sábado, 20 de maio de 2023

O DIA DO HOMEM

 

 

O DIA DO HOMEM

Dra. Maria Isabel Barillas De Golstein:

*PRIMERA VEZ QUE VEJO ALGUÉM ESCREVER ALGO BOM SOBRE OS HOMENS*

```Quem é O HOMEM?```

Um homem é a parte mais bonita da criação da natureza .

O primeiro que chegou a esse mundo.

Ele sacrifica seus sonhos por um sorriso na cara de seus pais.

Ele gasta o dinheiro de seu bolso nas necessidades da família.

Ele sacrifica sua juventude inteira para sua esposa e filhos trabalhando até tarde sem se queixar.

Ele constrói o futuro de seus seres queridos tomando empréstimos dos bancos e pagando-os pelo resto de sua vida com muito suor e trabalho.

Ele luta muito e todavia tem que aguentar os gemidos, gritos e muitas vezes a incompreensão de sua esposa, seus filhos, seu chefe e sua mãe, mesmo que sua vida seja um total compromisso pela felicidade dos demais.

Se ele sai , é descuidado.

Se fica, é um preguiçoso.

Se repreende a seus filhos, é um monstro.

Se não os repreende , é irresponsável.

Se não deixa que sua esposa trabalhe , é inseguro.

Se a deixa trabalhar, é um folgado.

Se escuta a mãe, tem mamãezinha.

Se escuta a sua esposa, é pau mandado.

Se cai em tentação é um mulherengo; se resiste, é um marica.

Se chorar é um fraco, se não chorar é um insensível.

Portanto; respeite a todos os homens que vc conheça na vida. Nunca saberás tudo e o quanto ele tem sacrificado...

Vale a pena enviar a cada homem para fazê-lo sorrir e a cada mulher para recordar o valor que ele tem!!!

Valorize enquanto têm, porquê já está ficando em extinção, depois vão pedir pela volta de Adão.

quinta-feira, 18 de maio de 2023

VELHO TRAPIAZEIRO - Remi Bastos

 

 

VELHO TRAPIAZEIRO

A adolescência é um passado

Que viaja com a gente

Como pássaros providos,

Por mais que os anos passem

Mas, em nós sempre renascem,

Aqueles tempos vividos.

 

Lembro-me de um trapiazeiro

Na cidade de Mata Grande,

Em uma estrada de barro

Próximo ao Grupo Escolar

Onde a meninada a vaguear

Curtia a vida num sarro.

 

Velho trapiazeiro

Que galgamos a tua copa

Como meninos astutos,

E sem querer fazer alarde

Quase todas as tardes

Saqueávamos os teus frutos.

 

Sei que não existes mais

O progresso o tombou,

Mas, na minha sensatez

Eu confesso trapiazeiro,

Que viajaria o mundo inteiro

Para te ver outra vez.

 

Remi Bastos

Aracaju/SE, 18/10/2015.

 

 

sábado, 13 de maio de 2023

O ARROZ DE PALMA - Francisco Azevedo

 

Trechos do livro:

 "O Arroz de Palma", de Francisco Azevedo.

"Família é prato difícil de preparar.

São muitos ingredientes.

Reunir todos é um problema...

Não é para qualquer um.

Os truques, os segredos, o imprevisível.

Às vezes, dá até vontade de desistir...

 

Família é prato que emociona.

E a gente chora mesmo.

De alegria, de raiva ou de tristeza.

O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita.

Bobagem!

Tudo ilusão!

 

Família é afinidade, é à Moda da Casa.

E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.

Há famílias doces.

Outras, meio amargas.

Outras apimentadíssimas.

Enfim, receita de família não se copia, se inventa.

A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia.

Muita coisa se perde na lembrança.

Aproveite ao máximo.

 

Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete!

                    Família:

Feliz quem tem e sabe curtir, aproveitar e valorizar..."          

Família é projeto de Deus!

Então...

Amem-se,

Perdoem -se,

Aceitem-se,

Tolerem-se e vivam como se hoje fosse o último dia que vocês vão estar com a sua família.

Temos família de sangue, família do coração, família do trabalho, família de amigos. Viva às famílias que construímos ao longo da vida com a graça de Deus!


NOTA DO BLOG:

 Recebi este texto e achei por demais interessante. Resolvi divulgar para o conhecimento dos  amados leitores.

