quinta-feira, 2 de agosto de 2018

LEMBRANÇAS EM VERSOS - Walter Medeiros





Lembranças em versos

--- Walter Medeiros

Uma cidade, uma vida, um livro. É a reflexão que faço da viagem que fizemos agora em julho, por uma parte do nordeste, e que teve um momento mais marcante que as belezas das praias de Aracaju, Maceió, Recife, João Pessoa e Natal. Um momento no Teatro Deodoro, belo monumento da cultura alagoana, onde encontramos, de surpresa, amigos de infância e da vida toda. Amigos que nos envolvem em versos, em prosa, em recordações, saudade. Saudade do tempo em que moramos tão longe, no alto sertão de Alagoas.


A tarde caía em Maceió, quando Graça e eu fomos chegando ao Foyer do teatro, mais belamente chamado de Café da Linda. Junto à porta que dá para a praça, duas mulheres sentadas, que recebem nossos cumprimentos. E esboçam curiosidade. Queriam saber se eu era de Mata Grande. Então disse que morei lá, vizinho a Germano. Foi o suficiente para uma delas apresentar-se como irmã do ex-vizinho. Era Helena Mendonça. Aquela mesma mulher magra que há muitas décadas brincava, passeava e estudava com a minha irmã Clemilda. Vieram, então, todas as recordações possíveis, inclusive do cheiro de pão assado com manteiga. O pão que chegava quentinho da padaria de Seu Balbino, pai de Helena, Valdeci, Valderez, Germano e Hidelbrando.


Pelo outro lado chegou a vizinha do outro lado, Márcia. A neta de seu Zé Lúcio, professora, lutadora, o maior motivo para estarmos ali. Era o lançamento do seu livro de poemas “Lembranças, apenas...”. Belo livro, que autografou carinhosamente para nós, para Wellington, Clemilda e todos os que compareceram ao belo evento. Uma noite de muitas emoções, marcada por reencontros, histórias, amizades, lembranças, quantas lembranças, das coisas de Mata Grande! A cidade que resolveu dar a mim o título de Cidadão Honorário, em 2012, em outra noite alagoana de muita felicidade.


O livro de Márcia faz a gente viajar a cada canto de Mata Grande, sentir cada emoção dos tipos matagrandenses, passar por tantas épocas que fizeram a bela cidade que hoje tem muita coisa marcante, inclusive o ponto mais alto de Alagoas. Ela transmite muitas emoções fortes, ao transformar em versos aquele dia a dia da feira, dos carros de boi, dos sítios, das serras, dos amigos, dos parentes, da saudade. Versos dedicados ao seu marido, Manuca, a seus filhos e netos. E aos seus pais e avós, que tanto abrilhantam aquelas páginas. Versos que nos trazem tão forte nostalgia, como aqueles do poema “Agendas antigas...”, falando sobre telefones de “Amigos antigos ausentes, dividiram o espaço / Com as agências de viagens, as farmácias...” _/ “Apenas nomes deixados pelo tempo”.

Belo livro. Belos poemas. Belas lembranças. Nova saudade, Márcia!


segunda-feira, 23 de julho de 2018

DOMINGOS FERNANDES CALABAR - Germano


Domingos Fernandes Calabar



Quando estudei no Ginásio Felix Moreno a matéria HISTÓRIA DO BRASIL, era ditada pelo saudoso Professor Dr. Luiz Luna Torres e já nos anos sessenta questionávamos se Calabar era ou não um traidor.

Já depois de casado, conhecendo as cidades que ficaram sob o domínio dos holandeses, pude observar que eles eram bem organizados e  que os prédios que deixaram implantados tinham algo de diferente, assim como, o desenvolvimento da região .

