sexta-feira, 17 de abril de 2015

GENTIL DE ALBUQUERQUE MALTA - Germano


GENTIL DE ALBUQUERQUE MALTA – Germano


Seu Gentil assim ficou conhecido o homem que foi um dos inesquecíveis prefeitos de Mata Grande. Ainda hoje se fala nele como um dos que mais trabalharam pelo engrandecimento da região, cujo município era o maior do Estado pois abrangia Canapi e Inhapi.

Quando prefeito, trouxe a energia elétrica de Paulo Afonso nos idos de 1959, onde no bairro do Mandacarú foi construída pela  CHESF  uma  sub estação  abaixadora que de lá foi sangrada para o  município de Inajá-Pe. Posteriormente, Canapi e Inhapi em Alagoas. Gerava dois empregos diretos para a cidade, afora os indiretos. Infelizmente com o tempo  deixaram acabar e hoje existe uma sub estação no município  de Inhapi-Al.

Outra grande obra, foi a  famosa fonte do Cumbe , no tempo em que foi prefeito, ao custo de muito sacrifício, devido a enorme vazão de água, conseguiu erguer com pedras as paredes e edificou uma casinha de proteção que ainda hoje permanece da mesma forma, salvo alguns melhoramentos efetivados pelo Prefeito Hélio Brandão que construiu ao lado uma enorme caixa d’água que abastece os sítios Placa de Guilé, Simiana e Capim Açú , tudo isso por gravidade, o que foi um trabalho elogiável devido ao baixos custos.

Foi um grande comerciante de tecidos e até pouco tempo se falava na esquina de seu Gentil que posteriormente se tornou um grande  fazendeiro, onde fundou a comunidade hoje denominada  CARIÉ, município de Canapi (AL),  na época pertencia ao município  de Mata Grande. Lá ele construiu um posto de combustível e a sede da fazenda, pois o local era propício, haja vista o entroncamento da BR- 423  que liga Garanhuns-Pe.,  à Paulo Afonso-BA., e  a BR 316  que sai de Maceió em direção a Inajá –Pe., passando pela avenida central de Canapi-Al.

Era casado com D. Arabela Mendonça, prima da minha mãe Luiza Vilar de Mendonça e tiveram vários filhos: Itamar, Mareval, Rubens, Roberto e Gentila Ruth,esta, foi minha professora e hoje, grande escritora que lançará um livro sobre a região , dando ênfase a genealogia das famílias MENDONÇA e ALENCAR, que são tradicionais em Mata Grande, englobando, logicamente, as demais famílias cujos descendentes hoje são incontáveis.

 

terça-feira, 14 de abril de 2015

EVOLUÇÃO SOCIAL? - Joelder Pinheiro


Evolução Social?

 

Uma reflexão sobre o homem contemporâneo

 

            Por Seminarista Joelder Pinheiro Correia de Oliveira

 

Muitos teóricos e pensadores afirmam que a sociedade tem passado por um processo constante de evolução e, consequentemente, o homem, ao mesmo tempo sujeito e objeto, vem sofrendo com as constantes mudanças. Supondo que se trate de uma evolução social, façamos uma reflexão do homem contemporâneo, ou seja, do homem atual, sob três correntes que vêm influenciando-o cotidianamente: relativismo, subjetivismo e individualismo.

            Para muitos, um grande “avanço social” se deu com o relativismo, isto é, não se concebe mais verdades universais e absolutas, tudo se reduz ao próprio indivíduo situado num tempo, espaço e circunstâncias específicas de sua realidade, atingindo negativamente a ética e a moral que perdem seus fundamentos sólidos.

Dissera o Papa Bento XVI que vivemos a ditadura do relativismo, ora, sem verdades absolutas, sem solidez ética e moral, o ser humano é incapaz de encontrar fundamentos para uma construção coerente de seu próprio existir no tempo e nas situações concretas de sua história. Essa ditadura é tão pujante que atinge as várias áreas da sociedade e suas implicações têm sido introjetadas pela mídia nas pessoas, ora de modo dissimulado, ora descaradamente, de tal modo que bases sociais como família, religião, são tratadas como meros conceitos que podem ser mudados com o tempo e receberem uma nova roupagem a “gosto do freguês”, e o pior, a cada dia que se passa essa nova visão de “família”, religião e etc., tem se tornado natural, não gera mais estranheza, isso é grave.

