quinta-feira, 18 de maio de 2017

SOBRIEDADE E TEMPERANÇA - Germano





Sobriedade, segundo Augusto Miranda " é um substantivo feminino; temperança, moderação, prudência, calma, qualidade de sóbrio. Temperança, quer dizer a qualidade ou virtude de quem é moderado, ou de quem modera apetites e paixões, parcimônia, sobriedade.”

Estas palavras me fizeram voltar ao passado, ao tempo de estudante  no Ginásio Félix Moreno, tempo em que buscava um rumo  a ser trilhado na vida, pois já namorava com a minha querida esposa e São Paulo, se alinhava como a grande opção, coisa muito comum. Recife, seria a segunda opção, esperando completar os dezoito anos para ingressar na Polícia Militar, apadrinhado pelo Coronel Eraldo Cavalcante Vilar. Lá continuaria com os meus estudos e faria carreira militar.

Como bom estudante  do terceiro ano ginasial me submeti a um concurso público no Banco do Nordeste do Brasil S/A e o tema da redação foi “SOBRIEDADE E TEMPERANÇA NA VIDA DO HOMEM”. Com os nervos à flor da pele, e uma grande redação de no mínimo trinta linhas a serem criadas. Nenhum significado  aparecia, de repente, surgiu a palavra sóbrio e temperamento como guias. Acertei em cheio.

O bom de tudo isso também, foi o aprendizado que exerço até hoje, sempre mirando as coisas que mais se aplicam para o alcance da minha sobriedade, tanto no plano familiar como social, coisas que usei durante os trinta e tantos anos que exerci a minha profissão bancária.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

O PADRE MANOEL FIRMINO - Germano





                        O PADRE MANOEL FIRMINO PINHEIRO

Foi um dos padres da paróquia de Mata Grande que deixou o nome na história, tanto pela sua bondade como também pelo seu envolvimento com a política. Dizia a minha mãe Luiza Vilar de Mendonça “que o padre Manoel Firmino gostava tanto de política que ao chegar em Mata Grande se aliou  a família  Malta e depois se tornou um ferrenho adversário, principalmente do então Coronel Zé Malta. O padre foi Deputado Estadual provavelmente antes de ir para a nossa cidade,   falando nele como Padre e prefeito de Mata Grande.
O padre residia na Rua de Cima e promovia festas noturnas com o intuito de tirar o sossego daqueles que não eram correligionários e não podiam frequentar o ambiente.  
Criava um casal de cachorros  e o  macho ele denominou de “Vosmicê”. Quando alguém perguntava o nome do cão ele respondia Vosmicê e logicamente quem estava presente dava muitas gargalhadas. O padre, brincalhão, também gostava disso e sorria bastante.
Certo dia de domingo aconteceu justamente com um matuto que, desconfiado das gargalhadas ficou bastante acanhado. Instantes depois passou a cadela e o matuto inocentemente perguntou: Padre aquela é a mãe de vosmicê?

Quando o Coronel Zé Malta voltou ao poder o padre teve que sair de Mata Grande. Contam  que ao sair jogou uma praga no adversário , dizendo que ele tinha que morrer sofrendo muito, que seus descendentes haveriam de brigar entre si até a quinta geração e que a cidade ainda ia ser coberta por melões de São Caetano.”

Segundo me contou o paraibano Antonio Caíca, nascido na cidade  de Santana dos Garrotes, ” o Padre Manoel Firmino,  da carreira que deu de Mata Grande  foi parar na paróquia de  Misericórdia no Estado da Paraíba.  O Padre Manoel Firmino tinha o sangue político correndo em suas veias e chegando em Misericórdia se candidatou a Prefeito e ganhou dos políticos locais que se reuniram e na próxima eleição  retomaram o poder. 

Como o nome Misericórdia era nome da igreja os políticos mudaram o nome para Itaporanga e quem chamasse a cidade de  Misericórdia era preso e levava umas palmadas.
Certo dia um matuto foi se confessar com o Padre e como tinha muitos pecados foi obrigado a rezar ali mesmo, no confessionário , um Pai Nosso , Uma Ave Maria e uma , Salve Rainha. O matuto foi bem, porém na vez da Salve Rainha disse: Salve Rainha Mãe de Itaporanga, vida doçura...”

Algum tempo atrás uma pessoa me perguntou se eu sabia quem tinha colocado o Cruzeiro no Monte Santo, procurei então o amigo de saudosa memória Ciro Bezerra que informou: “ Quem colocou o que está lá, substituindo um que já existia  foi o Padre Manoel Firmino”.




domingo, 14 de maio de 2017

A RUA EUSTÁQUIO MALTA - Germano





           
                                                 Rua da Cruz antigamente




Rua Eustáquio Malta = Uma das  Ruas mais antigas da nossa cidade. No local onde hoje  fica a ECT existia uma cruz  que originou o nome como ainda hoje é conhecida: A RUA DA CRUZ. Na foto acima, no ano de 1950 esta parte se chamava Rua Gabino Besouro é o trecho que liga a Rua de Baixo a Rua de Cima.

Na Rua da Cruz residiram importantes homens  que fizeram a história de Mata Grande, inclusive alguns prefeitos (Gentil Albuquerque Malta, Joaquim Brandão e Antonio Barbosa da Silva, há décadas passadas) além de Deputados Estaduais como Antonino Malta, Eraldo Malta Brandão e Luiz Gonzaga Malta Gaia.

A Rua também  foi palco do início de um grande tiroteio entre forças políticas da época de 1950, onde  faleceram Eustáquio Malta, os filhos Ubaldo Malta e Sônia Malta e  o cidadão chamado Napoleão. Este sangrento episódio deu início ao atraso do município. Muitas famílias se mudaram e em dez anos o número de residência, pasmem, diminuiu consideravelmente segundo as estatísticas do IBGE, afora o fechamento de muitas instituições federais e estaduais que, paulatinamente, foram saindo, perdendo a cidade inúmeros empregos com salários fixos e indiretos. O Banco do Nordeste, que foi  inaugurado em 1957, permaneceu graças a tenacidade do então Deputado Eraldo Malta Brandão.

A farmácia mais antiga  do Estado de Alagoas,  que pertencia ao  farmacêutico Dalvino Alencar e seu irmão Virgílio Alencar, ali também tinha endereço certo até tempos atrás.

Atualmente   Órgãos importantes lá ainda funcionam como a Câmara Municipal, o Grupo Escolar Demócrito Gracindo, Banco do Nordeste do Brasil S/A., Empresa  Brasileira de Correios, Posto de Jairo Malta, Casa Veterinária do meu amigo Luiz Celso, afora outros comerciantes e  seus familiares.