domingo, 22 de outubro de 2017

RELEMBRANDO DELMIRO GOUVEIA - Germano



DELMIRO GOUVEIA – Germano

Este ano fez umséculo da morte do grande empresário e desbravador do sertão alagoano, o legendário Delmiro Augusto da Cruz Gouveia,  nascido em Sobral, Estado do Ceará.  Delmiro mudou-se para Recife e negociava com peles de animais e posteriormente, convidado pelo conterrâneo Euclides Malta, então Governador do Estado de Alagoas, mudou-se para o sertão, onde fundou a fábrica de tecidos , cujo local chamado primeiro de Pedra, posteriormente,  passou a  cidade e hoje leva o seu nome.

Conheci Pedra e a fábrica nos idos dos anos cinquenta. Lembro que já tinha água encanada na casa do Tio Miduca (José Barbosa de Mendonça). O interessante é que colocava-se uma mangueira em uma torneira e com a boca puxávamos um pouco de água que aos poucos começava a correr para uma grande bacia de alumínio, daí, abastecíamos  as várias vasilhas e um tanque. Era água inatura do Rio São Francisco, coisa inédita naquela época.

Lembro que o apito da fábrica marcava o contingente de funcionários que adentravam e saiam para a mudança de turma bem como, das moradas da vila. A minha mãe dizia que um dia um automóvel chegou a Mata Grande e foi uma grande festa. Era o carro do industrial que passeava pelas ruas da cidade causando grande admiração. Era o primeiro a aparecer pela cidade. Delmiro construiu uma estrada que passava por Mata Grande e seguia para Santana do Ipanema até Palmeira dos Índios. Foi também o homem que  primeiro plantou palma forrageira nos sertões alagoanos. Era portando um empreendedor de grande monta em vários segmentos administrativos.

Todavia, devido a  toda esta capacidade, passou a ser alvo da concorrência desleal e foi assassinado por  sicários que foram devidamente presos e condenados, assim conta a história até então conhecida.

Para a minha surpresa,  soube agora que os homens  condenados  eram inocentes e que foram injustamente acusados pela  Polícia Militar Alagoana que pela repercussão do crime que tomou as manchetes internacionais tinham que conseguir culpados e os achou a custa de muita  tortura. Um dos verdadeiros culpados, José Gomes de Sá, na hora da morte, perante autoridades,  confessou a responsabilidade do crime, juntamente com José Rodrigues um grande fazendeiro do município de Piranhas, do Estado de Alagoas.








sábado, 21 de outubro de 2017

O BAIRRO DO MANDACARU - Germano





Nos idos meses do ano 1924 foram encerradas as atividades do cemitério velho e no bairro do Mandacaru foi inaugurado o novo cemitério de Mata Grande, bastante fora da cidade naquela época. A origem do nome nunca soube, todavia, havia muitos pés de mandacaru na região.

A Rua Nova (Atual 5 de Julho) terminava na subida da rua que ia para a Fonte de Cima, tinha, no entanto, algumas casas próxima do local chamado “Baixinha” onde hoje fica a casa de João de Aurora.
A fonte da Baixinha ainda continua fornecendo água para os habitantes da região. Mais adiante, tinha o armazém de Zé Paulo, grande comerciante de cereais radicado em Santa Cruz do Deserto, local onde aos domingos sempre havia um sanfoneiro tocando forrós para alegria de todos que dançavam.
Existia também, uma grande mercearia pertencente ao primo MANOEL ALVES BEZERRA (Conhecido como Manoel Tributino), hoje nome de uma rua e logo abaixo morava Manoel Pistola, este dono da “onda” que animava as festas natalinas da cidade e depois, Luiz de Helena,  Antonio Quebra Queixo, além de  outras pessoas que no momento não recordo.