            Em continuidade, o subjetivismo reafirma a autonomia e imposição do ser racional como delimitador e fonte de suas próprias verdades; o subjetivismo decreta a morte de verdades objetivas e instaura, com o relativismo, o nascimento de um homem que se apresenta esplendoroso, magnífico, como um belo edifício, mas construído sobre areia movediça.

            O subjetivismo relegou o homem à sua própria sorte, e por mais que isso aparente ser bom, mesmo que se mostre com uma fachada de independência e liberdade, sem um norte – verdade, ética, moral – o homem está condenado a ser um andarilho errante que não sabe de onde vem nem para onde vai; que olha para o passado e o vê como o acaso dos dias vividos, e olha para o futuro sem nada enxergar, não tem esperança no alvorecer de um novo tempo. Para que ele vai ter esperança? Por que vai se alegrar com as glórias do passado? Nada de concreto motiva o homem, ele não tem razões pelas quais lutar, sonhar, só lhe resta ele mesmo e suas “pseudos verdades” subjetivas.

            À fachada do relativismo e do subjetivismo está, como supradito, uma suposta independência e liberdade em relação a tudo, entretanto, está mais que comprovado, máxime atualmente, que o homem foi fadado ao individualismo. O que importa não é mais o coletivo, a sociedade, mas o indivíduo. O homem não é mais um “animal político”, como afirmara Aristóteles, ele é um ser isolado, apático ao grupo social; ele não se enxerga mais com os seus semelhantes, tornou-se um “bestia sui generis” (o animal singularizado, particularizado, único em seu gênero) dentro da própria espécie racional.

            A sociedade deveria ser o lugar da fraternidade, da completude, da mútua ajuda, só existe sociedade porque o homem necessita dos demais, ele não sabe tudo, não faz tudo, então, o que falta em um o outro completa; essa é a natureza e a gêneses da sociedade. Com o individualismo houve a crescente disseminação de uma “solidão solitária”, ou seja, uma solidão que não provoca encontro com ninguém, nem consigo mesmo. Daí a depressão ter sido considerada a doença do século, as pessoas se sentem vazias, não encontram mais motivações para suas vidas, adentraram numa profunda perda de compaixão umas pelas outras, os afetos e a sexualidade caíram no descaso e tornaram-se coisas utilizadas unicamente para prazer próprio, individual.

            Concluindo, é triste constatar que estamos vivenciando uma involução social; mesmo diante de tantas descobertas científicas, de tanta tecnologia, de tantas facilidades para o desenvolvimento e crescimento da sociedade, constatamos na prática das grandes metrópoles, e se difunde às demais cidades interioranas, que a cada dia que se passa o homem se torna menos humano, no sentido da perda de convicções, motivações, certezas e esperanças, o que gera o gritante egoísmo, as desigualdades, o isolamento, a falta de fé.

 

sábado, 11 de abril de 2015

A SEMANA SANTA DE 2015 EM MATA GRANDE - Germano






























A SEMANA SANTA DE 2015 EM MATA GRANDE – Germano
 

Dia da mentira, primeiro de abril, às 15h30min eu e Icléa saímos de Maceió em direção à Mata Grande, com a finalidade de participarmos das orações da Semana Santa.  A viagem foi tranquila, jantamos em Santana do Ipanema e por volta das nove horas chegamos à nossa casa.
Na quinta feira pela manhã me desloquei  a  uma rua do Colosso onde nos concentramos aguardando a chegada do nosso Coordenador Giovanni. Iniciamos a Via Sacra em direção a Serra da Onça com a participação de  setenta e duas pessoas  entre crianças e adultos com idades de cinco a setenta e oito anos. Tudo corria tranquilamente quando foi avistado um cidadão que escorregou e quase cai no precipício. Homens corajosos que participavam da Via Sacra fizeram  duas correntes, um segurando na perna do outro até que alcançaram o cidadão que estava preso em uns arbustos e o trouxeram são e salvo para o pé  da grande pedra.
Ao concluirmos a Via Sacra, fotografamos  algumas barracas armadas  para a venda de vinhos, água mineral , doces e outras guloseimas.
Na Sexta  Feira Santa nos concentramos em frente a casa paroquial de onde saímos com a via sacra em direção ao Monte Santo. Este ano somente umas trinta e poucas pessoas participaram. Ao chegarmos ao majestoso cruzeiro, rezamos o terço que já se tornou uma tradição. À tarde participamos das cerimônias religiosas e a procissão do Senhor Morto.
No sábado à noite houve a tradicional malhação do Judas, onde os motociclistas desfilaram pelas ruas da cidade com suas buzinas estridentes e depois, mais cerimônias religiosas e a procissão da ressurreição onde o hino  ALEGRAI-VOS OH! MARIA foi cantado com muito entusiasmo.
No domingo assistimos à missa e  partimos para visitar alguns amigos.

