domingo, 14 de fevereiro de 2016

A METRALHADORA - Germano


A METRALHADORA –  Germano

 
 
 
 

 
O carnaval que proporciona a alegria do povo em todas as regiões do País é também visto como uma festa profana, pois surgiu há mais de dois mil e quinhentos anos e foi adotado pela Igreja Católica no ano 590 , depois de Cristo.
É uma festa   marcada pelo  período que antecede a quaresma,  onde a abstinência de carne era comemorada com festas populares. O exemplo de hoje, cada região comemora ao seu bel prazer. No Brasil são festejados de formas diferentes. No  Pará tem uma forma, no Rio de Janeiro tem outra, na Bahia é diferente e no Recife também, normalmente com certa extravagância. E essa extravagância mudou também o estilo das músicas que passaram a atrair coisas  ruins pelas palavras nelas inseridas.
No decorrer dos tempos atuais as músicas carnavalescas de tradição e de domínio popular são executadas em determinados intervalos somente para agradar a alguns foliões de  idade  mais avançada.
Este ano a música mais tocada foi  A METRALHADORA que com o seu rá tá tá empolgava os carnavalescos. Um fato curioso, no entanto, chama a atenção, senão vejamos:
Primeiro, em nossa cidade, logo no amanhecer do sábado, uma saraivada de tiros de fuzis e pistolas  pelas ruas da cidade deixando os dorminhocos em desespero. Marcou o assalto ao Banco do Nordeste o que vai deixar a cidade sem o funcionamento do BNB e do BB que foi recentemente explodido.
Segundo , no carnaval do ano de 2015 a música mais executada foi a da MURIÇOCA SOCA, que em seus versos dizia que a muriçoca, soca e pica, agradou muito aos  participantes, no entanto, surgiu uma onde de mosquitos  que trouxe doenças das mais variadas espécies, levando as pessoas a procurarem os hospitais com febre , frio e dores no corpo, tudo em decorrência da picada da muriçoca que não se cansou de socar e transmitir suas bactérias. O assunto ficou tão grave que está mobilizando o Governo Federal e toda a sociedade para combater  justamente a muriçoca.
Terceiro, no carnaval de 2014 a música que mais se ouvia era o LECO LECO que denunciava que não tinha teto, não tinha casa como um protesto ao governo Federal. O que se viu foi uma grande crise que corroeu os recursos destinados a construção civil e muitos deixarão de ter casa e teto nos próximos anos.
Será mera coincidência ou as músicas através de suas frases trazem posteriormente um mau agouro?
A matagrandense, Clemanze  Lima fez um comentário profundo sobre o assunto no Facebook:
“ É verdade Germano Mendonca Alves, as músicas dos dias atuais é uma vergonha em todos os sentidos. Letras amaldiçoadoras... as pessoas perdem seu tempo em se divertirem com as tais... estão atraindo maldição com suas palavras e comportamentos.
As pessoas precisam buscar mais a Deus e estudar a Bíblia para entenderem o tamanho do poder que as PALAVRAS TEM... ao invés de palavras amaldiçoadoras porque não proferem palavras abençoadoras e buscam mais a Deus, pois os dias são maus...
Tiago 3:10 De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim.
Da nossa boca, pode-se sair benção ou maldição e a escolha é unicamente nossa.
Eu particularmente não acho que seja coincidência, eu acho que seja consequência...
QUE Deus tenha misericórdia de todos!
Jesus está voltando, tudo indica que será em breve!”.
Coincidência ou não eis uma reflexão a ser considerada nos próximos carnavais!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

VALE A PENA LER, É SURPREENDENTE! - Rubens Lima


VALE A PENA LER, É SURPREENDENTE!

Naquela noite,enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos. 

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Porquê?" Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouvi-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Sentindo-me muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia, mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei a casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a ideia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito,eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela.
Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior como corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de ideia agora que estava tão perto do meu objetivo.

Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras:"Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho... fui até o meu novo futuro endereço,saí do carro apressadamente, com medo de mudar de ideia... Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Deu-me um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouvi-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei a casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama, morta.

Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade, mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.

