sábado, 7 de janeiro de 2017

AS LOJAS DE TECIDOS DE MATA GRANDE - Germano
















                                          A Loja de Luiz Brandão.


Passeando pelas ruas de Mata Grande eis que me deparo com a loja do meu amigo Luiz Vieira Brandão, a única que ainda sobrevive e continua vendendo tecidos por metro. Não sei precisar há quantos anos tem resistido, dado a persistência do seu proprietário que insiste obstinadamente para a sua manutenção.

Sempre fui cliente comprando camisas, calças e ultimamente chapéus e uma das curiosidades que nunca esqueci era a forma como ele anotava o meu nome no caderno de fiado: O FILHO DE BALBINO.  Todos os meses pagava uma prestação e normalmente comprava novas camisas ou mesmo um par de sapato, pois ele, inteligentemente, foi introduzindo outros objetos nas prateleiras, diversificando as suas mercadorias.

Vale registrar que a loja de Luiz, hoje em dia  é um excelente ponto de encontro de amigos. Lá sempre existem cadeiras, bancos de madeira (tamboretes) para se sentar e  diga-se tem amigos que sentam e passam horas conversando. Quando passo na calçada sempre dou uma parada para cumprimentar que está a conversar com ele ou mesmo com sua esposa a prima Jacira Vilar.

A minha memória então voltou aos tempos em que tínhamos várias opções de lojas para comprar, dentre elas as de seu Manoel Matias, Gentil Malta, Jari Malta, Cristiniano Nunes, Antonio Rodrigues, Luiz de Catú, João Barros, Oscar Alencar, Seu Vida, Benício Silva e Belarmino, nesta última comprei alguns metros do tecido tergal santista que o famoso alfaiate Lulú  de saudosa memória, confeccionou o meu primeiro terno com extrema habilidade.

Não obstante o fechamento das lojas supramencionadas, a loja resistente, conta com a concorrência de vários vendedores ambulantes e ainda dos integrantes da Feira da Sulanca sediada em Caruaru-Pe., que percorre as cidades do interior com preços altamente convidativos.



domingo, 1 de janeiro de 2017

O MÊS DE DEZEMBRO DE 2016 – Germano



O mês de dezembro me reservou gratas surpresas, logo no dia 08 (oito) recebi a visita inesperada do primo Jean Gomes e seu filho Miguel, onde tivemos um feriado prazeroso e  de muitas  alegrias.




Encontro com os primos na Barra de Santo Antonio.


Depois, iniciei um período de grandes preocupações com a confraternização natalina dos funcionários aposentados do Banco do Nordeste de cuja associação sou o representante e esta seria a minha primeira vez, cuja realização ocorreu no dia 22.12.16.
Por ser iniciante procurei seguir o padrão dos anos anteriores, no entanto, tomei a liberdade de tentar modificar algumas apresentações, suspendendo a figura do animador e contratando uma fotógrafa, um data show e uma recepcionista.
Pelos comentários inseridos nas redes sociais, acredito que tenha agradado a todos pelo que agradeço penhoradamente, agradeço também a Deus, que nos permitiu trabalhar em prol da causa.





Confraternização natalina com os colegas da AABNB -Maceió.

No dia 24.12.16 o meu filho Marcus e Cristine, sua esposa, resolveram fazer a primeira ceia de natal na casa deles em Arapiraca, haja vista que, nos anos anteriores sempre se deslocavam para Maceió onde residem pais e sogros.

Almocei na Capital e à tarde nos deslocamos para Arapiraca onde á noite assistimos a Santa Missa do Natal e ao retornarmos para casa, eis que nos esperava um lauto jantar preparado com todo amor pela minha nora Cristine Gonçalves.



Natal com a família em Arapiraca - Al


Comemorando 49 anos de casados em Arapiraca-Al.



Assistindo a missa natalina em Arapiraca-Al.


Jantar de natal com a família.







Bolo de comemoração, foi uma grata surpresa!