Ao término das casas tinha uma grande ladeira que dava em um riacho chamado   “LAVA PÉ”, cuja origem do nome deveu-se ao povo que vinha para a feira, principalmente as mulheres que, normalmente, vinham com os calçados na mão, lavavam os pés e adentravam na cidade. O local também era “mal-assombrado” devido a uma cruz de beira de estrada que foi fincada pelo falecimento de alguém.
Hoje,  existe uma ponte que dá acesso a cidade. É também o entroncamento das rodovias asfaltadas que seguem para Inhapi e Água Branca, via Santa Cruz do Deserto. No local , o Pe. Sizo construiu uma grande  estátua de Santa Terezinha do Menino Jesus, abençoando os que visitam a cidade.

Nos idos de 1959 a cidade por esforço pessoal do grande prefeito Gentil Albuquerque Malta, foi contemplada com energia da CHESF e o Bairro foi escolhido para a implantação da estação abaixadora, o que gerou empregos federais diretos e construção de várias residências, ensejando o seu desenvolvimento. Lembro que na parte de cima havia também algumas residências, inclusive a do Cego Vicente, um dos maiores pedintes da época. Logo depois  a casa de Quinca Pistola e um engenho pertencente aos familiares de David Gomes de Sá. Na época,  a região era considerada como zona rural, hoje zona urbana, tendo em vista que, chácaras, posto de combustível, restaurante e várias residências já ultrapassam as fronteiras da antiga propriedade.

Há alguns anos o Prefeito Hélio Brandão inaugurou um santuário dedicado a Virgem dos Pobres, local muito frequentado e de onde sai a procissão em direção a Fazenda Boa Sombra, promovida pelo meu estimado Compadre e amigo Francisco Barbosa da Silva (Chiquinho Barbosa) tio da minha esposa, que anualmente, no dia 12 de outubro manda celebrar uma missa para pagar uma promessa por uma graça alcançada.

O bairro hoje conta com casas de dois e três pisos, restaurante, mercadinhos e não existem mais terrenos baldios, o bairro hoje está bastante desenvolvido.
























SABEDORIA INDIGENA



É SEMPRE BOM RELEMBRAR O CÓDIGO DA SABEDORIA INDÍGENA:

 1. Levante com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com frequência. O Grande Espírito o escutará, se você ao menos, falar.

 2. Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza, originam-se de uma alma perdida. Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito.

 3. Procure conhecer-se, por si mesmo. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada, e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.

 4. Trate os convidados em seu lar com muita consideração. Sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.

 5. Não tome o que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza, ou da cultura. Se não lhe foi dado, não é seu.

 6. Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais.

 7. Respeite os pensamentos, desejos e palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal.

 8. Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você colocar para fora no universo, voltará multiplicada a você.

 9. Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados.

 10. Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito. Pratique o otimismo.

 11. A natureza não é para nós, ela é uma parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa família Terrenal.

 12. As crianças são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e ague com sabedoria e lições da vida. Quando forem crescidos, dê-lhes espaço para que cresçam.

 13. Evite machucar os corações das pessoas. O veneno da dor causada a outros, retornará a você.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

VIVENCIANDO MAIS UMA CRISE - Germano




Particularmente, vivencio constantemente algumas crises, delas reputo de amargar, como a da era Collorida, quando perdi valores depositados em poupança e, ultimamente, a da era do príncipe das privatizações, quando tive cinquenta por cento da aposentadoria surrupiada.

O Brasil vive também as suas crises, sabe-se que Portugal, para reconhecer a nossa independência, repassou a dívida que tinha junto a Inglaterra e assim, o Brasil já nasceu devendo e devendo muito.

A famigerada inflação que corrói a nossa economia, era motivada pela dívida assumida junto ao FMI, o Ministro da Fazenda já gostava dessas três letrinhas, em seguida, passaram a atribuir a crise ao aumento do preço do barril do petróleo, alegações que ficaram esquecidas, por terem sido sanadas durante o governo Lula.

Mas a crise continua, brasileiros abastados que não são tão patriotas, aplicam seus recursos no estrangeiro, exemplo seguido por alguns dos nossos representantes políticos que, acobertados pelas Leis que eles criam, cometem muitas corrupções que sugam bilhões dos recursos que poderiam ser destinados a melhoria do bem-estar dos brasileiros.