Mas se escolher compartilhar para alguém, talvez salve um casamento. Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir...

(Rubens Lima)

 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

ALIMENTANDO UMA ESPERANÇA – Germano





ALIMENTANDO UMA ESPERANÇA –  Germano

 

Hoje é  cinco de fevereiro de dois mil e dezesseis amanheci o dia aqui na Barra de Santo Antônio (AL),  ouvindo o canto do bem te vi, alegria total e agradecimentos a Deus por mais um amanhecer maravilhoso, todavia, ao abrir o jornal me deparo com a notícia de que foi autorizado o início das obras  de asfaltamento do trecho da BR 316 entre o Carié no município de Canapi-AL.  e Inajá-PE., com um percurso de  quarenta e dois quilômetros.

No decorrer do ano de 1976 resolvi comprar uma propriedade na região catingueira para que o gado passasse o inverno. Delimitei o trecho Placa de Guilé a Baixa do Milho , preferencialmente à margem da BR pois  imaginava que  brevemente  a estrada seria asfaltada, mesmo  porque, era a chegada para Mata Grande de quem vinha da Capital do Estado, portanto, uma via preferencial. Terminei por adquirir uma no Sítio Riacho Verde e até hoje espero o tão prometido asfaltamento, que  já chegou até a minha cidade,  sendo que, pelo município de Inhapi,  coisa impensável à época.

Dizem que nos anos oitenta, ainda sob o regime ditatorial, algumas verbas foram liberadas para o asfaltamento daquela importante  rodovia, assim como, alguns mapas rodoviários foram emitidos constando a rodovia totalmente concluída. Não vi o mapa nem sei se a notícia era verdadeira, todavia, afirmo que nunca foi iniciado nenhum tipo de trabalho alusivo ao assunto.

Costumeiramente nos anos em que houve eleições o assunto vem à baila, surgem as conversas, os políticos aparecem nas fotos dando declarações fantásticas de que desta feita os serviços serão iniciados, marcam até onde vai ser o canteiro de obras e o prazo de início e conclusão dos trabalhos. Tudo enganação.

Decorridos estes quarenta anos de promessas, eis que hoje, esta  notícia, alimenta  mais uma vez a esperança de que  desta feita os serviços serão iniciados, principalmente pela divulgação da autorização acima.

 Quiçá não seja em decorrência de mais um ano de eleições.

 



domingo, 31 de janeiro de 2016

NOSSA VIAGEM A BELO HORIZONTE - Germano


















 

 

Costumeiramente eu e Icléa nos deslocamos à Brasília para rever  a nossa  querida filha, genro e netas. Em dezembro passado não foi diferente, onde passamos o natal e o “réveillon” em família. Em Brasília, como sempre, nada falta, desde passeios turísticos como o que fizemos desta feita ao Jardim Botânico e outros rotineiros nos melhores shoppings da Capital Federal  bem como, na zona rural, sem excluir, é claro, algumas passadinhas pela Feira do Paraguai.

No mês de janeiro fomos a Araxá e posteriormente à Belo Horizonte, cidade que já havíamos conhecido, através do casal Lurdinha Barbosa e Osmar,(ela prima de Icléa),  casal, a exemplo de outros, tivemos a honra de sermos padrinhos de casamento em junho de 1973 e ainda convivemos dois dias com a sobrinha Silvinha, filha do casal . Silvia trabalha em Macaé- RJ ., e estava visitando os pais. Foi salutar  conviver com ela que há tempos não víamos.

Da outra vez que fomos a BELÔ ficamos no Bairro SION, no entanto eles migraram para a cidade de Nova Lima que integra a região metropolitana da Capital Mineira.

O local é margeado por belíssimas serras com um clima agradabilíssimo e também pelo shopping Belo Horizonte, faculdades, um comércio bem movimentado e belas paisagens.

Em lá chegando recebemos a visita de Gláucio Barbosa e família bem como de  Nathalia e Monique e familiares, todos primos de Icléa.

O período em Belo Horizonte foi marcado por intensas chuvas  e densa e constante neblina o que nos impediu de sair mais vezes. No domingo sob  constante chuvas fomos a  imensa  feirinha onde as compras são inevitáveis. O local cercado por prédios antigos que abrigam as mais variadas organizações governamentais federais e estaduais.

