terça-feira, 12 de abril de 2011

CADEIA PÚBLICA DE MATA GRANDE-O que já foi escrito

A cadeia quando funcionava e hoje, completamente abandonada. Maceió (Al), 12 de abril de 2011. Remonta de longos anos a história da Cadeia Pública de Mata Grande.


 O escritor Djalma Mendonça em seu livro MONOGRAFIA DO MUNICÍPIO DE MATA GRANDE, página 23 escreveu: ... "Em 18 de março de 1837 , por resolução provincial n. 18,de 18 de março do mesmo ano, foi a povoação de Mata Grande elevada à categoria de vila e freguesia, com a condição de seus habitantes construirem a casa da Câmara e uma cadeia pública, exigência revogada em 1838, pela lei n. 3 de 22 de janeiro, em virtude de ter a lei orçamentária da província destinado certa quantia à construção dos aludidos edifícios".


Entretanto, só em 1875, foi iniciada a construção de um grande prédio, em pedra e cal, com paredes de um metro de espessura, que custou, naqueles bons tempos, a importânciade 18.700$000 e em cujo andar superior, dotado de grandes salões, funcionou, até poucos anos, a sua câmara Municipal, o Tribunal do Júri e onde a sociedade local se reuni em comemorações cívicas, bailes e conferências. Alí, foi ainda a sède de importante sociedade dramática que dotou uma de suas salas de belo palco, com pano de bôca, em que se via, em tamanho natural, a efígie do Barão do Rio Branco. Êsse prédio, recentemente melhorado, foi constuído na parte mais alta da cidade, em magnífico local e sob a orientação e administração do Coronel Pedro Vieira Júnior, prestigioso chefe político liberal daquele tempo , que, em 1859, recebia do pôrto de Piranhas, Sua Majestade D. Pedro II e sua comitiva levando-lhe o célebre cavalo "Cacheado" para que nêle viajasse o Imperador até a Cachoeira de Paulo Afonso". Contam os antigos que os trabalhos braçais foram realizados por escravos e que nos pisos das celas foram colocados muitos sacos de sal, daí serem tão frias.

 O que sei é que os habitantes de região que por motivos outros cometiam delitos penais, cumpriam suas penas, recebendo a comida diária do próprio lar, o aconchego da família e dos amigos e ao término, voltavam para as suas residências , trabalhando normalmente e convivendo totalmente reintegrado a sociedade local. Atualmente , são enviados para as cadeias públicas de Delmiro Gouveia ou mesmo o Instituto Penal São Leonardo de onde voltam, normalmente, embrutecidos.

Ultimamente, a sociedade matagrandense tem visto o desmoronamento gradativo de tão belo prédio que sem sombra de dúvidas é um dos cartões postais da cidade. Alguns escritos já foram divulgados, tanto por este blog como também pelas comunidades do orkut "AMO MATA GRANDE E MATAGRANDENSES & AMIGOS".
Visitamos recentemente a cidade de Porto de Pedras e lá a situação do prédio é igual e pediram providências.
 Por esta razão, estamos reeditando tudo, na esperança de que as autoridades constituídas passem a dar atenção ao assunto que interessa a toda a população. CADEIA PÚBLICA DE MATA GRANDE-O que já foi escrito por alguns matagrandense:
ORKUT – Comunidade Amo Mata Grande. Márcia: S.O.S CADEIA E FOMENTO PARABÉNS GERMANO PELA BRILHANTE INICIATIVA.AS COISAS SÓ COMEÇAM A MUDAR QUANDO REIVINDICAMOS NOSSOS DIREITOS.APROVEITO ESSE ESPAÇO CRIADO POR VOCÊ, PARA SOLICITAR À CÂMARA DE VEREADORES DE MATA GRANDE,PROJETOS PARA TRANSFORMAR O PRÉDIO DA CADEIA E O DO FOMENTO EM BIBLIOTECA PÚBLICA, E CENTRO CULTURAL.VAMOS TENTAR SALVAR O QUE AINDA RESTA DA NOSSA HISTÓRIA. Silvania: Márcia, o meu professor de fotografia ficou indignado qdo viu a foto da cadeia e do fomento, disse até que vai procurar uma amiga do IPHAN, para ver se podia fazer alguma coisa.Outra coisa também que deveria fazer alguma coisa são aqueles casarões como o de sé e seu odilon e outros.