Ah! Por falar em corrupção, ela agora é a principal causa da crise que se abate sobre o território nacional. A desvalorização dos profissionais da educação ao longo do tempo faz com que os brasileiros assimilem com naturalidade que a esperteza é melhor que a ética e a seriedade.

E a crise continua afetando fortemente a economia brasileira. Causava estranheza as notícias dadas de que algumas nações estavam em crise e o Brasil estava muito bem.  Ora, tudo ilusão. Estamos vivenciando uma grande crise, desta feita provocada pela crise de ética.  Muitos gestores não assimilaram o que é ética, solidariedade e seriedade no trato da coisa pública, administrando com patrimonialismo, disputando os cargos com ganância e praticando todos os tipos de arbitrariedades, inclusive, no seio familiar, onde membros até se agridem publicamente.

Entretanto, fica a pergunta. Como acabar com a crise?

No meu modo de pensar, acho que um trabalho sério em todos os setores econômicos e políticos, visando a recuperação dos princípios fundamentais religiosos e familiares para a geração de líderes natos, que não aceitem a esperteza, a ausência de ética e seriedade, podem no futuro resolver parte da crise.




segunda-feira, 9 de outubro de 2017

LAMPIÃO EM MATA GRANDE - Germano




Na realidade, quando o pai de Virgulino saiu de Floresta em Pernambuco com a família face as intrigas com  os Saturninos,  foram residir no Sítio Engenho, município de Mata Grande, onde foi assassinado. Virgulino chegou a trabalhar para o empresário Delmiro Gouveia comprando peles. Após a morte do pai, foi que se tornou cangaceiro.  Como cangaceiro  certa tarde resolveu atacar Mata Grande mas, não obteve êxito. Veja matéria já divulgada neste blog no dia 17.07.2017 com o título  RELEMBRANDO LAMPIÃO.



Quinta feira, dia 05.10.2017 após a Audiência Pública realizada em Mata Grande, encontrei o amigo Elias Lima e pedi que me levasse a residência do Senhor Renato de Né Vermelho para que pudesse encomendar duas cancelas. Renato reside nas caatingas próximo a Serra do Parafuso e de lá fiz um convite a Elias. Vamos ao local onde houve  o cerrado tiroteio de Lampião com as volantes?

Elias tinha me contado a história quando subimos a Serra do Parafuso há alguns meses, mais ou menos assim:

“Que os mais velhos diziam que Lampião estava na casa de um coiteiro e a polícia da Paraíba  soube e atacou de surpresa. A polícia de Pernambuco que estava  na região ouvindo os tiros aproximou- se e começou a atirar. Lampião, estrategista, ateou fogo a caatinga e bateu em retirada porque tinha sido atingido por um tiro. Com a fumaça os soldados  das volantes continuaram atirando uns contra os outros e o final foi que morreram mais de dez pessoas e foram sepultadas lá no sítio Serrote Preto”.

Estivemos no local, conforme as fotos abaixo e como nunca tinha ouvido falar neste  embate entre o bando de Lampião e as forças militares, resolvi pesquisar e a história existe , é mais ou menos assim:  “às  13 horas do dia 21.02.1925 lá no Serrote Preto, as tropas paraibanas em junção com a volante de Pernambuco cercaram o grupo de Lampião  que estava jogando baralho.  Os cangaceiros pressentiram a tropa e de dentro de casa atiraram com segurança, derrotando a tropa da Paraíba. Cessado o fogo estavam mortos oito  soldados e vários feridos e Lampião perdeu três cabras e saiu com dez feridos. A cidade de Mata Grande assistiu consternada a chegada de muitos feridos  em redes. A força pernambucana perdeu dois soldados e saiu com diversos feridos e abandonou parte do armamento na luta. O próprio Lampião  saiu ferido”.












domingo, 8 de outubro de 2017

A AUDIÊNCIA PÚBLICA - Germano







Devido o êxito da manifestação pública ocorrida em Mata Grande, o Presidente da Câmara Municipal e a comissão, juntos resolveram promover uma audiência pública no Mercado Público Municipal no dia 07.10.17, com o objetivo de agilizar a construção de uma CISP em Mata Grande, reforço imediato  de mais militares na cidade a fim de que as Agências do Banco do Brasil e Nordeste não encerrem definitivamente suas atividades em nossa região.




