quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A ÁGUA - Germano


 

A ÁGUA - Germano

Brasília (DF), 14 de agosto de 2014.

A água é formada por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio é o famoso H2º, muito  abundante no planeta e especialmente em nosso País, pois o Brasil, perde apenas para o Canadá, onde tem muita água congelada. Ela favorece a vida em todos os sentidos, desde a formação da vida como também a evolução.

Existe mais ou menos  setenta por cento de água no planeta, embora seja a maior parte com muito sal, mas nos rios e lagos ela é potável. Existe ainda muita água na atmosfera e nos lençóis freáticos, afora as que estão em estado sólido, que constituem os polos da terra.

A água não é inesgotável como pensamos, a população mundial cresce assustadoramente e com ela o incremento do consumo e, inexoravelmente, tende a acabar. O Brasil tem bastante água doce, porém, já dá sinais de excassez em diversas regiões.

Costuma-se dizer que sem energia a pessoa consegue se sobressair, todavia, sem a água é impossível,  pois em todas as atividades depende-se da água, desde o acender da luz, da escovação dos dentes, do café ao lava a louça, portanto, ela é indispensável ao nosso modo de viver e, os humanos ainda não se deram conta que, a não utilização  de modo consciente  trará enormes consequencias no porvir.

Aqui em Brasília, lugar onde a água corre em abundância nos córregos existentes, devido aos incontáveis condomínios com seus poços tubulares, a excassez já dá mostras da falta de água no subsolo. Alguns já estão praticando o racionamento, demonstrando uma preocupação com o esgotamento dos mananciais.

No nordeste brasileiro, o sertanejo, acostumou-se a sua  inexistência, principalmente nos períodos de seca, ocasionadas pelo tão falado El Nino. O suprimento depende dos carros pipas. O sudeste, por sua vez, está atravessando a sua pior crise, devido a falta de chuvas que abastecem os rios e outros mananciais causando prejuizos incalculáveis a agricultura e as cidades.

Relembrando tudo isto, vem o caso das serras matagrandenses, onde existem várias nascentes,  duas delas  (Fonte do Cumbe e do Urubú) com capacidade de vazão extraordinária, pois superam os dez mil litros por hora em alguns períodos do ano. Lí no  jornal Cada Minuto de hoje que a Secretaria de Recursos Hidrícos do Estado está recuperando nascentes nas cidades de Mata Grande e Água Branca. Particularmente, sou proprietário de uma nascente que corria pela estrada e atualmente está sem água e como esta, muitas estão desativadas, quer pelo mau uso, quer pela seca que castiga a região. Quiçá, os poderes públicos possam recuperar indistintamente, sem os tradicionais apadrinhamentos políticos, todas as nascentes existentes.

 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

ENVELHESCÊNCIA - Germano


           

ENVELHESCÊNCIA  - Germano

Desconhecia totalmente a palavra, entretanto, lendo uns comentários  da jornalista Adília Belotti sobre uma crônica do escritor Mário Prata, onde a pergunta “VOCÊ É UM ENVELHESCENTE?”  chamou a minha atenção pelo fato de já ter adotado a palavra “SEXALESCENTE”  (mistura de sexagenário  com adolescente) para caracterizar uma nova fase da  minha vida , tão logo  ultrapassei  os sessenta anos.

Adília Belotti comenta que  adorou a crônica e veja  o porquê em alguns tópicos:

 “Se você tem entre 45 e 65 anos, preste bastante atenção no que se segue. Se você for mais novo, preste também, porque um dia vai chegar lá. E, se já passou, confira. Sempre me disseram que a vida do homem se dividia em quatro partes: infância, adolescência, maturidade e velhice. Quase correto. Esqueceu-se de nos dizer que entre a maturidade e a velhice (entre os 45 e os 65), existe a ENVELHESCÊNCIA.”