Germano: CADEIA PÚBLICA A cadeia Pública de Mata Grande está em completo abandono. Cadeias como ela, a de Piranhas, Santana do Ipanema e tantas outras que serviam para recuperar o cidadão da região que transgridia a lei e era punido. Naquele tempo o cidadão cumpria a pena imposta pela justiça, recebendo a visita dos amigos e familiares e na liberdade, se reincorporava à sociedade , em suas atividades normais. Hoje , quando são enviados para a Capital, não conseguem mais serem normais, ficam embrutecidos e revoltados. É necessário que o Estado recupere as cadeias interioranas para que os cidadãos daquelas plagas cumpram lá os seus delitos.Mas a quem pedir? Os representantes políticos atuais estam insensíveis ao que se passa ao seu redor. Quem tiver uma idéia, registre, peça, se não derem atenção, insista persista e não desista.
É ISSO AÍ AMIGO. Vamos continuar registrando as nossas inquietudes. Apesar deste meio de comunicação não ser do conhecimento geral da população, acredito que vai chamar a atenção de alguém que tenha preocupações e se sinta responsável pelo descaso que se vem dando a causa pública. Na nossa terra não é costume se reclamar. Tudo se aceita pacificamente. Mas um dia alguma coisa haverá de mudar. Este já é um bom começo. Nós que somos os prejudicados deveremos cobrar dos governantes os compromissos que eles assumem quando querem se eleger. Cobrar, reivindicar não vai ofendê-los. Servirá apenas de alerta para que saibam onde estão ficando omissos. Vamos em frente...
 Márcia Em 18 de março de 1837, por resolução provincial nº 18, foi Mata Grande elevada a categoria de vila e freguesia, com a condição de seus habitantes construírem a Casa da Câmara e uma cadeia pública, exigência revogada em 1838, pela Lei nº 3 de 22 de janeiro, em virtude de ter a Lei orçamentária da Província destinada certa quantia à construção dos aludidos edifícios. Perdeu as prerrogativas de vila, pela Lei nº 43, de 04 de maio de 1846, sendo incorporado a Traipu.
Seis anos depois, por meio da Lei 197 de 28 de julho de 1852, adquiriu novamente. Tomou o nome de Paulo Afonso pela Lei nº 516, de 30 de abril de 1870, sancionada pelo presidente José Bento da Cunha Figueiredo, quando território abrangia a famosa Cachoeira de Paulo Afonso.
Márcia: DAVID: MAIS INFORMAÇÕES SOBRE A CADEIA domingo, 21 de novembro de 2010 Prédio da Cadeia Pública de Mata Grande é tombado pelo Estado O prédio da antiga Cadeia Pública de Mata Grande, construída em pedra por escravos há 135 anos foi tombado pelo Estado. O prédio se destaca pela imponência e estilo colonial na parte alta da cidade de Mata Grande. Segundo historiadores foi construído por escravos que transportaram pedras do vale do Moxotó. Atualmente o importante prédio histórico se encontra em estado de abandono deplorável.
 Na rua de Cima o prédio em seu estilo antigo era um verdadeiro cartão postal. Segundo historiadores, a idéia da sua construção se deu por volta de 1837 para atender "a uma condição provincial para que a cidade fosse elevada a categoria de Vila e Freguesia e quem deveriam construí-la seriam os seus habitantes, cuja exigência foi revogada em 1838, entretanto. Em 1875, foi iniciada a construção de um grande prédio, em pedra e cal, com paredes de um metro de espessura, que custou naquela época, a importância de 18.700$000 e em cujo andar superior, dotado de grandes salões. No local funcionou em décadas passadas a Câmara Municipal, o Tribunal do Júri e onde a sociedade local se reunia em comemorações cívicas, bailes e conferências" (Djalma Mendonça).