domingo, 29 de março de 2015

UM FATO INTERESSANTE – Germano



Ultimamente tenho sido procurado por alguns conterrâneos na busca de notícias sobre fatos  passados ocorridos em Mata Grande, bem como a origem de algumas famílias, destinadas a realização e apresentação de trabalhos em faculdades.  Tenho respondido e orientado de conformidade com os meus parcos conhecimentos e pesquisas. Porém,  uma foi mais  contundente e me deixou boquiaberto porque foi como  uma entrevista, Veja a seguir:

POR QUE  VOCÊ GERMANO MENDONÇA ALVES SE TORNOU UM HISTORIADOR?

RESPONDI:

“A minha mãe Luiza Villar de Mendonça, de saudosa memória, era uma verdadeira  “enciclopédia viva” dos antecedentes e descendentes das famílias tradicionais de Mata Grande, bem como , de fatos e histórias passadas.

Quiçá, tivesse eu,  anotado tudo. Não o fiz, todavia,  na memória ficaram registradas algumas. Quando estudante, no Ginásio Félix Moreno, fundamos o Grêmio Cultural  Djalma Mendonça e passei a estudar uma de suas publicações: MONOGRAFIA DO MUNICÍPIO DE MATA GRANDE, onde tem de tudo um pouco e o muito que precisamos saber e admirar, pois Djalma Mendonça, foi um grande escritor matagrandense.

Com o advento da internet, principalmente,  o ORKUT, passei  a transcrever algo do livro e notei, pelos comentários,  que as gerações atuais estavam completamente desinformadas sobre as nossas origens , abrangendo desde a biografia dos nossos antepassados que fizeram história,  até fatos relevantes acontecidos, daí,  iniciei a divulgação dos fatos constantes no livro bem como  daqueles  que estavam acumulados na minha memória. Criei então, o blog WWW.OMATAGRANDENSE.BLOGSPOT.COM  com a  finalidade de repassar as atuais gerações algo que viesse enriquecer  seus conhecimentos gerais sobre a nossa querida terra, mantendo viva , parte da nossa memória cultural.

Servimo-nos também do “FACEBOOK,” onde criamos um grupo  com a denominação de “ MATAGRANDENSES “ contando atualmente com mais de 2.800 membros incluindo,  conterrâneos e amigos que diariamente recebem e participam das coisas da  nossa terra. Através disso, temos encontrado parentes  que foram embora no século passado e nunca deram notícias mas que, os descendentes reativam as amizades, quer pela internet, quer pelo telefone. Atualmente, participamos também de grupos no “whatsApp”.

Quero deixar claro, entretanto, que não sou um historiador, apenas, repasso para os conterrâneos, atos e fatos ocorridos, que foram  registrados em livros ou pesquisados na própria internet.”

E não é que agora nos  comentários do  “Facebook” estão registrando que sou um verdadeiro historiador. Vejo por outro ângulo, o  verdadeiro objetivo da criação do blog de manter viva a nossa cultura está  sendo assimilada e os  jovens darão continuidade.

 

 

 

sábado, 28 de março de 2015

O PERDÃO - Germano


       
No dicionário, a palavra perdão é um substantivo masculino e quer dizer: desculpa; remissão de pena, indulto.
Sobre o perdão leia o que escreveu a Drª Ely Barreto:
“O perdão é difícil porque a ofensa tem um enorme poder de afetar o narcisismo próprio. Nesses momentos a única  coisa que se torna presente na mente é o desejo de revide, como se este fosse capaz de levantar a auto estima rebaixada.
O não perdoar faz a pessoa querer se passar por vítima: “ fui eu que sofri, eu que  fui humilhada, eu que sofro as consequências da ofensa”.
É preciso que o que passou pela ofensa tenha tranquilidade para analisar o fato – do seu ponto de vista e do outro – e deixar passar o tempo, pois dificilmente o perdão vem da noite para o dia.
Somente o perdão é capaz de trazer de volta a alegria, a saúde e, sobretudo o fato de fazer a dor de a ofensa parar de doer, porque a pessoa escolheu recusar-se a conservar a dor.”
Diante de tantas verdades, não é fácil praticar o exercício do perdão e não ser dominado pelo desejo do revide, porque sempre vem a tona a baixa  estima que foi a  humilhação e esse rescaldo maltrata e  somente o tempo passa a amenizar.
Pessoas que fogem à regra de cidadania, principalmente aquelas que agem sob o ímpeto, normalmente são destituída da razão e com o tempo pagam caro por suas atitudes, quer pelo orgulho de não pedir perdão, quer pela perda de uma amizade.