Pesquisando na internet li o abaixo que copiei e colei:



“(Militar brasileiro que lutou ao lado dos holandeses)
1600-1635, Porto Calvo, Alagoas


Domingos Fernandes Calabar, militar brasileiro, nasceu e morreu em Porto Calvo, Alagoas. Foi educado por jesuítas, prosperou e se tornou senhor de terras e engenhos de açúcar. Entre 1630 e abril de 1632, participou da luta contra os holandeses sob as ordens de Matias de Albuquerque. Em 1632, passou para o lado do invasor por considerar o domínio holandês mais benéfico para o Brasil que o jugo português – e Portugal, na época, estava sob domínio espanhol. Grande conhecedor do terreno, sua colaboração foi de grande valia para a penetração holandesa, mas, em 1635, o governador pernambucano conseguiu render as forças holandesas. Julgado sumariamente, foi considerado traidor e enforcado por ordem de Matias de Albuquerque.” (Net Saber-Biografias).

Hoje 23/07/2018 assisti na TV que a população da cidade de Porto Calvo resolveu colocar Calabar no banco dos réus e formalizaram um julgamento cuja sentença tira dele a pecha de traidor.

O povo sabe o quanto é difícil mudar uma história de vários séculos, todavia, doravante, a história tem que mudar e Calabar não será mais reconhecido como um traidor da pátria e sim um herói, tomando assento a Zumbi dos Palmares, Ganga Zumba e Tiradentes.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

O INVERNO EM MATA GRANDE – Germano







                                         Vista parcial da cidade, vendo-se ao fundo o Santuário.
                                          Crédito de Nilma Villar.

                                                 Sítio Almeida, na Zona Rural.
                                                    Foto do Sitio Almeida sem chuvas. 



Nasci e me criei em Mata Grande, sabendo que o inverno,  para nós, significa tempo de chuva, muito frio e intensa neblina. Seu início normalmente era no mês de maio e terminava em dias do mês de agosto. No ano de 1966 em pleno mês de maio choveu 935 milímetros e passamos 16 dias e 16 noites sem ter direito a ver a luz do sol. O plantio de milho, feijão, algodão era intenso, principalmente o feijão, onde  vários comerciantes  exportavam o produto para outros estados.

Passados alguns anos, o inverno foi retardando para o mês de junho ou julho e terminava em dias de agosto, impedindo o plantio das lavouras.

Hoje, para minha surpresa vi na televisão que o inverno para algumas regiões, principalmente sudeste e centro oeste , inverno é tempo de secas, com incêndios, cujas queimadas causam grandes prejuízos. Até uma bituca de cigarro que os motoristas incautos jogam pelas janelas dos carros causam grandes incêndios.

Ora, nos últimos anos os invernos matagrandenses tem diminuído bastante, tivemos recentemente uma seca de mais de seis anos. Não obstante as terras permanecerem verdes na zona serrana do município a zona da caatinga sofre e muito com a escassez de chuvas.

O que preocupa são as mudanças climáticas, estamos em pleno inverno, não existem as chuvas que proporcionem a aração da terra. Provavelmente teremos mais uma seca verde e quiçá, no porvir, não vamos ter o desprazer de ser também alvos de grandes incêndios em plena época invernosa.

A movimentação por carros pipas já é uma preocupação governamental. Sinal que o El Nino volta a rondar o nordeste brasileiro. Agora, como se explica tantas chuvas no litoral a partir do Estado da Paraíba. Realmente, teremos que nos adaptar a novas mudanças climáticas em nossa região.






sábado, 7 de julho de 2018

O CISP EM MATA GRANDE - Germano




                                            Foto do CISP recém inaugurado.




Sempre que vou a Mata Grande, procuro fazer uma visita a Agência do Banco do Nordeste, para rever o lugar onde trabalhei e também aos funcionários, com os quais mantenho boas amizades.  Depois do último assalto a Agência, em maio no ano passado, alguns negócios foram transferidos para a Unidade de Delmiro Gouveia.