 No primeiro andar, foram realizados grandes eventos da sociedade matagrandense e era também utilizada, para o cumprimento de penas dos privilegiados pela Lei, aqueles que não iam para as celas, eram o que se chamava de prisão especial. Existiam ainda alojamentos para os delegados e policiais não residentes. Na parte de baixo eram as celas e funcionava a Delegacia Municipal de Policia. na cela da frente ficavam os criminosos, lá atrás,os presos correcionais, aqueles tomadores de cachaça que se excediam e os baderneiros; na área do meio , ficavam os que desobedeciam as ordens internas, era o que chamavam de "solitária", muito escura pelo dia, deixando o detento apavorado pelo castigo imposto.
Postado por Roberto Gonçalves às 11/21/2010 09:10:00 NOTÍCIAS VEÍCULADAS NA COMUNIDADE “MATAGRANDENSES & AMIGOS” TAMBÉM DO ORKUT. Germano: CADEIA PÚBLICA DE MATA GRANDE A informação é que uma verba no valor de R$ 900.000,00 está sendo destinada a recuperação da cadeia pública de Mata Grande. Qual a origem? Qual a Secretaria Estadual ou Ministério será responsável pela aplicaçao do dinheiro? É preciso que estejamos atentos quando da liberação para que a população acompanhe a sua aplicação. A internet hoje está causando "arrepios"nos gestores do dinheiro público e nós, teremos que aproveitar o momento, mesmo virtual, para divulgarmos o que é certo e passarmos a noticiar os verdadeiros anseios da população. No caso da cadeia pública o S.O.S tem sido dado em várias comunidades. A verba é significativa, desperta interesses, inclusive os exclusos. Sabemos que a ética não foi bem assimilada pelos que exercem cargos de relevância, razão porque chamamos a atenção de todos que amam verdadeiramente a nossa Mata Grande. Fiquem atentos e se souberem de quaisquer liberações divulguem.
 Márcia: AGORA VAI... 05/11/2010 09:44 Conselho aprova processos de tombamento em Mata Grande e Água Branca Jacob Brandão não mediu esforços para que acontecesse o tombamento por Secom/ Ascom Mata Grande Wadson Correia: Conselho aprova processos de tombamento em Mata Grande e Água Branca A Cadeia Pública, em Mata Grande, as Igrejas de Nossa Senhora do Rosário e da Conceição, e a Casa da Baronesa, em Água Branca, foram os prédios encaminhados para tombamento. O prefeito de Mata Grande, Jacob Brandão, enviou toda documentação necessária para iniciar a restauração. O Conselho Estadual de Cultura aprovou, em sessão ordinária, no Palácio Floriano Peixoto, o processo de Tombamento de sítios históricos nos municípios de Mata Grande e Água Branca, após discussão e análise dos estudos e relatório técnico do Pró-Memória da Secretaria de Estado da Cultura. Os processo de tombamento se referem ao prédio da antiga Cadeia Pública, em Mata Grande; as igrejas de Nossa Senhora do Rosário e da Conceição, e a Casa da Baronesa, em Água Branca. Aprovados pelo conselho, os processo seguem para emissão de parecer a elaboração da minuta do decreto-lei para a sanção do governador Teotonio Vilela Filho. Vilela prometeu o tombamento da cadeia pública, quando esteve no município. “Esta decisão do Conselho foi um marco com relação ao patrimônio histórico de Alagoas”, disse o conselheiro e antropólogo, Sávio de Almeida. Para o professor e historiador Douglas Apratto, também conselheiro, “a aprovação do processo de tombamento é extremamente positivo diante de uma cultura se destruição”. Notícias já veiculadas neste blog: Postado por Germano: Brasília-DF., 05 de fevereiro de 2010. Duas fotos em épocas diferentes da Cadeia Pública de Mata Grande.
 Houve períodos em que era um primor de prédio, hoje se encontra em estado de abandono deplorável. Na rua de Cima a Cadeia era um verdadeiro cartão postal . A idéia da sua construção se deu por volta de 1837 para atender "a uma condição provincial para que a cidade fosse elevada a categoria de vila e freguesia e quem deveria construí-la seriam os seus habitantes, cuja exigência foi revogada em 1838, entretanto, só em 1875, foi iniciada a construção de um grande prédio, em pedra e cal, com paredes de um metro de espessura, que custou, naqueles bons tempos, a importância de 18.700$000 e em cujo andar superior, dotado de grandes salões, funcionou, até poucos anos, a sua Câmara Muncipal, o Tribunal do Juri e onde a sociedade local se reunia em comemorações cívicas, bailes e conferências"(Djalma Mendonça).

 Lá no primeiro andar, foram realizados grandes eventos da sociedade matagrandense e era também utilizada, para o cumprimento de penas dos privilegiados pela lei, isto é, aqueles que não iam para as celas, era o que se chamava de prisão especial. Existiam ainda alojamentos para os delegados e policiais não residentes. Na parte de baixo eram as celas e funcionava a delegacia municipal. Lembro que na cela da frente ficavam os criminosos, lá atrás, os presos em correção, aqueles tomadores de cachaça que se excediam e os baderneiros; na área do meio , ficavam os que desobedeciam as ordens internas, era o que chamavam de "solitária", muito escura pelo dia, deixando o detento apavorado pelo castigo imposto. Muita coisa já se comentou sobre a cadeia pública, neste blog fizemos alusão no dia 26/10/2008 e na comunidade "AMO MATA GRANDE" e "MATAGRANDENSES & AMIGOS" os comentários abaixo: CADEIA PÚBLICA DE MATA GRANDE: A informação é que uma verba no valor de R$ 900.000,00 está sendo destinada a recuperação da cadeia pública de Mata Grande. Qual a origem? Qual a Secretaria Estadual ou Ministério será responsável pela aplicaçao do dinheiro? É preciso que estejamos atentos quando da liberação para que a população acompanhe a sua aplicação. A internet hoje está causando "arrepios"nos gestores do dinheiro público e nós, teremos que aproveitar o momento, mesmo virtual, para divulgarmos o que é certo e passarmos a noticiar os verdadeiros anseios da população. No caso da cadeia pública o S.O.S tem sido dado em várias comunidades. A verba é significativa, desperta interesses, inclusive os exclusos. Sabemos que a ética não foi bem assimilada pelos que exercem cargos de relevância, razão porque chamamos a atenção de todos que amam verdadeiramente a nossa Mata Grande. Fiquem atentos e se souberem de quaisquer liberações divulguem.