Uma das coisas que nos causaram mais expectativas, no entanto, foi a viagem até o aeroporto de Confins que dista em torno de sessenta quilômetros da Capital.

A Lurdinha e Osmar os nossos agradecimentos pelos belos momentos vividos.

 

 

sábado, 30 de janeiro de 2016

NOSSA VIAGEM A ARAXÁ – Germano


 







 

Sempre ouvia falar em Araxá – Mg.  Nos idos de 1992 a minha filha Geovanna Lea  formou-se em medicina e foi realizar o sonho de se especializar em Ginecologia na Capital Federal. Em lá chegando o casal  Laura (minha sobrinha) e Renato, de quem fomos padrinhos de casamento na cidade de União dos Palmares – Al., apresentou  minha filha a Cesar Pessoa de Melo, iniciando daí um namoro que terminou em  casamento , cujo enlace foi  realizado aqui em Maceió-Al.  Cesar, pertence justamente a  uma importante  família de Araxá-MG., a família Braga.

Cesar, então, passou a viajar com a  sua família para aquela importante cidade mineira e sempre demonstrou o desejo de nos levar para conhecer. Este mês o feito se realizou e no dia 09.01.16  ele nos levou. Icléa e eu  ficamos hospedados na casa do seu primo Bernardo Braga. Fomos recepcionados pelo casal Bernardo e Vanessa e seus filhos Augusto e Izabela, bem como, pelo irmão Fernando Braga e o  pai Fernando Soares.

No domingo pela manhã,   fomos conhecer a cidade  e também o Grande Hotel Tauá e outras companhias de mineração, depois voltamos para   a mansão do casal e à noite Fernando Braga nos convidou para um jantar em sua residência após nos levar para mais um passeio pela  encantadora cidade. Lá  fomos recepcionados para sua esposa Lorena e D. Isa Braga e esposo.

Na segunda feira   fomos ao Grande Hotel, com os filhos do casal amigo. Lá tomamos banho de piscina, de lama e de pétalas, foi um dia agradabilíssimo. À noite comemoramos em um restaurante o aniversário de Bernardo, regado à cerveja e muito guaraná.

No outro dia fomos  mais uma vez ao Hotel e na parte da tarde  nos deslocamos para a cidade, onde   lanchamos e à convite do amigo Fernando Soares fomos assistir à missa na Igreja São Domingos Sávio, Matriz da cidade. O Fernando, com toda a sua educação e diplomacia, fez com que fossemos anunciados como visitantes vindos de Maceió, o que nos deixou bastante agradecidos.

 A igreja foi totalmente restaurada  conforme se vê nas fotos e é dotada de deslumbrantes  paisagens e quadros de pintores de séculos passados. Após a missa fomos apresentados a alguns integrantes da paróquia onde fomos agraciados com livros que contam a história da restauração.  Ficamos embevecidos com tamanha delicadeza e tratamento diferenciado. Após a missa fomos  convidados para um  lanche na melhor  sorveteria da cidade.

Passado mais um dia , o Bernardo nos  presenteou com um lauto jantar  à base de filé com preparos tipicamente mineiros a quem denominou de  “boi cheiroso” e no dia seguinte mandou o motorista nos levar em Belo Horizonte onde passamos mais uns cinco dias.

Um fato que merece destaque especial , foi a princesinha da casa, Izabela,  ter aprendido a andar de bicicleta, que era um antigo sonho, o  fato  deixou a todos, bastante contentes, inclusive,  D. Dora que  fotografou a primeira corrida dela com os cabelos levados pelo vento.

Não temos como agradecer a maneira fidalga  como fomos tratados não somente por nossos anfitriões, bem como por todos os integrantes da família Braga de Araxá-MG.

 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A PROCURA DE LÍDERES ÉTICOS – Germano


A PROCURA DE LÍDERES ÉTICOS – Germano

 Brasília-DF., 08 de janeiro de 2016

A história nos diz que na antiguidade  muitos condes, duques, rainhas e vassalos não muitas vezes viviam mentindo, traindo, roubando, matando, amando, construindo,  guerreando e também administrando como fazem hoje os  líderes nacionais e internacionais, comumente praticando algum tipo de corrupção.

