terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O POR DO SOL EM MATA GRANDE-AL. - Germano






O POR DO SOL EM MATA GRANDE-AL – Germano

Brasília (DF), 15 de dezembro de 2015.

Não resta a menor dúvida de que o por do sol é sempre um espetáculo da Natureza e  merece ser visto e apreciado por qualquer ser humano sensível. É também  próximo das 18:00 horas (hora do Ângelus), momento em que nós católicos lembramos de rezar uma Ave-Maria e agradecemos por mais um dia de paz , saúde e tranquilidade.
 
Já presenciei vários, em diversas regiões do País, inclusive aqui no Planalto Central que, devido aos longínquos horizontes  se perdem no azul da terra e são de uma beleza incomparável. Outro que guardo gratas recordações é o da praia do Jacaré em João Pessoa, todavia, hoje senti saudades do por do sol  em Mata Grande.

Lá o sol vai se escondendo  ainda cedo  do dia, normalmente por trás das Serras do Agreste ou Lagoa de Santa Cruz, dependendo da época do ano ou  local aonde o admirador possa se encontrar. A luz do sol vai  diminuindo paulatinamente , obrigando o acendimento das lâmpadas por volta das  dezessete horas e alguns minutos, devido a escuridão reinante.

Os pássaros  se apressam em busca de abrigo e a juriti chamando a companheira  solta  seus arrulhos doces e  saudosos com que se despede do dia. O cantar das cigarras dão lugar ao cantar dos sapos que saem de suas tocas em busca de alimentos. Na zona rural , onde passo as minhas noites quando lá me encontro, surge o silêncio, somente  quebrado pelo latir dos cães. Isto me faz sentir saudades do por do sol da minha terra.

O Pe. Marcelo Araújo , que me inspirou a escrever este artigo, disse que:

“O silêncio sugere mistério que o  barulho do dia não pode contar. A escuridão revela segredos que os olhos do corpo não podem enxergar. O recolhimento da noite faz emergir a verdade que as palavras escondem. A insegurança de no escuro andar, desperta a confiança que o orgulho abafa. A  pobreza do ser revela a riqueza que a simplicidade das coisas nos faz conhecer”.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

DIALOGAR - Germano



Com o advento da televisão colorida, das novelas, do Orkut, facebook e agora o watshap, as famílias estão esquecendo-se de dialogar. É muito comum vermos em um restaurante o casal e os filhos, cada um com o celular na mão de cabeça baixa, clicando apressadamente.

Chacrinha, já dizia “ QUEM NÃO SE COMUNICA, SE TRUMBICA”, e é uma grande verdade, Frei Gustavo assim escreveu:

“O diálogo é fundamental em qualquer setor da vida. A troca de ideias, experiências e opiniões é um importante instrumento para o sucesso da vida pessoal, amorosa e profissional. A família que não dialoga vai se desgastando com o tempo. Os pais não se entendem entre si e muito menos com os filhos. Sem diálogo, um problema que  poderia ser resolvido com uma rápida conversa pode se transformar em um  transtorno.  No trabalho, a mesma coisa. Se a equipe não se comunica bem o ambiente profissional fica pesado. Portanto, não tenha medo de praticar a arte do diálogo”.

A televisão com suas novelas e seus noticiários, paulatinamente,  foi afastando os membros das famílias do  hábito de dialogar. Com a constância do manuseio  do celular a coisa foi se acentuando, de modo que, conversar hoje em dia é coisa rara.

Nesta época do advento, onde nos preparamos para a ceia natalina e também época da Confraternização Universal, nada melhor que iniciar a melhoria do diálogo  dentro do lar.

Segundo Augusto Miranda, diálogo que dizer: Comunicação, discussão, exposição de ideias por perguntas e respostas.

