segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

PRIORIDADE -Germano





Segundo Augusto Miranda é um substantivo masculino que quer dizer: Qualidade do que está em primeiro lugar ou do que aparece primeiro: Primazia; preferência na Compra; procedência.

Aprendemos na vida a anotar as prioridades a serem observadas ou executadas no presente ou no porvir, sem, entretanto, anotar prioridades para o mesmo tempo, apesar de que, ter tempo, é uma questão de prioridade.

Por falar em tempo, existem pessoas que alegam constantemente que não têm tempo e não gostam de conversar com familiares e amigos para não perderem o tempo. São pessoas que não costumam agendar as prioridades que surgem para, paulatinamente, irem executando.

No trabalho exaustivo diário, os executivos costumam agendar as obrigações para os dias seguintes e com isso verificam quais trabalhos terão prioridade. Quem não o faz, não pode perder tempo pois estão sempre com a cabeça preocupada.

Existem outros tipos de prioridades, por exemplo, nas filas, tão naturais em nosso Brasil; o governo criou uma lei que dá prioridade àqueles que tem mais de sessenta anos e também as mulheres grávidas ou com crianças de colo. Todavia, principalmente nos ônibus nem sempre o sentido de cidadania é observado.

Agora vamos relembrar um pouco a Bíblia Sagrada, onde Jesus diz que os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros. (Mateus 20:16 e Lucas 13:30).

Existem muitos homens que se julgam importantes e não se ligam nos ensinamentos bíblicos. Sempre tem a prioridade nos primeiros lugares onde chegam. Todavia, nem todos são os preferidos de Deus, tendo em vista que existem àqueles que desenvolveram boas ações e por isso são agraciados por Deus daí, mesmo que estejam no final da fila, serão os primeiros a serem chamados.




sábado, 12 de janeiro de 2019

O JEITINHO BRASILEIRO – Germano






Muito se fala no jeitinho brasileiro. É uma prática disseminada ao longo dos anos e está impregnada na cultura do brasileiro, tanto dos mais ricos como também naqueles de menor poder aquisitivo. Ultimamente a coisa ficou de uma forma que quase todas as famílias se acham com condições de exigir um emprego e algumas delas, querem para todos os membros que compõem o grupo familiar.

Atualmente muitos esperam com ansiedade as mudanças no sistema democrático brasileiro, obviamente, essas mudanças até que poderão acontecer, no entanto, vamos precisar de algumas décadas para a mudança da cultura existente no Brasil. Não é de um dia para o outro que a coisa possa acontecer.

Nas comunidades, principalmente naquelas onde não são instaladas indústrias, o poder aquisitivo do povo firma-se nas moedas, FPM que favorece alguns empregos municipais, o BOLSA FAMÍLIA distribuída pelo  Governo, que favorece a maioria dos pobres existentes e as aposentadorias do INSS.

O jeitinho brasileiro entra  na família dos contemplados beneficiando todos os membros da família que se alojam nas residências dos aposentados . Estes membros, dado o conformismo  não querem trabalhar e  se acomodam, parando de produzir quaisquer que sejam as oportunidades que surjam.

Algumas  clãs, tem atualmente, procurado mudar de comportamento e forçam os filhos na direção dos estudos. Muitos estão bem localizados em seus empregos conseguidos a custa de muito estudo e sacrifício financeiro por parte dos chefes de famílias.

Esperamos que as novas gerações mudem a maneira de pensar e procurem estudar para que os nossos  netos e bisnetos recebem deles um Brasil melhor.



                                     

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

O LEITE - Germano






Sinceramente não sei a quem atribuir a autoria, todavia, li e copiei o texto que foi encaminhado pelo WatsApp. Achei de suma importância publicar, tanto pelo que já passei como pequeno produtor de leite em Mata Grande, como também, para alertar as autoridades competentes , pois na verdade, um pequeno curral  produtor de leite,  mantém , entre dois empregos diretos e no mínimo três indiretos, isto na propriedade rural, todavia, ser for contabilizar melhor, os dois funcionários que trabalham no carro do leite, os da casa de rações e os das indústrias produtoras de rações vamos alcançar um número bem maior.