Todo homem que detém o poder se acha no direito de fazer e acontecer ao seu bel prazer, desrespeitando as Leis que regem o bom desempenho ético, administrando suas comunas com patrimonialismo. 

Assim procedem porque é assim mesmo que o poder funciona, pois o poder,  mesmo  o político, aflora no homem a vaidade, o orgulho e a prepotência,  que mal conduzida, pode  levar a falência uma sociedade  inteira, ou mesmo uma empresa ou Estado de uma Federação ou República.

Normalmente quem esta na oposição critica e busca a tomada do poder para depois praticar as mesmas atitudes que fogem a ética e pasmem, os cidadãos passam a achar tudo normal e generaliza na cultura, que ser esperto é o melhor caminho.

Nas comunidades brasileiras, mesmo  as de pequeno porte, a ausência de homens éticos na política tem se tornado uma raridade e repentinamente, surge um  grito de um mais esperto que implanta uma  nova esperança e depois que detém o poder se torna tal e qual aos antecessores . Outras comunidades aceitam passivamente  a gestão  de um habitante de outras regiões que são apresentados como  salvadores da situação. A mudança é salutar, justamente porque a população está a procura de líderes éticos.

Todos sabem que não existe ser humano perfeito e na hora que detém o poder a transformação é inevitável, principalmente pelo fato das constantes cobranças e pedidos, todavia, se o administrador tiver pulso e personalidade forte, conduzirá controladamente os integrantes  da sua região.

A urbanidade tem que começar na família. A ética também, pois, somente assim o elegido se sentirá constrangido na hora que for instado a  praticar algum tipo de prevaricação.

Lamentavelmente o que se assiste na televisão, são  lideranças frias, de cara lavada, se defendendo de fortes insinuações, que ao ver na comunidade, são por demais verdadeiras. 

 

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

PRESIDENTE OU PRESIDANTA? - Germano





PRESIDENTE OU PRESIDANTA – Germano

Este blog tem como  característica divulgar a cultura matagrandense, sempre procurando trazer conhecimentos para os leitores.  Iniciei meus estudos no Grupo Escolar Demócrito Gracindo e depois no Ginásio Félix Moreno que me deram os rumos para trilhar os caminhos que a vida  induz.  Ambos os estabelecimentos de ensino primaram por um aprendizado extremamente correto, principalmente, no uso das palavras do nosso português  e isto me trouxe muitas vantagens na vida profissional, é tanto que, ainda hoje estudo o vocabulário e busco auxílio nos dicionários, procurando sempre aprender palavras novas e tirar dúvidas em outras, seguindo sempre a orientação dos excelentes professores daquela época.

Ultimamente,  um ministro brasileiro criou uma palavra nova que, não obstante as críticas serviu para muitas galhofas. Recentemente, pasmem, a Presidente do Brasil, para deleite pessoal  tenta modificar a palavra presidente, acrescentando ao seu currículo mais um ultraje  ao português praticado no Brasil. A palavra PRESIDENTA, em si  arranha o ouvido de um atento ser humano quando pronunciada por tantos  outros brasileiros que não demonstram sentimentos de serem tachados de “lagartixas “  nome que popularmente se dá àqueles que  só sabem balançar a cabeça.

Para melhor ilustrar, leiam a excelente aula de português de Suzana Floriani.
 
 
Suzana Floriani Garcia Twardowski



Uma belíssima aula de português!

Foi elaborado para acabar de vez com toda e qualquer dúvida sobre presidente ou presidenta.

A presidenta foi estudanta?

Existe a palavra: PRESIDENTA?

Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?

Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná.
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos
ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha (ou que gostaria de ter). Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta". Um bom exemplo do erro grosseiro seria: "A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

Por favor, pelo amor à língua portuguesa, repasse essa informação...