Após o jantar, já depois da meia noite estávamos conversando descontraidamente quando surge repentinamente a minha neta Caroline e os irmãos Vinicius e Marquinhos com um bolo de aniversário dos 49 (quarenta e nove) anos de casados. Qual não foi a minha surpresa e a de Icléa com tamanha manifestação de amor e carinho. Ficamos embevecidos.







Hotel Pedra do Sino - Piranhas - Al.

No dia 25.12.16 completando quarenta e nove anos de casados,  preparei uma surpresa para a minha querida, em vez de seguir para Mata Grande segui para a cidade de Piranhas, pois havia reservado um apartamento no Hotel Pedra do Sino, conforme divulguei anteriormente, passamos bons momentos, principalmente à noite no centro cultural da cidade com boas companhias, do casal Raimundo e Jucilene, ele Advogado e Fazendeiro e ela Professora do Objetivo em Porto Velho, além de boas  músicas ao vivo e um delicioso café regional.









Centro cultural de Piranhas, à noite.


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Piranhas lá embaixo

No dia 26 seguimos para Mata Grande onde participamos da novena e missa, pois era a noite dos matagrandenses ausentes de cuja comissão fazia parte. O interessante foi que atuei como comentarista na missa e depois agradeci a presença do Senhor Bispo Diocesano, Dom  Dulcenio de Matos, do Pe. Eriston de Aracaju, Seminaristas presentes, ao coral que veio de Delmiro Gouveia, comandado pela matagrandense Janeide, de quem tive a honra de ter sido seu padrinho de casamento. Foi gratificante ter encontrado tantos matagrandenses ausentes.









Missa e novena dos matagrandenses ausentes na matriz de Mata Grande - Al.









Para concluir o ano, assistimos a missa da virada na Igreja de Nossa Senhora da Rosa Mística  em Maceió , onde agradeci a Deus pelo ano de  2016, orei pedindo proteção para o ano novo que se inicia e desejar  saúde, paz e tranquilidade para a minha família, para os meus amigos, leitores deste blog e seus  familiares.
Depois, a convite do colega Claudio Magalhães e sua belíssima esposa Ana,fomos assistir à queima de fogos na praia de Ponta Verde, dar adeus ao ano velho e desejar feliz ano novo para todos os amigos, leitores deste blog e familiares.
A queima de fogos foi linda, três  barcas  emolduraram os céus com os lindos fogos de artifício, comemoramos com champanhe, vinho , cerveja e  uísque.  Em seguida fomos para o apartamento do casal anfitrião onde o seu filho Claudio Júnior nos brindou com belas canções até as quatro horas no novo dia. Graças a Deus tudo correu normalmente!





A meia noite assistindo a queima de fogos na orla da  Ponta Verde em Maceió-Al














A missa do ano novo  na igreja de Nossa Senhora da Rosa Mística.

sábado, 31 de dezembro de 2016

UM DIA EM PIRANHAS – AL – Germano



Saindo de Arapiraca, na manhã do dia 25.12.16 estávamos passando por Olho d'Agua  do Casado, resolvemos conhecer a cidade e almoçar na praia da  Dulce e depois seguimos para Piranhas.






Chegamos à cidade dentro do horário previsto, pois o Hotel Pedra do Sino já estava com o apartamento reservado. 

Após passar pela recepção e depois  da devida acomodação fui vislumbrar da varanda do apartamento o Rio São Francisco, Rio da Unidade Nacional ou Velho Chico como é popularmente conhecido nos momentos atuais.




Fiquei boquiaberto com a quantidade de pedras em diversas ilhas no leito do rio, antes, sempre encobertas pelas águas. No meio do rio, que mais parecia um riacho temporário em épocas de cheias, eis que surge um catamarã, subindo caudalosamente rio acima, se desviando das pedras . Somente quem conhece o leito tem condições de navegar.






