quarta-feira, 11 de junho de 2014

RESPOSTA A LUCAS SOBRE O PONTO CULMINANTE DE ALAGOAS - Germano




Maceió (AL), 11 de junho de 2014.
Sou o criador e alimentador deste blog. Inadvertidamente, perdi a característica de administrador do blog e passei a ser autor, daí, perdi também, o controle da publicação dos comentários. Recebi por e-mail o comentário do Sr. Lucas Amorim e a única solução que encontrei para responder foi esta. O assunto versa sobre o ponto culminante do Estado de Alagoas.
 
"Bom dia meu caro Lucas, infelizmente perdi a característica de administrador do blog e por isto não sei como divulgar o teu comentário. No que tange ao ponto culminante do Estado de Alagoas, realmente , existem controvérsias. Quando estudante, lá pelos idos dos anos sessenta, estudei pelos livros de Geografia que era na Serra da Lagoa com 838 metros. Agora com o advento da internet, já registrei 846 metros. Para acabar com a minha persistência, torna-se necessários que seja divulgada, qual a Serra, em que município fica localizada e também a altitude. Quando for superada a altitude de Mata Grande, passaremos , seguramente, para a segunda mais alta.

Mata Grande, lamentavelmente, já perdeu muitas coisas devido a incapacidade administrativa dos políticos que elegemos, inclusive a de maior município do Estado em área territorial.

Agradeço ao amigo pelo comentário e informo que tenho também um site no provedor da webnode com o mesmo nome O-MATAGRANDENSE.

Saudações juninas,




Em Ter 10/06/14 10:47, Lucas Amorim noreply-comment@blogger.com escreveu:

Lucas Amorim deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O PONTO CULMINANTE DO ESTADO - Lagoa de Santa Cruz...":

Parabéns pela postagem. Parece-me que agora há controvérsias sobre o ponto mais alto do estado:
http://www.ufal.edu.br/noticias/2012/03/academicos-do-sertao-realizam-aula-de-campo-no-ponto-mais-alto-de-alagoas

Publicar
Excluir
Marcar como spam

Moderar comentários para este blog.

Postado por Lucas Amorim no blog O MATAGRANDENSE em 10/6/14 10:47 AM "

quinta-feira, 22 de maio de 2014

ÉTICA - Germano


ÉTICA – Germano

Segundo Augusto Miranda, é um “ s.f. Parte da filosofia que estuda os deveres do homem para com Deus e a sociedade ; de ontologia; ciência da moral.”

Como se lê, é uma palavrinha simples, porém de uma grandeza incalculável para os princípios morais da humanidade, principalmente, a brasilidade e cidadania dos nossos gestores público que estão cada vez mais se deixando levar pelas benesses dos cargos que ocupam.

Costumeiramente se ouve pela mídia os escândalos praticados por homens que exercem cargos de relevância. Pensam eles que jamais serão descobertos, esquecem o adágio popular que diz “AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA”.

Ao longo dos anos todo o poderio exercido cai por terra. Não adiante surrupiar os cofres públicos cujas verbas seriam destinadas para a melhoria da qualidade de vida de diversos brasileiros espalhados pelos mais distantes rincões do País. Não adianta esconder dinheiro em cuecas, calcinhas ou mesmo paraísos fiscais. Quando descobertos o arrependimento é grande. Temos pouco conhecimento daqueles que se dão bem por toda uma vida.

Vez por outra cruzamos com homens que já foram supervalorizados e que hoje amargam o ostracismo até daqueles que, outrora, viviam em seus gabinetes. Isto nos levou a pensar: Qual a causa de tamanha ingratidão? A resposta cai exatamente na falta do exercício da ÉTICA nos devidos momentos.

Atualmente, com a mudança comportamental de grande parte dos conterrâneos, ouvimos de alguns frases que não soam bem e assimilam a falta de ética e honestidade como coisa corriqueira. Os espertos se dão bem, todavia, por um certo período da vida.

O melhor então, é seguir os ensinamentos antigos, vivendo de acordo com as benesses que o suor do rosto possa permitir.