DE HOJE EM DIANTE SÓ PUXA SACO IGNORANTE DIRÁ: PRESIDENTA
 
 
 

 



domingo, 27 de dezembro de 2015

MALDITO O HOMEM QUE CONFIA NO HOMEM- Joelder Pinheiro


“Maldito o homem que confia no homem”

Seminarista Joelder Pinheiro Correia de Oliveira

 

            De modo preliminar, vale ressaltar que não intencionamos fazer uma análise teológica deste versículo bíblico de Jeremias 17, 5, mas propomos uma reflexão antropológica da condição existencial do homem que está em constante relação com o seu semelhante.

            O homem não é uma ilha encerrada em si mesma, não é uma solidão carcerária e sombria, não é um grão de areia no meio do nada. O homem é relação, é abertura ao mundo e saída de si, do seu eu, para encontrar com o outro, numa relação não de desfiguração, mas de complementaridade. Deste modo, a identidade particularizadora do ser se afirma e reafirma na diversidade do outro, vislumbrando no semelhante aquilo que lhe falta.

              Ao se reconhecer e se afirmar enquanto uma identidade pessoal, o homem será capaz de sair de si mesmo com segurança e coerência para ir ao encontro do seu semelhante. É sobre esta saída de si que trataremos. De imediato podemos nos perguntar: se o homem é um ser relacional, por que ele é “maldito” ao confiar no outro? Não deve haver, portanto, confiança nas relações humanas? Veremos adiante.

            Poderíamos procurar diversas explicações filosóficas, sociológicas, históricas ou, quiçá, teológicas para dar respostas plausíveis, entretanto, acreditamos que a própria experiência, como mestra e pedagoga elevada, pode responder categoricamente. Vale ressaltar que maldita não é a confiança, esta é uma capacidade nobre da pessoa.

Existem muitas pessoas com feridas enormes e dolorosas causadas pela confiança depositada em outrem. Nas diversas esferas das relações humanas a confiança pode ser transformada na espada que trespassará a alma. É o que se constata no fim de matrimônios feridos pela traição, nas amizades findadas pela falsidade e indiferença, nos negócios relegados à trapaça, na dissolução de vínculos familiares pela ambição e avareza e etc.

            Em outras palavras, nenhum ser humano é tão perfeito a ponto de nunca falhar, ninguém é tão pronto a ponto de nunca precisar repensar e se corrigir. O homem caminha sempre entre o ‘seu ser’ (aqui e agora) e o que ‘deve ser’ (o ser que almeja), num caminho ascendente de perfeição pessoal que não alcançará de modo pleno na terra. Como as relações sempre acontecem no presente, elas sempre estarão sujeitas à decepção porque o homem ainda está em caminho. Contudo, mesmo o homem estando em ‘construção’, suas falhas não se justificam a si mesmas, a ponto de se pensar que é assim mesmo e pronto! Deve-se lutar contra elas e superá-las para o próprio bem e para o bem dos outros.

            Partindo desses pontos, ousamos fazer uma releitura do versículo: maldito não é somente o homem que confia no outro, mas, muito mais maldito é aquele que fere a confiança de alguém, que joga na lama uma capacidade tão nobre, que escarnece de tão profunda atitude. Sendo assim, a maldição não consiste em confiar nas lutas pela coerência de vida, pelo desejo de mudança, pela busca da fidelidade, pela verdade das atitudes ou pela nobreza das ações que estão presentes no ser humano, mas consiste – a maldição – em querer confiar, quase que cegamente, na fantasia de que as pessoas são infalíveis, que se bastam e que as tendo ao seu lado não se precisa de mais nada, nem de Deus.

            Por fim, como se constatou, grande é o risco de decepção ao confiar em alguém, contudo, a confiança é primordial para a construção das relações humanas, confiando não na infalibilidade do ser humano, mas na sua sincera e coerente busca pelo bem para si mesmo e para o outro, por meio de uma vida virtuosa, íntegra e idônea.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

É MANHÃ EM MATA GRANDE - José Fagner


É manhã em Mata Grande. Sinto bater com suavidade em meu rosto uma brisa matinal, uma brisa bem diferente das que já tenho sentido. Quando me ausento desta terra querida e quando o amanhecer desponta em terra estranha, logo me vem a vontade de comparar: será que o amanhecer desse lugar se parece com o de Mata Grande?

