quinta-feira, 19 de maio de 2016

JOSÉ VERÍSSIMO GUIMARÃES - Ubireval Alencar






José Veríssimo Guimarães, o Zequinha Veríssimo ou Zequinha Guimarães. Filho de Júlio Veríssimo Guimarães e Joana Felismina Barbosa. Um dos oito filhos do casal, seis mulheres e dois homens, João Veríssimo Guimarães e José Veríssimo.

Hoje se mantém viva D. Sebastiana, viúva, residente em Arapiraca. A família estabilizara-se no sítio de nome Gato, na circunvizinhança das terras de João Barbosa, agricultor e pecuarista. Lá havia cultivo do milho, feijão, além do capim e palma para alimento do gado.

Em face às cobranças reiteradas de Virgulino Ferreira ( Lampião), sempre reincidente em pedidos de mantimentos, dinheiro, Zequinha Guimarães que já se adiantara para o sudeste do país, RJ, poupa os ganhos na cidade grande, e adquire o casarão para a família, na rua de Baixo, Ubaldo Malta.

De retorno à cidade natal, investe na condição de comerciante e de transporte de cereais, com armazéns de milho, feijão, mamona, farinha, revendendo-os por todo o nordeste. Aos poucos, reabre nos distritos próximos armazéns do mesmo gênero, Inhapi, Canapi e Santa Cruz, ainda distritos de Mata Grande.

Um belo dia, em suas tardes à porta do casarão, do outro lado da rua havia o estabelecimento comercial do Sr. Joaquim Aureliano Alencar e D. Adelaide Albuquerque, uma linda moça filha do Sr. Quinca - Edinete - de tanto ouvir aquele vozeirão do outro lado da rua, enamora-se do ilustre recém-chegado das terras do sudeste. E em dois meses de conhecimento já se deu o casamento, indo morar inicialmente na Rua 5 de julho (antiga rua Nova).

Do casal Zequinha e Edinete nasceram Ubiratan, Ubireval, Ubirandir, Ubiracir, Cleide e Maria José. Com breve temporada no sítio Gato, retorna a família para Mata Grande, com a aquisição do casarão na subida do Alto do João Felix, Praça João Pessoa, com excelente arborização e muitas fruteiras, que era antiga propriedade dos tios de Edinete, Antônio Rodrigues. 

Edinete Alencar sempre foi doméstica, mas iniciadora da leitura e escritos dos filhos. Relia textos de José de Alencar, de Machado de Assis, sabia-os de cor em várias passagens. Mas nem todos na descendência se deram ao interesse para os estudos. Ubiratan, Ubirandir e Ubiracir preferiram a vida de caminhoneiros, e faziam a substituição de motoristas nas cargas de cereais a serem transportadas. Ubireval, Cleide e Maria encetaram os estudos em Mata Grande, Maceió, e se estabeleceram na capital. Ubiratan e Ubiracir , vivem como microempresários do ramo de táxis, em Maceió

Zequinha se esmerava na ampliação dos negócios, e investe em compras de terrenos e construção de casas, armazém, como o antigo bar de Noca, e o prédio onde está situado o Banco do Brasil (recentemente destruído por vândalos dos assaltos). E era o último dos dezesseis  imóveis  que restava do espólio  pós morte de Zequinha, inicialmente e por último Edinete, há 7 anos atrás.

O casal como a média dos esposos e interioranos, viveu dias de altos e baixos. Ele de sangue fervente e galanteador, granjeava fácil o interesse e atração de alguma necessitada, e aí se somaram casos de amantes, que resultaram em sérios desabonos, atritos, clima de insatisfação e mal-estar entre filhos e pais. Afora as boas cachaçadas entre amigos, Luiz Dentista (Dr. Luiz Luna Torres), entre tantos, o velho Zequinha tinha dedicação e esmero para com netos, da cidade e os recém-chegados de Maceió. Numa tradicional caminhoneta fazia o passeio matinal ou vespertino com toda tropa nos períodos de final de ano e festejos momescos.