 OBS.: Notícia divulga por Germano em 17.07.09 na comunidade MATAGRANDENSES & AMIGOS. CADEIA PÚBLICA: A cadeia Pública de Mata Grande está em completo abandono. Cadeias como ela, a de Piranhas, Santana do Ipanema e tantas outras que serviam para recuperar o cidadão da região que transgridia a lei e era punido. Naquele tempo o cidadão cumpria a pena imposta pela justiça, recebendo a visita dos amigos e familiares e na liberdade, se reincorporava à sociedade , em suas atividades normais. Hoje , quando são enviados para a Capital, não conseguem mais serem normais, ficam embrutecidos e revoltados. É necessário que o Estado recupere as cadeias interioranas para que os cidadãos daquelas plagas cumpram lá os seus delitos.Mas a quem pedir? Os representantes políticos atuais estam insensíveis ao que se passa ao seu redor. Quem tiver uma idéia, registre, peça, se não derem atenção, insista persista e não desista.

 OBS.: Divulgada por Germano em 11.12.2006 na comunidade AMO MATA GRANDE. S.O.S CADEIA E FOMENTO: PARABÉNS GERMANO PELA BRILHANTE INICIATIVA.AS COISAS SÓ COMEÇAM A MUDAR QUANDO REIVINDICAMOS NOSSOS DIREITOS.APROVEITO ESSE ESPAÇO CRIADO POR VOCÊ, PARA SOLICITAR À CÂMARA DE VEREADORES DE MATA GRANDE, PROJETOS PARA TRANSFORMAR O PRÉDIO DA CADEIA E O DO FOMENTO EM BIBLIOTECA PÚBLICA, E CENTRO CULTURAL.VAMOS TENTAR SALVAR O QUE AINDA RESTA DA NOSSA HISTÓRIA! OBS.: Escrito pela conterrânea Márcia, na comunidade Amo Mata Grande, em 18.11.2006. Como pode se verificar a preocupação da comunidade é muito grande. Lamentamos que os nossos governantes ainda não tenham assimilado que não são os donos do patrimônio público e sim, gerenciadores desses bens, e a eles cabem, solicitar a liberação das verbas e executar as obras, com ética e seriedade, porém, o problema se arrasta há décadas, mudando até de séculos sem que as providências cabíveis sejam tomadas. Torna-se mister, portanto, que os nossos vereadores, junto ao prefeito municipal, busquem as soluções para o caso , cobrando do governo estadual ações condizentes para a recuperação daquele prédio e dando um destino apropriado para o engrandecimento cultural da cidade.

Postado por GERMANO MENDONÇA ALVES às 16:34 Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no Google Buzz 8 comentários: Etevaldo disse... Parabéns pelo artigo, Germano! Continue fazendo desse espaço uma tribuna em defesa dos interesses culturais dessa terra. 10/2/10 5:36 PM Anônimo disse... Mata Grande precisa urgentemnte que seus filhos tenham amor pela terra que os viu nascer, crescer e seguir para outras plagas, é muito gratificante encontrar um e outros conterrâneos que olham para sua cidade com dedicação e fidelidade. As construções de Mata Grande guardam em si uma riqueza que não pode ser simplesmente derrubadas e pronto. Li uma sugestão muito valiosa de transformar a cadeia e outro predio em boblioteca pública, excelente, como também poderia seu um museu, uma galeria para resgatar tanta riqueza envolvendo: pessoas e suas histórias, filhos ilustres... Para que votamos? Temos o direito de exigir de nossos representantes, no caso de nossa cidade a sua restauração como uma cidade digna, tanto quanto seus filhos são dignos e lutam por sua identidade no cenário brasileiro. Germano, meus parabéns por esta bandeira sempre hasteada em prol do que é nosso. Meu VOTO é sincero. Inês 10/2/10 8:10 PM olivia disse... em jan de 1978 atuei no projeto Rondon na cidade de Mata Grande AL.Entre as edificações históricas existentes nesta cidade, a cadeia pública foi o edifío que mais chamou a atenção e despertou a curiosidade pela história da cidade e sertão alagoano ,por nós universitários de Santa Catarina. Em visita a referida cadeia conversei na época com uma mulher que cumpria pena na mesma.A edificação por si só já era um monumento histórico ,com suas paredes intransponíveis e suas grades de ferro muito grossas . Vai aqui o apelo de uma brasileira, as autoridades: dediquem um pouco mais de atenção ao patrimaõnio público,nossa história está ruindo !Boa Sorte a esta cidade que eu aprendi a amar Olivia -Lages -SC 29/3/10 1:19 PM lucas disse... saite legal fala tudo sobre minha cidade 7/4/10 12:00 PM Anônimo disse... QUEM CONSTRUIU A CADEIA PUBLICA DE MATA GRANDE,SOMENTE COM SEUS RECURSOS PESSOAIS,FOI O SR.PEDRO VIEIRA,UM DOS MAIS RICOS DE MATA GRANDE,NA SUA ÉPOCA.NÃO DEIXOU DESCENDENCIA POIS MORREU SOLTEIRO.

