Nada se pode elogiar no que diz respeito a honestidade dos
brasileiros. No ano de 1986 lendo uma revista VEJA, tinha uma frase de Millôr
Fernandes que dizia: A HONESTIDADE DO BRASILEIRO, É FALTA DE OPORTUNIDADE.
Em dias de março, precisei aqui em Maceió de mandar trocar as
roldanas das janelas, Fui a uma empresa especializada e tive que pagar
adiantado uma certa quantia. Efetivei o pagamento e depois a moça informou que
em 04.04.26 o serviço seria executado. E foi.
Dias depois fiquei a imaginar das mudanças das formas de
pagamento. Relembrei que lá na longínqua
Mata Grande, encravada no Alto Sertão Alagoano eu comprava na Mercearia
de Olímpio Monteiro e na Loja de tecidos de Luiz Brandão e pagava tão logo recebesse
o salário mensal. Na última, mesmo depois que saí da terrinha, pagava quando
chegava, ou todo o saldo ou mesmo um bom percentual. Os comerciantes ansiavam
que efetuássemos novas compras, pois sabiam que o retorno era garantido.
O meu pai Balbino Alves Bezerra, era também um grande
comerciante. Certa feita, ele me disse que tinha recebido uma grande quantia de
um cidadão que tinha deixado o débito no
caderno Avante e foi embora para São Paulo. Já dava por perdido, todavia após
longos anos o cidadão apareceu e perguntou: Quando é que saí devendo ao Senhor?
A quantia de Cento de oitenta e dois
cruzeiros e cinquenta e dois centavos,
foi devidamente quitada. O meu pai recebeu sem juros e correções e ainda ficou
elogiando o cliente. Este é um homem honesto.
Vejam a realidade, hoje você adquiri um produto, paga adiantado
e em grande maioria não recebe o produto. Atualmente você é que tem que acreditar no comerciante ou na
empresa e ficar pedindo a Deus que o produto seja despachado pelo correio.
Particularmente, posso afirmar que já fui enganado algumas
vezes.
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