Um fato interessante aconteceu com minha neta: No recreio da escola um colega jogou um punhado de areia nos olhos dela. A professora exigiu que o colega pedisse desculpas. Ela desculpou. Porém, passado alguns dias, novamente no recreio  a minha neta encheu a mão de areia e  jogou nos olhos do dito colega. A professora então, levou o caso a Diretoria. A diretora perguntou porque ela fez aquilo se antes havia desculpado. - Ela prontamente respondeu. Desculpar eu desculpei mais eu não disse que não ia descontar.

O revide superou o perdão, isto é natural no ser humano desde a tenra idade, daí, ser necessário que os pais procurem sempre orientar os seus filhos no sentido de praticar o exercício do perdão.

 

quinta-feira, 26 de março de 2015

POLÍTICA NA INFÂNCIA - Germano



O Brasil  está enlameado pelos escândalos políticos. Corrupção, falsas promessas e roubos são o cotidiano nas reportagens da mídia nacional. O povo tem ido às ruas e reclamam dos aumentos dos impostos para cobrir rombos, pedem políticos éticos e que os corruptos vão parar nas cadeias.

Esquecem, entretanto, quem  elegeu os atuais governantes e que eles saíram dos lares  e escolas espalhadas por todo o País.  A família brasileira atualmente, não educa seus filhos, deixam a cargo dos professores e secretárias domésticas, haja vista, o casal  ter que sair para trabalhar. Mentem  na vista dos filhos,vibram com pequenos deslizes praticados , quer seja, um pequeno troco que venha a maior, quer seja um lápis surrupiado de um colega de sala de aula. São esses pequenos deslizes que os  filhos passam a vivenciar; assistem na televisão os grandes gastos promovidos pelos políticos, afora os desvios e propinas praticados no exercício dos mandatos eleitorais.

Esses deslizes, pequenos e grandes vão se tornando normais e aceitos na infância, passam pela fase da adolescência e naturalmente chegam  às Prefeituras Municipais, Câmaras Municipais e Estaduais e , posteriormente, ao Plenário Nacional.

Urge, portanto, que a família brasileira que tanto reclama agora, passe a educar os seus filhos na infância e dando a tão badalada “educação de berço” que os  mais velhos usavam.

 

 

 

sexta-feira, 13 de março de 2015

O AQUÍFERO DO JATOBÁ - Germano


O AQUÍFERO DO JATOBÁ  - Germano

Certa feita participando  de uma reunião aonde um cidadão vindo da Capital Federal palestrava sobre a lei das águas, ocasião em que soube que o Governo Federal tencionava cobrar  uma  tarifa das fontes de água natural existentes nas propriedades rurais, bem como  daquelas retiradas dos riachos perenes.

Sabedores que somos que o Governo não cumpre a contento com as suas obrigações constantes no Contrato Social  indagamos sobre o Aquífero do Jatobá. Qual não foi a minha surpresa pela falta de conhecimento. Ficou o referido cidadão de me dar  uma resposta posteriormente, coisa que não aconteceu até o presente.

Dizem os entendidos que do sul do Estado do Piauí até o norte do município de Mata Grande-AL., existe  no sub solo água em abundância  e que, após a Serra da Faveira vários poços estão jorrando  inclusive um, com capacidade de cem mil litros por hora. No município de Inajá –Pe., já presenciei alguns  desses poços em funcionamento com expressiva capacidade, onde a irrigação é corriqueira.

Ultimamente li a reportagem abaixo:

“A visita a Semarh não definiu uma quantidade de poços a serem perfurados na região, mas foi levantada a existência de um aquífero na Bacia do Jatobá, no município de Mata Grande, onde poderiam ser perfurados poços com vazão para atender os municípios de Mata Grande, Canapi, Ouro Branco, Inhapi e Maravilha. Napoleão Casado afirma que está muito otimista com a missão técnica, e exaltou a iniciativa da CPRM: “Essa visita mostra que as ações do Governo Federal estão integradas com o Governo Estadual, com foco em questões de abastecimento e saúde pública”.