Vale ressaltar que produzi leite por mais de quarenta anos, com lucros e prejuízos, com muitas decepções pela perda, tanto dos centavos como também dos calotes que levei dos atravessadores dão uma bela reportagem, porém quase tudo que ocorre de sacrifícios para o pequeno produtor de leite está estampado no texto  abaixo:





“A propósito da discussão sobre leite importado:

Não é só o produtor que está perdendo, vejam os pequenos municípios que têm a economia apoiada na produção.



Usando essa postagem pra passar alguns números.



Agora dirigida não somente a Prefeitos e demais no poder, mas também àqueles que dizem nos representar:

Saibam que cada 750 litros de leite produzidos no município geram renda equivalente a um salário mínimo!



Portanto pode- se afirmar que cada 750 l/dia que se aumente da produção diária (no município) estaria gerando um novo emprego, desses que essas empresas que buscam incentivos pra se instalar oferecem!



Sabiam que cada real que "cai na mão" do produtor ele o coloca no comércio ou serviços locais?



Sabiam que em muitos casos, o montante da produção é a maior fração dos recursos que entra num pequeno município?



Sabiam que a inadimplência (calote) desses produtores é a menor que existe?



Sabiam que a maior parte dos empregos no comércio e serviços em um pequeno município que tenha uma forte pecuária leiteira é gerado por essa produção?



Sabiam que um dos maiores "cancros" da atividade é o transporte, que eleva custo, e diminui a renda do produtor (pois é custo que é repassado)?



Sabiam que a conservação das estradas é de sua inteira responsabilidade?



Sabiam que muitas vezes por causa de uma pequena ponte, ou bueiro, ou por um trecho de 40 a 50 metros em más condições, toda uma estrada fica intransitável?



Sabiam que em um município que produza 50.000 L/dia, a elevação de apenas R$0,01 (um centavo) por litro a mais nos descontos com frete impede a entrada de R$15.000,00 por mês nas mãos dos produtores,  portanto, na economia local?



Sabiam que há locais onde essa diferença no frete é duas ou três vezes mais, portanto R$ 30.000,00 ou R$ 45.000,00 a menos (equivalendo 15, 30 ou 45 empregos).



Sabiam que o produto é perecível e por isso precisa chegar rápido à indústria e que quando isso não ocorre diminui- se mais ainda o valor do produto?



Sabiam que eu não entendo o desespero em trazer indústrias pra sua cidade pra gerar emprego, sendo que muitas, mas muitas vezes já há essa "indústria" instalada (que é o produtor)?



Sabiam que essa maravilha que é a agricultura (e realmente é) não gera para o município 1/6 da renda que gera "o leite"?



Sabiam que cada 200 a 300 ha de lavoura gera um único emprego?



Sabiam que o enorme montante de dinheiro da produção de grãos não entra no seu município e sim vai gerar emprego lá fora, onde se fabricam equipamentos, máquinas, defensivos, fertilizantes, etc?



Sabiam que somos muito a favor da produção de grãos no entorno da produção de leite?



Se não sabe ainda do que falo, então eu explico:

 
Eu falo que o que sustenta, alavanca o crescimento, distribui renda, gera emprego, mantém o homem dignamente no campo é a produção desse Santo produto, portanto, seja moderno, parta na frente, bote no seu discurso...e NA SUA PRÁTICA, que a inteligência agradece!”


DATAS HISTÓRICAS DE MATA GRANDE - Germano


DATAS HISTÓRICAS DE MATA GRANDE – Germano

14/01/1660 – Antonio Souto Macedo foi o primeiro proprietário junto com o capitão mor Sebastião de Sá, que se fixou na Ribeira do Canapi. Este depois doou suas terras aos Padres Jesuítas sediados em Recife-Pe.

