domingo, 14 de outubro de 2018

ESTÁDIO REI PELÉ - Germano


Crédito de Lauthenay.



ESTÁDIO REI PELÉ – Germano

Assisti e participei da construção do estádio  me deslocando de Mata Grande  para marcar as cartelas dos bingos. Sentávamos nos toros  dos coqueiros ou mesmo no chão e tudo era  muito divertido.

Assisti e participei de vários clássicos do  meu glorioso CSA com o CRB aos domingos à tarde ou mesmo à noite e muitas vezes com outros times. Assisti também a jogos da nossa seleção, todavia, a última vez que tinha marcado presença foi em 1988 quando colocaram cadeiras de ferro. Após o jogo um torcedor revoltado arrancou uma cadeira e jogou lá de cima da arquibancada, graças a Deus não atingiu ninguém, porém, como estava com o meu filho Germaninho, pensei, que poderia estar passando naquele local e sermos atingidos, daí, nunca mais fui ao Estádio.

No dia 09.06.2018, após trinta anos o meu filho Germaninho, já adulto, me convida a ir com ele assistir ao clássico   CSAxCRB, não pestanejei, aceitei o convite e fomos. O jogo terminou sem que houvesse gols, porém, muitas coisas mudaram e me chamaram a atenção. 
Encontramos Pedro Henrique, Diogo, Betinho e tomamos algumas cervejas devido no estádio ser proibido a venda de bebidas. Ao entrarmos vários policiais corrigindo aos torcedores da mesma forma dispensada aos marginais o que é bastante constrangedor. Graças a Deus o conterrâneo Betinho, não deixou que eu passasse pelo constrangimento, pelo que, penhoradamente agradeci.

O jogo iniciou, ficamos no meio da torcida do CSA, para minha surpresa, não vi nenhum rádio de pilha por perto o que achei uma mudança de hábito, no entanto, palavras de baixo calão eram gritadas por homens e mulheres contra pessoas que, acredito, sejam jogadores, administradores ou mesmo o juiz e seus assessores.

Ao sairmos do estádio, nova surpresa, alguém jogou pedras em alguns torcedores do CSA que estavam próximo, então, tivemos que nos abrigar. Isto gerou o deslocamento de policiais a pé, em viaturas ou montados a cavalo. Mais um fato constrangedor para quem vai assistir a um clássico e não brigas.

Outra coisa que me chamou a atenção foi o abandono em que se encontram alguns setores do estádio. No mês do seu aniversário, nada melhor que uma pequena manutenção para depois cantarmos os parabéns com bolo e guaraná.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

LUIZ NETO FILHO (Mocinho) - Márcia Machado


Biografia de papai



Luiz Neto Filho nasceu em Mata Grande, AL, dia 16 de junho de 1932, filho de Alcides Francisco dos Santos e Maria Rosa Machado, teve apenas um irmão biológico Juca Machado dos Santos, que faleceu na mais tenra idade. E dois irmãos adotados por seus pais, Rosa Xavier e Manoel da Silva. Passou boa parte da vida na sua cidade natal, saindo apenas durante algum tempo para trabalhar em São Paulo e no Maranhão. Posteriormente passou a residir em Delmiro Gouveia até o dia em que veio a falecer em 21 de outubro de 2015.

Foi casado com Marinete Alves Machado e desta união nasceram 6 filhos, Márcia Maria Machado Nunes, Mário Sérgio Machado dos Santos, Margarete Lúcia Machado Lisboa e Luiz Maurício Machado dos Santos; dos quais 2, Marisa Machado dos Santos e Manoel Machado dos Santos faleceram prematuramente.

Recebeu o mesmo nome do avô materno Luiz, que lhe tinha grande apreço e começou a chama-lo Mocinho, apelido pelo qual ficou conhecido durante toda sua vida. Foi proprietário de alguns terrenos no município de Mata Grande como o Jacu, a Boa Sombra e a Boa Vista. Mas o que gostava mesmo de fazer era dirigir sua camionete transportando gente o que fez durante mais de 30 anos.

