A IGREJA MATRIZ DE MATA
GRANDE – Germano
Segundo o livro do escritor
matagrandense Djalma Mendonça nos idos anos de 1790 Francisco Gonçalves
Teixeira recebeu uma parte de terras
onde hoje fica a cidade de Mata Grande . Inicialmente houve a construção de uma
capela, onde foi fincada uma cruz, daí o nome de Rua da Cruz a atual Rua
Eustáquio Malta.
Depois os proprietários
doaram uma parte de terras para ser erguida
uma igreja cuja padroeira teria que ser
Nossa Senhora da Conceição que, com a posse, teria as terras como patrimônio,
podendo então cobrar laudêmios e demais impostos quando de transmissão de
alguma posse cedida. Então começaram a construção de Igreja Matriz, lá no alto,
onde hoje fica a praça da Matriz.
Naquela época as construções
eram de taipa, todavia, alguns padres passaram a executar enormes reformas e quando a cidade foi elevada a
categoria de cidade em 18 de março de 1837 a capela também foi elevada à
categoria de Paróquia e, atualmente pertence a
Diocese de Palmeira dos Índios em Alagoas.
Contam os antigos que a
Igreja foi construída por escravos, cujas largas paredes são de pedras de mó, trazidas da região do Moxotó ,
alinhadas com caliça, que era uma
mistura de cal e areia que levavam dias sendo batidas com paus para unificação.
Não se conta , entretanto, quantos anos foram gastos na sua construção.
O Padre Aloysio Vianna
Martins , nos anos sessenta, pediu ao seu irmão, Dr. José Arnaldo Lisboa
Martins que fizesse um projeto para
elevação da torre da igreja e promoveu também algumas melhorias internas. A
ampliação da torre foi efetuada, bem como a colocação de mosaicos e ainda a
ampliação do altar principal cujas despesas ficaram as expensas do saudoso
coletor federal Oldrado Soares.
Posteriormente outros padres
efetuaram outras melhorias e ultimamente o Pe. Gilberto Amorim executou muitas
transformações internas deixando a nossa Matriz muito mais bonita.
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