Certa terça-feira, ao adentrar na Agência a Comadre Nalvinha me disse que a Direção do Banco condicionou a reforma do prédio a criação de um CISP (Centro Integrado de Segurança Pública) em Mata Grande. Ficou evidenciado que era a quarta tentativa de fechar a Agência, então, no dia seguinte, dia da sessão da Câmara  vesti o paletó e me dirigi a  Câmara Municipal para pedir apoio. O Presidente , Vereador Rodolfo Izidoro, por sinal, genro da Comadre, foi acessível a ideia e após a reunião de praxe, abriu uma sessão branca, onde pude falar e explanar o  assunto.


                              Foto  da reunião na Câmara

O Presidente então nomeou uma Comissão sob  a coordenação de Simone Malta (ex-funcionária do BB), banco que já havia fechado as portas na cidade. Para que planejássemos algumas providências,  o Presidente colocou a nossa disposição, a  Sala da Câmara para as nossas reuniões. Imediatamente, marcou-se uma para a quinta feira à noite e outra para sexta feira. Após essas reuniões a equipe optou por uma manifestação na terça feira seguinte. 


                                      Foto da manifestação passando pela rua principal.

A manifestação foi efetuada onde todo o comércio local e as escolas, fecharam as portas e liberaram os funcionários e alunos para participarem da manifestação, coisa nunca vista pelas ruas da cidade, pois contou com a  participação da população, inclusive dos políticos, do Sindicato dos Bancários, Cut, Sindicato dos Trabalhadores etc.



Foto da hora que discursei.

                             Foto após a manifestação.

Após isto,  vários integrantes da equipe, foram as rádios dar entrevistas sobre o assunto, participaram de reuniões com o Secretário de Segurança Publica , Ministro Max Beltrão, Deputado Federal Nivaldo Albuquerque, afora uma participação na Assembleia Legislativa do Estado promovida pelo Deputado Marcos Medeiros.







Para concretizar a indignação da equipe, foi programada uma Audiência Pública pela Câmara Municipal no Mercado Público da cidade, onde compareceram várias autoridades, representantes de Órgãos Públicos, o Deputado Antonio Albuquerque e mais de quinhentas pessoas da cidade. Nesta ocasião várias reivindicações foram catalogadas e enviadas aos gestores estaduais.





O CISP foi prometido e no dia 03.07.18 finalmente foi inaugurado pelo Governador do Estado com a presença do Senador Renan Calheiros,  dos  Deputados Estaduais Antonio Albuquerque e Ronaldo Medeiros , Vice Governador e vários  Secretários de Estado sendo que o Secretário de Segurança Publica foi o mais citado.

O Deputado Antonio Albuquerque fez um excelente pronunciamento, o Governador  do Estado  também e, no decorrer de suas palavras entregou ao  Prefeito  Erivaldo Mandu um trator e uma ambulância para o município e uma ambulância e duas viaturas para o CISP, afora um veículo para a Polícia Civil.

Prosseguindo o seu discurso prometeu o recapeamento da AL 140 até a cidade de Inhapi ,a ligação do sertão alagoano ao sertão pernambucano, asfaltando o acesso até a Placa de Guilé e ainda, a recuperação da Cadeia Pública  de Mata Grande, no que foi bastante aplaudido.



segunda-feira, 2 de julho de 2018

ERA ASSIM NO NORDESTE - Ubiratan Mendes





ERA ASSIM NO NORDESTE – Ubiratan Mendes

"Foi no dia 25 de Maio de 1925. Lampião e Sua Cabroeira Invadem e Toma de Assalto o Palacete da Senhora Joana de Siqueira Torres. Viúva do Barão Acú-Torres: Dona Joana Conhecida Como a Baronesa de Água Branca (Alagoas)...

Como ainda não dispunha de recursos que pudessem sustentar seu pessoal, Lampião mandou pedir certa quantia em dinheiro à Dona Joana Vieira de Siqueira Torres, baronesa de Água Branca, para a compra de provisões. Feita a colaboração, ela jamais seria incomodada novamente, nem por ele nem por qualquer um outro do cangaço; teria mandado dizer-lhe.