Maceió (Al), 13 de maio de 2023. 

segunda-feira, 8 de maio de 2023

UM PROVÉRBIO BRASILEIRO – Germano

 


"CACHORRO QUE LATE NÃO MORDE". Mas ninguém deve se confiar. O interessante é que para morder ele tem que fechar a boca e também não pode latir de boca fechada.

Este provérbio se aplica muitas vezes a pessoas que falam com prepotência, como se fossem donas do mundo, assim como o cachorro , pensa que é dono do quintal e da casa e das pessoas que nela moram.

O proverbio também se aplica a pessoas que têm de lidar com gente que fala de tudo e de todos.

Por precaução a gente se cuida delas, porque gente que se comporta como cachorro, que ladra, pode ser traiçoeira : quando menos se espera lhe morde a perna ou seja, levanta mentiras, calúnias e mal  estar. (Frei Clarêncio).

Quem dentre nós ainda não passou por  uma situação destas? O cachorro , por manso que seja, devemos respeita-lo. Caso um esteja em uma calçada dormindo, não custa nada descer a calçada e depois subir, assim evita uma mordida indesejada. Este conselho me foi dado  por minha mãe, Dona Luizinha, quando eu ainda era adolescente.

quarta-feira, 12 de abril de 2023

COISAS DO PORTUGUES

 COISAS DE PORTUGUÊS*

Vou coisar agora.

*Achei essa coisa fantástica!*

Francicarlos Diniz

(jornalista e escritor, pós-graduado em Comunicação pela USP)

A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades.  É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma ideia.

"Coisas" do português.

Gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": Ô, seu "coisinha", você já "coisou" aquela coisa que eu mandei você "coisar"?

Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha.

Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: Segura a "coisa" com muito cuidado / Que eu chego já."

Já em Minas Gerais , todas as coisas são chamadas de trem (menos o trem, que lá é chamado de "coisa"). A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trens que lá vem a "coisa"!.

E no Rio de Janeiro? Olha que "coisa" mais linda, mais cheia de graça...

A garota de Ipanema era coisa de fechar o trânsito! Mas se ela voltar, se ela voltar, que "coisa" linda, que "coisa" louca.  Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.

Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino.

Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim!

Coisa também não tem tamanho.

Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira um monte de coisas...

Mas a "coisa" tem história mesmo é na MPB.  No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, a coisa estava na letra das  duas vencedoras: Disparada, Geraldo Vandré: Prepare seu coração pras "coisas" que eu vou contar..., e A Banda, de Chico Buarque: pra ver a banda passar, cantando "coisas" de amor... Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não estava nem aí com as coisas: “coisa" linda, "coisa" que eu adoro!

Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade afinal, são tantas "coisinhas" miúdas.  E esse papo já tá qualquer "coisa". Já qualquer "coisa" doida dentro mexe...

Essa coisa doida é um trecho da música "Qualquer Coisa", de Caetano, que também canta: alguma "coisa" está fora da ordem! e o famoso hino a São Paulo: "alguma coisa acontece no meu coração"!

Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar.

Uma coisa de cada vez, é claro, afinal, uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa.  E tal e coisa, e coisa e tal.

Um cara cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques.

Já uma cara cheio das coisas, vive dando risada. Gente fina é outra coisa.

Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.

A coisa pública não funciona no Brasil. Político, quando está na oposição, é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura.

Quando elege seu candidato de confiança, o eleitor pensa: Agora a "coisa" vai... Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!

Se as pessoas foram feitas para serem amadas, e as coisas, para serem usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras coisitas más.

Mas, deixemos de "coisa", cuidemos da vida, senão chega a morte, ou "coisa" parecida... Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento:

*"AMARÁS A DEUS SOBRE TODAS AS "COISAS".*

Entendeu o espírito da COISA?

segunda-feira, 10 de abril de 2023

A SEMANA SANTA DE 2023 - Germano

 

A SEMANA SANTA DE 2023 – Germano

 

Como sempre iniciamos a Semana Santa com o domingo de ramos. Este ano foi diferente, pois no ano passado eu e Icléa completamos 55 anos de união matrimonial e resolvemos adquirir na TUR MANGABEIRAS, um passeio a São Paulo. Na realidade era uma peregrinação religiosa, para Campos do Jordão, Aparecida ,  Atibaia e a própria Capital do Estado.

