:: Elisabeth Cavalcante ::
O amor tem suas próprias leis e se não estivermos dispostos a segui-las dificilmente conseguiremos alcançar a tão sonhada felicidade.
Uma das principais leis do amor diz respeito ao fato de que ele deve ser dado sem esperar nada em troca. Quantas pessoas são capazes de continuar a amar alguém sem que sejam correspondidas?
É claro que o ideal do amor é a reciprocidade, mas nem sempre o outro pode nos dar aquilo que esperamos dele. O ego faz com que sentimentos como a raiva, o ressentimento e o desejo de vingança substituam o amor quando este é contrariado ou deixa de existir por parte do ser amado.
Mas se estivermos dispostos a mudar esta regra e guiar-nos por uma dimensão mais elevada do nosso ser, mesmo que nosso desejo pelo outro seja contrariado, podemos cultivar uma dimensão superior do amor, que consiste em querer o melhor para aquela pessoa, ainda que não seja ao nosso lado. Este é um grande desafio para aqueles que desejam sair-se vencedores na luta contra a negatividade e o egoísmo.
Outra lei básica do amor é a liberdade. Se você ama alguém, deixe-o livre, não queira controlá-lo ou determinar o que ele pode ou não fazer. Este é o caminho mais rápido para afastar a quem você ama.
Quem não consegue amar sem o desejo de controlar o outro, está infringindo outra lei do amor que é a confiança. Sem ela, o amor jamais poderá subsistir, e se tornará cada dia mais frágil.
Outra importante lei do amor é a lealdade. Se eu amo alguém é imprescindível que eu seja leal a esta pessoa, não a desrespeite e não aja de modo a trair o pacto de sinceridade que está implícito em qualquer relacionamento de amor que se estabelece entre duas pessoas.
Para que possamos vivenciar estas leis em toda a sua plenitude, é necessário que as tenhamos plenamente integradas em nosso próprio interior. Caso contrário, seremos presas fáceis de relacionamentos onde a maioria destas leis ou a totalidade delas é desrespeitada por nós ou por nossos parceiros, e os sentimentos de medo e insegurança farão com que permaneçamos nestes relacionamentos, negando-nos qualquer chance de experimentar a real, profunda e verdadeira dimensão do amor.
"... Você ama uma pessoa e a pessoa ama você. Um dia, você o vê sendo atraído por uma outra mulher... Aí a comparação começa. Então ele está deixando você? Então ele encontrou alguém que é melhor que você? Então ele encontrou alguém que é mais bela que você?
Você pode não perceber muito claramente, mas é exatamente isso que cria o ciúme: essa idéia que alguém pode ser melhor, que alguém pode ser mais bela, que alguém pode atrair o seu parceiro mais do que você mesma. Isso cria uma sensação interna de inferioridade e você começa a sentir ciúme. Você criará todos os tipos de obstáculos possíveis para destruir essa possibilidade.
Não ter qualquer ciúme só é possível quando você vier a aceitar a si mesma tão completamente que não exista mais qualquer comparação, quando você não se comparar com mais ninguém. Mesmo se o seu namorado se aproximar de alguma outra pessoa, isso não criará qualquer comparação. É apenas o simples fato de que ele se tornou atraído por aquela mulher. Isso não lhe traz nenhum conflito com a outra mulher, isso não diz respeito a você. Isso diz respeito ao homem, nada a respeito de você, isso não se refere a você, absolutamente.
Mas isso só é possível quando você se tornar tão integrada que você pode viver sem um namorado, você pode viver sem estar sendo amada e ainda assim se sentir tão feliz quanto se sente sendo amada; quando o amor não for mais uma necessidade, mas simplesmente uma alegria. Se você está sendo amada, tudo bem. Se você não está sendo amada, tudo está perfeitamente bem. Você não está atrás disso. Não há qualquer ego carente e você não faz disso uma viagem de ego.
Quando o amor não é uma busca, não é uma necessidade, mas um compartilhar, ele tem uma tremenda beleza. Aí, ninguém estará preocupado se ele vai ou não durar para sempre. Se ele acontecer apenas por este momento já será ótimo, a pessoa compartilha. Se amanhã você encontrar de novo com esse homem e ele estiver pronto para se encontrar com você, você compartilha novamente, caso contrário, dê um tchau. Agradeça a ele porque houve um momento em que você compartilhou e foi um momento feliz e você não quer fazer disso uma coisa permanente.