A Senhora de Água Branca – município ao qual pertencia a Vila de Piranhas – entretanto, não atendeu ao seu pedido e, pior: mandou um recado desaforado pelo mesmo portador endereçado àquele que tentou extorquir de suas posses: “Diga a seu chefe que o dinheiro que tenho é para compra de munição com a qual pretendo arrancar-lhe a cabeça”. Depois, para se prevenir, pediu ao Governo da Província que mandasse reforçar a guarda de seu território com uma força policial mais equipada de homens e armas.

Ao ouvir do mensageiro o recado da Baronesa, Lampião virou-se numa fera bravia, com vontade de esganar. E logo quis dar o troco: mandou comprar algumas redes e as preparou segundo os costumes locais de carregar mortos, onde um madeiro é colocado de um punho a outro, sendo carregado nos ombros por dois homens robustos. Preparou tudo com esmerado cuidado, seus homens vestindo-se como pessoas comuns do lugar, com roupas simples e chapéu de palha, descalços, ou arrastando sandálias leco-leco. Fuzis, punhais e cartucheiras eram carregados no lugar onde deviam estar os mortos, enrolados em panos untados com groselha para aparentar sangue, dentro das ditas redes.

Dirigiram-se esses à porta da delegacia de polícia e, aos berros, um dos cabras, disfarçado, gritou para o soldado de plantão: “acuda, praça! Mande gente lá para as bandas do povoado da Várzea, que a cabroeira de Lampião está acabando com tudo ali; mataram estes daqui e ainda há mais gente morta aos montes. Ande depressa, homem de Deus!” O despreparado soldado chamou imediatamente o corneteiro, que tocou reunir. Foi o momento propício para a execução do plano de Lampião: as armas foram retirados das redes e empunhadas contra o pelotão policial, que já estava perfilado, pronto para sair à procura dos bandidos.

Aí, enquanto a polícia era rendida, outra parte do grupo já havia entrado na cidade e agia no saque à casa da Baronesa. Irreverente, Lampião foi até ela e, fitando-a com severidade, soltou o vozeirão: - Então, Senhora Baronesa, vai arrancar-me a cabeça agora? Venha, vamos dá um volta pela cidade para que vosmecê e todos daqui saibam qui cum o capitão Virgulino não se brinca nem se manda recado desaforado”. E fez a respeitável senhora, dona de notório prestígio público, segurar seu braço e andar assim com ele desfilando pela cidade. – (este foi o primeiro de um sem-número de assaltos cometidos pelo bando de Lampião. Aconteceu em 28/06/1922, poucos dias depois que tinha assumido o comando do grupo de Sinhô Pereira, jovem ainda, aos 25 anos de idade)."

NOTA: Texto e foto copiado do Facebook.




terça-feira, 12 de junho de 2018

O BRASIL - Germano




Eita pedaço de terra boa chamada Brasil, nome devido  ao pau-brasil, madeira nobre  existente em abundância neste vasto torrão, hoje quase dizimada pelos heroicos brasileiros. A história que estudamos contava que os portugueses nos descobriram em 1500 , quando na verdade, outros povos já haviam passado por aqui , inclusive, era habitado pelos índios, os  primeiros e  verdadeiros  donos.

É verdade que Pero Vaz de Caminha foi quem fez a primeira carta documental sobre a terra, enaltecendo-a pelas belezas naturais e da forma como viviam os habitantes, sem plantar e sem criar nada, mas, na carta ele pede ao rei D. Manuel I que solte o seu genro, que tinha roubado uma igreja. Vejam os senhores que "a coisa"  começou em 1.500 e vem aumentando consideravelmente, chegando ao ponto em que estamos.

Os reis que comandaram dispensam comentários, posteriormente foram destronados pelos marechais iniciando a velha república que por não ter dado tão certo fez com que períodos de ebulição política provocassem  o suicídio de um Presidente da República em 1954.

Passados alguns anos a esquerda brasileira, sob a batuta de Fidel Castro e Nikita Kruchevt , alimentaram a ideia de tornar o Brasil em um país comunista, não bastasse a intentona comunista da Coluna Prestes.