 

terça-feira, 20 de maio de 2014

MATA GRANDE, NOSSA ORIGEM - Neidivan Araújo


 
 
 
 
 
 

MATA GRANDE, NOSSA ORIGEM

 

Uma cidade onde o verde é predominante, onde o nascer e o pôr-do-sol são um dos mais belos, onde a natureza não apenas vive, mas tem a oportunidade de brilhar com ousadia incessantemente. Seus filhos são privilegiados, pois podem deslumbrar e orgulhar-se do pseudônimo que esta recebeu: o Paraíso das Serras, em pleno alto sertão. Tão amada, admirada e respeitada pelos que tem a honra de habitá-la. Esta é Mata Grande.

 Fundada em 18 de Março de 1837, são muitos anos de história pra contar, muitas mudanças e desafios, muitas lutas, mas muitas conquistas, muitos planos e muitos objetivos alcançados, e em meio às intempéries, Mata Grande tem permanecido inabalável. Homem corajoso e visionário foi João Gonçalves Teixeira, doou uma parte de terra para que ali pudesse ser o começo de uma nova história em Alagoas. Sua visão holística prevaleceu, e hoje é perceptível que seu esforço realmente valeu à pena.

 Ser matagrandense não é apenas o nome que recebe as pessoas que nascem ou moram nesta cidade, ser matagrandense é ser apaixonado pelo torrão, é ter Mata Grande como um patrimônio pessoal, é fazer o papel de um filho autêntico. Sua beleza encanta aqueles que a visitam e que tem a honra de conhecê-la mais intimamente, e mesmo quando se distanciam jamais esquecem dessa riqueza inquestionável.

 Sentir o clima frio de Mata Grande à noite, realça o bem estar que ela nos proporciona, o ar puro é uma dádiva que não tem preço, as árvores e o pomar dessa terra fértil são o nosso diferencial, as serras que nos rodeiam são o complemento de uma paisagem extasiante que salienta ainda mais o elo que sentimos pela nossa inestimável cidade. Não é privilégio de todos, poder desfrutar desse Oásis, sim Oásis, porque em meio a um deserto, aqui estamos usufruindo de um espetáculo feito pelo Nosso Criador.

 É a mais linda do sertão! Que com sua beleza infinda cativa e fascina a quem a prestigia. Nosso chão, nosso refúgio, nosso torrão. Nosso habitat, nossa terra, nossa casa. Cidade acolhedora, destacada pelo seu aspecto diferenciado. Assim é Mata Grande, nossa vida, nosso berço, nossa origem!

 

 

Neidivan Araújo

quinta-feira, 15 de maio de 2014

ELEIÇÕES - Germano


ELEIÇÕES

 

Este ano teremos novas eleições para escolha dos novos dirigentes.  Desde já, presenciamos a disputa dos pretensos candidatos, que no afã  do poder, esquecem as metas que traçaram para a  vida, atropelam os sentimentos éticos, deixam de lado a fidelidade partidária e seguem em busca de um objetivo que os mantenham no poder, não importando quão o peso na consciência  lhes tragam quando colocam a cabeça no travesseiro para dormir.

Todos os candidatos sabem o quanto a  eleição é traiçoeira  principalmente para quem acorda derrotado. Confiante, ele dispara nas pesquisas, mais a decepção na contagem dos votos é muito grande.

Alguns desistem e vão embora, outros  colocam a vergonha de lado e vão em frente chamando de canalhas – falam assim dos vendedores de ilusão e dos eleitores infiéis.  Quem pede o voto quase nada cumpre do prometido, o eleitor com o título  na mão, pega o dinheiro de vários candidatos e no ano seguinte não sabe nem em quem votou e passa a criticar, até  a renovação de um novo ciclo.

Isto constitui a troca suja de insinceridades, porém, os dois lados se merecem.

Existe um antigo ditado que diz: “QUANDO OS GATOS SAEM OS RATOS TOMAM CONTA”. Na política é mais ou menos assim. Homens  verdadeiramente  voltados para o bem, possuidores de uma ética de berço e aperfeiçoada nos estudos, normalmente não querem ser  candidatos a cargos, principalmente, os executivos, pois sabem que , naturalmente,  vão prevaricar. Disse certa vez o Millor Fernandes: “ A HONESTIDADE DO BRASILEIRO É FALTA DE OPORTUNIDADE”. 