 

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

DISSIMULAÇÃO - Germano



Segundo Augusto Miranda é um substantivo feminino e quer dizer:  disfarce, refolho,fingimento, camuflagem. 
 Leia o que escreveu  sobre o tema Mário Sergio Cortella:
“Algumas pessoas nos festejam com uma alegria imensa, o que nos leva até a imaginar que estão  querendo alguma coisa. Afinal de contas, como dizia a música cantada por Ataulfo Alves: “Laranja madura, na beira da estrada, tá bichada,Zé, ou tem marimbondo no pé”.
Nós sabemos da necessidade de parte alegre da vida, da capacidade de juntos estarmos, mas, quando há um  certo exagero, colocamos o pé atrás. O carioca Mariano Jose Pereira da Fonseca, Marques de Maricá, foi ministro da Fazenda logo no início do nosso Império em 1823. Ele nos alerta:”Quem muito nos festeja, alguma coisa de nós deseja”  . Claro que não é sempre assim, há pessoas que são sinceras no festejamento quando nos encontramos , e há outras, que sabemos, dissimulam”.
Esta assunto chamou a minha atenção por vários casos  que passei no decorrer da minha carreira profissional, pois, exercia o cargo de  gerente geral de Agência do Banco do Nordeste do Brasil,S/A.  Um deles foi com um próprio colega de trabalho. Ao chegar à Capital ele me avistava e dizia: Meu Gerente! Chove lá no interior? Tempos depois deixei de ser gerente e vim trabalhar na mesma agência que ele. Pela manhã , esse colega baixava a cabeça para não responder ao meu bom dia. Acontece que, após alguns anos resolvi retornar a função de gerente e, pasmem, aquele  colega  voltou a me tratar com a mesma atenção que , doravante,   vou chamar de dissimulação.
O mesmo aconteceu com um cliente do interior de Canapi. Fazia a maior festa quando me via. Quando deixei de ser gerente ele não me dava  a menor atenção. Quando voltei a ser gerente, eis que a dissimulação  aflorou a todo vapor. E hoje nem olha em minha direção. 
Em Mata Grande outro  cliente, meu conterrâneo e adversário pessoal, não nos falávamos há mais de dez  anos, adentrou pela  agência e quando me viu sentado na gerência, exclamou: Puxa, é você aqui? Sentou, tomou cafezinho e passamos a ser camaradas novamente, muito embora que, após a minha aposentadoria repetiu-se  aquela máxima que diz: AQUELE QUE DEIXA DE SER AMIGO É POR QUE NUNCA FOI”.  Então, o puxa, é você aqui?  Foi mais um fato  que caracterizou uma dissimulação.

 

 

 

 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A ESTAÇÃO PRIMAVERA É ETERNA - Zezinho de Laura


 

EM MATA GRANDE NÃO IMPORTA

 A ESTAÇÃO PRIMAVERA É ETERNA.

 

Aos vinte e três de setembro
Tem inicio a primavera
Essa é a melhor estação
Que deus deixou para terra
Todas as arvores floridas
Na caatinga ou na serra

Os passarinhos cantando
Pois sabem que os frutos vem
As matas todas floridas
E perfumadas também
É bom andar pelo bosque
O ar é cheiroso e faz bem

São flores de toda espécies
De todas as cores e formato
Tem plantas criadas em casa
Outras que nascem nos mato
Que bom que todas são lindas
E enriquecem nosso olfato

 
Nos lindos pés de mulungus  
Cajazeira umbuzeiro e ipê roxo
Cada qual exalando o seu odor
E quem ganha com isso somos nos
Com a dádiva de Jesus o Criador

As pitombeiras e mangueiras
Mandam suas flores também
Mandacaru, marmelo e umbu
É o aroma que o serrado tem
A bonina e a espirradeira
Tem um perfume que faz bem

 
Tem as plantas tradicionais
As rosas, cravos e bromélias

Onze horas e flor de maracujá

Margarida, orquídeas e azaléas
E por falar de tantas flores
Fez-me lembrar de minha velha


A bela a estação das flores
Enchem de perfume as serras
Quem quiser que aproveite

Enquanto não vem a guerra
Quem nos mandou tudo isso
Foi o Grande dono da terra

Falei da estação das flores
Na próxima eu falo do verão
São todos projetos de Deus
Feitos pra quem tem emoção
Seja outono, verão  ou inverno
É bom para o nosso coração

Zezinho de Laura `` o poeta genérico .´

JOSÉ FLORENTINO VILAR - Germano





JOSÉ FLORENTINO VILAR – Germano

 

JOSÉ FLORENTINO VILAR ,  conhecido na época como ZECA BEÊ,  foi um grande industrial e um dos principais fundadores da cidade de Inhapi (AL), onde existem duas ruas com o seu nome.