 28/4/10 11:17 PM Jorginho disse... Caro Germano, é muito prazeroso saber que existem pessoas como vc que ainda tem esperanças de um dia ainda ver a nossa cidade tão linda como era antes, estamos juntos nessa luta, e vamos cobrar sim a reforma é um dever deles e um direito nosso ter a cadeia de volta, ou simplesmente transformar em uma biblioteca ou mesmo um museu. abraço .

16/5/10 10:11 AM CICERO disse... EU TENHO CERTEZA QUE UM DIA A CADEIA VAI SER REFORMADA, PORQUE JACOB BRANDÃO E MODERNO E TEM FORCA DE VONTADE DE TRABALHAR 6/12/10 10:58 AM Elias Canuto Brandão disse... Sai da Mata Grande aos 05 anos de idade (em 1965) e retornarei pela 1ª vez no dia 20 deste mês. Quero conhecer o sítio onde nasci (sítio Gato) e visitar minha tia Josefina Canuto. Parabéns pelo blog e as notícias de Mata Grande. 11/1/11 10:42 AM Postar um comentário.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

AS ASSOMBRAÇÕES DE MATA GRANDE- Estudante faz cada uma.

Esta se passou no cemitério velho. No tempo que existia o Teatro Público Municipal em Mata Grande, ao lado, próximo a entrada do cemitério, funcionava a marcenaria de Mané Malinha local onde costumávamos conversar. As aulas do Ginásio Felix Moreno terminavam por volta das 22,30 horas e nós que morávamos na rua Nova subíamos e conversávamos um pouco na esquina da padaria de seu Panta. Em uma noite, o marceneiro, estava terminando os serviços de um caixão de defunto, daqueles do pano preto. Tivemos então a idéia de colocar o caixão na calçada do teatro quando viesse uma só pessoa e nos escondíamos para ver a grande disparada que ela dava ao vislumbrar o caixão. Imaginem o medo que sentiam. Alguns retornavam , chamavam outras pessoas, e formando um grupo, apareciam para verificar a assombração, então, ligeirinho tirávamos o caixão e o escondíamos dentro da marcenaria. Pense no vexame que o assombrado passava para justificar aos outros que a coisa estava ali, naquele lugar, ele realmente viu, porém, não conseguia provar. Ríamos bastante, até que resolvemos colocar uma cabaça, com uma vela acesa dentro. Fazíamos alguns orifícios que eram cobertos com papel avermelhado, davam a impressão de olhos, nariz e boca e espreitávamos para ver quem dava a maior carreira. Uma noite, no entanto, um cidadão, tido como corajoso, falou grosso e pelo jeito estava armado, foi lá, quebrou a cabaça pisando, dizendo impropérios , doravante, ficamos receosos e nunca mais repetimos a façanha.

AS ASSOMBRAÇÕES DE MATA GRANDE -O Disco Voador

Em certa noite de domingo, um homem público bastante conhecido, retornando de uma farra por volta das vinte e duas horas, viu dentro da caatinga, em pleno sertão alagoano, uma porção de luzes de cores variadas (branca, azul, vermelha, verde) que alternadamente, acendiam e apagavam. Naqueles dias o assunto era, disco voador, (satélites lançados pela NASA e que tinham hora marcada para passar sobre Mata Grande), chupa-cabra, ETs, etc. Quando o satélite passava , normalmente , às 17 horas,todos saiam de casa para ver aquela estrela que reluzia a luz solar e comentar a novidade. O referido cidadão saiu em disparada e, chegando à cidade, alardeou o ocorrido, deixando toda a população em polvorosa, alegando que tinha visto um disco voador dentro do mato, então, um grupo de homens, resolveu ir ver o disco estacionado em plena caatinga. Ao chegarem ao local, realmente viram as luzes, porém, resolveram ir se aproximando, para ver de perto se existia seres na nave. Ficaram receosos, contudo, ao chegaram mais perto, viram que era um caminhão emborcado que, desgovernado, perdeu a direção, adentrou na mata e ficou um tanto distante da estrada. Como era noite e o motorista, ansioso por ajuda, deixou as luzes piscando, justamente para chamar a atenção e receber assistência.

quarta-feira, 30 de março de 2011

AS FONTES DE MATA GRANDE -A Fonte de João Lalau

A fonte de João Lalau fica situada no prolongamento da rua da Cruz, nas proximidades do Grupo Escolar Demócrito Gracindo e Ginásio Felix Moreno, hoje denominado de Mons. Aloisyo Vianna Martins. Abastecia os moradores daquela artéria, bem como os do Bom Sucesso , Galo Assanhado e outros, que buscavam água para vender. Atualmente está irreconhecível, uma vez que a cidade não tem plano diretor ou , não faz valer o existente, e os habitantes constroem suas habitações como bem entendem, sem observar os limites da cidadania, uma vez que não há nenhum tipo de fiscalização e embargo a determinadas construções. A foto acima por si já o diz. Quem conheceu a tradicional fonte de João Lalau, deve ficar bastante surpreso.