“Então é preciso preparar-se para a velhice. A nova velhice. Sim, nova, por que dizem que nós, os baby boomers, que nascemos entre 1946 e 1964, na onda  de desenvolvimento e bem-estar que, logo depois da Segunda Guerra, fez aumentarem as esperanças e os bebês do mundo, fomos adolescentes contestadores e que, por isso mesmo vamos reinventar a velhice. Não vamos, apostam os especialistas em comportamento, envelhecer ‘como nossos pais’.  Nas nossas costas, já meio doloridas, cá prá nós, o peso de construir não apenas algo ‘novo’, mas algo melhor.”

A palavra envelhescente, de fato, me  fez refletir sobre o tempo em  que me tornei  independente e  adulto perante as leis que formam o cidadão brasileiro. Quando menos  esperei, estava casado,  veio os trinta , quarenta e, passados mais alguns anos a aposentadoria. Eis um grande  problema na vida do cidadão uma vez que o governo em suas gastanças irresponsáveis, vem ao longo do tempo, dificultando a vida do aposentado com os  achatamentos dos benefícios, quer com a diminuição de vinte para dez salários, quer com a criação do famigerado  fator previdenciário, quer com aumentos não condizentes com a inflação.

Preparei-me para enfrentar, no porvir,  os novos desafios que a aposentadoria, haveria de me presentear, como envelhescente,  careca  e  de cabelos grisalhos fiquei  lotado de expectativas.

Sobre esta frase, leia o que escreveu  Mário Prata:

 “A envelhescência nada mais é que uma preparação para entrar na velhice, assim como a adolescência é uma preparação para a maturidade. Engana-se quem acha que o homem maduro fica velho de repente, assim da noite para o dia. Não. Antes, a envelhescência”.

Eis que, no momento, já passei dos sessenta e cinco e sem querer admitir, naturalmente, passei pela fase da envelhescência e quiçá,  possa curtir  o  primeiro centenário de vida, ao lados dos trinetos a  invenção de uma nova fase de vida.

 

 

 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O QUE É MELHOR, A SECA OU A ENCHENTE? - Germano


 
 
 

Estamos atravessando mais uma  época invernosa em Mata Grande.    mais ou menos quatro décadas o inverno era rigoroso com muitas chuvas, períodos onde o frio era intenso e a neblina com chuviscos não deixavam o  sol aparecer por oito ou dez dias  e, uma das vezes ,passamos dezesseis dias e noites sem o direito de ver o sol. A chuva que anunciava um bom ano já aparecia no dia 19  de março, dia do glorioso São José, então, se plantava milho para assar na fogueira do São João. O período invernoso começava em maio e prosseguia até o mês de Julho. Os agricultores tinham a certeza de uma boa safra, onde todos  colhiam e existia fartura de cereais e pastagens.

Acontece que, ultimamente, não  chove no dia de São José, tampouco,  no mês de maio e em junho as chuvas são poucas e regionalizadas dentro do nosso município. Na região serrana sempre há pancadas de chuvas tornando verde toda à vegetação. Nas outras regiões, o prenúncio de uma seca verde,  consequência do famoso EL NINO.

Às vezes fico a imaginar o quanto o nordeste é sofrido. O quanto o nosso sertão alagoano tem sido castigado.  Ao longo dos últimos quarenta anos já enfrentamos  várias secas e a que mais  afetou foi esta  última, dado a diminuição das vertentes de água, uma vez que, até os riachos perenes secaram totalmente e as cacimbas, na maioria, a água não dava si quer para saciar a sede dos animais que conseguiram sobreviver ao período de escassez das chuvas. Existem os prejuízos que estamos acostumados a suportar, todavia, com as facilidades que o progresso trouxe, a água é transportada em carros pipas e os alimentos chegam pelos mais variados meios de transporte. Ninguém é obrigado a deixar suas moradias.

Na outra extremidade do Brasil as enchentes  modificam o modo de vida dos habitantes forçando a necessidade de  abandonarem suas casas com todos os móveis e utensílios, muitas vezes adquiridos , com juros exorbitantes e prestações mensais.  São obrigados a viver em abrigos ou casas dos familiares. Recentemente, ouvi o depoimento de um morador, lamentando que havia perdido tudo da casa, somente o  cachorro se salvou.