O interessante é que ele chamava o local de TRAMBECA e acrescentava vocês ainda vão ver. A  Trambeca vai ser maior e mais desenvolvida do que Mata Grande.

Segundo a minha mãe Luiza Vilar de Mendonça que era sobrinha dele, o vapor do tio ZECA, como ela o chamava,  era um dos maiores da região o que despertou a inveja dos concorrentes, que contrataram Lampião para atacar a fazenda Buenos Ayres onde residia. Lampião chegou com mais ou menos trinta cangaceiros que atiravam no gado de fuzil , dizimando mais de trezentos animais em uma  única tarde que ficou na história.

Depois ateou fogo  ao vapor de algodão que queimou por muitos dias e noites. Ainda hoje existem vestígios  do prédio onde funcionava. Existe também, a igrejinha localizada na fazenda, onde  ele  rezava as suas orações junto aos familiares.

Zeca Beiêr , como alguns o chamava  deixou como descendente Dona Eva cujos filhos ainda residem na fazenda Buenos Ayres, cidade de Inhapi e Paulo Afonso (BA).

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

UM QUASE MENINO DE RUA - Filoca

UM QUASE MENINO DE RUA.
(1)...
Vou contar para vocês
Como foi minha infância
Lembrança do acontecido
O que passei como criança
(2)
Na idade de ir pra escola
Papai nos deixou sozinho
Sem as mínimas condições
Fomos morar num ranchinho
(3)
Até os moveis que tinha
Painho vendeu na hora
Sem ter outra alternativa
Tivemos que pedir esmola
(4)
Eu tinha apenas 10 anos
Quando vi esta tristeza
Eu sem poder trabalhar
Faltava comida na mesa
(5)
Faltando tudo em casa
A comida, leite e café
Éramos todos pequenos
Mais todos com muita fé
(6)
O povo de Mata grande
São generosos demais
É quem davam a comida
Eu não pagarei jamais
(7)
As roupas e os calçados
Eram doação dos amigos
Agradeço sempre a Deus
A todos eu sempre bem digo
(8)
Tinha um dos meus amigos
Com ele eu aprendi ler
Quando ele lia em voz alta
Que era pra eu aprender
(9)
Aquele montão de letras
Para mim era um desenho
Quando eu as via na seqüência
Era bom meu desempenho.
(10)
Foi Deus que enviou um anjo
Por nome de João praxedes
Que me chamou para trabalhar
Em quem a bondade excede.
(11)
Foi meu grande professor
Que eu considerava um pai
Era um grande guerreiro
Quantas saudades me trás.
(12)
Falo agora dos amigos
Que me ajudaram tanto
Que Deus abençoe a todos
E os cubra com seu manto.
(13)
Vou procurar não esquecer
Alguns amigos queridos
Mesmo não sendo citados
Ninguém será esquecido.
(14)
Só não vou falar os nomes
Pra não cometer injustiça
Meu abraço vai pra todos
Com amor e sem preguiça.
(15)
Jamais eu posso esquecer
Também não posso negar
As chances que ele me deu
Meu mestre Manoel cumbá.
(16)
Fui servente de pedreiro
Trabalhei com muito amor
Seu e Luizinho e seu Boleiro
Foram os meus salvadores.
(17)
Eu vou parar minha historia
Agradecendo ao meu povo
Pela ajuda que me deram
Hoje eu sou um homem novo.
(18)
Que o bom Deus pague a todos
Já que eu nunca poderei pagar
Saúde pra os que estão vivos.
Os que se foram um bom lugar.