Foi desbravador do percurso Mata Grande – Delmiro Gouveia via Santa Cruz do Deserto e Água Branca. Fizesse um sol de rachar ou um inverno rigoroso com lama e chuva por todos os lados, ele nunca falhava, saía com sua camionete em busca dos passageiros que lhe esperavam confiantes, pois sabiam que, mesmo que não desse para nenhum outro carro passar, Mocinho chegaria e lhes transportaria ao destino desejado. E foi assim por mais de três décadas. Enquanto os outros motoristas faziam o percurso pelo Inhapi para se livrarem da lama e dos buracos na estrada sem asfalto, ele continuava no mesmo percurso, engolindo a poeira da estrada nos verões ardentes, ou atolando a camionete nos lamaçais de inverno. Sempre fiel ao horário e aos passageiros que o esperavam, por acreditar que não devia deixá-los entregues à própria sorte.

Todas as pessoas da região que lhe conheceram ou ouviram alguém contar histórias a seu respeito sabem que Mocinho ousava desafiar os limites impostos pela natureza, para ajudar as pessoas a chegarem ao seu destino, e mais do que isso, sabem que Mocinho foi um homem honesto, um homem de bem que sempre honrou seus compromissos e soube fazer amizades por onde passou.









                     Márcia Maria Machado Nunes

                    E-mail mmarciamnunes@gmail.com

                    WhatsApp  82-99620-5454




quarta-feira, 12 de setembro de 2018

SABER OUVIR É UMA ARTE - Germano





Poucas são as pessoas que praticam essa arte. Normalmente, gostam de falar e não poucas vezes atrapalham quem está falando, não pela falta de educação e sim, pelo simples ato de querer sempre falar.


Sabemos que existem muitos cursos de oratória, todavia nunca se ouviu falar em um curso de escuta. Hoje em  dia  com o  advento da internet as famílias têm o hábito de não mais conversar, gerando uma multidão carente de serem escutadas,  haja vista, terem os seus assuntos a externarem ou mesmo para um bom bate papo cotidiano. 


Por esta razão, sempre  escute o teu amigo ou mesmo uma pessoa em uma caminhada ou em uma das calçadas por onde estiver andando.


Em muitas casas , nas horas das refeições existe o costume de se ligar a televisão, isso também faz com que os familiares  se omitam de conversar, ficam todos escutando o que diz a televisão, todavia, é mais uma forma  que contraria a arte de ouvir as queixas, orientações ou mesmo fatos corriqueiros do trabalho ou da vida social, uma vez que todos permanecem calados.


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

DOMINGOS FERNANDES CALABAR - Germano






Quando estudei no Ginásio Felix Moreno, nos  anos sessenta a matéria HISTÓRIA DO BRASIL, era ditada pelo saudoso Professor Dr. Luiz Luna Torres e naqueles anos  já questionávamos se Calabar era ou não um traidor, tínhamos os debates, todavia a história predominava pois era a oficial.

Já depois de casado, conhecendo as cidades do litoral norte do Estado de Alagoas  que ficaram sob o domínio dos holandeses, pude observar que eles eram bem organizados e   os prédios que deixaram implantados tinham algo de diferente, assim como, o desenvolvimento da região .

Pesquisando na internet li o abaixo que copiei e colei:

 

“(Militar brasileiro que lutou ao lado dos holandeses)
1600-1635, Porto Calvo, Alagoas


Domingos Fernandes Calabar, militar brasileiro, nasceu e morreu em Porto Calvo, Alagoas. Foi educado por jesuítas, prosperou e se tornou senhor de terras e engenhos de açúcar. Entre 1630 e abril de 1632, participou da luta contra os holandeses sob as ordens de Matias de Albuquerque. Em 1632, passou para o lado do invasor por considerar o domínio holandês mais benéfico para o Brasil que o jugo português – e Portugal, na época, estava sob domínio espanhol. Grande conhecedor do terreno, sua colaboração foi de grande valia para a penetração holandesa, mas, em 1635, o governador pernambucano conseguiu render as forças holandesas. Julgado sumariamente, foi considerado traidor e enforcado por ordem de Matias de Albuquerque.” (Net Saber-Biografias).

No dia 23/07/2018 assisti na TV que a população da cidade de Porto Calvo resolveu colocar Calabar no banco dos réus e formalizaram um julgamento cuja sentença tira dele a pecha de traidor.

O povo sabe o quanto é difícil mudar uma história de vários séculos, todavia, doravante, a história tem que mudar e Calabar não será mais reconhecido como um traidor da pátria e sim como um herói, tomando assento a Zumbi dos Palmares, Ganga Zumba e Tiradentes.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

A LIDERANÇA - Germano




Segundo o dicionário de Augusto Miranda o termo quer dizer: Função de líder; Forma de dominação baseada no prestígio pessoal e aceita pelos dirigidos. É um substantivo feminino.