01/02/1764 – Com a extinção da ordem dos padres jesuítas, houve a expulsão deles do Brasil e a Coroa Real vendeu as terras em leilão.         Quem arrematou foi o Capitão Mor João Carlos Dantas que não cumpriu os pagamentos pactuados, então, Cipriano da Cunha e Francisco Gomes de Sá, arremataram.

1771 – Mata Grande teve o seu primeiro povoamento quando João Gonçalves Teixeira e sua mulher Maria Luiza se instalaram em terras do Cumbe, nas Mata de Santa Cruz. Ergueram uma capela em homenagem a N.S.da Conceição e mandaram colocar uma grande cruz de madeira.

1808 – Deram o nome de Mata do Pau Grande.

1835 – Passaram a chamar de Mata Grande.

18/03/1837 -Foi elevada à categoria de vila.

04/05/1846 – Foi extinta a categoria de vila.

08/06/1852 – Foi elevada novamente a categoria de vila com o nome de Mata Grande.

30/04/1860 -Foi anexada  a comarca de Penedo com o nome de Paulo Afonso.

05/06/1902 - Foi elevada à condição de cidade com o nome de Paulo Afonso.

25/05/1929 – Passou a se chamar definitivamente de Mata Grande, face a criação do município de Água Branca.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

AS IGREJAS DE MATA GRANDE - Germano




A do Sítio São José-

Construída recentemente pela comunidade local e ajuda de alguns amigos. A sua construção deveu-se a um sonho de Benedito Henrique Souza,  avô dos atuais amigos Carlinhos e Ademir que me deram estas informações e foram os dois que ficaram a frente na construção, inclusive trabalhando como pedreiro e servente juntamente a outros habitantes da região como Zezinho Felix, Nivaldo e tantos outros amigos  que colaboraram  inclusive com dinheiro.

O local foi doado por Manoel Henrique, filho de Benedito que se sentiu honrado em concretizar o sonho do pai.

Toda a mão de obra foi colaboração dos amigos com diárias pagas ou mesmo de assistência.

Hoje: As missas são celebradas uma vez por mês onde se realizam batizados.

Todos os anos há a festa do Padroeiro São José, sendo que são três dias de festividades com novenas, leilões, sempre, com a participação de zabumbeiros.

Dona Glorinha, avó de Ademir foi quem doou a imagem do Santo Padroeiro.

Recentemente houve um leilão e doei um garrote para o término dos trabalhos da Igreja.




quinta-feira, 8 de novembro de 2018

AS ÁRVORES - Germano


AS ÁRVORES – Germano

O dia 21 de setembro é dedicado a árvore, normalmente, as escolas incentivam os alunos, plantando árvores e ensinando para a sua conservação. Não obstante ser de fundamental importância para a própria sobrevivência, como também para a dos animais e, primordialmente, para os seres humanos, esses, são os grandes responsáveis pela sua dizimação, uma vez que, a cada 10 (dez) segundos mil árvores são derrubadas em todo o planeta. Aonde chegaremos no futuro só o Criador sabe, pois, alguns países buscam constantemente pela sua reposição.

Os seres humanos, realmente, vêm se preocupando com isso e se assim não fizessem abreviaria em muito a desertificação da terra, coisa que já acontece em muitas partes. Aqui no Brasil temos como exemplo partes do nordeste onde já se verifica muitas regiões parcialmente desertificadas.

As árvores dão frutos comestíveis para alimento dos insetos, peixes, animais das mais variadas espécies e também para o humanos, enfim, são “nossas irmãs com raízes” segundo disse o Papa Francisco.

Além do mais, as árvores são responsáveis por grande parte da oxigenação da terra, não é à toa que dizem que a Amazônia é  o pulmão da terra.

Algumas trovas colhidas:



A natureza protesta

Sempre que alguém a maltrata.