Edinete era excessivamente ciumenta, e cobrava do marido atenções e cuidados com internatos para os filhos, o que efetivamente se deu, e só não obtiveram formação secundária e superior os que deliberadamente não o quiseram . Cleide cursou  Letras, e recentemente pós-graduação, lotada na Assembleia Legislativa do Estado, mediante concurso público. Ubireval formou-se em Direito, Letras, trabalhou no Banco do Estado de Alagoas, Banco do Estado de São Paulo, prestou vários concursos no âmbito da esfera federal. Aposentado como  servidor público federal. Membro eleito pela Academia Alagoana de Letras, em 1993. Ubirandir foi acometido de problemas de saúde, e, aos 35 anos de idade,  vítima de acidente de carro, próximo a Delmiro Gouveia.










terça-feira, 17 de maio de 2016

DONA LUIZINHA - Ubireval Alencar


LUIZA VILAR DE MENDONÇA : 10.10.1910 + 21.04.2000


Desde 1956, aos 12 anos de idade, comecei a ausentar-me de Mata Grande, vida de seminário e estudos, e somente acompanhava na igreja matriz, algumas presenças marcantes.

Entre tantos, o Sr. Balbino, sempre assíduo às missas dominicais, fervoroso, um próspero negociante de víveres, cereais, e que também mantinha uma padaria no mesmo local de comércio, na chamada Rua de Baixo, hoje Ubaldo Malta. Sempre cabisbaixo nos passos, compungido nas orações da igreja, ouvia atentamente as preleções do vigário, Pe. Aloysio Viana Martins.

Havia a ala exclusiva para os homens, à frente, diferenciada da ala feminina das inúmeras devotas, Tia Dona, Tia Marieta, Ana Rosa, e tantas em maior número que o dos homens. Não me lembro da presença do casal, embora em casa a família vivesse um silêncio de separação. O silêncio dos filhos fora de casa complementava o silencio maior, interno, de D. Luizinha. Raramente era vista à soleira da porta, durante a passagem da procissão de N. S.de Conceição, em primeiro de janeiro , e de São Sebastião, no dia 20 do mesmo mês, lá na Rua Nova, hoje  Rua 5 de Julho.

Três lindas garotas - Helena, Valderez e Valdecy - cresciam em graça, beleza, e estudos. Helena em breve ganharia a capital, em busca de maiores estudos, e lá fez carreira toda a vida, onde permanece aposentada;   já  Valderez e Valdecy cursavam o ginásio em Mata Grande, vindo a inscreverem-se em concurso do Banco do Nordeste. Valderez, hoje aposentada,  mantém o mesmo enclausuramento vivido na infância e Valdecy, também aposentada, vive na Capital do Estado.

Os rapazes, Faustino, Guilherme e Hildebrando, tomaram destinos diferentes, rumando para São Paulo, sempre uma expectativa e ambição de todos os nordestinos em avanços maiores ;  e o mais novo, Germano cursaria estudos em Mata Grande,  logo vindo a enamorar-se da filha muito atraente de D. Hilda e Sr. Otacílio, a bela Icléa. Bancário também do Banco do Nordeste, bem-sucedido na carreira, hoje,  aposentado, bacharel em direito, agropecuarista e colunista social da memória de Mata Grande,  é pai de Geovanna Lea, hoje competente médica exercendo suas atividades em Brasília; Marcus Vinicius , bacharel em direito e também agropecuarista; e Germano Enrico, contabilista; estes exercem suas atividades profissionais em Arapiraca e Santana do Ipanema, respectivamente.

Que segredos guardou toda vida D. Luizinha, deixando filhos tão esmerados na educação, prestimosos na postulação de suas vocações para o trabalho e responsabilidade? Nunca se ouvia qualquer queixa da senhora sempre recolhida, de vida pacata, e que se ausentou das ruas e cultos religiosos na cidade. As moças, belas, sempre esboçavam um sorriso comunicador, e transbordando alegria na boa convivência. Os rapazes, comunicativos e simpáticos, jamais deixaram passar qualquer ranhura na vida em família. A dignidade do lar, os laços de afeição vividos intra-muros sempre foram as colunas que os mantinham e irmanavam. Uma devoção à genitora que com certeza somente lhes incutia palavras engajadoras de conhecimento de vida, apreço ao bem-estar  e à convivência maior entre os demais citadinos.

A casa da Rua Nova tornou-se nas tardes ensolaradas um autêntico monastério. Havia uma reclusão de uma senhora de linda presença, ausente dos festejos natalinos nas ruas da cidade, um distanciamento dos cultos religiosos a que sempre tivera assiduidade, e, em contrapartida, respirava-se o ar e temperatura que exalava daquela família com filhos bem educados e todos se encaminhando nas sendas da vida.