Foram tomadas todas as providências organizacionais com a ajuda dos comerciantes, Câmara e Prefeitura. Os convites foram encaminhados as autoridades dos poderes municipais, estaduais e federais.


Logo pela manhã começaram  a chegar convidados  e o recinto do Mercado Público foi totalmente tomado pela população;  na mesa principal houve a necessidade de se colocar mais algumas  cadeiras face o número de representantes de classe que compareceram, inclusive os Deputados Estaduais Carimbão Júnior e Antonio Albuquerque.


Aberta a Audiência pelo Presidente da  Câmara Rodolfo Izidoro, que teceu alguns comentários os oradores  que se inscreveram passaram a solicitar as medidas necessárias por parte do Governo Estadual na construção de uma CISP e também,  as Superintendências dos Bancos do Brasil e Nordeste para que não fechem as suas agências em nossa cidade.


Falaram representantes da Câmara, dos Sindicatos dos Bancários, dos Funcionários Públicos Municipais e Trabalhadores Rurais, da CUT, dos Correios,  o Prefeito Erivaldo Mandu, representante dos militares , o Senhor  Bruno, representando os comerciantes locais e  os Deputados Carimbão Junior e Antonio Albuquerque.


Encerrada a  Audiência, fica o povo matagrandense esperançoso  que as reivindicações sejam atendidas pelo Governo  Estadual e pelas superintendências dos dois Bancos.




sábado, 7 de outubro de 2017

O FOMENTO AGRÍCOLA - Germano









Ali funcionava uma usina de beneficiamento de algodão, cuja produção agrícola era cultivada em grande escala no município. Era despejado do jeito que vinha da roça, diretamente em um fosso, de onde era sugado por esteiras rolantes e, após processado, saia o caroço de um lado e a lã devidamente acondicionada do outro. 

Lembro que existiam três funcionários, os senhores, Manoel Leitão de Albuquerque, José Bezerra de Lima e Mário Leitão de Albuquerque. O primeiro, também chamado de Manoelito, ainda tentou recuperar e recolocar em funcionamento, porém, não  tinha o apoio necessário para  alavancar o processamento do algodão e o acondicionamento da lã. O segundo, tornou-se político onde exerceu por várias vezes o cargo de vereador e também de vice-prefeito municipal. Deixou fincada em Mata Grande uma excelente família, dos quais tenho a honra de participar de suas amizades. Há alguns anos o Dr. Antonio também andou incrementando melhorias, todavia, também não conseguiu.

Com o fechamento e retirada do maquinário, muitos empregos estaduais deixaram de existir, afora o incentivo ao cultivo do algodão que era grande e atualmente está bastante reduzido.

Hoje o enorme prédio está abandonado, com partes utilizadas pelo poder público municipal e por pessoas físicas. Não sei dizer quem é o proprietário, quiçá, não seja como o da Cadeia Pública que, erguida no tempo do império, não tinha registro de proprietários. Acredito que, tanto pode ser de um Órgão de nível Federal como estadual. Quem souber, queira divulgar no facebook para o conhecimento geral dos matagrandenses.




segunda-feira, 2 de outubro de 2017

MATA GRANDE RURALISTA - Germano







A nossa cidade é essencialmente dependente da economia rural e nada mais justo que se criar um tópico específico para àqueles que fazem parte direta ou indiretamente das coisas do sítio. Aqui vamos tentar divulgar atos e fatos da zona rural do município, suas dificuldades e necessidades,  expressando as nossas alegrias, decepções, esperanças e reivindicações, quem sabe, assim, poderemos chegar aos poderes constituídos, já que os nossos representantes não se dignam, nem ao menos, procurar saber se estamos bem, na verdadeira acepção da palavra.

Senão vejamos:



                                                   Crédito de Zezinho de Laura.

