quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A FAMÍLIA - Germano





A família é quem gera uma sociedade saudável que paulatinamente vai alcançando os objetivos desejáveis e inerentes aos que os buscam como colimados. Para isto dependem também de serem generosos e toleráveis.
Conforme dados do IBGE o Brasil é pródigo em diversidades familiares. A família é sempre o ideal para o homem e a mulher que sempre devem estar abertos para a conquista dos seus ideais.

Atualmente a sociedade familiar está paulatinamente desmoronando face a inexistência de laços familiares fincados no amor, sinceridade e uso rotineiro do perdão. Tanto o homem como a mulher sem o exercício da paciência na análise dos erros do outro buscam a separação familiar e aumentam o número de pessoas que perdem a razão de viver e se entregam a vida fácil ou mesmo, procuram outro par e então, formam uma nova família denominada de família mosaico, onde os pedações esfacelados de família se juntam em um novo lar.

Probabilidades de acertar são muitas desde que se modifique a forma do agir, conversar, perdoar etc., todavia, novos tipos de desacertos surgirão e na superação tem haver muito amor e prazer em servir. 

Existe um velho ditado que diz: “Quem quiser saber quem é o outro vá comer sal juntos”.

Hoje em dia existem os “namoridos e namoridas”  que, caso a coisa não dê certo cada um parte para uma nova aventura, haja vista, não ter laços matrimoniais para serem empecilhos.

Maceió-Al., 10.08.2017.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

O LEITE - Germano





A produção de leite em Mata Grande poderia ser muito mais e melhor, todavia, os entraves são os mais variados possíveis e, atualmente, deixa muito a desejar. A luta dos produtores pela sobrevivência é intensa, entretanto, são periodicamente enganados pelas promessas o que causam sucessivos prejuízos.

Ultimamente li na Gazeta de Alagoas que agora, devido a última seca, mais uma vez, governo e cooperativas vão ao sertão com incentivos para a produção e armazenamento de forragens e vantagens diversas.

Como fui pequeno produtor de leite por mais de quarenta anos, posso citar alguns casos e você leitor, pode comentar e sugerir.
Primeiro vamos falar do governo que sempre promete e não dá sustentabilidade para o aumento da produção, quando essa está pouca o governo encosta, quando está alta ai em vez de melhorar a produtividade, a coisa desanda, é relegada ao esquecimento.

A seca não é o grande problema, pois o sertanejo está acostumado a tirar “leite de pedra” pois a palma, o mandacaru e a soja são grandes aliados. O maior problema está na comercialização, pois, os atravessadores, estão sempre nas estradas e sempre deixam os produtores em situações periclitantes, atrasando ou mesmo não fazendo os pagamentos devidos. 

Ainda esta semana, conversei com um  grande produtor de leite da região e ele falou que está vendendo a R$ 1,00 o litro e que já teve muitos prejuízos, alguns que superam os R$ 7.000,00. Por essas e outras resolvi  parar com a produção e até agora não me arrependi.

Agora que a produção caiu surge o governo prometendo os tanques de leite; as cooperativas se aproximam, prometendo melhorias e incentivando a produção.

Certa feita, prometeram facilitar a venda do queijo de coalho, facilitando a expedição do SIF. Ora se eu, que sei abrir uma maçaneta de uma porta, agendar uma reunião com autoridades na Capital, não consegui, imagine o nosso catingueiro. Pura utopia! Falei na hora e hoje está comprovado, não é coisa para o pequeno.

Vale registrar que esta semana comprei na padaria um litro de leite empacotado por R$ 4,39, no sertão o produtor entrega por R$ 1,00  e nem sempre recebe devidamente, pois fica uma retenção de uma quinzena que no final é perdida, afora outras que se acumulam.

O governo precisa entender que um curral que produz leite diariamente, por pequeno que seja, emprega um ou dois homens que passam a ter a sua feira semanal assegurada. Uma boa forma de ajudar, seria adquirir parte do leite produzido na região para fazer parte da merenda escolar.
Se fizer a coisa com seriedade, tudo dá certo!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

RELEMBRANDO DONA LOURDES - Germano






Buscando em meus escritos, vejam o que publiquei no ORKUT :

Germano Mendonça Alves - 26/10/2009
LOURDES MALTA AMARAL
Dona Lourdes, como carinhosamente a chamávamos era filha de João Gomes Malta de Sá e Manoela Rodrigues Malta. Nasceu em Mata Grande, casou com o Dr. Dumouriez Monteiro do Amaral. Durante muitos anos foi Tabeliã do Registro Civil, inclusive, foi quem registrou o meu casamento no ano de 1967. No cartório atendia a todos com muita educação e deixava que eu praticasse datilografia nas máquinas do cartório e foi no JEPP dela que fiz o meu primeiro exame de motorista.

Faleceu em Maceió com 91 anos de idade. Deixou três filhos: Sebastião, José Jorge e Cesar Eustáquio Malta Amaral e alguns netos (as): Descendentes de Sebastião: Uriel, Raquel, Daniel e Aline Albuquerque Malta Amaral; de   José Jorge: George e Giseli Lima Malta Amaral; de Cesar Malta: Angelo Cesar, Samyr e Laryssa Lourdes Malta Amaral.

Por muitos anos foi a madrinha e organizadora da procissão de encerramento das festividades alusivas à Nossa Senhora da Conceição em Mata Grande, nossa padroeira, onde, com muito zelo e dedicação se esmerava a cada ano; o andor ficava esplendoroso, por isso, recebia muitos elogios. Era uma senhora extremamente educada e tratava a todos com polidez.

Por ser descendente de família tradicionalmente política organizava também a campanha dos seus filhos: José Jorge, foi prefeito de Mata Grande, Cesar Eustáquio foi Deputado Estadual e Sebastião Malta Vereador por Maceió”.

Dona Lourdes era uma mulher feliz e faleceu feliz com a consciência do dever cumprido. Fui visitá-la ainda convalescente e os seus olhos se encheram de lágrimas o que para mim significou o agradecimento por toda a amizade dedicada aos meus pais, a mim, aos meus irmãos, irmãs e demais familiares, amizade que se estende a todos os nossos descendentes.

Fez muita falta  a sociedade matagrandense e como descendente de uma família altamente política é uma pena que não tenha passado mais alguns anos entre nós para ver o seu neto Samyr Malta , atuando como vereador na capital do Estado e o seu filho José Jorge em Mata Grande.