DICAS DE SAÚDE- Água e Sabão nas Axilas

Água e sabão nas axilas (não deixe de ler!) Devemos passar a noite com as axilas limpas e sem desodorante, para ser um momento de respiração livre da axila. ESTA MENSAGEM ESTÁ SENDO DIVULGADA POR UMA BIOQUÍMICA URUGUAIA IDENTIFICADA ABAIXO Há um tempo, fui a um seminário, sobre Câncer da Mama, conduzido por Terry Birk, com o apoio de Dan Sullivan. Durante os debates, perguntei por que razão a zona mais comum para desenvolver tumores cancerígenos no peito é perto da axila. A minha pergunta não pode ser respondida na hora. Mas, me responderam depois... Esta informação foi-me enviada, recentemente, e alegro-me pelo fato de a minha pergunta ter sido respondida. Informei a uma amiga que está a fazer quimioterapia e ela comentou que já sabia a respeito; Soube através de um grupo de apoio que ela frequenta. Agora, quero compartilhar essa informação com você. A principal causa de Câncer da Mama é o uso de anti-transpirantes! Sim, foi isso mesmo que eu quiz dizer: de ANTI-TRANSPIRANTES. A maioria dos produtos, no mercado, são uma combinação de anti-transpirantes/ desodorizantes. Veja, bem, o rótulo antes! DESODORIZANTE..., tudo bem. ANTI-TRANSPIRANTE..., não, nunca, jamais! A concentração das toxinas provoca a mutação das células. Daí, origina-se o CÂNCER. E eis, aqui, a razão... O corpo humano tem apenas algumas áreas por onde eliminar as toxinas: atrás dos joelhos, atrás das orelhas, a área das virilhas e as axilas. E as toxinas são eliminadas com a transpiração. Os anti-transpirantes, como seu próprio nome diz, evitam a transpiração; portanto, inibem o corpo de eliminar as toxinas através das axilas. Estas toxinas (não eliminadas) não desaparecem por mágica. Inibidas de saírem pelo suor, o organismo deposita-as nas glândulas linfáticas que se encontram debaixo dos braços. E a maioria dos tumores cancerígenos do seio ocorrem neste quadrante superior da área da mama. Precisamente, onde se encontram as glândulas. Nos homens, esse tipo de câncer ocorre em menor proporção; mas, mesmo assim, eles também não estão isentos de desenvolver Câncer da Mama, por causa dos anti-transpirantes que usam, ao invés de água e sabão. A diferença está no fato de os anti-transpirantes usados pelos homens não serem aplicados diretamente sobre a pele; ficam, em grande parte, nos pêlos axiais. As mulheres que aplicam anti-transpirantes logo após se rasparem ou depilarem as axilas, aumentam o risco de contrair essa doença devido a minúsculas feridas e irritações da pele, que fazem com que os componentes químicos nocivos penetrem mais rapidamente no organismo. Por favor, passem esta mensagem a todas as pessoas que você conhece. O Câncer da Mama está se tornando tremendamente comum. Daí, a necessidade de se repassar este E-Mail. Este aviso pode salvar vidas. Se, de alguma forma, você duvida desta informação, pode fazer as suas próprias investigações. Provavelmente, você vai chegar a esta mesma conclusão. FAVOR DIVULGAR AOS HOMENS E ÀS MULHERES QUE VOCÊ CONHECE, POR TODOS OS MEIOS A VOCÊ DISPONÍVEIS. Lembre-se: devemospassar a noite com as axilas limpas e sem desodorante (principalmente, se este for anti-transpirante. Dormir com as axilas limpas significa ter um momento de respiração livre para elas (para as axilas)!

terça-feira, 29 de março de 2011

AS SERRAS DE MATA GRANDE-Serra do Parafuso

A Serra do Parafuso com seus 809 metros de altitude,fica localizada no extremo noroeste do Estado de Alagoas, na localidade denominada de Poço Branco, onde o Rio Moxotó divide os municípios de Mata Grande,Inajá e Tacaratú no vizinho estado de Pernambuco. De muitas ruas da cidade se avista no azul do horizonte a imponente Serra do Parafuso, principalmente da Rua do João Felix, Rua de Cima e da José Bezerra, a partir do Hospital. Antigamente aquelas paragens eram destinadas ao criatório de bodes e bovinos , sem raça definida, que são resistentes as secas que assolam o alto sertão. Os tatus e pebas ali se reproduzem em grandes quantidades. Atualmente, naquela região, com os projetos de irrigação, existem muitas propriedades rurais produzindo tomates, melancias que são exportadas para esta Capital, Recife e cidades circunvizinhas. Tivemos um ciclo de dezoito anos com o Rio Moxotó semi-perenizado com águas do açude Poço da Cruz, que pela falta de planejamento secou. Nestes últimos anos, felizmente choveu bastante, e com o açude novamente cheio, teremos novo ciclo de abundante produção o que beneficiará toda a população ribeirinha que habita também ao longo da serra. Sugerimos que o DNOCS venha a ter mais parcimônia na liberação das águas, reduzindo para doze horas diária, teremos então, trinta e seis anos de rio semi perenizado e se durante as chuvas onde o rio tem a sua correnteza normalizada, fecharem as comportas, esse período se alongará por muitos e muitos mais anos.