Certas portas nunca se descerram, já dizia o excelente Graciliano Ramos. A leitura do tempo e o passar das gerações hão de ler nas consciências e corações atingidos toda uma razão de ser, e só os que viveram, vivem hão de guardar consigo os matizes e motivos de nossos passos certos ou erradios nessa existência. Importa o bem do ensinamento que ficou impregnado em cada vida, em cada filho, e a bonomia de viver entre os demais. Exemplos de mães que tudo fazem para poupar os filhos de aspectos negativos ou menores jamais fomentariam em suas consciências um futuro assassino, uma filha perdulária, um gestor irresponsável.

Uma mãe zelosa gestava dia a dia, antevendo o futuro dos filhos, a linha de conduta e encaminhamento nos passos das responsabilidades sociais futuras. E se fizeram homens e mulheres de reputação ilibada. O silêncio da genitora os acobertou contra as perversidades da vida mundana; seu enclausuramento de escolha  de mãe foi o longo preparatório da geração que viria ao mundo dar o seu sim de responsabilizações.

As preces do pai religioso os imunizou contra as pestes daninhas da sociedade de drogas e maus feitos. Se não juntos toda vida, num mesmo lar, mas se tornaram os genitores guardiões da célula maior da sociedade - a preservação dos filhos da influência perniciosa de um mundo já em desvario. E ficamos com a imagem do homem devoto, Sr. Balbino,  presente aos ensinamentos eclesiais, e a vida compungida e de recolhimento da senhora Luizinha, guardando-se no anonimato de viver, existir e de ser mãe  protetora. Os céus complementarão a leitura do que a nós não é dado compreender.


domingo, 15 de maio de 2016

HINO DA PADROEIRA DE MATA GRANDE – Germano


HINO DA PADROEIRA DE MATA GRANDE – O Autor foi padre em Água Branca.



FOI A VIRGEM DO CÉU



Foi a Virgem do Céu
Foi Nossa Senhora
Que escolheu este chão  e
Quis nele habitar
No Altar onde vives
No Altar onde moras
És dos filhos da terra
Ventura sem par


Eia sus, Mata Grande
Eia sus,  gloriosa
Revivendo feliz teu  antigo esplendor
Sob o manto real desta virgem formosa
Hoje canta com fé o teu hino de amor.



Destes vales e serras
Verdes campinas
Sobe aos céus Virgem Mãe
O amor maior dos filhos teus
Teu olhar de ternura e nós todos ensina
A viver como irmãos

Como filhos de Deus.



Guarda a todos do mal
Ó Virgem Maria
Mãe do Céu protegida  da culpa primeira
És a nossa esperança vem ser nossa guia
E abençoa teu povo
Ó Excelsa Padroeira.



Eia sus, Mata Grande
Eia sus gloriosa
Revivendo feliz teu  antigo esplendor
Sob o manto real desta virgem formosa
Hoje canta com fé o teu hino de amor.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

MATA GRANDE - DO PROTÉTICO AO IMPLANTODONTISTA - Germano


MATA GRANDE – Do Protético ao Implantodondista  - Germano

Quem viveu a sua adolescência nos anos  sessenta  em nossa  cidade, certamente deve lembrar do saudoso  protético Domingos Ferreira que posteriormente mudou-se para a cidade de Santana do Ipanema . Ele tratou das cáries dos nossos dentes ainda movimentando a broca com um pedal. Naqueles tempos  ainda extrai dois dentes, passando a usar uma chapa que carinhosamente chamávamos de “perereca”.
No ano de 1974, por motivos  profissionais passei a residir em outras cidades nordestinas locais aonde fiz outros tratamentos  dentários com diversos profissionais, tendo como destaque especial o meu amigo Doutor Antônio Lopes Canuto em Santana do Ipanema e a minha prima , Doutora Carine Malta em Maceió, profissionais de excelente competência.
Eis que agora me deparo com uma necessidade premente de efetuar uma implantodontia e por acaso encontro um amigo de longas datas na Igreja Matriz de Santana do Ipanema – Al., o jovem implantodontista  Doutor Gilmar Nobre que em conversas nos disse que era especialista na área, então,  acertamos o começo do tratamento, pensava eu que, em Santana do Ipanema, local onde fica situada a  sua clínica.
Para minha surpresa, posteriormente,  ele determinou que o trabalho seria efetivado em seu consultório localizado na Rua Eustáquio Malta (Rua da Cruz) local onde funcionava a farmácia de seu Dalvino Alencar, aqui no centro de Mata Grande.  O primeiro passo, foi a extração dos dois dentes incisivos, e implantação de quatro pinos, trabalhos efetuados com êxito pela sua equipe, composta pelo Dr. Reinaldo  de Pão de Açúcar -Al. Aguardo agora, as adaptações necessárias para o término dos trabalhos. Acredito que, depois, vou ficar rindo à toa.
Mata Grande, eu não sabia, conta hoje com diversos profissionais na área, trabalhando em diversos seguimentos dentários, inclusive, implantodontia, e pasmem, conterrâneos, filhos de nossos amigos.
Estamos realmente bem servidos. Motivo de orgulho para nós. O que falta é divulgação!