A noite nos preparamos para conhecer de perto um monumento cujo acesso à cidade é feito através de uma escadaria com 365 (trezentos e sessenta e cinco) degraus e lá ao fotografar Icléa, uma senhora pediu para nos fotografar. Prontamente aceitei e agradeci. Em seguida  perguntamos de onde eles eram e disseram que residiam em Porto Velho, que estavam hospedados na vizinha cidade de Canindé, que tinham deixado o carro na cidade e subiram pela escadaria. Como íamos visitar o centro de Piranhas, os convidamos a descer conosco pelo asfalto. Aceitaram e ao chegar ao centro cultural nos sentamos em uma mesa e nos deliciamos com a beleza do local.

Já conhecíamos a cidade durante o dia e tínhamos vontade de ir ao centro da cidade à noite, onde os bares e restaurantes, com as  suas excepcionais garçonetes servem um café regional delicioso, com músicas ao vivo o que tornou a nossa  ida muito agradável.




No dia 26/12/16, curtimos a beleza das paisagens locais e após um belo banho na piscina, nos dirigimos para Mata Grande onde à noite participamos da noite dos matagrandenses ausentes de cuja comissão fazia parte.








quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

NOSSA PADROEIRA - Germano







Hoje é o dia 22 de dezembro de 2016 , então começa em Mata Grande as novenas da maior festa do ano, em homenagem a nossa  Excelsa  Padroeira, Nossa Senhora da Conceição. São nove dias de festejos com novenas à noite, sempre abrilhantada pelos zabumbeiros e foguetório, onde a maioria dos matagrandenses comparecem a igreja matriz para orar.
A festa da Imaculada Conceição é comemorada em 8 de dezembro, foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV.
No entanto, antigamente, por algum tempo, não havia padre em nossa paróquia, quem celebrava era o padre de Água Branca, como lá também a padroeira é Nossa Senhora da Conceição, ficou estabelecido que no dia 08 (oito) celebrava em Água Branca e no dia 31 (trinta e um) celebrava em Mata Grande. As noite de novena iniciam hoje, e terminam no dia  primeiro de janeiro com a grande procissão.




A IMACULADA CONCEIÇÃO é segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, de falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina.
Também professa que a Virgem Maria viveu como vida completamente livre do pecado. A Igreja Católica considera que o dogma é apoiado pela Bíblia, Maria sendo cumprimentada pelo Anjo Gabriel como “cheia de graça”, uma vez que Jesus tornou-se encarnado no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre do pecado para poder gerar seu filho.
                               
HINO DA NOSSA PADROEIRA DE AUTORIA DO PE.  ROSEVAL.









FOTOS DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO            



            

                       ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO


                                  Virgem Santíssima,

                                  Que fostes concebida sem o pecado original

                                  e por isto merecestes o título

                                  de Nossa Senhora da Conceição

                                  e por terdes evitado todos os outros pecados,

                                  o Anjo Gabriel vos saudamos que nos alcanceis

                                  do vosso divino filho o auxílio necessário

                                  para vencermos as tentações

                                  e evitarmos os pecados e,

                                  já que vós chamamos de Mãe,

                                  atendei-nos com carinho maternal filhos vossos.

                                  Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós.



FOTOS DA IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO EM MATA GRANDE







Segundo o livro do escritor matagrandense Djalma Mendonça nos idos anos de 1790, Francisco Gonçalves Teixeira recebeu uma parte de terras onde hoje fica a cidade de Mata Grande . Inicialmente houve a construção de uma capela, onde foi fincada uma cruz, daí o nome de Rua da Cruz a atual Rua Eustáquio Malta.

Depois os proprietários doaram uma parte de terras para ser erguida uma igreja cuja padroeira teria que ser Nossa Senhora da Conceição que, com a posse, teria as terras como patrimônio, podendo então cobrar laudêmios e demais impostos quando de transmissão de alguma posse cedida. Então começaram a construção de Igreja Matriz, lá no alto, onde hoje fica a praça da Matriz.