Zezinho de laura (filoca)

SAUDADES DE MATA GRANDE - Filoca

SAUDADES DOS VERDES CAMPOS
DA MINHA TERRA.
MATA GRANDE-AL.
1
Às vezes eu sinto saudades...
Das secas que nos castiga
Que destrói nosso torrão
Mata o milho antes da espiga
2
Pensando tenho saudades
Das plantas e frutas boas
Do cheiro daquela relva
Do meu querido Alagoas
3
O chazinho de sabugueiro.
Que curava quase tudo.
Era um santo remédio.
Curava ate cego e surdo.
4
Do caju castanha e suco.
Da cana garapa e mel.
Alfenim e rapadura.
Parece um manjar do céu.
5
Mandioca ou macaxeira.
É boa de qualquer jeito.
Com manteiga da fazenda.
Pra mim Um prato perfeito.
6
Bolo de feijão de corda.
Com molhinho de pimenta.
Amassado com toucinho.
Não há regime que aguenta.
7
Maxixe abobora e andu.
Com carne seca e quiabo.
O almoço está completo.
A porca vai torcer o rabo.
8
Eu vou falar dos bons sucos.
De comer já estou cansado.
Quero um suco bem gostoso.
De carambola bem gelado.

9
Goiaba, seriguela e jenipapo.
Caju, manga rosa e cajarana.
Azedinha abacate e pinha.
Cajá melancia com laranja.
10
Peço Agora a sua licencia.
Pra falar das nossas matas.
Sejam das serras ou caatinga.
Eu sinto muito as suas faltas.
11
Carnaubeira e rama branca.·.
Algaroba Urtiga e mulungu.
Baraúna e capim santo.
Jurubeba Pitombeira e umbu.
12
Algaroba, Canafístula e mucunã.
Juazeiro, pitanga e mangueira.
Xiquexique e Moleque-duro.
Pau-ferro, aroeira e catingueira.
13
Aqui vão minhas homenagens.
Os passarinhos e aos animais.
Que alegram nossos momentos.
Pois nos precisamos de mais.
14
Galo de campina e Papagaio
Canário e rolinha fogo apagou
Andorinha e sabiá laranjeira
João de barro e o beija flor
15
Eu também sinto saudades
Dos lugares por onde andei
Bom Sucesso e rua da palha
Bairro onde nasci e me criei
16
Belo horizonte e Almeida.
Morada e perna quebrada
Morro vermelho e minagem
Padre João e encruzilhada.
17
Lagoa da vaca e sabonete.
Espanha, gato e sacão.
Serrote do gato e minagem.
Santa cruz e Lamararão.
18
Aqui deixo o meu abraço
Aos amigos do facebook
Que tiveram a paciência
De ler meus versos e truques.
________________________
Zezinho de Laura-

COISAS DO MEU BRASIL - Germano


COISAS DO MEU BRASIL - Germano

 

Não sou muito adepto a falar de certas coisas, todavia, fiquei indignado com o que o Ministério Público se propõe a realizar: Uma campanha pública contra a corrupção. Pelo que entendi é para a comunidade denunciar.
Ora, existem os vereadores para investigar e denunciar. Cada cidade tem o Promotor Público que, mesmo sem querer,  toma conhecimento  e fica sabendo dos políticos que enriquecem do dia para a noite. O Estado tem o Tribunal de Contas que analisa e aprova as contas. A Receita Federal tem o acompanhamento da evolução patrimonial dos cidadãos, então, por que não cumprem a contento as suas obrigações.
No momento atual, depois de tantas prevaricações, vão querer que o cidadão, arranje encrencas, denunciando uma coisa que não pode provar, já que as  licitações e as prestações de contas são efetivadas e aprovadas pelos  órgãos competentes  e dentro dos parâmetros legais, segundo eles  em suas justificativas.
Os gestores, com raríssimas exceções, vivem reclamando da falta de recursos, então porque não renunciam, quem sabe, poderia assumir o poder,  quem fosse  realmente, dotado de ética e seriedade, pois, pelo que se noticia, o Governo Federal disponibiliza mensalmente recursos suficientes para que se mantenha  uma administração eficiente e elogiável pelas comunidades.
Conforme se lê e se ouve quase que diariamente nos jornais e nas redes de televisão, os casos de corrupção são divulgados pelas ocorrências registradas em quase todos os recantos do País. Muitos  corruptos são apresentados com algemas e presos, todavia, os processos levam anos e anos para os julgamentos, dando margem a que gastem os recursos desviados e retornem a exercer cargos públicos novamente e desta feita, com mais experiência, que são transmitidas para os descendentes e o ciclo vicioso permance.
Particularmente, acho que com as denúncias e reportagens formuladas pelos jornalistas e órgãos de publicidade, não há necessidade de envolver o cidadão comum que, caso denuncie, passa a perder a tranquilidade. Nestes casos, VER, OUVIR e CALAR passa a ser a melhor opção.