A idéia de fazer alguma coisa permanente surge apenas porque você está movida pela necessidade. Você está com medo, esse homem deu felicidade a você e amanhã, se ele disser não, você ficará de novo infeliz. Assim, você procura dar um jeito para que amanhã ele não possa escapar. Tranque a porta! Mas uma vez que a porta esteja trancada, aquela energia não estará mais presente, nem mesmo neste exato momento, porque o amor acontece apenas em liberdade.
Um dia, através do aprendizado, experimentando muitos relacionamentos, a pessoa se torna madura. Então o ciúme desaparece. Então você estará simplesmente feliz se esse homem vier e compartilhar a sua energia com você, ou se ele quiser compartilhar com alguma outra pessoa, você estará feliz. Essa é a liberdade dele, você nada tem a ver com isso. Somente nós somos os mestres de nós mesmos e ninguém mais deve pretender ser o mestre de outras pessoas. Quando a liberdade é deixada intacta, o amor cresce infinitamente."
Osho - Far Beyond the Stars - a Darshan Diary.
Objetivamos ter um meio próprio e independente de informar aos nossos amigos e conterrâneos fatos, notícias, fotos e publicações que venham enriquecer a nossa cultura. Conto com a participação de todos.
terça-feira, 22 de junho de 2010
ÁLCOOL: O INIMIGO DA MULHER
As bebidas alcoólicas podem afetar mais os cérebros das mulheres
O alcoolismo é mais relacionado como um problema masculino, porque a quantidade de homens alcoólatras sempre foi muito maior do que as mulheres.
Mas segundo pesquisas feitas nos Estados Unidos, os danos cerebrais provocados pela ingestão exagerada de álcool, causam mais danos às mulheres do que aos homens.
Estudos feitos em laboratórios com ratos, apontaram que as fêmeas tiveram os cérebros mais afetados por substâncias neurotoxinas encontradas nas bebidas, chegando em alguns casos a apresentarem morte das células cerebrais.
Apesar dos indícios de que o sexo pode influenciar nas seqüelas provocadas pelo alcoolismo, os pesquisadores afirmam que ainda serão precisos novos estudos para uma comprovação completa.
Por Marco de Cardoso
O alcoolismo é mais relacionado como um problema masculino, porque a quantidade de homens alcoólatras sempre foi muito maior do que as mulheres.
Mas segundo pesquisas feitas nos Estados Unidos, os danos cerebrais provocados pela ingestão exagerada de álcool, causam mais danos às mulheres do que aos homens.
Estudos feitos em laboratórios com ratos, apontaram que as fêmeas tiveram os cérebros mais afetados por substâncias neurotoxinas encontradas nas bebidas, chegando em alguns casos a apresentarem morte das células cerebrais.
Apesar dos indícios de que o sexo pode influenciar nas seqüelas provocadas pelo alcoolismo, os pesquisadores afirmam que ainda serão precisos novos estudos para uma comprovação completa.
Por Marco de Cardoso
domingo, 13 de junho de 2010
COLETORIA ESTADUAL - MATA GRANDE TAMBÉM JÁ TEVE A SUA.
Maceió (Al), 13 de junho de 2010
Funcionou em vários endereços na cidade, todavia, o último foi na rua Eustáquio Malta, (rua da Cruz), onde funcionou o Banco do Nordeste. Lembro que tinha vários funcionários residentes e outros, chamados de fiscais que faziam a fiscalização das mercadorias que transitavam pelas estradas, além de policiais que lhes davam garantias para o exercício da função. Existiam postos nas fronteiras do município (hoje desativados) o que exigia a nomeação de muitos funcionários, proporcionando vários empregos diretos e indiretos, dado a grande estrutura do município que, mesmo com o desmembramento de Canapi e Inhapi, ainda continua sendo o maior do estado em área territorial, embora , recentemente, o município de Água Branca numa manobra junto ao Incra e IBGE tenha desincorporado uma grande área na região de Santa Cruz do Dezerto para ficar com a aldeia indígena ali existente.