 - ENGENHOS DE RAPADURA: Em  1970 - Existiam 38 (trinta e oito) engenhos funcionando normalmente.
Em 1992 -  quando  voltei para Mata Grande a trabalho, foi efetuado um novo levantamento e existiam 18(dezoito) engenhos, alguns funcionando normalmente e um deles fabricava também um boa  cachaça.
No ano 2007 – Existiam apenas 08 (oito) engenhos funcionando precariamente.
Em 2017 – somente   três engenhos funcionam e um precariamente. 

TENDÊNCIA - Mata Grande passa a ser a cidade do "já teve engenho" como tantas outras indústrias que "já teve".

OBSERVAÇÕES - A rapadura e o mel dos nossos engenhos têm sabor inigualável, se comparados com as produzidas no Ceará e Pernambuco. No Sítio Almeida, onde resido, existiam 08 engenhos, alcancei 04 (quatro) funcionando e hoje existe apenas um que funciona às quintas-feiras e precariamente, utilizando até açúcar, para produzir seus produtos.

SUGESTÃO - Que o Prefeito ou algum dos onze vereadores, convoquem uma reunião com os atuais senhores de engenhos e representantes das casas bancárias oficiais, com a finalidade  de saber quais são as suas reais necessidades e supri-las; visualizando que, um engenho funcionando, proporciona empregos diretos a mais ou menos 10 (dez) chefes de família, afora os indiretos e trabalhadores braçais que são utilizados para o plantio e tratos culturais da cana de açúcar. Isto tem um retorno econômico de grande valia para o município.






CURRAIS DE GADO QUE PRODUZEM LEITE: Nestes são empregados diretamente pelo menos duas pessoas e movimentam a pecuária da região,   no entanto, os produtores rurais vivem à revelia com pouca assistência técnica dos poderes constituídos.

O Estado de Alagoas chegou a extinguir à EMATER, passando os produtores a ter dificuldades até na comercialização dos produtos. Posteriormente, criaram a ADEAL que aumentou a carga tributária dos fazendeiros, todavia, conseguiu livrar o  Estado da febre aftosa. Os poderes constituídos não  dispensam a devida atenção a pecuária leiteira, um  segmento que gera a melhor e mais eficiente renda familiar atualmente. É constrangedor o produtor rural entregar um litro de leite por R$ 0,75 e quando chega a Capital comprar um litro de leite na padaria por R$ 4,20.

MATA GRANDE  já foi um dos maiores produtores de feijão, milho e algodão do alto sertão alagoano, afora, frutas e verduras, que exportava para as cidades circunvizinhas. Hoje é um típico importador desses produtos. É bem verdade que as secas que assolam toda a região tem dificultado a produção, todavia, o incentivo a plantação de árvores frutíferas principalmente na região serrana,  torna-se necessária para que as futuras gerações possam dispor desses produtos de inigualável sabor.

SUGESTÃO: A implantação de um canteiro de produção de mudas de frutas para a venda ou mesmo distribuição gratuita aos sitiantes com a finalidade de incentivar a produção no porvir.





sexta-feira, 22 de setembro de 2017

ANTONIO BARBOSA DA SILVA - Germano


Nasceu em Mata Grande, no Sítio Gato do Rosário no dia 08/01/1922, filho de João Barbosa da Silva e Júlia Vieira Lucas. Iniciou sua carreira como agricultor, sendo leiteiro e depois vendedor de tecidos na loja de Pedro Ferreira Vilar (Seu Vida), após casar, passou a ser sócio e depois dono da loja de Santa Cruz do Deserto, ingressando posteriormente no ramo de cereais e político.

O seu pai, JOÃO BARBOSA DA SILVA , nasceu no dia 20.04.1892 em Brejão – Bom Conselho – PE., era filho de Francisco Barbosa da Silva e Maria Felismina, sendo João Barbosa, descendente de uma família que veio da Alemanha e se radicalizou em Pernambuco. João Barbosa chegou em Mata Grande por volta de 1910 e casou com Júlia Vieira Lucas, nascida em 16.01.1899, ela, filha de Manoel Lucas do Nascimento e Perciliana Vieira Brandão.

