segunda-feira, 2 de julho de 2018

ERA ASSIM NO NORDESTE - Ubiratan Mendes





ERA ASSIM NO NORDESTE – Ubiratan Mendes

"Foi no dia 25 de Maio de 1925. Lampião e Sua Cabroeira Invadem e Toma de Assalto o Palacete da Senhora Joana de Siqueira Torres. Viúva do Barão Acú-Torres: Dona Joana Conhecida Como a Baronesa de Água Branca (Alagoas)...

Como ainda não dispunha de recursos que pudessem sustentar seu pessoal, Lampião mandou pedir certa quantia em dinheiro à Dona Joana Vieira de Siqueira Torres, baronesa de Água Branca, para a compra de provisões. Feita a colaboração, ela jamais seria incomodada novamente, nem por ele nem por qualquer um outro do cangaço; teria mandado dizer-lhe.

A Senhora de Água Branca – município ao qual pertencia a Vila de Piranhas – entretanto, não atendeu ao seu pedido e, pior: mandou um recado desaforado pelo mesmo portador endereçado àquele que tentou extorquir de suas posses: “Diga a seu chefe que o dinheiro que tenho é para compra de munição com a qual pretendo arrancar-lhe a cabeça”. Depois, para se prevenir, pediu ao Governo da Província que mandasse reforçar a guarda de seu território com uma força policial mais equipada de homens e armas.

Ao ouvir do mensageiro o recado da Baronesa, Lampião virou-se numa fera bravia, com vontade de esganar. E logo quis dar o troco: mandou comprar algumas redes e as preparou segundo os costumes locais de carregar mortos, onde um madeiro é colocado de um punho a outro, sendo carregado nos ombros por dois homens robustos. Preparou tudo com esmerado cuidado, seus homens vestindo-se como pessoas comuns do lugar, com roupas simples e chapéu de palha, descalços, ou arrastando sandálias leco-leco. Fuzis, punhais e cartucheiras eram carregados no lugar onde deviam estar os mortos, enrolados em panos untados com groselha para aparentar sangue, dentro das ditas redes.

Dirigiram-se esses à porta da delegacia de polícia e, aos berros, um dos cabras, disfarçado, gritou para o soldado de plantão: “acuda, praça! Mande gente lá para as bandas do povoado da Várzea, que a cabroeira de Lampião está acabando com tudo ali; mataram estes daqui e ainda há mais gente morta aos montes. Ande depressa, homem de Deus!” O despreparado soldado chamou imediatamente o corneteiro, que tocou reunir. Foi o momento propício para a execução do plano de Lampião: as armas foram retirados das redes e empunhadas contra o pelotão policial, que já estava perfilado, pronto para sair à procura dos bandidos.

Aí, enquanto a polícia era rendida, outra parte do grupo já havia entrado na cidade e agia no saque à casa da Baronesa. Irreverente, Lampião foi até ela e, fitando-a com severidade, soltou o vozeirão: - Então, Senhora Baronesa, vai arrancar-me a cabeça agora? Venha, vamos dá um volta pela cidade para que vosmecê e todos daqui saibam qui cum o capitão Virgulino não se brinca nem se manda recado desaforado”. E fez a respeitável senhora, dona de notório prestígio público, segurar seu braço e andar assim com ele desfilando pela cidade. – (este foi o primeiro de um sem-número de assaltos cometidos pelo bando de Lampião. Aconteceu em 28/06/1922, poucos dias depois que tinha assumido o comando do grupo de Sinhô Pereira, jovem ainda, aos 25 anos de idade)."

NOTA: Texto e foto copiado do Facebook.




terça-feira, 12 de junho de 2018

O BRASIL - Germano




Eita pedaço de terra boa chamada Brasil, nome devido  ao pau-brasil, madeira nobre  existente em abundância neste vasto torrão, hoje quase dizimada pelos heroicos brasileiros. A história que estudamos contava que os portugueses nos descobriram em 1500 , quando na verdade, outros povos já haviam passado por aqui , inclusive, era habitado pelos índios, os  primeiros e  verdadeiros  donos.

É verdade que Pero Vaz de Caminha foi quem fez a primeira carta documental sobre a terra, enaltecendo-a pelas belezas naturais e da forma como viviam os habitantes, sem plantar e sem criar nada, mas, na carta ele pede ao rei D. Manuel I que solte o seu genro, que tinha roubado uma igreja. Vejam os senhores que "a coisa"  começou em 1.500 e vem aumentando consideravelmente, chegando ao ponto em que estamos.