Creio, por isto, que a seca no nordeste, não obstante os enormes prejuízos que causa, ainda se torna melhor que as enchentes do  sul e sudeste do Brasil.

sábado, 28 de junho de 2014

MATA GRANDE - PARAÍSO DAS SERRAS - Neidivan Araújo


MATA GRANDE – PARAÍSO DAS SERRAS – Neidivan  Araujo

 

Cento e oitenta e sete anos
 É a idade atual
 Já é mesmo uma velhinha
 Uma mãe especial,
 Para todos os seus filhos
 Patrimônio pessoal.

Um lugar verdejante,
 Que nos traz um bem-estar,
 Mais que uma cidade
 É um verdadeiro lar,
 Mata Grande terra amada
 De um aspecto singular.

Em mil oitocentos e trinta e sete
 Ano de sua fundação,
 No dia 18 de março
 Foi a legalização
 Quando recebeu o nome
 Sua denominação.

De uma maçarandubeira
 A árvore enorme fundou
 O nome Mata do Pau Grande
 Seu primeiro nome formou
 Mas depois de algum tempo
 Por Mata Grande ficou.

A nossa cidade surgiu
 Por causa de uma doação
 João Gonçalves Teixeira

 Homem de bom coração
 Separou uma parte de terra
 E fez sua concessão.

 Água Branca e Pão de Açúcar,
 Canapi e Inhapi,
 Tudo era Mata Grande
 Todos unidos ali
 Quando veio a divisão
 Separados foram dali.

Apesar da circunstância
 Dessa desagregação
 Mata Grande continua
 Lá no alto do sertão
 Sendo o maior território
 Do estado e região.

As suas terras férteis
 São o diferencial
 Bem em meio ao sertão
 Paisagens sem igual
 Nosso Paraíso das Serras
 É a única, excepcional!

O Clima que existe lá
 É qualidade crucial
 Não precisa muita coisa
 Pra perceber afinal
 Que nossa cidade possui
 Ar-condicionado natural.

As pessoas lá festejam
 À padroeira e a emancipação
 E jamais deixam de fora
 O carnaval e o São João
 Mata Grande Fest, em Setembro
 Pra alegria da população.

Aqui vou deixando em versos
 Um pouco da minha cidade
 Se quiserem conhecer
 Não percam a oportunidade
 Mata Grande é nosso Óasis
 Terra boa de verdade.

 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

A SERRA DA ONÇA - Germano



A SERRA DA ONÇA


A  Serra da Onça , indiscutivelmente, é um dos maiores cartões postais de Mata Grande, não somente pela sua imponência como também pelo seu histórico.

Dizem os mais antigos que lá existia uma loca nas pedras,  onde as onças se escondiam durante  seus descansos. Recentemente, por ocasião da recuperação da pintura e telhado da igrejinha, descobrimos uma “mandala” outros conhecem por “mandela” que não sabemos atribuir o real significado, bem como, os dizeres inseridos na pedra de mármore quando da inauguração pelo Capitão Antonio Rodrigues com os seguintes dizeres:
“MONUMENTO ERIGIDO A SANTO ANTONIO POR ANTONIO ROIZ ALBUQUERQUE. LEMBRANÇA POR ELLE DEIXADA  A SUA FAMÍLIA E A SUA TERRA NATAL. SETEMBRO.07.1923”.
No decorrer do ano passado, vimos uma foto da  igrejinha muito suja pela ação do tempo. Lançamos uma proposta e os matagrandenses contribuíram e foi efetivada a recuperação da pintura, logo em seguida, lançamos outra campanha para  a construção dos degraus nas partes mais íngremes e novamente os matagrandenses abaixo contribuíram. Veja a seguir:
“VAMOS CONSTRUIR DOIS LANCES DE DEGRAUS NAS PEDRAS DA SERRA DA ONÇA?
O orçamento com o mesmo pedreiro foi de R$ 900,00 (novecentos reais), sendo um lance de quinze degraus e outro de dez degraus. No dia 06.02.14 já autorizei o início dos trabalhos com o pagamento em três prestações de R$ 300,00 (trezentos reais) cada, sendo o último na Semana Santa quando se comprometeu a entregar tudo pronto.
O primeiro acerto foi com degraus de cinquenta centímetros, todavia, alguns acharam muito estreito para passar uma pessoa por outra, então, acertamos cada degrau com um metro.
Cada carreto fica por R$ 10,00, e um saco de cimento tem que ser dividido em dois, daí, cada saco chega lá em cima por R$ 46,00 e ainda tem a brita, a areia e a água a serem transportadas.