Em 1964 o exército brasileiro assume o comando do País e após o mandato de cinco generais houve a promulgação da Carta Magna de 1988 existente até o presente. Ocorre que a coisa que começou em 1500, paulatinamente , vem evoluindo e após  alguns vice-presidentes assumirem o comando, houve quem prevaricasse no trato da coisa pública, cuja evolução subiu a níveis alarmantes, fazendo com que parte da população, atualmente, passe a exigir o retorno dos militares ao poder.
Eita pedaço de terra boa chamada Brasil. Li muito a frase:
Brasil, ame-o ou deixe-o.


quarta-feira, 6 de junho de 2018

O CINE LUZ - Germano



O CINE LUZ  - Germano

Nos idos anos de 1959 o então Prefeito da cidade Gentil Albuquerque Malta, a custa de muito sacrifício, trouxe para Mata Grande a energia da CHESF. Ora, naqueles anos o rigoroso inverno das serras matagrandenses beiravam os onze graus e os tratores rasgavam as entranhas das terras com extremas dificuldades, para a subidas dos pesados caminhões com os postes e demais acessórios.
O senhor João Malta Filho, conhecido como  “Seu Jari”, optou em instalar o primeiro cinema permanente na cidade,situado na Rua Afonso de Carvalho, local cedido pelo então Deputado Antonino Albuquerque Malta, em frente ao prédio do antigo Fomento Agrícola, justamente onde funciona do Bar de Evilásio,  hoje conhecido como Paz e Amor Clube.
Seu Jari lançava os filmes na Sexta Feira, Sábado e Domingo e reprisava nos dias seguintes, na quarta feira outro lançamento que era reprisado na quita feira. Toda a programação era feito através de auto falante, com músicas inesquecíveis de Anísio Silva, Onéssimo Gomes e outros cantores da época. O curioso era a bondade de seu Jari para com alguns assíduos frequentadores, principalmente para estudantes, que, quando não dispunham de dinheiro, ficavam sentados em um toro de madeira em frente ao Fomento, após iniciada a sessão, ele convidava para entrar de graça.
Posteriormente, seu Jari adquiriu algumas casas na Rua Ubaldo Malta e mudou o CINE LUZ para a artéria principal da cidade, em pleno comércio. A noite era uma animação total, as moças ficavam desfilando de um lado para outro e os rapazes ficavam a admira-las e dali surgiram muitos namoros, que esquentavam no escurinho do cinema após o início dos filmes e posteriormente casamentos duradouros foram realizados. No local hoje funciona uma sorveteria.
Devido as melhores condições do novo prédio, vez por outra aparecia cantores famosos para se apresentarem, alguns ficaram gravados na memória, como Waldik Soriano, Roberto Becker, Luiz Gonzaga e outros que lotavam as acomodações daquela casa de espetáculos.
Hoje resta a saudade dos bons momentos vividos e muitos matagrandenses tem histórias importantes e indeléveis sobre o Cine Luz.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

NOSSAS BODAS DE OURO - Germano


BODAS DE OURO – Germano

No dia 25 de dezembro de 2017 eu e Icléa completamos cinquenta anos de casados. A data foi em homenagem ao nascimento do meu sogro Otacílio Barbosa da Silva, tempos depois nasceu a minha linda neta Luiza, passando a data a ter inúmeras comemorações em nossas vidas.

Então resolvemos comemorar o aniversário da nossa união e do nascimento da Luiza. Há vinte e cinco anos tínhamos comemorado as Bodas de Prata, mas como o ouro é um dos metais de grande valor, significou para nós a nobreza da nossa união ao longo dos anos.

Como de praxe, voltamos a Igreja para renovar as promessas do dia do casamento. Optamos pela Igreja de Nossa Senhora da Rosa Mística e o Padre Marcio Roberto nos acolheu com toda dedicação, já que contamos com a frequência normal da missa e o comparecimento de alguns amigos mais próximos além dos nossos familiares. Na missa trocamos as alianças e renovamos as promessas do casamento.