Os reis que comandaram dispensam comentários, posteriormente foram destronados pelos marechais iniciando a velha república que por não ter dado tão certo fez com que períodos de ebulição política provocassem  o suicídio de um Presidente da República em 1954.

Passados alguns anos a esquerda brasileira, sob a batuta de Fidel Castro e Nikita Kruchevt , alimentaram a ideia de tornar o Brasil em um país comunista, não bastasse a intentona comunista da Coluna Prestes.

Em 1964 o exército brasileiro assume o comando do País e após o mandato de cinco generais houve a promulgação da Carta Magna de 1988 existente até o presente. Ocorre que a coisa que começou em 1500, paulatinamente , vem evoluindo e após  alguns vice-presidentes assumirem o comando, houve quem prevaricasse no trato da coisa pública, cuja evolução subiu a níveis alarmantes, fazendo com que parte da população, atualmente, passe a exigir o retorno dos militares ao poder.
Eita pedaço de terra boa chamada Brasil. Li muito a frase:
Brasil, ame-o ou deixe-o.


quarta-feira, 6 de junho de 2018

O CINE LUZ - Germano



O CINE LUZ  - Germano

Nos idos anos de 1959 o então Prefeito da cidade Gentil Albuquerque Malta, a custa de muito sacrifício, trouxe para Mata Grande a energia da CHESF. Ora, naqueles anos o rigoroso inverno das serras matagrandenses beiravam os onze graus e os tratores rasgavam as entranhas das terras com extremas dificuldades, para a subidas dos pesados caminhões com os postes e demais acessórios.
O senhor João Malta Filho, conhecido como  “Seu Jari”, optou em instalar o primeiro cinema permanente na cidade,situado na Rua Afonso de Carvalho, local cedido pelo então Deputado Antonino Albuquerque Malta, em frente ao prédio do antigo Fomento Agrícola, justamente onde funciona do Bar de Evilásio,  hoje conhecido como Paz e Amor Clube.
Seu Jari lançava os filmes na Sexta Feira, Sábado e Domingo e reprisava nos dias seguintes, na quarta feira outro lançamento que era reprisado na quita feira. Toda a programação era feito através de auto falante, com músicas inesquecíveis de Anísio Silva, Onéssimo Gomes e outros cantores da época. O curioso era a bondade de seu Jari para com alguns assíduos frequentadores, principalmente para estudantes, que, quando não dispunham de dinheiro, ficavam sentados em um toro de madeira em frente ao Fomento, após iniciada a sessão, ele convidava para entrar de graça.
Posteriormente, seu Jari adquiriu algumas casas na Rua Ubaldo Malta e mudou o CINE LUZ para a artéria principal da cidade, em pleno comércio. A noite era uma animação total, as moças ficavam desfilando de um lado para outro e os rapazes ficavam a admira-las e dali surgiram muitos namoros, que esquentavam no escurinho do cinema após o início dos filmes e posteriormente casamentos duradouros foram realizados. No local hoje funciona uma sorveteria.
Devido as melhores condições do novo prédio, vez por outra aparecia cantores famosos para se apresentarem, alguns ficaram gravados na memória, como Waldik Soriano, Roberto Becker, Luiz Gonzaga e outros que lotavam as acomodações daquela casa de espetáculos.
Hoje resta a saudade dos bons momentos vividos e muitos matagrandenses tem histórias importantes e indeléveis sobre o Cine Luz.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

NOSSAS BODAS DE OURO - Germano


BODAS DE OURO – Germano

No dia 25 de dezembro de 2017 eu e Icléa completamos cinquenta anos de casados. A data foi em homenagem ao nascimento do meu sogro Otacílio Barbosa da Silva, tempos depois nasceu a minha linda neta Luiza, passando a data a ter inúmeras comemorações em nossas vidas.

Então resolvemos comemorar o aniversário da nossa união e do nascimento da Luiza. Há vinte e cinco anos tínhamos comemorado as Bodas de Prata, mas como o ouro é um dos metais de grande valor, significou para nós a nobreza da nossa união ao longo dos anos.

Como de praxe, voltamos a Igreja para renovar as promessas do dia do casamento. Optamos pela Igreja de Nossa Senhora da Rosa Mística e o Padre Marcio Roberto nos acolheu com toda dedicação, já que contamos com a frequência normal da missa e o comparecimento de alguns amigos mais próximos além dos nossos familiares. Na missa trocamos as alianças e renovamos as promessas do casamento.