sexta-feira, 6 de maio de 2016

DIA DAS MÃES - Giuseppe Antidoro Ghiaroni




Dia das Mães



 Giuseppe Artidoro Ghiaroni



 Mãe! eu volto a te ver na antiga sala
Onde uma noite te deixei sem fala
Dizendo adeus como quem vai morrer.
E me viste sumir pela neblina,
Porque a sina das mães é esta sina:
Amar, cuidar, criar, depois... perder!


Perder o filho é como achar a morte.

Perder o filho quando, grande e forte,
Já podia ampará-la e compensá-la.
Mas nesse instante uma mulher bonita,
Sorrindo, o rouba, e a velha mãe aflita
Ainda se volta para abençoá-la


 Assim parti, e nos abençoaste.
Fui esquecer o bem que me ensinaste,
Fui para o mundo me deseducar.
E tu ficaste num silêncio frio,
Olhando o leito que eu deixei vazio,
Cantando uma cantiga de ninar.

 Hoje volto coberto de poeira
E te encontro quietinha na cadeira,
A cabeça pendida sobre o peito.
Quero beijar-te a fronte, e não me atrevo.
Quero acordar-te, mas não sei se devo,
Não sinto que me caiba este direito.

 O direito de dar-te este desgosto,

De te mostrar nas rugas do meu rosto
Toda a miséria que me aconteceu.
E quando vires e expressão horrível
Da minha máscara irreconhecível,
Minha voz rouca murmurar:``Sou eu!"


 Eu bebi na taberna dos cretinos,
Eu brandi o punhal dos assassinos,
Eu andei pelo braço dos canalhas.
Eu fui jogral em todas as comédias,
Eu fui vilão em todas as tragédias,
Eu fui covarde em todas as batalhas.


 Eu te esqueci: as mães são esquecidas.
Vivi a vida, vivi muitas vidas,
E só agora, quando chego ao fim,
Traído pela última esperança,
E só agora quando a dor me alcança
Lembro quem nunca se esqueceu de mim.


 Não! Eu devo voltar, ser esquecido.
Mas que foi? De repente ouço um ruído;
A cadeira rangeu; é tarde agora!
Minha mãe se levanta abrindo os braços
E, me envolvendo num milhão de abraços,
Rendendo graças, diz:"Meu filho!", e chora.


 E chora e treme como fala e ri,
E parece que Deus entrou aqui,
Em vez de o último dos condenados.
E o seu pranto rolando em minha face
Quase é como se o Céu me perdoasse,
Me limpasse de todos os pecados.


 Mãe! Nos teus braços eu me tranfiguro.
Lembro que fui criança, que fui puro.
Sim, tenho mãe! E esta ventura é tanta
Que eu compreendo o que significa:
O filho é pobre, mas a mãe é rica!
O filho é homem, mas a mãe é santa!



 Santa que eu fiz envelhecer sofrendo,
Mas que me beija como agradecendo
Toda a dor que por mim lhe foi causada.
Dos mundos onde andei nada te trouxe,
Mas tu me olhas num olhar tão doce
Que , nada tendo, não te falta nada.



 Dia das Mães! É o dia da bondade
Maior que todo o mal da humanidade
Purificada num amor fecundo.
Por mais que o homem seja um mesquinho,
Enquanto a Mãe cantar junto a um bercinho
Cantará a esperança para o mundo!

terça-feira, 3 de maio de 2016

UM MATAGRANDENSE EM MACEIÓ - Germano




Hoje na minha caminhada matinal resolvi dar um passeio pelo  Corredor Vera Arruda. Visualizei coisas lindas, senti o odor da verbena o que me fez recordar da minha querida mãe, que tinha no quintal da nossa casa lá em Mata Grande um pé daquela cheirosa planta cuja muda  recebeu de Penedo-Al.