Os que são nomeados para fiscalizar a falta de honestidade, por sua vez,  não cumprem a contento suas obrigações e quando o fazem, a aplicação da pena,leva anos a ser executada, o que dá tempo ao político de exercer novos cargos e,  pelo poder exercido , será naturalmente, absolvido das sanções , muitas vezes abrandadas ou relegadas ao esquecimento.

O que presenciamos no dia a dia é a passagem dos cargos para os filhos, principalmente àqueles que não estudam o que dá continuidade ao ciclo vicioso de várias famílias que dependem dos recursos que as eleições asseguram para os vitoriosos nas urnas.

Eleições na ótica dos eleitores deveria  haver de cinco em cinco anos para todos os cargos, sem direito a reeleição e também a salários  e aposentadorias exorbitantes. Quem fosse  agradável para o  povo, após trabalhar  cinco anos em outras atividades, poderia voltar a ser candidato.

A triste democracia ora vigorando no País , paulatinamente, vai se transformando em uma “dinheirocracia” (palavra usada pelo escritor matagrandense José Arnaldo Lisboa Martins, em sua Crônica no Jornal Extra  dos dias 11/16.04.14)  uma vez que os partidos cujos integrantes, desconhecem, na maioria das vezes, a filosofia interna e metas a serem alcançada; fazem as reuniões, loteiam antecipadamente os cargos do primeiro ao último escalão e já consideram o  cargo eletivo como uma nomeação, sabedores que são do poder que exercem. Nestes momentos, esquecem as ofensas anteriormente dirigidas em alto e bom som, divulgadas pela mídia; as mãos são apertadas e as tapinhas nas costas são constantes. Alguns ressurgem do ostracismo a que foram submetidos pela não reeleição e sentem novamente que estão poderosos, esquecendo totalmente, as mágoas acumuladas.

E assim, vamos curtindo quatro, as vezes oito anos de falta de ordem e progresso em níveis mais acentuados.

 

segunda-feira, 12 de maio de 2014


TIRADENTES, UMA FARSA CRIADA POR LÍDERES DA INCONFIDÊNCIA MINEIRA



NOTA: Desde o tempo de estudante, principalmente, depois que estudei no Ginásio Felíx Moreno, fixei o histórico de Tiradentes, como um herói nacional, bem como a delação de Silvério dos Reis, entretanto, passado o último dia do feriado, eis que leio a reportagem abaixo. Fiquei pasmo, por isto levo ao conhecimento dos leitores deste site como aumento de conhecimentos.- Germano.

Guilhobel Aurélio Camargo

Ele estava muito bem vivo, um ano depois, em Paris. O feriado de 21 de abril é fruto de uma história fabricada que criou Tiradentes como bode expiatório, que levaria a culpa pelo movimento da Inconfidência Mineira. Quem morreu no lugar dele foi um ladrão chamado Isidro Gouveia.

A mentira que criou o feriado de 21 de abril é: Tiradentes foi sentenciado à morte e foi enforcado no dia 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro, no local chamado Campo da Lampadosa, que hoje é conhecido como a Praça Tiradentes. Com a Proclamação da República, precisava ser criada uma nova identidade nacional. Pensou-se em eternizar Marechal Deodoro, mas o escolhido foi Tiradentes. Ele era de Minas Gerais, estado que tinha na época a maior força republicana e era um polo comercial muito forte. Jogaram ao povo uma imagem de Tiradentes parecida com a de Cristo e era o que bastava: um “Cristo da Multidão”. Transformaram-no em herói nacional cuja figura e história “construída” agradava tanto à elite quanto ao povo.