Naquela época as construções eram de taipa, todavia, alguns padres passaram a executar enormes reformas e quando a cidade foi elevada a categoria de cidade em 18 de março de 1837 a capela também foi elevada à categoria de Paróquia e, atualmente pertence a Diocese de Palmeira dos Índios em Alagoas.

Contam os antigos que a Igreja foi construída por escravos, cujas largas paredes são de pedras de mó, trazidas da região do Moxotó, alinhadas com caliça, que era uma mistura de cal e areia que levavam dias sendo batidas com paus para unificação. Não se conta, entretanto, quantos anos foram gastos na sua construção.

O Padre Aloysio Vianna Martins, nos anos sessenta, pediu ao seu irmão, Dr. José Arnaldo Lisboa Martins que fizesse um projeto para elevação da torre da igreja e promoveu também algumas melhorias internas. A ampliação da torre foi efetuada, bem como a colocação de mosaicos e ainda a ampliação do altar principal cujas despesas ficaram as expensas do saudoso coletor federal Oldrado Soares.

Posteriormente outros padres efetuaram outras melhorias e ultimamente o Pe. Gilberto Amorim executou muitas transformações internas deixando a nossa Matriz muito mais bonita.

       









                                                                                              


                                                                                                       

                                                                  
 
     

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

A PRIMAVERA EM MATA GRANDE - Zezinho de Laura -

A PRIMAVERA NA MATA GRANDE
 1
 Aos vinte e dois de setembro
 Tem inicio a primavera
 Essa é a melhor estação
 Que deus deixou para terra
 Toda as arvore floridas
 Na caatinga ou na serra
 2

Os passarinhos cantando
 Pois sabem que os furtos vêm
 As matas todas floridas
 E perfumadas também
 É bom andar pelo bosque
 O ar é cheiroso e faz bem
 3

São flores de todas espécies
 De todas as cores e formato
 Tem plantas criadas em casa
 Outras que nascem no mato
 Que bom que todas são lindas
 E enriquecem nosso olfato
 4

Nos lindos pés de mulungus
 Fazem a festa os beija-flores
 Cajazeira umbuzeiro e ipê roxo
 Cada qual exalando o seu odor
 E quem ganha com isso somos nos
 Com a dádiva de jesus o criador
 5
 As pitombeiras e mangueiras
 Mandam suas flores também
 Mandacaru, marmelo e umbu
 É o aroma que o serrado tem
 A bonina e a espirradeira
 Tem um perfume que faz bem
 6
 Tem as plantas tradicionais
 As rosas, cravos e bromélias
 Onze horas e flor de maracujá
 Margarida, orquídeas e azaléas
 E por falar de tantas flores
 Fez-me lembrar deminha velha
 7

A bela estação das flores
 Enchem de perfume as serras
 Quem quiser que aproveite
 Enquanto não vem a guerra
 Quem nos mandou tudo isso
 Foi o grande dono da terra
 8

Falei da estação das flores
 Na próxima eu falo do verão
 São todos projetos de deus
 Feitos pra quem tem emoção
 Seja outono, verão e inverno
 É bom para o nosso coração
 9


zezinho de laura ( filoca ) `` o poeta genérico´´

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

HISTÓRIA DE CAPA GATO - José Ferreira da Silva







HISTÓRIAS DE CAPA GATO - Crônica de uma mudança de vida.