Como a missa foi ao entardecer nos deslocamos para a festa do novo casamento.   

Casar de novo foi emocionante mais uma vez,(leiam o CASEI DE NOVO) que escrevi em 28.12.17 me senti o noivo mais alegre e contente que se possa imaginar. E o beijo? Há o beijo foi o mais arrebatador que já dei, pois a noiva achou que exagerei mas, exagero mesmo foi na hora da dança, pois agora tinha a filha e as netas para dançar a valsa e aí tive que me desdobrar para alcançar os passos das jovens criaturas.

Tivemos direito a parabéns, a bolo regado a bons refrigerantes e a grandes manifestações de amor e alegria.

Me senti o noivo mais alegre e resta somente agradecer a Deus pela Sua infinita bondade.




quinta-feira, 26 de abril de 2018

A ÁGUA - Germano






A ÁGUA – Germano



Recentemente houve a comemoração do Dia  Mundial da  Água, criado por iniciativa da ONU, pois assim como o ar e os alimentos, é um bem de primordial importância para a sobrevivência dos seres vivos.

No nosso planeta e especialmente em nosso País, temos em abundância este precioso líquido, todavia a contaminação é constante, necessitando de ações do governo para a sua preservação, já que o ser humano, não tem a mínima consciência do mal que a ela causa. Além da contaminação desenfreada, o desperdício é latente, tanto por parte dos Órgãos governamentais como também pelos humanos.

Mata Grande, encravada no alto  sertão alagoano é um município privilegiado, pois,  segundo dados da EMATER,  existem 338 fontes  catalogadas, muitas das quais estão sendo   paulatinamente recuperadas pelo projeto  RENASCER,  haja vista,  que algumas estão parando de produzir, tanto pela ação do homem como também pelas constantes e prolongadas secas que atingem o nordeste. Somente damos valor a água quando a fonte está secando.

Entre elas existem algumas famosas como a  da Fonte de Cima, a Fonte do João Felix, a de João Lalau , a do Cumbe com vazão de dez mil litros de água por hora e a do  Urubu que pela sua grande capacidade de vazão está sendo conhecida também como  “Xingozinho” em alusão a barragem do Xingó.

O que me despertou para o dia foi o convite que recebi de professoras do Grupo Escolar Demócrito Gracindo – onde estudei o primário  - para apresentar um trabalho sobre a Fonte do João Felix. Preparei o trabalho, mas não pude apresentar por motivos  pessoais. Quem apresentou foi um aluno do grupo, porém soube que foi bem aceito pelos que se fizeram presentes.

A CONVIVÊNCIA ENTRE OS HUMANOS – Germano




Está sendo muito difícil a convivência entre os humanos. Parentes e amigos são afastados pelas colocações políticas, onde as opiniões são divergentes e o agir, normalmente agride o outrem com palavras ou insinuações maldosas.

O homem necessita da companhia dos seus semelhantes para ser feliz, não importa qual a sua preferência, seja pela política, esporte, alimento, lazer etc. e tampouco, a sua condição financeira.

Para se ter um bom relacionamento, basta pensar positivo. O seu almoço, depende do agricultor, a sua rua limpa, depende do gari, a sua casa depende do pedreiro e do seu servente e por aí vai, então, valorize esses profissionais com um simples bom dia.

Lamentavelmente a correria do dia a dia não dão tempo para se levar em conta tudo de bom que está em volta.

Diante do exposto, queira valorizar mais as pessoas que estão em volta com um simples aceno ou bom dia ou uma pequena conversa e se possível deixe que encontrem em você um amigo. Aí você se sentirá um amigo essencial e passará a dar um verdadeiro sentido a sua existência.

Por outro lado, adquira o hábito de não reclamar das coisas e sim, agradecer sempre a Deus por estar vivo, pelo ar que respira, pelas chuvas, pelo verde das campinas, pela sua família, pela saúde, enfim, por tudo de bom que Ele em sua infinita misericórdia lhe proporciona.




sexta-feira, 20 de abril de 2018

ALGUMAS DATAS HISTÓRICAS - Germano


BREVE HISTÓRICO DE MATA GRANDE – Germano



14/01/1660 – Sebastião de Sá e Antonio de Souza Macedo foram os primeiros desbravadores da nossa região, mas não estiveram aqui.