A vida dele em poucas palavras: Tiradentes nasceu em 1746 na Fazenda do Pombal, entre São José e São João Del Rei (MG). Era filho de um pequeno fazendeiro. Ficou órfão de mãe aos nove anos e perdeu o pai aos 11. Não chegou a concluir o curso primário. Foi morar com seu padrinho, Sebastião Ferreira Dantas, um cirurgião que lhe deu ensinamentos de Medicina e Odontologia. Ainda jovem, ficou conhecido pela habilidade com que arrancava os dentes estragados das pessoas. Daí veio o apelido de Tira-dentes. Em 1780, tornou-se um soldado e, um ano à frente, foi promovido a alferes. Nesta mesma época, envolveu-se na Inconfidência Mineira contra a Coroa portuguesa, que explorava o ouro encontrado em Minas Gerais. Tiradentes foi iniciado na maçonaria pelo poeta e juiz Cruz e Silva, amigo de vários inconfidentes. Tiradentes teria salvado a vida de Cruz e Silva, não se sabe em que circunstâncias.

Tiradentes, maçonaria e a Inconfidência Mineira: Como era um simples alferes (patente igual à de tenente), não lideraria coronéis, brigadeiros, padres e desembargadores, que eram os verdadeiros líderes do movimento. Semi-alfabetizado, é muito provável que nunca esteve plenamente a par dos planos e objetivos do movimento. Em todos os movimentos libertários acontecidos no Brasil, durante os séculos XVIII e XIX, era comum o "dedo da maçonaria". E Tiradentes foi maçom, mas estava longe de acompanhar os maçons envolvidos na Inconfidência, porque esses eram cultos, e em sua grande parte, estudantes que haviam recentemente regressado "formados” da cidade de Coimbra, em Portugal. Uma das evidências documentais da participação da Maçonaria são as cartas de denúncia existentes nos autos da Devassa, informando que maçons estavam envolvidos nos conluios.

Os maçons brasileiros foram encorajados na tentativa de libertação, pela história dos Estados Unidos da América, onde saíram vitoriosos - mesmo em luta desigual - os maçons norte-americanos George Washington, Benjamin Franklin e Thomas Jefferson. Também é possivel comprovar a participação da Maçonaria na Inconfidência Mineira, sob o pavilhão e o dístico maçônico do Libertas quae sera tamen, que adorna o triângulo perfeito, com este fragmento de Virgílio (Éclogas,I,27) Tiradentes era um dos poucos inconfidentes que não tinha família. Tinha apenas uma filha ilegítima e traçava planos para casar-se com a sobrinha de um padre chamado Rolim, por motivos econômicos. Ele era, então, de todo o grupo, aquele considerado como uma “codorna no chão”, o mais frágil dos inconfidentes. Sem família e sem dinheiro, querendo abocanhar as riquezas do padre. Era o de menor preparo cultural e poucos amigos. Portanto, a melhor escolha para desempenhar o papel de um bode expiatório que livraria da morte os verdadeiros chefes.

E foi assim que foi armada a traição, em 15 de março de 1989, com o Silvério dos Reis indo ao Palácio do governador e denunciando o Tiradentes. Ele foi preso no Rio de Janeiro, na Cadeia Velha, e seu julgamento prolongou-se por dois anos. Durante todo o processo, ele admitiu voluntariamente ser o líder do movimento, porque tinha a promessa que livrariam a sua cabeça na hipótese de uma condenação por pena de morte. Em 21 de abril de 1792, com ajuda de companheiros da maçonaria, foi trocado por um ladrão, o carpinteiro Isidro Gouveia. O ladrão havia sido condenado à morte em 1790 e assumiu a identidade de Tiradentes, em troca de ajuda financeira à sua família, oferecida a ele pela maçonaria. Gouveia foi conduzido ao cadafalso e testemunhas que presenciaram a sua morte se diziam surpresas porque ele aparentava ter bem menos que seus 45 anos. No livro, de 1811, de autoria de Hipólito da Costa ("Narrativa da Perseguição") é documentada a diferença física de Tiradentes com o que foi executado em 21 de abril de 1792. O escritor Martim Francisco Ribeiro de Andrada III escreveu no livro "Contribuindo", de 1921: "Ninguém, por ocasião do suplício, lhe viu o rosto, e até hoje se discute se ele era feio ou bonito...".