AS FONTES DE MATA GRANDE-Fonte de Baixo e Baixinha.

A fonte da Baixinha, hoje melhorada, porém ainda muito utilizada pelas lavadeiras. A fonte Baixo, fica próximo ao muro do cemitério. Fonte de Baixo e da Baixinha do Mandacaru- Hoje são subutilizadas, todavia , com seus aspectos melhorados com alvenaria, dão melhor impressão. A fonte da Baixinha continua sendo utilizada pelas lavadeiras, que aproveitam as pedras para ensaboar e limpar as roupas o que lhe rendem um dinheirinho extra, contudo, as roupas são lavadas no sistema tradicional. Quiçá, algum dirigente municipal tenha a idéia de construir uma lavanderia no local, para amenizar o sofrimento daquelas mulheres que de cócoras e sob o sol escaldante do verão sertanejo, cumprem o ritual com muito zelo para não desagradar as donas das roupas.

MATA GRANDE-ENGENHO DE ENEAS LUIZ

O melaço pronto na tachada para virar rapadura.O engenho movido a tração animal. O ENGENHO DE ENEAS LUIZ Quando visitei o engenho pela primeira vez, foi saindo da fazenda Buenos Ayres, que pertencia ao meu avô José Barbosa de Mendonça, juntamente com outro neto, o primo José Augusto Vilar de Mendonça que hoje se encontra em Altamira no estado do Pará. Fizemos a viagem montados em cavalos da fazenda, passando pelos sítios Tinguí, Cajazeiras, Vento, Serra do Urubú (passamos em frente a igrejinha) e também pela famosa fonte, descendo até o sítio Flores, onde até hoje funciona o referido engenho. Por várias vezes já divulgamos a história dos engenhos matagrandense: Nos idos de 1970 existiam 38 engenhos em pleno funcionamento, em 1992 quando retornamos à Mata Grande para gerenciar o Banco do Nordeste do Brasil S/A., este número já havia diminuído para 18 e atualmente existem 06 funcionando precariamente, alguns, utilizando açúcar para transformar em rapadura e o saboroso tijolo, mexido com coco, raiz do umbuzeiro e mamoeiro. O engenho sob enfoque ainda funciona, graças aos herdeiros (veja um na foto misturando a tachada) que com garra e perseverança conseguem manter o seu funcionamento. Se não houver familiares que ajudem torna a produção inviável. Sabemos que o plantio da cana, os tratos culturais e a mão de obra atualmente são por demais onerosos, pois, exigem muita mão de obra, que hoje está muito rara na região. Já os produtos extraídos, no caso, a rapadura e o mel são vendidos a preços simbólicos na feira de Mata Grande. Para se ter idéia uma rapadura eles vendem duas por um real e um litro de mel puro por apenas dois reais, enquanto que, em qualquer prateleira de supermercado este preço é duplicado ou mesmo triplicado, caracterizando o que sempre existiu, quem produz, sobrevive, os atravessadores, estes sim, podem adquirir bons carros, viver bem e manter os filhos estudando em cidades desenvolvidas. Infelizmente os poderes constituídos tem dado pouca atenção aos produtores, o que tem diminuído consideravelmente o número das pequenas indústrias que existiam. No sítio Almeida, onde resido, existiam seis engenhos, atualmente, existe apenas um, que funciona normalmente às quinta feiras,usa açúcar, portanto, precariamente. (Germano, Orkut- Comunidade Matagrandenses & Amigos, 10.11.07) Publiquei no Orkut, já me preocupando com a possível extinção. ENGENHOS DE RAPADURA S.O.S. - ENGENHOS DE RAPADURA 1970 - Existiam 38 engenhos funcionando normalmente. 1992 - Existiam l8 engenhos, alguns funcionando normalmente. 2007 - Existem 08 engenhos funcionando precariamente. TENDÊNCIA - Mata Grande passa a ser a cidade do "já teve engenho" como tantas outras indústrias que "já teve". OBSERVAÇÕES - A rapadura e o mel dos nossos engenhos tem sabor inigualáveis, se comparados com as produzidas no Ceará e Pernambuco. No Sítio Almeida, existiam 08 engenhos, alcancei 03 funcionando e hoje existe apenas um que funciona às quintas-feiras, precariamente, utilizando até açucar, para produzir seus produtos.