04/12/1756 – Foi a data dos primeiros habitantes de Santa Cruz do Deserto, como ponto habitado, é mais velha que a sede do município. Registre-se que a Capela foi construída em 1874 pelo Dr. Antonio Cardoso Guimarães, Juiz de Direito da Comarca.



06/06/1791 – João Gonçalves Teixeira e sua mulher Maria Luiza, doaram uma parte de terra para a edificação da igreja de Nossa Senhora da Conceição, o que realizaram. Portanto, 31 anos depois dos primeiros desbravadores. Como primeiro fundador, erigiu sua casa no local onde hoje é o Correio, logo abaixo construiu uma capela de taipa, ao lado do Grupo Escolar que servia também de cemitério, erguendo em frente uma grande cruz de madeira, daí o nome de Rua da Cruz, atual Eustáquio Malta.

Primeiro chamaram CUMBE, depois Mata de Santa Cruz, depois Mata do Pau Grande, nesta época pertencia a freguesia de Tacaratu – Pe.



28/04/1835 – Passou a ser chamada de Mata Grande e pertencia a Penedo e depois a Traipu.



18/03/1837 -  Mata Grande foi elevada à categoria de Vila e Freguesia.

06/07/1839 – Mata Grande teve a sua primeira escola.

04/05/1846 – Perdeu a categoria de Vila.

28/07/1852 – Readquiriu a denominação de Vila.

23/03/1854 – Mata Grande teve a sua primeira Comarca

30/04/1870 – Recebe o nome de Paulo Afonso, em homenagem a famosa cachoeira tendo em vista que o seu território ia até lá.

13/01/1896 – Data da inauguração da Agência Telegráfica.

05/07/1902 -  O matagrandense Dr. Euclides Vieira Malta, Governador do Estado, elevou Mata Grande a categoria de cidade, conservando o nome de Paulo Afonso.

01/11/1913 – Entra em Mata Grande o primeiro automóvel, conduzindo o cel. Delmiro Augusto da Cruz Gouveia.

21/02/1925 -A cidade é atacada, em dia de feira, pelo bandido Virgulino Ferreira da Silva, vulgo  ‘LAMPIÃO’, à frente de numeroso grupo, tendo sido defendida heroicamente, pelos seus valorosos habitantes, que os rechaçaram, inflingindo-lhes algumas perdas.



25/05/1929 – Volta a ser chamada de Mata Grande, face a criação do município de Água Branca, que passou a ter os seus domínios até a cachoeira.

03/03/1950 – Data em que Mata Grande é abalada por grande conflito político em que perdem a vida o cidadão Napoleão, o comerciante Eustáquio Malta e seus filhos Ubaldo e Sônia, sem contar, as inúmeras pessoas feridas. O tiroteio começou às 08:00 horas e durou até às 11:30 horas.

13/08/1953 – É criado o distrito policial de Santa Cruz do Deserto.





CONSIDERAÇÕES DO BLOGUISTA:

Pelo que se lê, a história registra que temos 358 anos de existência.

Desde que o povoado começou em 1791, temos 227 anos.

Desde que passou a categoria de Vila e freguesia temos 181 anos. Esta é a data que comemoramos anualmente.

Mas, verdadeiramente de cidade, temos somente 88 anos.

Resta salientar que os dados foram retirados do livro  MONOGRAFIA DO MUNICÍPIO DE MATA GRANDE do grande escritor matagrandense Djalma Mendonça.

De 1954 até os dias atuais, estamos aguardando o lançamento do livro do amigo Walter Alcântara Brandão, para não adiantar dados importantes ali inseridos.

sábado, 14 de abril de 2018

ESSA VIDA É ENGRAÇADA – Germano




A Constituição Federal tem em seu bojo o que se chama de Cláusulas Pétreas e um número incontável de artigos e princípios, mas,  eles mudam  de acordo com as conveniências  para se protegerem momentaneamente, ou quiçá, no porvir.

Eu também tenho os meus princípios fundamentais que aprendi no berço familiar com a minha saudosa mãe Luiza Vilar de Mendonça princípios que aprimorei como profissional com a Circular 63/07 que nos deixava como um trem em cima dos trilhos.

Todavia, hoje em dia, estou sendo forçado a aceitar as mudanças dos meus princípios:

Tenho que cumprimentar ladrão; agradecer ao INSS e a CAPEF que não cumpriram a contento com os pagamentos, haja vista as mudanças criadas para se protegerem, além de me concederem aumentos irrisórios e muito abaixo da verdadeira inflação e  ainda, fazer vistas grossas para quem desvia os recursos públicos no Brasil e principalmente nos lugares onde resido.