Pedimos que as doações sejam creditadas na minha conta número 37.614-0 , Agência 1233-5 no Banco do Brasil, S/A., e que me avisem para incluir o nome e o valor na relação.
RELAÇÃO DOS DOADORES PARA A CONSTRUÇÃO DOS DEGRAUS:
Sobras do serviço de recuperação da igrejinha...R$ 52,10
Germano Mendonça Alves..................................R$ 47,90
Valderez Mendonça Bezerra............................... R$ 50,00
Chintia Brandão...................................................R$ 50,00
Matagrandense Anônimo...................................R$ 50,00
Nélia Paula Alves Barbosa................................. R$ 100,00
Creuza Malta..................................................... R$ 100,00
Albegie Brandão Barbosa...................................R$  50,00
José Freitas de Lima (Zezinho de Laura).............R$ 70,00
Tânia Maria e Hélio Calheiros.............................R$ 50,00
Sebastião Torres ...............................................R$ 100,00
Márcia Alves Machado e Manuel Pereira.......... R$ 50,00
Clara Luiza Lisboa Anache e João Anache......... R$ 50,00
José Renato....................................................... R$ 50,00
Coronel Pedro Vieira Malta  Filho.....................R$ 50,00 = TOTAL – R$ 920,00.
Vale ressaltar que o pedreiro Waldo, construiu dez degraus no primeiro lance e vinte e um no segundo lance pelo mesmo orçamento, recebendo a mais, somente  os  vinte reais, uma vez que o matagrandense Zezinho de Laura enviou setenta reais.”
Na  última Semana Santa mais de duas mil pessoas subiram a serra entre a quarta feira e  o domingo. Tal número se deu, devido a facilidade da subida com a implantação dos degraus  muitos começaram a visitar  a partir da quarta feira, eu visitei na quinta e no domingo.
Entusiasmado, Walter  Alcântara Brandão, me procurou e vai construir uma estrada para automóveis até o pé da serra e construir o restante da escadaria o que vai melhorar ainda mais a subida, uma vez que pretende também colocar um corrimão.
Seu Antonio Rodrigues,  como o chamávamos, em 1923 erigiu a igrejinha e quase um século depois vêm alguns melhoramentos. Na realidade a Serra oferece bastantes atrativos turísticos, afora a vasta visão de um longínquo horizonte,  existe a grande pedra , excelente para a prática do rapel e ainda para voos de asa delta, para isto, o município necessita de um secretário de turismo predisposto a alavancar o turismo na região, pois inúmeras opções de trabalho  se apresentam cotidianamente.
Existem várias  poesias  e textos enaltecendo os encantos da serra, alguns já publicados neste blog,  queira  reler neste blog os do jornalista e cidadão matagrandense Walter Medeiros e dos conterrâneos, Fagner , Zezinho de Laura e Neidivan.
Já o escritor matagrandense Djalma Mendonça, na página 33 do seu livro  Monografia do Município de Mata Grande, disse o seguinte:
“Outro passeio inesquecível, que paga com ágio o esforço físico dos que possuem boa saúde e fortes pernas para subirem até lá, é, certamente, o da Serra da Onça, aonde se chega por estreita trilha, galgando 700 metros de altitude  pouco mais ou menos.
Ali, no ponto mais alto, entre fraguedos,  granqueja ao sol do verão, em atmosfera rarefeita e puríssima, ou nos ligeiros intervalos da névoa do rigoroso inverno matagrandense, minúscula  capelinha, dedicada a Santo Antônio, por um de seus devotos, o comerciante Antonio Rodrigues Albuquerque.
O penoso sacrifício da subida,  íngreme e tortuosa, é compensado, à larga, pelo magnífico e extasiante quadro que se descortina aos nossos olhos.
A visão paradisíaca é limitada no horizonte longínquo, a oeste, pela cordilheira do Moxotó, com seus belíssimos pontos mais altos, destacando-se o do Parafuso, semelhante a essa peça mecânica e, mais ao sul, o chamado Serrote Preto, lembrando um chapéu de abas para baixo, cuja beleza talvez só encontre rival do famoso Gigante que Dorme, emoldurando a famosa Baía de Guanabara.
Aqui, porém nada se deve à mão astuta do homem os nossos olhos apenas se maravilham ao contemplar a obra esplêndida do Criador!
Ao norte, outra visão fascinante!  A serra da Boa Vista auferindo gigantesca cabeça de serpente, cujo corpo é formado pelo seu prolongamento , de dorso mais baixo, mas que nos corta a linha visual para horizontes mais largos.”
Resta-nos,  pois, doravante, aguardar maior interesse do poder publico municipal em preservar os patrimônios que a região possui, para que as próximas gerações desfrutem com bem estar e tranquilidade as belezas naturais disponibilizadas pela Natureza.