Tiveram nove filhos (José, Maria, ANTONIO, Natalício, Otacílio (meu sogro, grande fazendeiro , comerciante que, também, foi vereador), Luzinete, Pedro, Manoel e Francisco Barbosa da Silva, formando daí a grande família BARBOSA de Mata Grande, cujos descendentes, incluindo, netos, bisnetos, tetranetos, genros, noras e outros agregados ultrapassam e casa das quinhentas pessoas que hoje se dividem entre Maceió , São Paulo, Recife, Belo Horizonte e outras localidades.

Voltando a Antonio Barbosa da Silva, casou  com Rosalva Vieira Brandão (Dalva Brandão) constituindo uma família de treze filhos ( João Airton, José Adauto, José Ivaldo, Ivone, Maria de Lourdes, Ivan, Francisco, Aparecida, Antonio Roberto, Adeilton, Fátima, Mariza  e Gláucio.

Antonio Barbosa foi um dos maiores fazendeiros do município, comprou a fazenda Curral de Fora, por recomendação de Seu Vida, trazendo na época um belo exemplar de touro da raça nelore. Foi também, grande comerciante, tendo a sua base no distrito de Santa Cruz do Deserto, onde, desde 1954 passou a ser autoridade, quer como subdelegado distrital, quer como vereador, onde se elegeu por diversas vezes; foi  candidato a vice-prefeito do então candidato Luiz Celso Malta Brandão e, por volta de 1969 foi eleito prefeito de Mata Grande, apoiado pelo oposicionista Cristiniano Fortes Nunes onde governou de 1970 a 1973 , contra a oligarquia da família Malta. Era um homem destemido, porém, pacato e respeitador, não registrando fatos que desabonassem a sua conduta de cidadão.

Um dos seus maiores feitos, foi iniciar a educação dos filhos em Campina Grande e Maceió, onde alguns conseguiram o diploma de nível superior (Maria de Lourdes, Francisco, Roberto e Aparecida). Construiu, quando prefeito, o primeiro matadouro público de Mata Grande, abriu novas ruas na cidade , afora, algumas escolas municipais.

Tinha uma grande capacidade de liderança e junto com o pai mantinham a família sempre unida, defendiam sempre o interesse coletivo. Às quintas-feiras da Semana Santa tradicionalmente realizava um almoço no Sítio Gato do Rosário, onde morava João Barbosa. Com a presença de todos da família e uma enorme quantidade de convidados, após o almoço, as questiúnculas familiares eram sanadas e todas as mágoas, perdoadas e esquecidas.

João Barbosa e Júlia, Antonio Barbosa e Dalva, faleceram em Maceió, porém os sepultamentos ocorreram em Mata Grande, após o que, as inimizades entre os membros da família não foram devidamente sanadas, ocorrendo um fato político inusitado. A família Barbosa que chegou a ter cinco candidatos a vereador em uma mesma eleição e conseguiu eleger três, hoje se encontra sem nenhum representante na Câmara.










quarta-feira, 20 de setembro de 2017

LASTIMÁVEL - Germano



Esta palavra foi utilizada pelo matagrandense e Seminarista Joelder Pinheiro em  uma mensagem que li hoje no Facebook sobre o assalto recentemente ocorrido ao prédio do Correio em Mata Grande.

A palavra em si é um adjetivo que significa: “Digno de dó, de compaixão ou de lástima ; lamentável; deplorável; segundo o Dicionário Enciclopédico Focus, divulgado por Augusto Miranda.

Todo matagrandense diz que é lastimável como a coisa tem acometido a nossa querida Mata Grande.  Para se poder e realmente lastimar, vamos repensar como os acontecimentos vão se avolumando.

Mata Grande já tem mais de cento e oitenta anos, foi a princesinha do alto sertão alagoano, tinha um excelente time de futebol, diversos Órgãos públicos federais e estaduais, bancos públicos e privados afora um comércio promissor, já foi portanto, uma cidade polo.