Inúmeros casamentos dos fiscais com as moças da cidade e histórias de amor existiram e duram até hoje. Funcionários daquela época que constituíram família ainda hoje, após aposentados, residem na cidade participando do seu desenvolvimento e movimentando o comércio local, onde gastam os seus salários.
Atualmente, residem alguns funcionários, filhos da terra, que prestam serviços no Posto que fica localizado no município de Delmiro Gouveia, guarnecendo as fronteiras com a Bahia e Pernambuco.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
CADA VERSÃO É IMPORTANTE...
Mata Grande
A população começou a se formar em 1791, quando João Gonçalves Teixeira doou parte de suas terras para a construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição
Por: MaceióBrasil
A serra de terras férteis onde o povoado se formou deu nome ao município de Mata Grande. Os primeiros donos de terras foram Antonio de Souto Macedo, Sebastião de Sá (ambos considerados pioneiros na região), Francisco de Braz, Teodósio da Rocha, Nicolau Aranha, Baltazar Farias, Damião da Rocha, Antonio de Farias e Diogo de Campos. Os pioneiros na região, porém, foram mesmo Sebastião de Sá e Antonio Macedo. Os latifúndios eram constituídos por sesmarias doadas pelo governador da Capitania de Pernambuco, Francisco Barreto, em nome do Rei de Portugal, como recompensa pelo trabalho na guerra da restauração pernambucana.
Os dois pioneiros passaram a desenvolver a região através da criação de gado em seis fazendas. As terras deles acabaram doadas aos padres jesuítas, que logo depois foram expulsos do país e tiveram os bens seqüestrados pela Coroa, vendidos, em seguida, em leilão.
A população começou a se formar em 1791, quando João Gonçalves Teixeira doou parte de suas terras para a construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição. A propriedade tinha o nome de Cumbe, por conta da existência de uma pequena fonte que abastecia o povoado.
Em 1837, o povoado foi elevado à categoria de vila. Em 1902, se transformou em município autônomo com o nome de Paulo Afonso. Em 1929, voltou a ser chamado de Mata Grande.
As festividades comemorativas à padroeira e à Emancipação Política são os dois grandes eventos que movimentam a cidade.
Dados do Município
Situação Geográfica: Microrregião do sertão alagoano, limites com Água Branca, Inhapi, Canapi, Pariconha e Pernambuco. 635 metros acima do nível do mar.
Área: 253 km2
Clima: Temperado. Máxima de 33° C e mínima de 15° C
População: 24.409 habitantes.
Eleitorado: 13.257 eleitores.
Economia: Agricultura.
Educação: 6.129 vagas (redes estadual e municipal).
Saúde: 1 posto de atendimento e 1 Unidade Mista de Saúde (44 leitos).
Acesso: AL-105
A população começou a se formar em 1791, quando João Gonçalves Teixeira doou parte de suas terras para a construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição
Por: MaceióBrasil
A serra de terras férteis onde o povoado se formou deu nome ao município de Mata Grande. Os primeiros donos de terras foram Antonio de Souto Macedo, Sebastião de Sá (ambos considerados pioneiros na região), Francisco de Braz, Teodósio da Rocha, Nicolau Aranha, Baltazar Farias, Damião da Rocha, Antonio de Farias e Diogo de Campos. Os pioneiros na região, porém, foram mesmo Sebastião de Sá e Antonio Macedo. Os latifúndios eram constituídos por sesmarias doadas pelo governador da Capitania de Pernambuco, Francisco Barreto, em nome do Rei de Portugal, como recompensa pelo trabalho na guerra da restauração pernambucana.
Os dois pioneiros passaram a desenvolver a região através da criação de gado em seis fazendas. As terras deles acabaram doadas aos padres jesuítas, que logo depois foram expulsos do país e tiveram os bens seqüestrados pela Coroa, vendidos, em seguida, em leilão.
A população começou a se formar em 1791, quando João Gonçalves Teixeira doou parte de suas terras para a construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição. A propriedade tinha o nome de Cumbe, por conta da existência de uma pequena fonte que abastecia o povoado.
Em 1837, o povoado foi elevado à categoria de vila. Em 1902, se transformou em município autônomo com o nome de Paulo Afonso. Em 1929, voltou a ser chamado de Mata Grande.
