O blog visa muito a cultura. O autor é desconhecido. Porém foi divulgado no WatsApp e achei por bem publicar, pois se torna uma verdadeira aula de português para avivar a nossa cultura.

*Português não é para amador*.
Um poeta escreveu: 

*"Entre doidos e doídos, prefiro não acentuar". *
Às vezes, não acentuar parece mesmo a solução.

Eu, por exemplo, prefiro a *carne* ao *carnê*.
Assim como, obviamente, prefiro o *coco* ao *cocô*. 

No entanto, nem sempre a ausência do acento é favorável...
Pense no *cágado*, por exemplo, o ser vivo mais afetado quando alguém pensa que o acento é mera decoração. 

E há outros casos, claro!
Eu não me *medico*, eu vou ao *médico*.
Quem *baba* não é a *babá*.
Você precisa ir à *secretaria* para falar com a *secretária*.
Será que a *romã* é de *Roma*?
Seus *pais* vêm do mesmo *país*? 

A diferença na palavra é um *acento*; *assento* não tem *acento*.
*Assento* é embaixo, *acento* é em cima.
*Embaixo* é junto e *em cima* separado.
Seria *maio* o mês mais apropriado para colocar um *maiô*?
Quem sabe mais entre a *sábia* e o *sabiá*?
O que tem a *pele* do *Pelé*?
O que há em comum entre o *camelo* e o *camelô*?
O que será que a *fábrica* *fabrica*?
E tudo que se *musica* vira *música*?
Será melhor lidar com as adversidades da conjunção *”mas”* ou com as *más* pessoas?
Será que tudo que eu *valido* se torna *válido*?
E entre o *amem* e o *amém*, que tal os dois?
Na *sexta* comprei uma *cesta* logo após a *sesta*.

É a primeira *vez* que tu não o *vês*.
Vão *tachar* de ladrão se *taxar* muito alto a *taxa* da *tacha*.
*Asso* um *cervo* na panela de *aço* que será servido pelo *servo*.
Vão *cassar* o direito de *casar* de dois *pais* no meu *país*.
*Por tanto* nevoeiro, *portanto*, a *cerração* impediu a *serração*.
 
Para começar o *concerto* tiveram que fazer um *conserto*.
Ao *empossar*, permitiu-se à esposa *empoçar* o palanque de lágrimas.

Uma mulher *vivida* é sempre mais *vívida*, *profetiza* a *profetisa*.
*Calça*, você *bota*; *bota*, você *calça*.
*Oxítona* é *proparoxítona*.

Na dúvida, com um pouquinho de contexto, garanto que o *público* entenda aquilo que *publico*.
E paro por aqui, pois esta lista já está longa.
Realmente, *português* não é para amador!
Se você foi capaz de *ENTENDER TUDO*, parabéns!! Seu *português* está muito bom!
(Desconheço autoria)