Registramos com alegria que toda a programação foi cumprida e também a paciência da guia Lúcia e do motorista do ônibus, Senhor Emerson que com desenvoltura atendia a todos. Vale registrar também a solidariedade dos participantes  da peregrinação, muitos dos quais já conhecíamos de  longas datas. 

Após chegarmos, cansados da maratona e de uma gripe adquirida em Campos do Jordão na altitude de uma serra com seus 2035 metros de altitude, de onde vislumbramos até a formação de nuvens, optamos por ficar na Barra de Santo Antônio.

Em Aparecida, participamos do terço e da missa, onde oramos e agradecemos a Deus e pedimos a proteção para os dias do porvir.

Em São Paulo, no domingo de ramos fomos assistir a missa na Igreja de Santa Efigênia, tendo em vista que o grupo era de Maceió, o celebrante, no final pediu para conhecer as pessoas. Perguntou a Icléa de qual cidade ela era. Quando ela disse que era de Mata Grande, mas que estava ultimamente na Barra de Santo Antônio, ele disse que era de lá. Resultado, somos amigos dos pais e primos dele. Foi uma coincidência bastante agradável.

Nos dias santos, ficamos na Barra, onde participamos ativamente dos ritos da Igreja Católica tanto na Igreja de Nossa Senhora da Conceição (erigida em 1753 pelos holandeses) bem como na Igreja de Santo Antônio, inclusive nas leituras das epístolas.

Foi uma Semana Santa diferente, por isto, agradecemos a Deus por nos permitir dias maravilhosos ao lado de  pessoas maravilhosas.

terça-feira, 4 de abril de 2023

MEU PAPAI NOEL

 

MEU PAPAI NOEL

La se foram os meus dias de Papai Noel! Minha rua, minha crença, minha inocência, tudo isso fez parte da minha infância e adolescência. Fui uma criança que contemplei os voos das borboletas nas margens do meu rio, outrora abundante em suas águas, às vezes barrentas, às vezes cristalinas. Adormeci sob o piscar das luzes dos pirilampos nos espaços da janela do meu quarto e sonhei os sonhos das fadas no meu universo pueril.

Meus dias não eram apenas um dia, mais uma eternidade, cuja estrada não tinha início nem fim. Fui uma criança que encontrou na felicidade, a razão de ser criança. Cantei com minhas irmãs as cantigas de roda na calçada da minha casa, pulei corda, arremessei o meu pião, joguei ximbra (bola de gude), me emocionei com a sinfonia dos pássaros e chorei com o canto fúnebre das rasga-mortalhas ao entardecer, retornando dos seus voos à torre da igrejinha do Monumento.

As rosas se desfizeram de suas pétalas para perfumar os caminhos por onde andei, sorri e chorei. Vi minha cidade, todos os anos, cantar as canções natalinas através do pastoril de Dona Jacira, a Fada dos nossos pastoris. Acreditei em Papai Noel e sua longa viagem, da Lapônia, sobre as nuvens, em seu trenó. Em Santana do Ipanema, nos dias que antecediam o natal, o nosso Papai Noel percorria algumas ruas do meu bairro fazendo entregas de presentes à meninada mais abastecida. Juntamente, com alguns amigos, todos os anos acompanhávamos o bom velhinho em sua árdua tarefa, carregando sobre os ombros o saco cheio de presentes. Papai Noel, cadê o meu presente? Somente, entendi, já nos meus quatorze anos de idade, que o nosso Papai Noel era um senhor por nome, Albertino Marques, e que, fazia a distribuição dos presentes, principalmente, nas residências do gerente do Banco do Brasil, de alguns comerciantes bem sucedidos, do juiz de direito, do delegado e bancários, etc.

No entanto, foi no natal de 1959, após ter acompanhado o Papai Noel em mais uma de suas missões de entregar presentes nas residências previamente endereçadas, foi justamente, neste ano, depois de inúmeras tentativas solicitando o meu presente sem obter resposta, e ver o bom velhinho jogar o saco vazio sobre os ombros, simplesmente eu disse: “Papai Noel fi di rapariga.” E saí correndo indo parar no campinho de Seu Abílio Pereira, ao lado do Tênis Clube Santanense.

Remi Bastos,

Aracaju, 16/12/2019.

segunda-feira, 20 de março de 2023

TEMPOS - Germano

 

Depois de uma grande jornada durante o ano que findou, finalmente, chegou mais um ano novo. Já estamos trilhando os últimos dias do primeiro trimestre.