Por José Ferreira da Silva

O ano de 1969 foi um intervalo de tempo manifestamente atípico em minha vida, pelas mudanças inopinadas acontecidas. Para que se tenha uma ideia, o tempo decorrido entre a minha saída do Serviço de Extensão Rural e a posse no BNB, Fortaleza, foi de apenas 5 dias, uma mudança notoriamente drástica; na quinta feira pedi demissão da ANCAR, no domingo viajei de avião pela primeira vez (um quadrimotor da VASP, cujo barulho mais parecia o de um terremoto, ou mais precisamente de um tsunami); caprichosamente bem vestido (era assim que se viajava de avião naquela época), mais parecendo um magnata, foi assim que viajei. Consegui sobreviver, apesar de ter tido muito medo e de ter ficado "moco" durante uns três dias - foi uma experiência inesquecível, porquanto até hoje ainda me lembro de cada susto que passei naqueles momentos; compreensivelmente, o meu comportamento não poderia ser diferente do de um "marinheiro de primeira viagem". Sim, que fique bem claro isso, aquela foi a minha primeira viagem de avião. Confortava-me, no entanto, o convencimento de que estava passando por uma provação, tendo em vista as minhas dúvidas quanto aos meus merecimentos diante de Deus. Tudo aconteceu de repente, e o melhor ainda estava para vir. Na segunda feira tomei posse na Direção Geral, seguindo-se, após, um curso de 30 dias, e um estágio prático na Agência de Maceió sob a importante coordenação do colega ANANIAS RODRIGUES DE SOUZA NETO.

Depois disso, "entrei na real" com a minha nomeação para Agência de Mata Grande, a qual, por conhecidas perturbações administrativas que tivera, estava atravessando momentos dificílimos; era, portanto, uma das agências mais problemáticas, com um número assustador de operações irregulares.

Naquele tempo, com a classificação que obtivera no concurso, poderia ter sido nomeado para uma agência mais bem situada, por exemplo, Maceió, onde havia uma vaga; isso, no entanto, não aconteceu, tendo em vista o olhar dos Administradores que enxergava os interesses maiores do Banco como empresa, decisão da qual nunca discordei. Assim, considerando que a agência do BNB-Mata Grande, naquele momento não possuindo ninguém na área de fiscalização, indiscutivelmente apresentava-se como prioridade e aquele seria o momento de atender aquela premente demanda. Destarte, fui nomeado para Mata Grande sem nenhuma objeção de minha parte, pelo contrário, reconhecendo ser uma honra o nível de confiança em mim creditado. Seria ali, portanto, a obtenção de uma das maiores contribuições à minha formação profissional como técnico e como pessoa.

Mata Grande, situada na Região Serrana de Alagoas, de beleza notória e clima frio e gostoso, esperava-me para o cumprimento do meu desafio sem par. Para lá viajei em um caminhão carregado com a minha bagagem, saindo de Arapiraca (cidade da minha residência temporária) no início de uma noite memorável. Durante o percurso, quase cindo horas de viagem em estrada de barro, minha mente percorreu um universo composto de pensamentos ecléticos, mas pautados positivamente na minha vontade fazer o melhor. E assim, como diria Luiz de Camões, "viajei por mares nunca dantes navegados” em uma noite que arquivei no meu acervo de lembranças permanentes. E todas as minhas interrogações no mundo subjetivo da mente eram plausíveis, porquanto à minha frente postavam-se as incertezas.

Na novel situação, já nos primeiros dias, dar-se-ia a fixação da minha boa impressão sobre o ambiente de trabalho, notadamente o espírito de companheirismo dos novéis colegas. Apesar da minha condição de neófito, isso, determinante do meu comportamento de certo modo desconfiado, fui aos poucos conhecendo as pessoas e fazendo as minhas amizades. E assim imbuído das minhas convicções, inteirado, respeitando a clientela e o cidadão, consegui realizar o meu trabalho a contento à expectativa dos compromissos com o BNB. Muitas situações complicadas aconteceram comigo, algumas boas, outras, nem tanto, mas, graças a Deus, sempre nos limites das minhas possibilidades. Meus sentimentos e posições naqueles momentos singulares estariam perfeitamente enquadrados em um dos versos da mais famosa música de Almir Sater, TOCANDO EM FRENTE:

“Penso que cumprir a vida seja simplesmente

Compreender a marcha e ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro levando a boiada

Eu vou tocando dias pela longa estrada eu vou

Estrada eu sou”.