Vi também, com bastante tristeza muitas  coisas destruídas e entregues ao relento, outras puídas por falta de conservação. Depois fui andar na orla da Jatiúca e para minha surpresa li a propagando da  Prefeitura Local que pedia a preservação do património público.

Foi aí que me lembrei de minha terra, cujas praças, parque de diversão para crianças, bustos de matagrandenses notáveis está há décadas abandonadas pelos poderes públicos e deterioradas por vândalos.

Então me perguntei: Será que na Capital também existem vândalos? O meu pensamento devaneou e com a assertiva da  minha própria resposta concluí que alguns gestores são os grandes vândalos do patrimônio público por que não dão a devida manutenção as obras  construídas por seus antecessores. Estas obras ficam sem vigias , portanto, a mercê dos demais vândalos. O interessante é que não existem leis que os punam severamente por nada fazerem em defesa  do patrimônio público.

Então, resta a você que esta lendo, quando em conversas informais, comentar que é fundamental a conservação das obras públicas. É uma prática natural e eficiente de cidadania. Consta nos estudos que, uma conversa ruim, atinge até dezesseis pessoas, no entanto, uma conversa boa atinge somente quatro pessoas, portanto, você tem o poder de eliminar quatro vândalos, quer esteja em Maceió ou em Mata Grande.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

BRINCADEIRA - Walter Medeiros




Brincadeira

--- Walter Medeiros



Na goiabeira do meu quintal
Uma maluca subia, sem calcinha.
Embaixo, os meninos brincavam


 De triângulo, com um ferro,

 Riscando pelo chão traços

 De prisões e liberdade.



O quintal batido de barro, úmido,
 Servia também para nossos peões.
 N’outras horas eram as chimbras
 - bolas de gude tão belas,
 Que ainda hoje são forte lembrança
 Daqueles dias da infância.



Na sombra da tarde meu irmão saía
 E descia num carro de cocão,
 Trazendo latas d’água
 Que enchia na fonte da cacimba.
 Oh! Que saudade da água
 Do pé da Serra da Onça!...

quinta-feira, 7 de abril de 2016

A IGREJA MATRIZ DE MATA GRANDE - Germano














A IGREJA MATRIZ DE MATA GRANDE – Germano

 

Segundo o livro do escritor matagrandense Djalma Mendonça nos idos anos de 1790 Francisco Gonçalves Teixeira  recebeu uma parte de terras onde hoje fica a cidade de Mata Grande . Inicialmente houve a construção de uma capela, onde foi fincada uma cruz, daí o nome de Rua da Cruz a atual Rua Eustáquio Malta.

Depois os proprietários doaram uma parte de terras  para ser erguida uma igreja cuja padroeira  teria que ser Nossa Senhora da Conceição que, com a posse, teria as terras como patrimônio, podendo então cobrar laudêmios e demais impostos quando de transmissão de alguma posse cedida. Então começaram a construção de Igreja Matriz, lá no alto, onde hoje fica a praça da Matriz.

Naquela época as construções eram de taipa, todavia, alguns padres passaram a executar enormes  reformas e quando a cidade foi elevada a categoria de cidade em 18 de março de 1837 a capela também foi elevada à categoria de Paróquia e, atualmente pertence a  Diocese de Palmeira dos Índios em Alagoas.

Contam os antigos que a Igreja foi construída por escravos, cujas largas paredes são de pedras  de mó, trazidas da região do Moxotó , alinhadas com caliça,  que era uma mistura de cal e areia que levavam dias sendo batidas com paus para unificação. Não se conta , entretanto, quantos anos foram gastos na sua construção.

O Padre Aloysio Vianna Martins , nos anos sessenta, pediu ao seu irmão, Dr. José Arnaldo Lisboa Martins que fizesse um projeto  para elevação da torre da igreja e promoveu também algumas melhorias internas. A ampliação da torre foi efetuada, bem como a colocação de mosaicos e ainda a ampliação do altar principal cujas despesas ficaram as expensas do saudoso coletor federal Oldrado Soares.

Posteriormente outros padres efetuaram outras melhorias e ultimamente o Pe. Gilberto Amorim executou muitas transformações internas deixando a nossa Matriz muito mais bonita.