A Bíblia Sagrada nos ensina em Mateus 23 que não devemos chamar ninguém de mestre, pois Mestre somente o Altíssimo, alí se aprende, os que se exaltam serão humilhados todavia, não resta dúvidas de que somos  sempre comandados, normalmente dominados  por pessoas de prestígio e que exercem quaisquer tipos de liderança.

Vejam o que diz Robson Santarém: “ Estou cada vez mais convicto de que se não trabalharmos arduamente na formação do caráter, de nada valerão as melhores habilidades e conhecimentos que alguém possa ter. Ainda vivemos muito preocupados em proporcionar acesso e condições de desenvolvimento, de habilidades e conhecimentos  que possibilitem aos profissionais serem bem sucedidos em suas carreiras.

Isso é  muito importante;  o sucesso, porém, está na atitude! Se quisermos um mundo melhor, antes de tudo precisamos despertar e expandir a nossa consciência para a importância dos valores em nossa vida. O que fez , faz e fará sempre a diferença é o caráter, a começar  pelas lideranças. Para ser um excelente líder é preciso ser um excelente ser humano!”

O exercício da liderança não é para qualquer um, existe o líder nato e o que se impõe pelo poder que exerce, mas, um bom líder faz com que as pessoas  comuns  façam coisas incomuns.

Uma sociedade, uma cidade ou mesmo uma pequena  aldeia em plena atividade sempre precisa de um líder, que pode ser um  dos mais idosos,  ou um mais experiente ou mesmo um  aclamado por votação.

Normalmente esse líder precisa ter caráter e capacidade suficiente para escolher os melhores caminhos para que possa atingir os objetivos desejados pelos comandados. Sem ter essa capacidade ninguém consegue alcançar ou se aproximar da plenitude desejada. Sem ela não se pode exercer a liderança.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

O FRIO E O COBERTOR - Walter Medeiros








O frio e o cobertor

--- Walter Medeiros


No pé da serra da onça
Senti frio encantador
Dos pingos, da enxurrada,
Aguaceiro, que esplendor!
E no cantinho do quarto
Achei aconchego farto
No mais quente cobertor.


Era o melhor cobertor,
Com aquele grosso na beira,
Que meu pai comprou na feira
Num grande gesto de amor;
Lutava contra a goteira
Que molhava a vida inteira
O chão que ele arrumou.


Na serra só tem quentura
Se a chuva não aparece,
Pois quando a noite desce
E chega a hora de louvor,
O frio vem com a prece
O novo dia amanhece
Com frio orvalho na flor.


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

LEMBRANÇAS EM VERSOS - Walter Medeiros





Lembranças em versos

--- Walter Medeiros

Uma cidade, uma vida, um livro. É a reflexão que faço da viagem que fizemos agora em julho, por uma parte do nordeste, e que teve um momento mais marcante que as belezas das praias de Aracaju, Maceió, Recife, João Pessoa e Natal. Um momento no Teatro Deodoro, belo monumento da cultura alagoana, onde encontramos, de surpresa, amigos de infância e da vida toda. Amigos que nos envolvem em versos, em prosa, em recordações, saudade. Saudade do tempo em que moramos tão longe, no alto sertão de Alagoas.


A tarde caía em Maceió, quando Graça e eu fomos chegando ao Foyer do teatro, mais belamente chamado de Café da Linda. Junto à porta que dá para a praça, duas mulheres sentadas, que recebem nossos cumprimentos. E esboçam curiosidade. Queriam saber se eu era de Mata Grande. Então disse que morei lá, vizinho a Germano. Foi o suficiente para uma delas apresentar-se como irmã do ex-vizinho. Era Helena Mendonça. Aquela mesma mulher magra que há muitas décadas brincava, passeava e estudava com a minha irmã Clemilda. Vieram, então, todas as recordações possíveis, inclusive do cheiro de pão assado com manteiga. O pão que chegava quentinho da padaria de Seu Balbino, pai de Helena, Valdeci, Valderez, Germano e Hidelbrando.


Pelo outro lado chegou a vizinha do outro lado, Márcia. A neta de seu Zé Lúcio, professora, lutadora, o maior motivo para estarmos ali. Era o lançamento do seu livro de poemas “Lembranças, apenas...”. Belo livro, que autografou carinhosamente para nós, para Wellington, Clemilda e todos os que compareceram ao belo evento. Uma noite de muitas emoções, marcada por reencontros, histórias, amizades, lembranças, quantas lembranças, das coisas de Mata Grande! A cidade que resolveu dar a mim o título de Cidadão Honorário, em 2012, em outra noite alagoana de muita felicidade.