 





segunda-feira, 16 de junho de 2014

O DIÁLOGO - Germano


DIÁLOGO - Quer dizer comunicação; discussão; exposição de ideias por perguntas e respostas. A falta do diálogo na atualidade tem afastado as famílias, cujos membros se tornam frios e sem consideração uns para com os outros. Na grande maioria, não existe mais carinho e tampouco a valorização individual pelos atos que praticam, no entanto, quando um integrante comete um pequeno deslize, então, aparecem inúmeros para criticar, esses que criticam, são justamente os que nada fazem em benefício coletivo.

O relacionamento interpessoal quase que não existe devido a falta de tempo, pois, todos alegam possuir um incontável número de tarefas a serem executadas, portanto, não tem disponibilidade para reuniões, o que provoca o afastamento das pessoas e uma ausência de conhecimentos das obras do bem praticadas, não podendo portanto, elogiar. Tanto homens como as mulheres que atualmente trabalham não dispõem de tempo para dialogar e se elogiarem entre si, muito menos os filhos, sobrinhos e demais integrantes do grupo familiar.

Os ensinamentos que formam a unidade familiar baseados nos princípios do bem são deixados a cargo das escolas e o que costumamos ver na mídia são os descasos. Muitos alunos entorpecidos, mal educados, que agridem os professores e colegas.

Aproveite esta época junina para se divertir e também rever suas atividades e procure encontrar um tempo para dialogar com os membros da sua família, com seus amigos não se esquecendo de elogiá-los pelas boas atitudes praticadas, e também, asseverando que não só a beleza pessoal mais também à ética são fatores preponderantes para o futuro das novas gerações.

 

sábado, 14 de junho de 2014

O ENGRAXATE - Germano






O ENGRAXATE


Passeando na feira de Mata Grande no dia 14.06.2014, deparei com Filó, na rua Ubaldo Malta, em frente a  uma casa comercial, sentado embaixo de um pé  de  algaroba e pasmem, engraxando sapatos à domicílio. Sempre aos sábados ele fica na calçada da padaria de Mário, exercendo o seu ofício aos que por ali trafegam. Sempre o cumprimento, pois, Filó sempre foi o engraxate das minhas botas pretas que ultimamente  surrupiaram e não sei que fim levou.
 