O corpo do ladrão Gouveia foi esquartejado e os pedaços espalhados pela estrada até Vila Rica (MG), cidade onde o movimento se desenvolveu. A cabeça não foi encontrada, uma vez que sumiram com ela para não ser descoberta a farsa. Os demais inconfidentes foram condenados ao exílio ou absolvidos.

A descoberta da farsa: Há 41 anos (1969), o historiador carioca Marcos Correa estava em Lisboa quando viu fotocópias de uma lista de presença na galeria da Assembléia Nacional francesa de 1793. Correa pesquisava sobre José Bonifácio de Andrada e Silva e acabou encontrando a assinatura que era o objeto de suas pesquisas. Próximo à assinatura de José Bonifácio, também aparecia a de um certo Antônio Xavier da Silva. Correa era funcionário do Banco do Brasil, se formara em grafotécnica e, por um acaso do destino, havia estudado muito a assinatura de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Concluiu que as semelhanças eram impressionantes.

Tiradentes teria embarcado incógnito, com a ajuda dos irmãos maçons, na nau Golfinho, em agosto de 1792, com destino a Lisboa. Junto com Tiradentes seguiu sua namorada, conhecida como Perpétua Mineira e os filhos do ladrão morto Isidro Gouveia. Em uma carta que foi encontrada na Torre do Tombo, em Lisboa, existe a narração do autor, desembargador Simão Sardinha, na qual diz ter-se encontrado, na Rua do Ouro, em dezembro no ano de 1792, com alguém muito parecido com Tiradentes, a quem conhecera no Brasil, e que ao reconhecê-lo saiu correndo. Há relatos que 14 anos depois, em 1806, Tiradentes teria voltado ao Brasil quando abriu uma botica na casa da namorada Perpétua Mineira, na rua dos Latoeiros (hoje Gonçalves Dias) e que morreu em 1818. Em 1822, Tiradentes foi reconhecido como mártir da Inconfidência Mineira e, em 1865, proclamado Patrono Cívico da nação brasileira.

 
Tentei a criação de um blog, todavia, nenhum se igualou a este, mesmo sem a condição de administrador, vou reativar, uma vez que o número de visitas está sempre crescendo. Mantendo os dois não me dá muito trabalho, entretanto, não tenho mais o poder de aceitar os comentários. Vou aguardar que um dia o google me devolva a condição de administrador.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

AVISO AOS LEITORES

Um breve histórico  de como Surgiu o Matagrandense:





sexta-feira, 26 de outubro de 2007


26.10.07 - Fazenda Agua Azul - Sítio Almeida - Mata Grande -Al. - Navegando no orkut, despretenciosamente cliquei a palavra blog e surgiu a possibilidade de criação de um blog. Sempre tive a vontade de criar um, porém, por não entender bem do sistema, a vontade já foi abortada no "terra e uol". Procuraremos manter atualizações sobre a nossa querida Mata Grande, inclusive, copiando notícias divulgadas anteriormente. Pedimos a todos que participem; me ajudem a manter um canal de notícias e fatos acontecidos ,sempre atraente e atualizado. Um abraço fraternal.
 
Bem, o blog  criado, já estamos com mais de quarenta e um mil acessos figurando entre os melhores  do Brasil,  pois a média diária superava a trinta acessos, todavia, sem pretensão, me  coloquei no lugar de autor em vez de administrador. Daí, não tive mais o direito de  aceitar os   comentários  dos leitores, ver estatísticas etc. Tentei várias vezes e não consegui recuperar, apelei para o blogger e até agora não obtive resposta.
Então, pensei em criar um site e após várias tentativas consegui  montar um no WEBNODE: com o mesmo nome O MATAGRANDENSE, onde atualmente estou incluindo as "asneiras" que julgo conveniente levar ao conhecimento dos nossos  conterrâneos e amigos. Peço desculpas e agradeço a compreensão de todos.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

OBRIGAÇÃO LEGAL DE UM VEREADOR - Germano


Mata Grande  (AL), 25 de outubro  de 2013.
 