O livro de Márcia faz a gente viajar a cada canto de Mata Grande, sentir cada emoção dos tipos matagrandenses, passar por tantas épocas que fizeram a bela cidade que hoje tem muita coisa marcante, inclusive o ponto mais alto de Alagoas. Ela transmite muitas emoções fortes, ao transformar em versos aquele dia a dia da feira, dos carros de boi, dos sítios, das serras, dos amigos, dos parentes, da saudade. Versos dedicados ao seu marido, Manuca, a seus filhos e netos. E aos seus pais e avós, que tanto abrilhantam aquelas páginas. Versos que nos trazem tão forte nostalgia, como aqueles do poema “Agendas antigas...”, falando sobre telefones de “Amigos antigos ausentes, dividiram o espaço / Com as agências de viagens, as farmácias...” _/ “Apenas nomes deixados pelo tempo”.

Belo livro. Belos poemas. Belas lembranças. Nova saudade, Márcia!


segunda-feira, 23 de julho de 2018

DOMINGOS FERNANDES CALABAR - Germano


Domingos Fernandes Calabar



Quando estudei no Ginásio Felix Moreno a matéria HISTÓRIA DO BRASIL, era ditada pelo saudoso Professor Dr. Luiz Luna Torres e já nos anos sessenta questionávamos se Calabar era ou não um traidor.

Já depois de casado, conhecendo as cidades que ficaram sob o domínio dos holandeses, pude observar que eles eram bem organizados e  que os prédios que deixaram implantados tinham algo de diferente, assim como, o desenvolvimento da região .

Pesquisando na internet li o abaixo que copiei e colei:



“(Militar brasileiro que lutou ao lado dos holandeses)
1600-1635, Porto Calvo, Alagoas


Domingos Fernandes Calabar, militar brasileiro, nasceu e morreu em Porto Calvo, Alagoas. Foi educado por jesuítas, prosperou e se tornou senhor de terras e engenhos de açúcar. Entre 1630 e abril de 1632, participou da luta contra os holandeses sob as ordens de Matias de Albuquerque. Em 1632, passou para o lado do invasor por considerar o domínio holandês mais benéfico para o Brasil que o jugo português – e Portugal, na época, estava sob domínio espanhol. Grande conhecedor do terreno, sua colaboração foi de grande valia para a penetração holandesa, mas, em 1635, o governador pernambucano conseguiu render as forças holandesas. Julgado sumariamente, foi considerado traidor e enforcado por ordem de Matias de Albuquerque.” (Net Saber-Biografias).

Hoje 23/07/2018 assisti na TV que a população da cidade de Porto Calvo resolveu colocar Calabar no banco dos réus e formalizaram um julgamento cuja sentença tira dele a pecha de traidor.

O povo sabe o quanto é difícil mudar uma história de vários séculos, todavia, doravante, a história tem que mudar e Calabar não será mais reconhecido como um traidor da pátria e sim um herói, tomando assento a Zumbi dos Palmares, Ganga Zumba e Tiradentes.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

O INVERNO EM MATA GRANDE – Germano







                                         Vista parcial da cidade, vendo-se ao fundo o Santuário.
                                          Crédito de Nilma Villar.

                                                 Sítio Almeida, na Zona Rural.
                                                    Foto do Sitio Almeida sem chuvas. 



Nasci e me criei em Mata Grande, sabendo que o inverno,  para nós, significa tempo de chuva, muito frio e intensa neblina. Seu início normalmente era no mês de maio e terminava em dias do mês de agosto. No ano de 1966 em pleno mês de maio choveu 935 milímetros e passamos 16 dias e 16 noites sem ter direito a ver a luz do sol. O plantio de milho, feijão, algodão era intenso, principalmente o feijão, onde  vários comerciantes  exportavam o produto para outros estados.

Passados alguns anos, o inverno foi retardando para o mês de junho ou julho e terminava em dias de agosto, impedindo o plantio das lavouras.

Hoje, para minha surpresa vi na televisão que o inverno para algumas regiões, principalmente sudeste e centro oeste , inverno é tempo de secas, com incêndios, cujas queimadas causam grandes prejuízos. Até uma bituca de cigarro que os motoristas incautos jogam pelas janelas dos carros causam grandes incêndios.