-Se matas uma floresta,

Vem o deserto e te mata! (A.A.de Assis )



O orvalho, do céu liberto,

De uma flor se fez amante

E em regaço entreaberto

Pôs um límpido brilhante. (Amarylis Scholeenbach).

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

VALHA-ME, PROFESSOR! - Walter Medeiros


Valha-me, Professor!

--- Walter Medeiros – waltermedeiros@supercabo.com.br

A perfeição da Natureza vai fazendo a vida fluir de tal forma que nos tira certas coisas e pessoas, para depois percebermos o valor de cada uma delas, exercitando sentimentos os mais diversos, preferencialmente bons sentimentos. Os maus sentimentos, é preferível evitar, esquecer, deixar de lado, nem que seja para comprovar o que os pesquisadores estão descobrindo com tanto trabalho, ou seja, que sentimentos ruins geram ou acentuam enfermidades no corpo. Então, melhor fazer por onde ser cada vez mais saudável.

Nessa perfeição da natureza vêm algumas situações que poderíamos ver e sentir como perdas, mas que findam sendo transformadas em saudade, boas lembranças, afetos raros e inesquecíveis, levados pelo tempo, e que vez por outra afloram na memória e no bater mais acelerado do coração. Um grande exemplo é a saudade da professorinha, da professorona, de todos os mestres que nos ajudaram a viver, seja qual tenha sido a vida que escolhemos viver, sejam quais tenham sido os caminhos que optamos por trilhar.

No Dia do Professor, chega-me uma tempestade de recordações desse tipo. A lembrança da minha primeira professora, Dona Josefina Canuto, no Grupo Escolar Professor Demócrito Gracindo, em Mata Grande – AL. Mulher dedicada e entusiasmada, que até hoje tenho a felicidade de reencontrar, mesmo que para isto demore muitos anos. Lembro da sua figura magra, saia azul, blusa branca de mangas compridas, rosto belo, um anjo entre as crianças. Por muitos anos tive diante de mim o colorido de alguns livros que ganhei porque dei algumas respostas sobre as coisas do aprendizado. Como lembro de Dona Helena, que muito me ajudou a aprender Matemática, pelo menos naquela ocasião, pois tem coisas dessa matéria que até hoje não aprendi.

Depois fui estudar na Escola Rural Professor Manoel Dantas, na Av. Prudente de Morais, vizinho ao Senai. Que belas lembranças da professora Dione, ensinando a desenhar e a usar técnicas fascinantes com naquim, onde colocava meus barcos e as ondas dos meus mares. Ano seguinte, lá estava eu no Grupo Áurea Barros, onde hoje funciona o Sindicado dos Professores. Ali já tive meu primeiro contato com a caneta esferográfica, cujo perfume era extasiante e onde já tive certa vez de levar aquele famoso recado de que no dia seguinte só entraria acompanhado da mãe. Ano seguinte, o Grupo Escolar Professor Calazans Pinheiro, da saudosa professora Dirce.

Tive a sorte de alcançar um livro que tinha tudo que precisávamos para fazer o Exame de Admissão ao Ginásio. Fui manter profundo contato com ele no Externato Saturnino, em 1966. Fui aluno da professora Maria das Neves, de Dona Ione Paiva e do saudoso professor José Saturnino de Paiva. Além de tudo que aprendi ali, nos livros e fora deles, com a disciplina bem imposta, o estímulo à leitura, ao ver nosso professor carregando e lendo revistas e jornais. Jamais esquecerei o momento em que ele estava no alpendre e, quando eu ia passando, do alto da sua idade e sabedoria, me disse - como se eu fosse um interlocutor à altura dos acontecimentos: “A guerra pode acabar hoje”. Referia-se aos conflitos do Oriente Médio. Nessa pequena frase de cinco palavras, ele na verdade me deu uma grande aula, pois dali corri atento para saber a que se referia, esperando ter condições de dialogar com o mestre.