 

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

ENVELHECER COM DIGNIDADE – Germano



Envelhecer exige bastante paciência e sabedoria do ser humano, para isto existe a fase da “envelhescência” que  é a fase preparatória para a aceitação do envelhecimento. Nesta fase há a necessidade de se tomar alguns cuidados, como por exemplo: fazer exercícios, tomar bastante água para não se desidratar, procurar não perder a própria identidade, respirar ar puro e fazer orações sempre em silêncio, se manter limpo e elegante e diariamente agradecer a Deus por ver o sol nascer.

Quando se está na  fase da infância se adquire gradativamente as opções de vida para o ingresso na  fase da adolescência que a fase mais difícil da vida. Nela as variantes se abrem e vêm as decisões mais difíceis, uma vez que, temos  duas principais, ser do bem ou do mal. Como se diz popularmente,  carregamos dentro de nós o lobo mau e o lobo do bem e, normalmente, vence aquele que você alimenta mais.  O estudo e preparo para o trabalho dão as condições para o enfrentamento da fase adulta, onde se adquiri bens e família.

Nesta fase adulta, as obrigações  cotidianas levam o ser humano a pensar em  progresso, quer seja financeiro, profissional ou mesmo o social. Com a aposentadoria  passa a preocupação do que irá acontecer no porvir, pois  aí,  constantemente, se rasga e se remenda.

Daí vem a temida fase da “envelhescência” que assim como  o adolescente se prepara para a vida adulta o  sexalescente se prepara para o enfrentamento da  velhice propriamente dita. Alguns se dão bem, outros não tem a mesma sorte.

“Uma bela velhice é, comumente, recompensa de uma bela vida”, já dizia  Pitágoras.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

A SEPARAÇÃO – Germano.


 
Segundo Augusto Miranda, quer dizer: “Ato ou efeito de separar;  afastamento; quebra de união  matrimonial; escolha.

Sou  descendente de um casal separado, pois quando tinha mais de  onze anos assisti o triste evento.  Fui  educado praticamente por  minha mãe, que sozinha liderou o destino de sete pessoas, tornando-as aptas para o enfrentamento da vida e que logo cedo amargou a separação de três filhos  além a do marido.
O afastamento causa transtornos irreversíveis ao casal e aos filhos, que gradativamente vão se distanciando do lar para formar novos lares e  passar pelos mesmos momentos que a vida reserva a cada ser humano em suas mais diversas circunstâncias.
Ao completar vinte e um anos formei um novo lar com Icléa Brandão Barbosa, vindo a nascer  uma filha Geovanna Lea  e dois filhos Marcus Vinicius e Germano Enrico Barbosa de Mendonça, que por motivos educacionais tiveram que se deslocar para a Capital. Foi um impacto muito grande, todavia, nos finais de semana sempre estávamos juntos.
No ano de 1992 senti os primeiros golpes da separação, porque dois se afastaram,  pode parecer estranho, cada um seguiu um rumo diferente, porém , a dor da separação transformou  os  nossos olhos em verdadeiras vertentes de lágrimas.
A saída dos filhos não é o fim do mundo, é apenas uma fase difícil que precisa ser superada, tendo em vista o imenso vazio criado, deixando lacunas, onde a saudade se aninha aos poucos e transformam a estrutura familiar que passa a  necessitar de muita união para superar  o temido vazio. Resta o consolo porque lá na frente virão os netos.
Eis que vem a fase dos netos que passam a necessitar de estudos mais avançados. Duas vieram residir conosco e esta semana uma desistiu de estudar após quatro anos e nos causou uma nova separação.
Ainda bem que já estamos acostumados com separações  contínuas.

ado, deixando lacunas , onde a saudade se aninha aos poucos e transformam a estrutura familiar que necessita de muita uniais