       

 

 

sábado, 2 de abril de 2016

O QUE ESCREVEU GEOVAN BENJOINO


 

O QUE ESCREVEU GEOVAN BENJOINO:    

O nordestino é assim, trabalhador braçal, intelectual, pensador, cantor, poeta, cientista, desportista, simples, cavalheiro, hospitaleiro e também corajoso, valente, cabra da peste! Capaz de um gesto de mansidão, mas também, se desafiado, capaz de um ato de coragem pessoal, como Lampião, Tenório Cavalcanti e tantos outros conhecidos anônimos, que mesmo apaixonados pela vida, não vacilam em perdê-la em defesa de sua honra.

Os dois primeiros presidentes da República Brasileira: Marechal Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto – Nordestinos de Alagoas.

O primeiro PhD em jornalismo do Brasil, Professor José Marques de Melo, é alagoano de Palmeira dos índios – Al.

O maior dicionarista do Brasil, Aurélio Buarque de Holanda, é natural de Passo do Camaragibe-Al.

Um dos maiores juristas do mundo, o gênio Pontes de Miranda, é alagoano de Maceió.

O ex-chefe do Departamento de Ciências Sociais da UNESCO, médico, antropólogo e etnógrafo Artur Ramos, é também  alagoano de Pilar.

O Arcebispo primaz do Brasil. D. Avelar Brandão é alagoano.

Um dos escritores mais traduzidos no mundo, Graciliano Ramos é natural de Quebrangulo – AL.

O imortal da Academia Brasileira de Letras , Lêdo Ivo – Alagoano.

Um dos mais conceituados cineastas brasileiros Cacá Diegues – Alagoano.

Ismar de Gois Monteiro – Chefe do Estado Maior do Exercito Brasileiro.

Mário Lobo Zagalo – Técnico da Seleção Brasileira, também alagoano.

A fundadora do Museu de Imagem do Inconsciente no Rio de Janeiro, a psiquiatra Nise da Silveira.

A maior jogadora de futebol de campo Marta Vieira da Silva alagoana de Dois Riachos.

NORDESTINOS CITADOS:

ASSIS CHATEAUBRIAND – Magnata das comunicações e foi um dos fundadores do MASP.

Norberto Odebrecht – Fundados de um dos maiores conglomerados de negócios do Brasil.

 

Citou ainda os nordestinos:

Zumbi dos Palmares, Antônio Conselheiro, Rachel de Queiroz, Augusto dos  Anjos, Antônio Ermírio de Morais, Luiz Gonzaga, Djavan, Elba Ramalho, Fagner, Jose Lins do Rego, Paulo Freira, Gilberto Freira, Ariano Suassuna, Jorge Amado, Dias gomes Chico Anísio,  Chacrinha, Dominguinhos,  Gilberto Gil, Caetano Veloso , Maria Betânia Gal costa, Geraldo Azevedo Herbert Vianna, Ivete Sangalo Dorival Caymmi  João Gilberto e Patativa do Assaré.

 

NOTA DO BLOG:

E quem  podemos acrescentar:

 

O cearense Delmiro Gouveia e os matagrandenses  D. Antonio Brandão , Augusto Campos, Coronel Manoel de Carvalho Villar,  Djalma Mendonça, Felix Moreno, entre outros.

PRATICAR EXERCÍCIOS - A.D.


"A prática regular de exercícios, incluindo caminhadas, reduz drasticamente as chances de um idoso frágil se tornar fisicamente incapaz, pelo menos de acordo com um dos estudos mais longos e abrangentes do tipo.

Os resultados, publicados em 27 de maio no jornal JAMA, reforçam a necessidade de atividade física frequente em qualquer idade.

Embora todo mundo saiba que é uma boa ideia, as provas científicas de seus benefícios nos mais velhos e doentes até agora eram surpreendentemente limitadas.

"Pela primeira vez mostramos a relação direta do exercício na diminuição ou prevenção da incapacidade física na população idosa, extremamente vulnerável", afirma o Dr. Marco Pahor, diretor do Instituto de Envelhecimento da Universidade da Flórida em Gainesville e principal autor do estudo.

Inúmeras análises epidemiológicas comprovaram a correlação direta entre a atividade física na idade avançada e uma vida mais longa e saudável, embora não prove que ela melhore a saúde dos idosos, apenas que o pessoal da 3ª idade que é saudável se exercita.

Outros experimentos aleatórios em pequena escala concluíram a conexão causal entre o exercício e o envelhecimento saudável, mas com um teor geralmente mais restrito, mostrando, por exemplo, que as pessoas mais velhas melhoram a massa muscular através do treinamento com pesos ou desenvolvendo a capacidade de resistência com caminhadas."