As festividades comemorativas à padroeira e à Emancipação Política são os dois grandes eventos que movimentam a cidade.
Dados do Município
Situação Geográfica: Microrregião do sertão alagoano, limites com Água Branca, Inhapi, Canapi, Pariconha e Pernambuco. 635 metros acima do nível do mar.
Área: 253 km2
Clima: Temperado. Máxima de 33° C e mínima de 15° C
População: 24.409 habitantes.
Eleitorado: 13.257 eleitores.
Economia: Agricultura.
Educação: 6.129 vagas (redes estadual e municipal).
Saúde: 1 posto de atendimento e 1 Unidade Mista de Saúde (44 leitos).
Acesso: AL-105
terça-feira, 1 de junho de 2010
VAQUEJADA
Maceió -Al., 01 de junho de 2010.
Este ano não participei da vaquejada de Mata Grande, entretanto, vale registrar , pelas notícias que recebemos através de telefones, que foi de absoluto sucesso.
A vaqueirama da região participando ativamente, afora os vaqueiros que vieram de outros Estados da Federação e abrilhantaram o evento com os seus equipamentos de última geração, haja vista ser um esporte com manutenção de custos elevados.
O evento contou com a participação dos políticos locais e também de outros de renome a nível nacional, a exemplo do Deputado Antonio Albuquerque que prestigiou com a sua presença durante o sábado e se impressionou com a grandeza e organização da festa que se extendeu por todo o final de semana.
Um evento deste quilate enaltece e eleva o nome de Mata Grande, afora a movimentação econômica-financeira que aumenta consideravelmente os ganhos dos comerciantes em geral, afora os donos das barracas que se aproveitam do momento para faturar uma renda melhor, isto sem falar naqueles ambulantes que com suas caixas de isopor vendem de tudo.
Vale registrar que tudo correu com absoluta normalidade, com muita paz e divertimentos para quem se fez presente.
Parabéns aos organizadores e que nos anos subsequentes divulguem ainda mais este esporte que é tão apreciado pela população.
No calendário turístico de Mata Grande a Vaquejada , a Missa do Vaqueiro, o Mata Grande Fest e as festas religiosas como a da Padroeira da cidade (Nossa Senhora da Conceição) e agora também, as festas promovidas pelo Padre Sizo de Santa Terezinha, constam como as que mais reunem participantes e apreciadores, quer sejam do município ou de outras cidades e também de Estados circunvizinhos. Fui informado que este ano vieram participantes do Rio Grande do Norte e isto deixa os matagrandenses bastantes orgulhosos.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
COLETORIA DA RECEITA FEDERAL-MATA GRANDE JÁ TEVE -
COLETORIA DA RECEITA FEDERAL – Mata Grande Já teve a sua Coletoria da Receita Federal. Funcionava na rua de Cima em frente a Matriz. Não sei especificar em que época foi fechada . Sei que hoje quando se precisa de quaisquer assuntos relacionados com a Receita Federal temos que nos deslocar para Delmiro Gouveia, Santana do Ipanema ou a Capital do Estado.
Na Coletoria tinha um funcionário federal, Seu Oldrado, com emprego direto, afora os indiretos, que faziam a limpeza.
Oldrado de Souza Soares, foi o Coletor Federal de Mata Grande por vários anos. Nasceu na cidade de Palmeira dos Índios (AL) em 21.04.1903 e faleceu em 13.04.1991, era filho do casal Pedro Soares da Mota e Ana de Souza Soares. O seu primeiro emprego foi na SANBRA em Penedo (AL). Depois se submeteu a concurso público federal para Coletor Federal, onde obteve o primeiro lugar. Ficou esperando a nomeação para um dos Postos da Receita, sem resultado.Um certo dia soube que existia uma vaga na cidade de Mata Grande e escreveu uma carta ao Presidente da República Getúlio Dorneles Vargas e para a sua surpresa a resposta já foi a sua nomeação. Daí sempre levou consigo fotos de Getúlio como a de um ente querido.
Seu Oldrado residia na rua de Cima (rua da Matriz), todas as manhãs ficava admirando a vista privilegia que tinha da cidade.
Exerceu as suas atividade com muito brio, dedicação e responsabilidade. Todos o admiravam na cidade onde gozava de bastante prestígio e influentes amizades .