Como a missa foi ao entardecer nos deslocamos para a festa do novo casamento.   

Casar de novo foi emocionante mais uma vez,(leiam o CASEI DE NOVO) que escrevi em 28.12.17 me senti o noivo mais alegre e contente que se possa imaginar. E o beijo? Há o beijo foi o mais arrebatador que já dei, pois a noiva achou que exagerei mas, exagero mesmo foi na hora da dança, pois agora tinha a filha e as netas para dançar a valsa e aí tive que me desdobrar para alcançar os passos das jovens criaturas.

Tivemos direito a parabéns, a bolo regado a bons refrigerantes e a grandes manifestações de amor e alegria.

Me senti o noivo mais alegre e resta somente agradecer a Deus pela Sua infinita bondade.




quinta-feira, 26 de abril de 2018

A ÁGUA - Germano






A ÁGUA – Germano



Recentemente houve a comemoração do Dia  Mundial da  Água, criado por iniciativa da ONU, pois assim como o ar e os alimentos, é um bem de primordial importância para a sobrevivência dos seres vivos.

No nosso planeta e especialmente em nosso País, temos em abundância este precioso líquido, todavia a contaminação é constante, necessitando de ações do governo para a sua preservação, já que o ser humano, não tem a mínima consciência do mal que a ela causa. Além da contaminação desenfreada, o desperdício é latente, tanto por parte dos Órgãos governamentais como também pelos humanos.

Mata Grande, encravada no alto  sertão alagoano é um município privilegiado, pois,  segundo dados da EMATER,  existem 338 fontes  catalogadas, muitas das quais estão sendo   paulatinamente recuperadas pelo projeto  RENASCER,  haja vista,  que algumas estão parando de produzir, tanto pela ação do homem como também pelas constantes e prolongadas secas que atingem o nordeste. Somente damos valor a água quando a fonte está secando.

Entre elas existem algumas famosas como a  da Fonte de Cima, a Fonte do João Felix, a de João Lalau , a do Cumbe com vazão de dez mil litros de água por hora e a do  Urubu que pela sua grande capacidade de vazão está sendo conhecida também como  “Xingozinho” em alusão a barragem do Xingó.

O que me despertou para o dia foi o convite que recebi de professoras do Grupo Escolar Demócrito Gracindo – onde estudei o primário  - para apresentar um trabalho sobre a Fonte do João Felix. Preparei o trabalho, mas não pude apresentar por motivos  pessoais. Quem apresentou foi um aluno do grupo, porém soube que foi bem aceito pelos que se fizeram presentes.

A CONVIVÊNCIA ENTRE OS HUMANOS – Germano




Está sendo muito difícil a convivência entre os humanos. Parentes e amigos são afastados pelas colocações políticas, onde as opiniões são divergentes e o agir, normalmente agride o outrem com palavras ou insinuações maldosas.

O homem necessita da companhia dos seus semelhantes para ser feliz, não importa qual a sua preferência, seja pela política, esporte, alimento, lazer etc. e tampouco, a sua condição financeira.

Para se ter um bom relacionamento, basta pensar positivo. O seu almoço, depende do agricultor, a sua rua limpa, depende do gari, a sua casa depende do pedreiro e do seu servente e por aí vai, então, valorize esses profissionais com um simples bom dia.

Lamentavelmente a correria do dia a dia não dão tempo para se levar em conta tudo de bom que está em volta.

Diante do exposto, queira valorizar mais as pessoas que estão em volta com um simples aceno ou bom dia ou uma pequena conversa e se possível deixe que encontrem em você um amigo. Aí você se sentirá um amigo essencial e passará a dar um verdadeiro sentido a sua existência.

Por outro lado, adquira o hábito de não reclamar das coisas e sim, agradecer sempre a Deus por estar vivo, pelo ar que respira, pelas chuvas, pelo verde das campinas, pela sua família, pela saúde, enfim, por tudo de bom que Ele em sua infinita misericórdia lhe proporciona.