Ultimamente, alguns municípios alagoanos foram beneficiados com o aumento do número de vereadores em suas Câmaras Municipais, no entanto, parece que nada mudou na forma de atuação, uma vez que, nada notamos de mudança comportamental, caracterizando na prática, a inoperância continuada, não obstante, o acréscimo supramencionado.

Vejamos em alguns artigos o que diz a  nossa Constituição Federal :

 Art. 31 – A fiscalização  do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei.

Face o exposto, veja o que divulgou  o conterrâneo Leonardo Gomes:

“Funções principais do Vereador:

Função Legislativa:

A Câmara, no exercício de sua função Legislativa, participa  da elaboração de leis de interesse do município.

A função legislativa é a que mais se destaca entre as funções da Câmara. Por meio das leis, os cidadãos têm seus direitos assegurados.

Além disso, as leis também, são importantes para a harmonia entre os Poderes, orientam a vida das pessoas e dirigem a administração pública.

Sabemos, por exemplo, que um Prefeito só pode fazer o que estiver permitido pelas leis, ou seja, ele não  pode fazer nada que a lei não autoriza. Por isso as normas municipais são tão importantes para o funcionamento da cidade.

 

FUNÇÃO FISCALIZADORA:

Através da função fiscalizadora, é possível ter um controle de como o Prefeito e os Secretários estão administrando o município e utilizando os recurso  públicos. A Câmara cumpre esta importante função om o auxílio do Tribunal de Contas.

Cabe aos Vereadores acompanharem  todas as ações do Executivo: realização de obras, compras de materiais, de equipamentos, contratação de funcionários, prestação de serviços, fornecimento de merenda escolar, etc.

Os Vereadores podem solicitar que o Prefeito ou qualquer Secretário  municipal compareça a Câmara para dar explicações sobre os seus atos e ainda, realizar audiências públicas”.

Recentemente, tornou-se público que alguns vereadores , si quer, residem na cidade o que leva a crer da pouca importância dispensada aos seus munícipes e da falta de  fiscalização por parte do TRE.

A população das cidades assistem inerte aos desmandos praticados pelos edis, o TER, por não ser provocado  não toma  iniciativa nenhuma para coibir.

Resta a comunidade, começar a divulgar o que se passa em sua cidade, no sentido de que as mudanças comecem a acontecer.

 

 

 

 


 

A RABECA - Germano


 
 
Barra de Santo Antonio (AL), 21 de setembro de 2013.

 

Hoje é dia de praia, um domingo de sol maravilhoso com o verde dos coqueirais e o mar azul turquesa que causa imensa alegria a qualquer vivente que os presencie, todavia, após a caminhada matinal pela Ilha da Crôa, lembrei a reportagem de Nelson da Rabeca no Globo Rural as lágrimas escaparam dos meus olhos pois me veio a mente outro ser humano, bastante parecido com seu Nelson, tanto em sua simplicidade, humildade no falar, no entanto ,um tocador anônimo, que nunca foi reconhecido em nossa cidade, falo de seu Manoel Cassimiro, este, contudo, não fabricava rabecas.

Residia no Mandacaru e lembrei que, em alguns carnavais ele acompanhava o bloco do URSO PRETO, do saudoso Joaquim de Belo e do BACALHAU de João Cajú, saindo daquele bairro e percorrendo toda a cidade tocando marchinhas e frevos em sua rabeca .

Eventualmente, quando o visitava, pedia para que ele tocasse algumas músicas e ele executava com perfeição músicas do inesquecível Rei do Baião (Luiz Gonzaga) e de outros artistas do cancioneiro popular, principalmente dos mais antigos.

Lembro também, que certa noite de São João em plena quinta feira, Seu Manoel Cassimiro e o maior seresteiro que Mata Grande já teve, “Temista” (Temístócles Guimarães) foram comemorar na Serra do Sabonete e somente retornaram ao alvorecer do sábado. Temista, cantando, com sua inconfundível voz e seu Mané Cassimiro na rabeca, até hoje não esqueci alguns versos da música cantada que visava amortecer a raiva da esposa pelas noites passadas fora , cujos versos eram mais ou menos assim:


MEU DEUS QUE HORAS SÃO ESSAS, AMOR

NÃO OUÇO O GALO CANTAR

SÓ PEÇO A DEUS QUE ME BOTE, AMOR

ONDE ANA ROSA ESTÁ.