No ano seguinte, lá estava eu inaugurando a Escola Industrial Federal do Rio Grande do Norte, na Av. Salgado Filho, depois de ter sido aprovado na prova de ingresso realizada na antiga Escola Industrial de Natal, da Av. Rio Branco. Ah! Quantos mestres encontrei ali: Mirian Coeli, Eulício Farias de Lacerda, Expedita Medeiros, Anaíde Dantas, Vilma Leiros, Názaro, Nivaldo, Natanael, Fátima, Severino, Inalda, Mitsi, Renè e Perigoso. Até os inspetores eram educadores e respeitados, como os professores Laércio, Adilson e Aércio.

A trajetória continuaria no Instituto Padre Miguelinho, onde cursei o Científico de Engenharia, aprendendo com os professores Agamenon, Damião Pita e Maria Tereza, entre outros; e na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, onde cursei Direito. Foram tantos professores, tantas lições, tantos gestos, que dão a dimensão do magistério. Uma legião de sonhadores que nos ajudam a compreender o mundo e nos levam também a sonhar. Como o professor Edgar Barbosa, a mostrar a força que podíamos ter mesmo nas situações mais adversas; e Varella Barca, que além de ensinar tomava a frente e lutava junto por melhores dias para o Brasil.

Neste 15 de Outubro homenageio a todos os Professores, a quem cabe responsabilidade tão grande na humanidade. Em meio a tudo isso, como que atraído pelo quadro negro, pelo giz, pelas aulas que mais me interessavam, lembro que construí um mundo em meio ao que o compositor/poeta sonhava, com festa trabalho e pão. Findei casando com uma professora – Graça, cuja trajetória construiu o mundo melhor de muitas crianças, hoje com mais idade. E esse mundo fascinante da Pedagogia continuará me rondando, pois agora a nossa filha Mônica é professora também. Mas a festa deste dia é de todos: professores e alunos. Feliz dia do Professor!

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Na foto, a professora Josefina e eu.


domingo, 14 de outubro de 2018

ESTÁDIO REI PELÉ - Germano


Crédito de Lauthenay.



ESTÁDIO REI PELÉ – Germano

Assisti e participei da construção do estádio  me deslocando de Mata Grande  para marcar as cartelas dos bingos. Sentávamos nos toros  dos coqueiros ou mesmo no chão e tudo era  muito divertido.

Assisti e participei de vários clássicos do  meu glorioso CSA com o CRB aos domingos à tarde ou mesmo à noite e muitas vezes com outros times. Assisti também a jogos da nossa seleção, todavia, a última vez que tinha marcado presença foi em 1988 quando colocaram cadeiras de ferro. Após o jogo um torcedor revoltado arrancou uma cadeira e jogou lá de cima da arquibancada, graças a Deus não atingiu ninguém, porém, como estava com o meu filho Germaninho, pensei, que poderia estar passando naquele local e sermos atingidos, daí, nunca mais fui ao Estádio.

No dia 09.06.2018, após trinta anos o meu filho Germaninho, já adulto, me convida a ir com ele assistir ao clássico   CSAxCRB, não pestanejei, aceitei o convite e fomos. O jogo terminou sem que houvesse gols, porém, muitas coisas mudaram e me chamaram a atenção. 
Encontramos Pedro Henrique, Diogo, Betinho e tomamos algumas cervejas devido no estádio ser proibido a venda de bebidas. Ao entrarmos vários policiais corrigindo aos torcedores da mesma forma dispensada aos marginais o que é bastante constrangedor. Graças a Deus o conterrâneo Betinho, não deixou que eu passasse pelo constrangimento, pelo que, penhoradamente agradeci.

O jogo iniciou, ficamos no meio da torcida do CSA, para minha surpresa, não vi nenhum rádio de pilha por perto o que achei uma mudança de hábito, no entanto, palavras de baixo calão eram gritadas por homens e mulheres contra pessoas que, acredito, sejam jogadores, administradores ou mesmo o juiz e seus assessores.