Sabemos que trilhar  bons caminhos é sempre salutar. Sabemos que muitas mudanças hão de vir, por isto, rogamos ao Criador para que sejam favoráveis, tanto para os abastados como também para toda a população brasileira.

Precisamos valorizar os trabalhadores de um modo geral e também os aposentados que já deram a sua contribuição para o desenvolvimento da Nação.

Os humildes e mansos de coração certamente viverão na face da terra, pois não são dominados pelo desejo de poder, riquezas, traições aos semelhantes ou mesmo pela violência.

Em um desses últimos domingos, na missa, alguns trechos da primeira leitura, chamaram a minha atenção, alguns diziam mais ou menos assim: “... seja humilde, quem é humilde não comete iniquidades, nem falará mentiras e a sua língua não é enganadora...”

Gostei, daí recomendo que leia a primeira leitura, é parte das profecias de Sofonias.

quarta-feira, 15 de março de 2023

O que significa “No frigir dos ovos”?

 

O que significa “No frigir dos ovos”? 

'Não é à toa que os  estrangeiros acham nossa língua muito difícil!

Como a língua portuguesa é rica em expressões!

Veja o quanto o vocabulário “alimentar” está presente nas nossas metáforas do dia-a-dia.

Aí vai!

Pergunta:

– Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão “no frigir dos ovos”?

Resposta:

– Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar.

Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos.

Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem ideias.

Pra descascar esse abacaxi, só metendo a mão na massa. E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.

Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.

Contudo, é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais.

Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou, para poder vender o seu peixe.

Afinal, não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.

Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e aí, vai com muita sede ao pote.

Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha. São escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.

Há também aqueles que são arroz de festa que, com a faca e o queijo nas mãos, se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese… etc.).

Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca e, no fim, quem paga o pato é o leitor, que sai com cara de quem comeu e não gostou.

O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê, não é tudo farinha do mesmo saco.

Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.

Por outro lado, se você tiver os olhos maiores que a barriga, o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço.

Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado, porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha não!

O pepino é só seu e, o máximo que você vai ganhar é uma banana. Afinal, pimenta nos olhos dos outros é refresco.

A carne é fraca, eu sei.

Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas.

Mas, quem não arrisca não petisca e depois, quando se junta a fome com a vontade de comer, as coisas mudam da água pro vinho.

Se embananar de vez em quando é normal, o importante é não desistir, mesmo quando o caldo entornar.

Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos, a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando.

Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.

Entendeu o que significa “no frigir dos ovos” ?”

(Autor desconhecido)

segunda-feira, 13 de março de 2023

A PACIÊNCIA – Germano


Segundo Aurélio é um substantivo feminino e quer dizer: Virtude que consiste em suportar dores, infortúnios, etc, com resignação.

Não deixa de ser também uma ciência, que consiste em manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, mesmo que seja em um instante crucial, onde alguém  está  irritado e ofendendo, quer seja com palavras ou mesmo agressão física.

Consiste basicamente na tolerância a erros ou factos indesejados. É a capacidade de suportar incómodos e dificuldades de toda a ordem, de qualquer hora ou em qualquer lugar. É a capacidade de persistir numa atividade difícil, mantendo uma ação tranquila e acreditando que irá conseguir o que quer, de ser perseverante, de esperar o momento certo para certas atitudes, de aguardar em paz a compreensão que ainda não se tenha obtido, capacidade de ouvir alguém, com calma, com atenção, sem ter pressa, capacidade de se libertar da ansiedade.

 

“Enquanto todo mundo espera a cura do mal e a loucura finge que isso tudo é normal eu finjo ter paciência. Na canção, o cantor compositor Lenine exprime com exatidão essa sensação humana. A paciência virtude tão necessária na pandemia, mas de difícil regência é tão  fingida quanto sofrida e corajosa.

Já nascemos dela. Nela nos sorvemos por nove meses e com ela fomos amorosamente aguardados. Depois com impaciência almejamos a idade adulta para ser donos do “próprio nariz””, ou do diploma, do emprego, do amor...

Impacientes com o ônibus que não chega, ansiosos pela emergência hospitalar pela cura da doença, pela cura do irmão... A vida não para. E é preciso ter um pouco de alma, um pouco mais de alma (Frei Edian josue)”

 

 

 

Enquanto todo mundo

Espera a cura do mal

E a loucura finge

Que isso tudo é normal

Eu finjo ter paciência (Lenine).