Quiçá, Deus ilumine os burocratas e políticos alagoanos para que  seja dada prioridade a perfuração desses poços e assim amenizar o sofrimento do povo sertanejo que habita e trabalha na região do alto sertão.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O CARNAVAL MATAGRANDENSE - Germano


 
 
 
Chegou mais uma época carnavalesca e naturalmente o pensamento se volta para os grandes carnavais vividos em Mata Grande.
O carnaval é uma festa pagã e começou pelo costume de se fazer um período de longa duração onde a abstinência e o jejum predominavam daí o nome “adeus à carne” que em latim se escreve como “carnis levale”, surgindo então o nome carnaval. Havia muitas festas extravagantes onde se brincava conforme o costume de cada  região.
Acredita-se que foram os gregos que o inventaram depois a igreja Católica adotou as festas para que o jejum fosse adotado até a quaresm
Por isto foi adotado de maneiras diferentes entre várias partes do mundo, sendo que Paris foi   quem mais exportou a festa para outras cidades, inclusive,  para o Rio de Janeiro  que  com  suas escolas de samba,  é considerado o maior carnaval do mundo, as quais, já foram adotadas também por São Paulo. Isto sem esquecer Recife que hoje concentra o maior bloco carnavalesco do mundo. O galo da madrugada.
Os portugueses foram os nossos colonizadores e trouxeram o hábito, inclusive o de jogar maisena, farinha de trigo, água e ovos nas pessoas que brincavam. Já nos salões, as fantasias, confetes, serpentinas e lanças perfumes davam a tônica da animação.

O primeiro grito  de carnaval oficial de rua no Brasil foi realizado em 1884, em Salvador, na Bahia. No início era uma espécie de imitação do Carnaval de Veneza,com todo o luxo que o desenvolvimento da cidade baiana, na época permitia.
Já o frevo, um dos mais populares ritmos do Brasil, grudado no DNA do povo pernambucano, esse  ritmo faz o sangue de milhões de foliões ferver ou “frever”. Uma adaptação em bom “pernambuquês” para o termo ferver virou assim a designação de um dos ritmos mais fascinantes da música popular Brasileira (Fonte Revista Agerip)
E assim ele também chegou a Mata Grande, onde os frevos e marchas carnavalescas pernambucanas dominam os salões de festas.

Logo que chegava o sábado, o bloco do Zé Pereira, saia pelas ruas , juntamente com Mariquinha e Juvenal, anunciando um excelente carnaval com a música:

VIVA ZÉ PEREIRA
VIVA JUVENAL
VIVA MARIQUINHA
TODOS TRÊS NO CARNAVAL.
O carnaval de Rua em Mata Grande era o melhor do alto sertão, principalmente o da terça feira onde  foliões de Maceió, Delmiro Gouveia, Inajá, Inhapi e Canapi sempre marcavam presença, animando os blocos do mela, mela, rasga camisas e outras brincadeiras.
Na segunda feira não tinha como não prestigiar o bloco do URSO PRETO comandado por seu Joaquim de Belo, saindo da Rua Nova,  cuja música era mais ou menos assim:
MAS COMO FOI
MAS COMO É
O URSO PRETO 
TÁ NA ARCA DE NOÉ.

TODO MUNDO JÁ DIZIA
QUE ESTE URSO NÃO SAIA
MAS O URSO ANDA NA RUA
COM PRAZER E ALEGRIA.

Na terça feira outro bloco famoso era o do BACALHAU que saia do Mandacaru sob o comando de João Caju e a música dizia:
OLHA O BACALHAU
PRA MIM É UM COLOSSO
AZEITE COM VINAGRE
O SALGADO E O INSOSSO.
A noite havia no Mercado da Farinha o baile com as fantasias. Posteriormente, a política local dividiu a sociedade matagrandense com a criação do PAZ E AMOR CLUBE. Eram dois grandes bailes o que formou dois grandes blocos nas ruas, divididos e  que não poderiam se cruzar nas ruas pois as insinuações provocavam brigas.
Paulatinamente, famílias foram deixando de se deslocar para passar o carnaval em Mata Grande que, com o surgimento das bandas e palanques armados no meio da rua tornaram o carnaval da cidade menos atraente. Hoje em dia os conterrâneos fazem é se deslocar para outras cidades a fim de se divertirem melhor. E aos poucos, foi perdendo a graça. Às vezes se anuncia um carnaval como antes, mas não se consegue a alegria e a beleza que o tempo levou.

 
 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

O PAPEL DO VEREADOR - Germano


O PAPEL DO VEREADOR.