AS ONDAS DO MAR SAGRADO, AMOR

NÃO QUEIRAM ME CONSUMIR

SÓ AGRADEÇO A DEUS, AMOR

FICAR JUNTINHO A TÍ.

 As estrofes seguintes não consegui lembrar. Segundo Icléa, a rabeca de seu Manoel Cassimiro foi doada a uma de suas netas que se a memória não falha , residia no Distrito de Santa Cruz do Deserto, município de Mata Grande - AL.

 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

MAS O QUE É MESMO QUE FALTA EM ALAGOAS?

Barra de Santo Antônio (AL), 16 de setembro de 2013. 

Zezinho DE Laura

 

 

 

MAS O QUE É MESMO QUE FALTA EM ALAGOAS?

 Embora tivesse sido inventado como prêmio à lealdade à Monarquia, por ocasião do levante republicano em Pernambuco, em 1817, Alagoas foi entregue ao controle político do Visconde de Sinimbu – que era filho da heroína republicana.

 A mãe de Sinimbu dominava a região que hoje compreende o município de São Miguel dos Campos e armou um exército particular para lutar pela República.

 Coisa de Alagoas, por certo.

 São 196 anos de “emancipação” de Pernambuco, mas ainda hoje há quem duvide se não era melhor como antes. A parte ao Sul de Pernambuco, que reagiu ao levante republicano iniciado em Recife, se tornou “independente”.

Surgiu Alagoas em 27 mil quilômetros quadrados e mais de 50 lagoas. Um filé, que ninguém cuidou direito até hoje, embora possua um solo e subsolo privilegiados.

 Existem no Brasil seis jazidas de sal-gema com valor comercial, e a mais importante dela está em Alagoas – mais precisamente, em Maceió. O teor de pureza é de 99%!

 Existem no Brasil várias jazidas de gás natural, mas nenhuma se compara à reserva alagoana porque é a única que produz gás puro, ou seja, sem petróleo.

 Mas a sal-gema é beneficiada mesmo na Bahia, assim como o gás natural, que segue pelo gasoduto passando por Itabaiana, em Sergipe, e chegando a Camaçari. Também tem outro gasoduto que vai da Chã do Pilar para o Cabo de Santo Agostinho, para alimentar a indústria pernambucana.

 Interessante é que Pernambuco não tem gás, mas tem termelétrica. E de onde vem o gás que alimenta a termelétrica e a indústria pernambucana?

 Adivinhe?

 Vem de Alagoas, claro, que é a “vaca leiteira” que dá leite, mas não produz queijo nem manteiga. Quem produz é o vizinho.

 Os mais antigos se lembram do bordão publicitário que dizia assim: se no Recife tem, na Casa do Colegial também tem. Essa dependência histórica não cessou com a “emancipação” e, nesses 196 anos, o que se viu foi à regressão.

 Alagoas hoje é o último Estado do nordeste, apesar de toda essa prodigalidade do seu solo e subsolo. É o último também a irrigar o semiárido, apesar da proximidade do Rio São Francisco. E no Brasil, é o único estado que já foi governado por um estrangeiro. Logo após a “emancipação” as forças políticas se desentenderam e, cansado de esperar uma solução, o imperador nomeou um argentino para governar Alagoas.

 É assim, o estado. Um litoral inigualável, um solo rico, um subsolo auspicioso, mas que continua nessa pindaíba. Nada por aqui cresce e, se não cresce, Alagoas foi perdendo espaço.

Do “filé” que era quando surgiu, hoje é verdadeira carne de pescoço com uma dívida impagável, a violência incontrolável e a perspectiva anuviada pelas incertezas.

 Mas, afinal, o que é que falta a Alagoas?

 É LAMENTAVEL DIZER, MAIS O QUE ESTÁ FALTANDO É HOMEM.

 SERIA MELHOR PEDIR DESCULPAS PARA OS PERNAMBUCANOS, E PERGUNTAR SE ELES NOS ACEITAM DE VOLTA.