As lembranças, entretanto, vieram à mente e lembrei-me do  Zé Aleijado que era assim apelidado pelo seu jeito desengonçado de andar, muito embora, tivesse outros apelidos como “dezoito molas , Zé de Helena, Zé Engraxate etc”.  Relembrei que aos domingos à tarde, ao trocar de roupas, descia para o Bar de Noca, onde devido a sombra do prédio o Zé Aleijado passava a tarde engraxando os sapatos. Era um excelente engraxate, querido e admirado por todos.
 
Hoje a profissão de engraxate em pontos fixos, pelo menos em cidades interioranas acabou. Nas de maior porte, presenciamos vez por outra, passar um jovem com uma caixa na mão, oferecendo os serviços. Raramente encontra alguém que aceite.
 
Nas grandes cidades os hotéis disponibilizam máquinas que, acionadas fazem a limpeza dos sapados dos hóspedes e, devido à existência de produtos com esponjas, muitos dos quais  “incolor” , que visam facilitar os trabalhos pelo proprietário. Particularmente, tenho usado  muito esses produtos, por não dispor de tempo de ficar sentado em frente ao engraxate.
 
Durante muitos anos, usei os serviços de Filó que, periodicamente, se deslocava até a minha residência e de uma só vez engraxava todos os sapatos.

Vale frisar, que pedi a Filó para  clicar as fotos acima, ele concordou e até me pediu para tirar uma sem o boné. Pedido atendido.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

RESPOSTA A LUCAS SOBRE O PONTO CULMINANTE DE ALAGOAS - Germano




Maceió (AL), 11 de junho de 2014.
Sou o criador e alimentador deste blog. Inadvertidamente, perdi a característica de administrador do blog e passei a ser autor, daí, perdi também, o controle da publicação dos comentários. Recebi por e-mail o comentário do Sr. Lucas Amorim e a única solução que encontrei para responder foi esta. O assunto versa sobre o ponto culminante do Estado de Alagoas.
 
"Bom dia meu caro Lucas, infelizmente perdi a característica de administrador do blog e por isto não sei como divulgar o teu comentário. No que tange ao ponto culminante do Estado de Alagoas, realmente , existem controvérsias. Quando estudante, lá pelos idos dos anos sessenta, estudei pelos livros de Geografia que era na Serra da Lagoa com 838 metros. Agora com o advento da internet, já registrei 846 metros. Para acabar com a minha persistência, torna-se necessários que seja divulgada, qual a Serra, em que município fica localizada e também a altitude. Quando for superada a altitude de Mata Grande, passaremos , seguramente, para a segunda mais alta.

Mata Grande, lamentavelmente, já perdeu muitas coisas devido a incapacidade administrativa dos políticos que elegemos, inclusive a de maior município do Estado em área territorial.

Agradeço ao amigo pelo comentário e informo que tenho também um site no provedor da webnode com o mesmo nome O-MATAGRANDENSE.

Saudações juninas,




Em Ter 10/06/14 10:47, Lucas Amorim noreply-comment@blogger.com escreveu:

Lucas Amorim deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O PONTO CULMINANTE DO ESTADO - Lagoa de Santa Cruz...":

Parabéns pela postagem. Parece-me que agora há controvérsias sobre o ponto mais alto do estado:
http://www.ufal.edu.br/noticias/2012/03/academicos-do-sertao-realizam-aula-de-campo-no-ponto-mais-alto-de-alagoas

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Postado por Lucas Amorim no blog O MATAGRANDENSE em 10/6/14 10:47 AM "

quinta-feira, 22 de maio de 2014

ÉTICA - Germano


ÉTICA – Germano

Segundo Augusto Miranda, é um “ s.f. Parte da filosofia que estuda os deveres do homem para com Deus e a sociedade ; de ontologia; ciência da moral.”

Como se lê, é uma palavrinha simples, porém de uma grandeza incalculável para os princípios morais da humanidade, principalmente, a brasilidade e cidadania dos nossos gestores público que estão cada vez mais se deixando levar pelas benesses dos cargos que ocupam.