Ao longo das últimas décadas, tem havido uma desestruturação, uma desmontagem gradativa dos Órgãos públicos, sem que haja por parte da população nenhum protesto. Tenho convicção que minha geração foi omissa. Estudamos e saímos em busca de novos empregos e horizontes. O velho ditado diz: ” Quando os gatos saem os ratos tomam conta”.  Todos se acomodaram e deixaram as coisas acontecerem sem perceber que a cidade vem ao longo do tempo perdendo e perdendo muito. Senão vejamos: Aproximadamente 10 (dez) empregos federais permanentes e 30 (trinta) empregos estaduais  que deixaram de existir, portanto, quarenta empregos  fixos de residentes na cidade que deixavam parte dos seus salários no comércio local. Isto, sem computar os empregos dos bancários: BANORTE, BANCO DO BRASIL e provavelmente o BANCO DO NORDESTE.

O Banco do Nordeste, quando eu assumi em 1965, tinha quinze funcionários, muitos vindo de outras cidades, é verdade, mas que também gastavam parte de seus salários no comércio local e alguns casaram com moças do município.

A Cadeia Pública foi desativada e está em ruinas. Precisou da interferência da Prima Marcia Machado para que o Governo acordasse para a sua recuperação, coisa que ainda não aconteceu. Quantos militares ali viviam?  Muitos casaram com as moças da cidade e constituíram verdadeiras famílias.

O que vemos hoje funcionando?  O Correio, uma casa lotérica e a Prefeitura,  não se sabe até quando, então, estamos em uma situação de lamúria, é verdadeiramente LASTIMÁVEL!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

A MANIFESTAÇÃO - Germano





No início do mês de agosto, casualmente entrei no Banco do Nordeste de Mata Grande e a Comadre Nalvinha me disse que o BNB ia fechar as portas em dezembro, haja vista o assalto que houve, que a Direção informou que somente voltaria a funcionar se o Governo Estadual melhorasse a Segurança Pública.

Ao retornar à Maceió procurei o Superintendente e ele afirmou que já havia falado com o Governador e ele prometeu a instalação de uma CISP(Centro Integrado de Segurança Pública) na cidade. A mesma coisa  me falou o Prefeito Erivaldo Mandú, acrescentando que havia se reunido por duas vezes com o Governador e ele, inclusive, tinha autorizado a demolição da Escola Estadual Noélia Lessa.

Pedi ao meu filho Marcus Vinicius  que falasse com o Deputado Estadual Antonio Albuquerque para também falar com o Governador sobre o assunto. Estive em Brasília e falei diretamente com o Deputado Federal Nivaldo Albuquerque que se comprometeu a tomar providências. Dias depois o Presidente da Câmara Municipal de Mata Grande estava em Maceió e me convidou para irmos falar com o Ministro Marx Beltrão que estava na Assembleia Estadual.  O Ministro também se comprometeu e que daria uma resposta ao Presidente da Câmara.
No dia 30.08.17 o Presidente nos convidou para uma reunião aberta na Câmara Municipal da qual faria parte: os vereadores, agricultores, comerciantes, líderes sindicais, bancários e qualquer pessoa da comunidade. Após a reunião ele nomeou uma comissão, da qual fui incluído, para promovermos um manifesto pelas ruas da cidade e marcou o dia 05.08.17 com início às 08:00 horas em frente ao Banco do Nordeste.

Nos reunimos no dia 31.08 e 02.09.17 onde elaboramos, capitaneados pela conterrânea Simone Malta, um plano de ação. Então no dia 05.09.17 houve a maior manifestação realizada em  Mata Grande pois  as pessoas compareceram e lotaram todo o centro da cidade.

Participaram toda a comunidade matagrandense e também representantes das cidades circunvizinhas, dos estudantes, agricultores, aposentados, comerciantes, vereadores, do Prefeito Erivaldo Mandu e seus secretários, representantes da CUT, da FETAG, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e também do Sindicato dos Bancários de Alagoas enfim, o povo em geral.




Percorremos as principais ruas da cidade e no final da caminhada paramos em frente a Prefeitura Municipal onde os discursos foram dados, as soluções foram  sugeridas, faltando somente agora  o atendimento por parte do Governo Estadual.
Resta aguardar!