                             
“Cabe ao vereador, mostrar os problemas da comunidade e buscar providências junto a quem de direito”.


Mas não é só isso, Cabe-lhe também a função de fiscalizar as contas do Poder Executivo Municipal e do próprio Legislativo.


Um dos pré-requisitos da democracia é a existência de um Poder Legislativo independente. Sem isso, a  a democracia é deficiente, capenga. No Brasil, apesar das leis falarem claramente em "poderes independente e harmônico entre si", ainda falta muito para que isso vire realidade.

                                                                      
Lamentavelmente, as contradições começam a nível nacional e estadual, quando temos parlamentares, em sua maioria, subservientes e fieis aos interesses políticos e econômicos do Executivo.


Em especial, com raras exceções, nas Câmaras Municipais, é vergonhoso. Prefeitos detêm a maioria dos vereadores os quais mantêm com um empreguinho para esposa, um benefício aqui, outro ali... e assim, o edil fica cada vez mais distante do verdadeiro papel do vereador, passando a ser apenas um encabrestado, boneco de marionete.
Isso vem de longe. São os costumes "coronelísticos" que persistem como herança política da Republica Velha.

Cabe ao vereador, expor os problemas da comunidade e buscar providências junto Cabe aos órgãos competentes, mas não é só isso, cabe-lhe também a função de fiscalizar as contas do Poder Executivo Municipal, os atos do Prefeito, denunciando o que estiver ilegal ou imoral à população e aos órgãos competentes. Portanto, o vereador é o fiscal do dinheiro público, também vale lembrar que pela estrutura Cabe social brasileira, ao vereador é sempre cobrada a função de assistente social.

Isso vem de longe. São os costumes "coronelísticos" que persistem como herança política da Republica Velha.


“Vereador consciente contribui efetivamente para o desenvolvimento humano do seu município, ajudando o povo a pensar e se organizar”.
 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

CONFIABILIDADE DAS URNAS ELEITORAIS – Germano


CONFIABILIDADE  NAS URNAS ELEITORAIS – Germano

 

Não bastasse a compra de votos que  foram presenciadas por vinte oito por cento da coletividade entrevistada, vem a  baila que , vinte por cento não confia nas urnas eleitorais e  após as eleições de 2014 após sair vitorioso nas urnas é que o governo pensa na possibilidade de mudar algo no sistema, fazendo com que cada eleitor receba a impressão do seu voto.(GA.29.01.15).

O que se ouve muito dos eleitores é que votaram em um candidato e apareceu a fotografia de outro.  Pode ser erro de digitação, no entanto, como se justifica reclamações de vários eleitores em uma mesma zona eleitoral?

No que concerne a compra de votos é do conhecimento geral que, só ganha eleição quem tem muito dinheiro, daí a perpetuação no poder de vários políticos que através do sistema implantado pelos próprios, conseguem  dinheiro facilmente e gastam fortunas para se manterem no poder.  A matemática é simples: como se gastar mais dinheiro em uma campanha do que o que se vai receber ao longo dos quarenta e oito meses de mandato?

A impressão do voto será uma forma do eleitor saber  que votou corretamente. Todavia, não será também uma maneira eficientíssima do pleiteante ao cargo político, que compra o voto, ter a certeza de que o seu dinheiro foi bem aplicado?

O político tem uma estratégia  para cada eleição e sabe quantos votos vai  precisar para se eleger em uma legenda que na maioria das vezes não representa a maioria, isto é, caso precisem de 10.000 votos, trabalha em cima de 20.000 porque já sabe que cinquenta por cento dos eleitores  costumam trair. A democracia em sua essência não é cumprida e tampouco constitui a maioria absoluta, então, esse segundo turno criado, mascara a maioria absoluta.

Se houvesse uma eleição a cada cinco anos para preenchimento de todos os cargos, o País economizaria o equivalente a três eleições. Imagine a quantia de dinheiro desperdiçada para enriquecimento ilícito de alguns privilegiados que poderiam ser aplicadas para a melhoria da qualidade de vida  de uma grande maioria de  brasileiros.

Relembro agora o caso de um vereador que pediu um voto a uma senhora. Prontamente ela foi buscar o título e mostrou a urna que votaria e disse: - Nesta urna se tiver somente um voto já sabe foi o meu. Tempos depois o vereador chegou a casa dela e falou: Naquela urna não tive nenhum voto.  A senhora ficou constrangida, assegurou que tinha realmente votado. Foi buscar o título e rasgou na frente do vereador e  disse:
Doravante, jamais votarei.