Costumeiramente se ouve pela mídia os escândalos praticados por homens que exercem cargos de relevância. Pensam eles que jamais serão descobertos, esquecem o adágio popular que diz “AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA”.

Ao longo dos anos todo o poderio exercido cai por terra. Não adiante surrupiar os cofres públicos cujas verbas seriam destinadas para a melhoria da qualidade de vida de diversos brasileiros espalhados pelos mais distantes rincões do País. Não adianta esconder dinheiro em cuecas, calcinhas ou mesmo paraísos fiscais. Quando descobertos o arrependimento é grande. Temos pouco conhecimento daqueles que se dão bem por toda uma vida.

Vez por outra cruzamos com homens que já foram supervalorizados e que hoje amargam o ostracismo até daqueles que, outrora, viviam em seus gabinetes. Isto nos levou a pensar: Qual a causa de tamanha ingratidão? A resposta cai exatamente na falta do exercício da ÉTICA nos devidos momentos.

Atualmente, com a mudança comportamental de grande parte dos conterrâneos, ouvimos de alguns frases que não soam bem e assimilam a falta de ética e honestidade como coisa corriqueira. Os espertos se dão bem, todavia, por um certo período da vida.

O melhor então, é seguir os ensinamentos antigos, vivendo de acordo com as benesses que o suor do rosto possa permitir.

 

terça-feira, 20 de maio de 2014

MATA GRANDE, NOSSA ORIGEM - Neidivan Araújo


 
 
 
 
 
 

MATA GRANDE, NOSSA ORIGEM

 

Uma cidade onde o verde é predominante, onde o nascer e o pôr-do-sol são um dos mais belos, onde a natureza não apenas vive, mas tem a oportunidade de brilhar com ousadia incessantemente. Seus filhos são privilegiados, pois podem deslumbrar e orgulhar-se do pseudônimo que esta recebeu: o Paraíso das Serras, em pleno alto sertão. Tão amada, admirada e respeitada pelos que tem a honra de habitá-la. Esta é Mata Grande.

 Fundada em 18 de Março de 1837, são muitos anos de história pra contar, muitas mudanças e desafios, muitas lutas, mas muitas conquistas, muitos planos e muitos objetivos alcançados, e em meio às intempéries, Mata Grande tem permanecido inabalável. Homem corajoso e visionário foi João Gonçalves Teixeira, doou uma parte de terra para que ali pudesse ser o começo de uma nova história em Alagoas. Sua visão holística prevaleceu, e hoje é perceptível que seu esforço realmente valeu à pena.

 Ser matagrandense não é apenas o nome que recebe as pessoas que nascem ou moram nesta cidade, ser matagrandense é ser apaixonado pelo torrão, é ter Mata Grande como um patrimônio pessoal, é fazer o papel de um filho autêntico. Sua beleza encanta aqueles que a visitam e que tem a honra de conhecê-la mais intimamente, e mesmo quando se distanciam jamais esquecem dessa riqueza inquestionável.

 Sentir o clima frio de Mata Grande à noite, realça o bem estar que ela nos proporciona, o ar puro é uma dádiva que não tem preço, as árvores e o pomar dessa terra fértil são o nosso diferencial, as serras que nos rodeiam são o complemento de uma paisagem extasiante que salienta ainda mais o elo que sentimos pela nossa inestimável cidade. Não é privilégio de todos, poder desfrutar desse Oásis, sim Oásis, porque em meio a um deserto, aqui estamos usufruindo de um espetáculo feito pelo Nosso Criador.

 É a mais linda do sertão! Que com sua beleza infinda cativa e fascina a quem a prestigia. Nosso chão, nosso refúgio, nosso torrão. Nosso habitat, nossa terra, nossa casa. Cidade acolhedora, destacada pelo seu aspecto diferenciado. Assim é Mata Grande, nossa vida, nosso berço, nossa origem!

 

 

Neidivan Araújo