Ao sairmos do estádio, nova surpresa, alguém jogou pedras em alguns torcedores do CSA que estavam próximo, então, tivemos que nos abrigar. Isto gerou o deslocamento de policiais a pé, em viaturas ou montados a cavalo. Mais um fato constrangedor para quem vai assistir a um clássico e não brigas.

Outra coisa que me chamou a atenção foi o abandono em que se encontram alguns setores do estádio. No mês do seu aniversário, nada melhor que uma pequena manutenção para depois cantarmos os parabéns com bolo e guaraná.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

SABER OUVIR É UMA ARTE - Germano





Poucas são as pessoas que praticam essa arte. Normalmente, gostam de falar e não poucas vezes atrapalham quem está falando, não pela falta de educação e sim, pelo simples ato de querer sempre falar.


Sabemos que existem muitos cursos de oratória, todavia nunca se ouviu falar em um curso de escuta. Hoje em  dia  com o  advento da internet as famílias têm o hábito de não mais conversar, gerando uma multidão carente de serem escutadas,  haja vista, terem os seus assuntos a externarem ou mesmo para um bom bate papo cotidiano. 


Por esta razão, sempre  escute o teu amigo ou mesmo uma pessoa em uma caminhada ou em uma das calçadas por onde estiver andando.


Em muitas casas , nas horas das refeições existe o costume de se ligar a televisão, isso também faz com que os familiares  se omitam de conversar, ficam todos escutando o que diz a televisão, todavia, é mais uma forma  que contraria a arte de ouvir as queixas, orientações ou mesmo fatos corriqueiros do trabalho ou da vida social, uma vez que todos permanecem calados.


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

DOMINGOS FERNANDES CALABAR - Germano






Quando estudei no Ginásio Felix Moreno, nos  anos sessenta a matéria HISTÓRIA DO BRASIL, era ditada pelo saudoso Professor Dr. Luiz Luna Torres e naqueles anos  já questionávamos se Calabar era ou não um traidor, tínhamos os debates, todavia a história predominava pois era a oficial.

Já depois de casado, conhecendo as cidades do litoral norte do Estado de Alagoas  que ficaram sob o domínio dos holandeses, pude observar que eles eram bem organizados e   os prédios que deixaram implantados tinham algo de diferente, assim como, o desenvolvimento da região .

Pesquisando na internet li o abaixo que copiei e colei:

 

“(Militar brasileiro que lutou ao lado dos holandeses)
1600-1635, Porto Calvo, Alagoas


Domingos Fernandes Calabar, militar brasileiro, nasceu e morreu em Porto Calvo, Alagoas. Foi educado por jesuítas, prosperou e se tornou senhor de terras e engenhos de açúcar. Entre 1630 e abril de 1632, participou da luta contra os holandeses sob as ordens de Matias de Albuquerque. Em 1632, passou para o lado do invasor por considerar o domínio holandês mais benéfico para o Brasil que o jugo português – e Portugal, na época, estava sob domínio espanhol. Grande conhecedor do terreno, sua colaboração foi de grande valia para a penetração holandesa, mas, em 1635, o governador pernambucano conseguiu render as forças holandesas. Julgado sumariamente, foi considerado traidor e enforcado por ordem de Matias de Albuquerque.” (Net Saber-Biografias).

No dia 23/07/2018 assisti na TV que a população da cidade de Porto Calvo resolveu colocar Calabar no banco dos réus e formalizaram um julgamento cuja sentença tira dele a pecha de traidor.

O povo sabe o quanto é difícil mudar uma história de vários séculos, todavia, doravante, a história tem que mudar e Calabar não será mais reconhecido como um traidor da pátria e sim como um herói, tomando assento a Zumbi dos Palmares, Ganga Zumba e Tiradentes.