É preciso que eu mude meus princípios para o pior, e o pior é que não estou conseguindo.

Deus conserve os militares!

sexta-feira, 13 de abril de 2018

O BAR DE NOCA - Germano



O BAR DE NOCA -  Germano

Há poucos dias passeando em Mata Grande lembrei do Bar de Noca, NOÊMIO DE MELO LOU, seu verdadeiro nome, então a saudade daquele grande amigo me fez relembrar algumas coisas que a vida nos ensina. Noca, tinha uma paciência incomparável com os seus fregueses e foi o pioneiro  na implantação de uma sorveteria em Mata Grande.

Se a memória não está falhando lá pelos idos anos de 1954, o picolé era a sensação do momento, todos compravam picolés. Um cidadão da zona rural, em um dia de feira, vendo a tudo, comprou seis picolés, embrulhou e levou para os filhos. Ao chegar a fazenda, muito alegre chamou a mulher e os filhos para provarem a novidade da cidade. Quando abriu o alforje que ainda estava atrelado a sela do cavalo e somente viu os palitos, passou a maior decepção, sem, contudo, deixar de chamar muitos impropérios com o dono do bar.

Lembro também que a água gelada era vendida e eu fui um dos que comprei um copo por CR$ 2,00 (dois cruzeiros). O tempo passou e certa vez chegando a Mata Grande em uma noite de inverno, a água da caixa d’água estava  muito  gelada, resolvi ir ao Bar de Noca e tomar uma dose de uísque. Ele tinha na prateleira somente uma garrafa de Drurys, recusei, ele então me perguntou: você conhece de uísque?  Com a resposta afirmativa ele disse: tenho aqui um aberto, mas é para consumo próprio. Vou lhe dar uma dose. Aceitei e como era grátis tomei mais de três, pois o bate papo foi para lá de bom naquela fria noite. Quando fui sair, agradeci e ele então, buscou outro litro me chamou e disse: leve este litro para tomar em casa. Me presenteou com um litro de uísque VAT 69  ainda intacto. Valeu o frio que passei!

O Bar de Noca foi palco de incontáveis desavenças, tinha um freguês certo aos domingos, o Dr. Eraldo Malta Brandão, que era Deputado Estadual e também gostava de tomar uísque. Cheguei algumas vezes a tomar uns tragos com ele, boa pessoa e nos dávamos muito bem.

Do Bar de Noca ficou a saudade e do amigo Noca a saudosa memória. No local hoje, funciona o Super Mercado Mandu.

Após aposentados lutamos juntos em favor do Sindicato dos Produtores Rurais de Mata Grande e em uma certa tarde eis que recebo a visita de Noca que foi levar duas mudas de NIM para que plantasse. Toda vez que passo pelas árvores lembro do meu estimado amigo. Que Deus o tenha no Paraíso Celestial!




quarta-feira, 4 de abril de 2018

VIA SACRA NA SERRA DA ONÇA - Germano




No dia 30.03.2018 foi realizada a terceira Via Sacra para a Serra da Onça, promovida pelos integrantes do Terço dos Homens da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, sob a Coordenação de Erivaldo Gomes.
A concentração foi na Capela de São João, ainda em fase de construção, situada no Bairro do Colosso, onde foram iniciadas as primeiras orações com votos de boas-vindas a todos do Terço e também as demais pessoas presentes, muitas das quais, mulheres de várias idades.
No local também foi realizada a primeira estação, depois saímos em direção a Serra da Onça, porém a chuva trouxe a necessidade de amparar as pessoas, por sorte, havia uma casa ainda em construção e todos se abrigaram. Em alguns momentos anunciaram desistência, devido as pedras que ao ficarem molhadas, ficavam escorregadias o que poderia colocar em perigo os participantes. Quando a chuva diminuiu optaram pela subida.



Tudo transcorreu na mais perfeita harmonia, com as paradas de praxe ao longo da subida e quando chegamos ao cume houve uma verdadeira comoção.
Lá avistamos  alguns meninos procurando o manuê para se alimentar. Para quem não sabe o manuê é um tubérculo agridoce que existe em algumas serras do município. As pessoas descascam e comem. É mais uma tradição  em dias da Semana Santa .


Resta salientar que  do cume da Serra  se  tem uma visão magnífica da cidade bem como de um longínquo horizonte que atinge terras pernambucanas. 




Ao término todos se confraternizaram e empreenderam a viagem de volta com toda a segurança possível.