Na Coletoria tinha um funcionário federal, Seu Oldrado, com emprego direto, afora os indiretos, que faziam a limpeza.
Oldrado de Souza Soares, foi o Coletor Federal de Mata Grande por vários anos. Nasceu na cidade de Palmeira dos Índios (AL) em 21.04.1903 e faleceu em 13.04.1991, era filho do casal Pedro Soares da Mota e Ana de Souza Soares. O seu primeiro emprego foi na SANBRA em Penedo (AL). Depois se submeteu a concurso público federal para Coletor Federal, onde obteve o primeiro lugar. Ficou esperando a nomeação para um dos Postos da Receita, sem resultado.Um certo dia soube que existia uma vaga na cidade de Mata Grande e escreveu uma carta ao Presidente da República Getúlio Dorneles Vargas e para a sua surpresa a resposta já foi a sua nomeação. Daí sempre levou consigo fotos de Getúlio como a de um ente querido.
Seu Oldrado residia na rua de Cima (rua da Matriz), todas as manhãs ficava admirando a vista privilegia que tinha da cidade.
Exerceu as suas atividade com muito brio, dedicação e responsabilidade. Todos o admiravam na cidade onde gozava de bastante prestígio e influentes amizades .
quarta-feira, 26 de maio de 2010
IBGE - MATA GRANDE JÁ TEVE A AGÊNCIA
Rua D. Antonio Brandão, onde funcionava a Agência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Maceió-Al., 26 de maio de 2010.
Mata Grande já teve a sua Agência do IBGE. Nas nossas lembranças quem comandava era o Senhor José Bernardino Correia homem ilustre da cidade, muito inteligente, conhecedor dos detalhes inerentes a cidade, ao município e também a parte geográfica e histórica do Estado de Alagoas e quiçá, do Brasil. Ainda aguardo os pormenores da sua biografia, para abrilhantar os tópicos próprios das comunidades “AMO MATA GRANDE E MATAGRANDENSES & AMIGOS”.
Na Agência existiam grandes livros com tudo que se quisesse pesquisar. Com o desaparecimento dele quem foi nomeado para o lugar foi o Sr. Serafim Araújo (conhecido como o "Cão de Tacaratú"), mas que terminou casando com uma matagrandense , depois disso, a Agência foi fechada e ainda hoje não sei para onde foi levado aquele grande acervo histórico. Hoje quem precisar de algum dado histórico tem que se dirigir a cidade de Delmiro Gouveia ou ao Instituto Histórico de Alagoas, com sede aqui na Capital.
Uma coisa venho esquecendo de frisar, os empregos diretos e indiretos que estas repartições ou indústrias traziam para o município. Os funcionários gastavam o seu salário no comércio local. Com o encerramento das atividades os empregos eram remanejados para outras cidades ou simplesmente extintos e isto, obviamente, diminuía a circulação de dinheiro no comércio. Somente os gestores e Deputados que comandavam o município nunca enxergaram essa grande perda e não faziam pressão para que o remanejamento não acontecesse. A única exceção cabe ao Deputado Eraldo Malta Brandão, quando quizeram remanejar a Agência do Banco do Nordeste do Brasil para Palmeira dos Índios e ele fez com que isto não acontecesse. Vale ressaltar que até a carta patente chegou a ser transferida, segundo comentários da época.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
MATA GRANDE JÁ TEVE CINEMA - O Cine Luz
Foto do local onde ficava o antigo Cine Luz.
Maceió-Al., 19 de maio de 2010.
A energia de Mata Grande era fornecida por máquinas movidas a vapor (Caldeira) e no Governo de Luiz Malta Gaia passou a ser alimentada por motores de óleo diesel. Normalmente por volta das 22 horas havia um sinal, onde as luzes acendiam e apagavam e pouco tempo depois o fornecimento era suspenso. O sinal era um alerta para que os usuários se prevenissem com candeeiros e velas.
Nos idos de 1959 chegou em Mata Grande a energia da CHESF e daí seu Jari iniciou o cinema que funcionava onde hoje é o Paz e Amor Club. O nome Cine Luz, foi em homenagem a chegada da luz (energia) da CHESF. Posteriormente ele construiu o cinema na rua do Comércio, onde hoje funciona uma sorveteria. Na nova casa, artistas de renome também se apresentavam e encantavam os habitantes. Lembro da última vez que Luiz Gonzaga se apresentou. Casa lotada, o mesmo com Waldick Soriano e tantos outros.