Ora, nos últimos anos os invernos matagrandenses tem diminuído bastante, tivemos recentemente uma seca de mais de seis anos. Não obstante as terras permanecerem verdes na zona serrana do município a zona da caatinga sofre e muito com a escassez de chuvas.

O que preocupa são as mudanças climáticas, estamos em pleno inverno, não existem as chuvas que proporcionem a aração da terra. Provavelmente teremos mais uma seca verde e quiçá, no porvir, não vamos ter o desprazer de ser também alvos de grandes incêndios em plena época invernosa.

A movimentação por carros pipas já é uma preocupação governamental. Sinal que o El Nino volta a rondar o nordeste brasileiro. Agora, como se explica tantas chuvas no litoral a partir do Estado da Paraíba. Realmente, teremos que nos adaptar a novas mudanças climáticas em nossa região.






sábado, 7 de julho de 2018

O CISP EM MATA GRANDE - Germano




                                            Foto do CISP recém inaugurado.




Sempre que vou a Mata Grande, procuro fazer uma visita a Agência do Banco do Nordeste, para rever o lugar onde trabalhei e também aos funcionários, com os quais mantenho boas amizades.  Depois do último assalto a Agência, em maio no ano passado, alguns negócios foram transferidos para a Unidade de Delmiro Gouveia.

Certa terça-feira, ao adentrar na Agência a Comadre Nalvinha me disse que a Direção do Banco condicionou a reforma do prédio a criação de um CISP (Centro Integrado de Segurança Pública) em Mata Grande. Ficou evidenciado que era a quarta tentativa de fechar a Agência, então, no dia seguinte, dia da sessão da Câmara  vesti o paletó e me dirigi a  Câmara Municipal para pedir apoio. O Presidente , Vereador Rodolfo Izidoro, por sinal, genro da Comadre, foi acessível a ideia e após a reunião de praxe, abriu uma sessão branca, onde pude falar e explanar o  assunto.


                              Foto  da reunião na Câmara

O Presidente então nomeou uma Comissão sob  a coordenação de Simone Malta (ex-funcionária do BB), banco que já havia fechado as portas na cidade. Para que planejássemos algumas providências,  o Presidente colocou a nossa disposição, a  Sala da Câmara para as nossas reuniões. Imediatamente, marcou-se uma para a quinta feira à noite e outra para sexta feira. Após essas reuniões a equipe optou por uma manifestação na terça feira seguinte. 


                                      Foto da manifestação passando pela rua principal.

A manifestação foi efetuada onde todo o comércio local e as escolas, fecharam as portas e liberaram os funcionários e alunos para participarem da manifestação, coisa nunca vista pelas ruas da cidade, pois contou com a  participação da população, inclusive dos políticos, do Sindicato dos Bancários, Cut, Sindicato dos Trabalhadores etc.



Foto da hora que discursei.

                             Foto após a manifestação.

Após isto,  vários integrantes da equipe, foram as rádios dar entrevistas sobre o assunto, participaram de reuniões com o Secretário de Segurança Publica , Ministro Max Beltrão, Deputado Federal Nivaldo Albuquerque, afora uma participação na Assembleia Legislativa do Estado promovida pelo Deputado Marcos Medeiros.







Para concretizar a indignação da equipe, foi programada uma Audiência Pública pela Câmara Municipal no Mercado Público da cidade, onde compareceram várias autoridades, representantes de Órgãos Públicos, o Deputado Antonio Albuquerque e mais de quinhentas pessoas da cidade. Nesta ocasião várias reivindicações foram catalogadas e enviadas aos gestores estaduais.





O CISP foi prometido e no dia 03.07.18 finalmente foi inaugurado pelo Governador do Estado com a presença do Senador Renan Calheiros,  dos  Deputados Estaduais Antonio Albuquerque e Ronaldo Medeiros , Vice Governador e vários  Secretários de Estado sendo que o Secretário de Segurança Publica foi o mais citado.

O Deputado Antonio Albuquerque fez um excelente pronunciamento, o Governador  do Estado  também e, no decorrer de suas palavras entregou ao  Prefeito  Erivaldo Mandu um trator e uma ambulância para o município e uma ambulância e duas viaturas para o CISP, afora um veículo para a Polícia Civil.

Prosseguindo o seu discurso prometeu o recapeamento da AL 140 até a cidade de Inhapi ,a ligação do sertão alagoano ao sertão pernambucano, asfaltando o acesso até a Placa de Guilé e ainda, a recuperação da Cadeia Pública  de Mata Grande, no que foi bastante aplaudido.