O enfrentamento das primeiras missões não foi fácil, tendo em vista que eu, além de não possuir carro, não conhecia as pessoas e a região. Eis que, para minha felicidade, foi escolhido para andar comigo uma pessoa de alta qualificação pessoal, o qual, ao longo do tempo, provou ser merecedora da minha mais absoluta confiança. Sebastião Pereira de Oliveira, seu nome formal, ou "Véio Sé", como nós o chamávamos na intimidade, era cabra de fé, um homem com um "H" bem grande, à altura dos seus merecimentos. Entre tantos adjetivos inerentes às qualidades deste grande cidadão, destacaria: amigo, comedido e audaz. Enfim, andar com o "Véio Sé" (e o fiz durante quase dois anos), digo com toda convicção que me é permitida, era mais tranquilo do que andar com um exército de seguranças. Enfrentamos muitas situações de extremo risco, algumas, diferentemente, engraçadas.

E assim, focado na premissa de que o TEMPO PASSA, percorri a “longa estrada” que durou seis anos e meio, experimentei “o sabor das massas e das maçãs", fixei o entendimento de que: “é preciso amor para poder pulsar, é preciso paz para poder sorrir”, mas, para tudo isso, “é preciso a chuva para florir”.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

DICAS DE SAÚDE


DERRAME – Como tentar evitar -

Quando um derrame estiver a ocorrer, fique calmo. Independentemente de onde a vítima estiver, não o/a mova de lugar. Porque se a pessoa for movida, os capilares vão se romper. Ajude a vitima a ficar de pé para prevenir que ela/ele não volte a cair porque se não o derrame de sangue pode começar de novo. Se tiver na sua casa uma seringa seria o melhor. Se não tiver, pode usar uma agulha de costura ou um alfinete estreito.
1.Aqueça a agulha/ alfinete para esterilizar e depois dê uma alfinetada com a ponta, em todos dedos das mãos do paciente.

2. Não há pontos específicos nos dedos para a acupuntura ser feita, mas pode picar 1 milímetro perto da unha.
3. Pique até o sangue começar a sair.
 
4. Se o sangue não começara sair, então aperte (pressione) com os seus dedos.
 
5.Quando todos os 10 dedos começarem a sangrar, espere alguns minutos e depois puxe as suas orelhas até ficarem vermelhas.
 
7.Depois pique cada um dos lóbulos das orelhas até começar a sair uma gota de sangue de cada lóbulo. Depois de alguns minutos a vítima começará a recuperar os sentidos.
 
Espere até que a vitima recupere o seu estado normal e, só quando já não tiver nenhum sintoma anormal, leve-o para o hospital. De outra maneira, se ele for levado as pressas para o hospital, a viagem turbulenta que ele vai ter, vai fazer a sua vida, tentando arranjar maneira de andar, seria graças aos seus antepassados.
Autor desconhecido.




quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A FIDELIDADE CANINA - Germano






Instigado pelo conterrâneo Ubireval Guimarães onde escreveu “ A fidelidade de um animal. A espera silenciosa dele até o horário da chegada do seu dono, seu patrão, seu senhor de quem é alimentado e cuidado. Uma troca de convivência zoohumana incomparável. Mesmo que todos da família se vão aos poucos, ele resiste até seu tempo de consumação   “

Aproveitamos a dica para detalhar alguns aspectos sobre o tema, pois na qualidade de criador de um cachorro sabemos definir o grau de confiabilidade e da fidelidade de um cão. Existem muitas frases que norteiam o pensamento criativo do homem. Em Mata Grande, desde a juventude ouço uma que marca “ é melhor um cachorro amigo do que um amigo cachorro”. O cão, na verdade, é o único amigo desinteressado do ser humano, pois nunca o abandona ou faz ingratidões. Está sempre alegre, abanando a cauda, demonstrando o seu gesto peculiar do grande amor que sente pelo seu dono. É uma pena que o ser humano não sabe explicar o porquê e tampouco entender plenamente a grandiosidade de tamanha fidelidade, pois sempre maltrata, briga, xinga, bate e o expulsa do lugar.