Um fato marcante na vida de todos era o serviço de auto-falante do Cine Luz que abrangia quase toda a cidade. Notícias diversas eram veículadas. Músicas lançadas faziam vibrar os corações apaixonados. Muitas delas ainda hoje fazem sucesso e nos obrigam a adquirir os CDs., quando lançados em nova versão.
Com o advento da televisão os cinemas em cidades do interior passaram a não render mais o necessário e tiveram as suas portas cerradas.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
MATA GRANDE JÁ TEVE - T E A T R O
O T E A T R O - É o prédio branco, com muitas janelas. Do outro lado fica a padaria de Seu Panta.
Maceió – Al. 19 de maio de 2010.
O Teatro de Mata Grande funcionava onde hoje está localizada a Praça Itarcy Barbosa, ficava na entrada de cemitério velho, lado oposto onde hoje funciona o mercado da farinha.
Era longo, cheio de janelas e ao fundo existia um palco elevado, não tenho ciência se havia atores conterrâneos uma vez que nos tempos de estudantes ali funcionava um armazém de cereais e peles. Do lado de cima, entre o teatro e o cemitério velho funcionava a marcenaria de Manoel Malinha.
Outro local onde existia palco e funcionava como teatro era na Casa Paroquial. Lá assistimos algumas peças teatrais, principalmente quando os circos iam para Mata Grande, principalmente o de Zé Bezerra, onde com grande desenvoltura ele encenavam o Ébrio de Vicente Celestino e outras que não recordo. A casa Paroquial também foi utilizada como cinema. Vinha um cidadão de nome Manoel Moraes de Palmeira dos Índios e trazia uma máquina de 16 ml com filmes. A população levava o banco (tamborete ou cadeira) para sentar e assistia aos filmes.
Dado o exposto, Mata Grande também já teve o seu teatro
terça-feira, 18 de maio de 2010
MATA GRANDE JÁ TEVE - USINA DE BENEFICIAMENTO DE ALGODÃO
Foto atual do prédio do Fomento Agrícola (totalmente abandonado)
Foto da Igrejinha construída por Zeca Beier próximo ao Vapor e foto atual do Paz e Amor Club
A usina foi instalada no Prédio do Fomento, na parte principal da entrada existia um grande depósito subterrâneo, onde se jogava todo o algodão adquirido, então, as máquinas instaladas, através de sucção e/ou esteiras rolantes, elevavam o algodão que era semi industrializado, após os desfibramentos peculiares, havia a separação, isto é, os caroços saiam em um lugar previamente determinado, a lã em outro, devidamente empacotada e algumas fibras em outro. Era uma verdadeira indústria que Mata Grande já teve. Ainda hoje não sei para onde foi levado todo aquele equipamento e tampouco quem era o seu verdadeiro dono.
A produção de algodão em nosso município era de grande monta. Na cidade existiram também funcionando alguns vapores de algodão. Um por sinal funcionava onde hoje está instalado o Paz e Amor Club. Ainda lembro de ter visto uma caldeira a vapor sem funcionar ali instalada e se a memória não me falha diziam que pertencia ao Deputado Antonino Albuquerque Malta. Na antiga casa de Agnelo Tenório também funcionava outra indústria de descaroçar algodão.
Outro grande empreendimento industrial que Mata Grande já teve foi o Vapor do Finado Zeca Beier no sítio Buenos Ayres. Este foi dizimado por Lampião e seus cangaceiros que mataram a tiros de fuzil mais ou menos trezentos bovinos e incendiou o vapor que queimou por muitos dias, tamanha era a quantidade de algodão e lã armazenados. Já escrevi sobre isto nas comunidades “AMO MATA GRANDE E MATAGRANDENSES & AMIGOS”.
O tio Zeca, como a minha mãe o chamava, foi um dos fundadores do Inhapi, a quem denominava de TRAMBECA e dizia que aquele lugar ainda seria maior e melhor do que Mata Grande. Hoje o Inhapi tem duas ruas com o seu nome e está muito desenvolvido.
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