sábado, 26 de março de 2011

AS RUAS DE MATA GRANDE-Rua José Bezera de Lima

Foto da placa afixada na parede da residência dele. (Foto da rua 5 de Julho,o amigo da moto desceu pela rua José Bezerra em direção do Mandacaru) (Foto da rua , do lado direito está a viúva e filhos, inclusive Simonete) A Rua José Bezerra de Lima é a antiga rua que dava acesso a Fonte de Cima, hoje totalmente urbanizada, dá acesso ao Fórum ao Hospital e também a Serra do Maxi, (onde estão localizadas as torres de retransmissão da TV, e operadoras de celulares Claro e Vivo), e Serras do Topete, Santa Luzia, Sabonete, Vento, Urubu e Goiabal, prosseguindo até o povoado Promissão no município de Inhapi. Nela residia, logo no início Seu Zé Bezerra, funcionário que tomava conta do Fomento Agrícola (hoje entregue ao mais profundo descaso), Cícero de Petu, Sianna, Agostinha, Dona de Miguel e outras pessoas amigas. O nome da rua foi em homenagem ao seu eminente morador, que fazia muitos favores a população do município, constituiu uma grande família e foi eleito vereador por aproximadamente cinco mandatos, vale frisar que, também exerceu o cargo de vice-prefeito do município de Mata Grande.

quarta-feira, 23 de março de 2011

AS FONTES DE MATA GRANDE-Fonte de Cima

A Fonte de Cima, como se vê na foto continua a mesma, com um atenuante,o cano da água do Rio São Francisco passa logo após e a quantidade de água no fundo da cacimba é a de sempre. Hoje quase não é utilizada. –FONTE DE CIMA - A fonte de Cima, conforme se vê na foto é uma cacimba construída há muitos anos , que abastecia com a sua água mineral grande parte da população de Mata Grande, residentes no Mandacarú, Rua Nova e Rua de Baixo, sem contar com os almocreves que vendiam a água em ancoretas, latas ou mesmo o tradicional galão. Após o advento da água encanada do Rio São Francisco a movimentação diminuiu, todavia, muitos ainda para lá se dirigem com a finalidade de buscar água. As histórias sobre a Fonte de Cima são as mais variadas possíveis uma vez que lá se reuniam, tanto na parte da manhã como também ao anoitecer inúmeras pessoas . Como é previsível em cidades interioranas , brigas para disputar um balde com um pouco de água faziam parte das diversões diárias além das fofocas e namoros escondidos que amenizavam a espera da água que sai lentamente das entranhas das rochas. Vale registrar que logo abaixo ficava outra fonte, denominada Fonte de Baixo esta a céu aberto e na mesma altura do cemitério da cidade, onde as lavadeiras lavavam as roupas, os animais matavam a sede e tomavam banho , descendo mais, fica a fonte da baixinha, situada no Mandacarú hoje bastante modificada e como fica abaixo do nível do cemitério é menos utilizada para matar a sede. Vejam o que escreveu o jornalista Walter Medeiros em seu site www.rnsites.com.br/Mata Grande, relembrando o tempo da sua infância quando residiu na Rua Nova. “A FONTE --- Walter Medeiros Uma das lembranças que guardo de Mata Grande é da fonte, onde diariamente muitos iam buscar água e da qual se falava como se ela fosse uma pessoa integrada ao nosso convívio. Ali, as cenas mais comuns eram formadas por pessoas transportando galões ou burros, como seus barris, tangidos calmamente pelos caminhos feitos aos poucos pelas pisadas cotidianas. Era a fonte que, arrodiada pela tranquilidade dos avelozes e plantas rasteiras, garantia a sobrevivência de muitos, até em certos períodos críticos de seca, e que tinha uma beleza ímpar, já que o sol quase não chegava perto e vivia como que protegida pela vegetação. Naquele local se misturavam os pássaros, com seu canto sinfônico, que nos davam uma tenra tranqüilidade, a qual motivava remorso, quando quebrada, como fez numa daquelas manhãs um menino, ao atingir fortemente um canário com uma “bala” de barro. Ao vê-lo batendo asas, sem poder voar, lutando contra a morte, foi tomado de arrependimento e tentou salvá-lo a qualquer custo. Mas era tarde. Tinha dessas coisas a fonte, que eu posso comparar hoje à melhor alvorada que desejaria ter. Cedo, pisava suas bordas molhadas e seguia o ritual comum, jogando as latas, naquela espera paciente pelo afastar das folhas. E saída respirando o ar puro, ao seu redor, deixando-a algumas vezes solitária, como que se embalando, para dormir um sono justo. Mas todo esse aspecto pareceu mudar quando contaram-me as chocantes cenas ocorridas ali perto, décadas atrás, quando não pôde servir muito. Ano seco, muita fome e, o pior, muitos tombando mortos.”