Leia o que colhi no blog do cachorro:

“Muita gente acha que um cachorro gosta de seu dono porque ele cuida de sua saúde e o leva para passeios agradáveis, e, é claro, por que muitas vezes, ele dá para o cachorro, aquele pãozinho por debaixo da mesa. Mas na verdade, quando um cachorro abana a cauda e brinca com a tua mão, ele está lhe oferendo um tipo de amor muito especial, que só quem tem cachorro consegue entender.

Vamos contar aqui algumas estórias de cachorros que jamais esqueceram de seus melhores amigos.

Ciccio, um pastor alemão de 12 anos, visita diariamente a igreja de Santa Maria Assunta em San Donaci na Itália desde que a sua dona faleceu, ela frequentava a igreja onde também foi realizado o seu funeral. Há dois meses ele ensina uma lição de amor e lealdade. Ciccio foi adotado um ano antes por Maria Margherita Lochi, 57 anos, quando foi encontrado abandonado em um terreno baldio perto de sua casa. Maria sempre gostou de animais e já havia adotado vários gatos e cachorros de rua, mas sua ligação com Ciccio era especial. A atitude dele demostra que o amor dele por ela também era muito especial. Dona Maria ia todos os dias à missa na igreja local e o padre permitia a entrada de Ciccio que esperava pacientemente a seus pés. Ele também esteve lá com os entes queridos da Dona Maria em seu funeral. Mas agora Ciccio parece ter dificuldade para entender que ela não vai mais voltar e continua indo à missa todos os dias no mesmo horário, assim que ouve os sinos chamando os fiéis. Ciccio simplesmente se senta ao lado do altar, em silêncio, na esperança de ver Dona Maria chegar. O padre Donato Panna já esta acostumado com a presença do cachorro, que sempre ficou muito comportado aos pés de Dona Maria, e agora espera pacientemente ao lado do altar, acreditando que ela irá voltar. Todos em San Donaci ficaram tão impressionados com a fidelidade de Ciccio, que em conjunto decidiram adotá-lo e cuidar dele.

Na Rússia teve um caso de fidelidade canina entre dois cachorros companheiros, a companheira de um pastor alemão foi atropelada ao atravessar a estrada. A uma semana do acontecido o cachorro não sai do lado da amiga, ele já foi visto por muitas pessoas que tentaram tirá-lo dali em vão, ele chora, uiva, tenta aquecê-la, não sai de lá e não deixa que ninguém se aproxime. É emocionante o amor e a lealdade deste cachorro!

Outra emocionante estória de fidelidade é a do Hachiko, nascido em 1923 na província de Akita no Japão, o filhote foi levado pelo professor Ueno para Tokyo, se tornou seu fiel companheiro e todos os dias o acompanhava na ida e na volta na estação de trem de Shibuya, esta rotina durou quase dois anos, até que um dia o professor não voltou, sofreu um ataque fulminante. O cachorro por aproximadamente 10 anos esperava pontualmente na estação o retorno do seu amado dono, familiares do professor o levaram, prenderam por inúmeras vezes e ele escapava, por fim acabou ficando ali toda a sua vida à espera do seu amado dono. As pessoas acostumaram com sua presença, entenderam a sua dor e tratavam dele ali, morreu em 08 de março de 1935 e foi colocado uma estátua na estação em homenagem a maior prova de amor e fidelidade já vista, esta história serviu de inspiração para o filme SEMPRE AO SEU LADO, estreado por Richard Gere.”

Caso você que está lendo, queira um teste especial do amor do seu cão, prenda-o em um caixão por um ou dois dias e o deixe sem pão e água. Passado este tempo, abra o caixão e verá a alegria que ele vai ter em lhe ver, abanando a cauda, correndo de um lado para o outro em sua volta, lambendo os seus pés, tudo isso em agradecimento a você, sem o menor gesto de raiva ou ressentimento.