Ao me expor em terra estranha, pela manhã, aí percebo que nada se assemelha com a minha terra. Na minha terra, bem cedinho, tem brisa, tem o raiar do sol, tem noite se dissipando, tem o apagar das luzes. Tem banda tocando, tem pássaros cantando, tem a sinfonia das cigarras, tem o burburinho dos animais. E tem gente se acordando para um novo dia! Tem trilha, tem o ar puro, tem a relva das serras, tem perfume no ar. Eu não sei de onde vem esse perfume! Se da relva, se das serras, se das matas... só sei que eu sinto essa fragrância matinal que me faz bem. Aí eu vejo que nada se compara com o meu lugar.

O meu lugar é único, é lindo e é muito bom de viver. E ao passar o matutino, já recebo com ansiedade o vespertino, pois a alvorada já se foi. E estonteado de imaginação, logo me vejo assentado no mirante de pedras do Monte Santo, pois, sendo final de tarde, é de lá que em meio ao sussurro da ventania, contemplo mais um belo pôr do sol. Então o dia vai se findando, o sol tão empolgante se despedindo por trás dos montes e a penumbra sorrateiramente vai invadindo todo lugar, a começar pela fonte do Cumbe, a fonte-mãe de Mata Grande.

 E do alto do Monte Santo, sem querer perder nenhum detalhe de vista, os meus sentidos observam grandeza da natureza, revelada como um fascínio, pois não sendo dia e nem noite, o crepúsculo de cor alaranjado e a penumbra da tarde se misturam com o acender das luzes, tornando ainda mais o momento surpreendente, espetacular, fascinante. E ao vislumbrar tanta beleza, daqui do alto, ainda contemplo focos de luzes pontilhando toda cidade, a começar por suas ruas aladeiradas e a Serra da Onça tão apreciada e tão gigante aos nossos olhos, sendo ofuscada pela escuridão da noite. E percebendo que o tempo se foi e que o vento veloz ainda sopra sobre mim e que a hora de recolher-me em meu aposento chegou, então, com a saudade batendo forte em meu peito, digo: já vem raiando um novo dia! Logo, será manhã em Mata Grande!
José Fagner
(Fagner Box)

 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O FINAL DO ANO EM MATA GRANDE - Germano




 

Brasília (DF), 21 de dezembro de 2015.
 

Amanhã vai ser a primeira noite de novena, início das festividades alusivas a Nossa Senhora da Conceição com as nove noites, cujas organizações ficam a cargo dos integrantes da comunidade matagrandense. Por estar em Brasília vou tentar divulgar a programação diariamente no facebook, porém, a exemplo dos outros anos, acredito que pouca coisa deve mudar.

No dia vinte e quatro e vinte e cinco as festas tem uma conotação diferente, face às festividades de Natal, onde após a missa, as famílias se reúnem para as comemorações de praxe, com jantares diferenciados, amigos secretos e troca de presentes.

É um momento propício para elevar o pensamento a Jesus Cristo, e agradecer pelos benefícios alcançados no decorrer do ano e pedir perdão pelas ofensas proferidas aos semelhantes, porém, àquele que não conseguir, deve se omitir de rezar o Pai Nosso até que consiga se livrar das asneiras que rondam o seu pensamento.

Prosseguindo, vem o tão aguardado dia do final de ano, com a missa do galo, festas dançantes, leilões e no dia primeiro de janeiro, dia da Confraternização Universal, a tradicional procissão que empolga a todos os conterrâneos e visitantes.

Vale ressaltar que os matagrandenses ausentes também tem uma noite de novena a eles dedicada e uma grande maioria faz o impossível para estar presente na cidade nesta última semana do ano, deslocando-se de longínquas terras onde escolheram para trabalhar e residir.

O momento torna-se propício, para orarmos também, pela paz e desenvolvimento cultural e emocional dos nossos conterrâneos, pela saúde, para que se possa trabalhar em busca de uma economia familiar e comunitária, pelos nossos governantes para que consigam dirigir com seriedade e ética os destinos que todos almejam, buscando sempre, a melhoria da saúde, educação, transporte e acima de tudo a segurança pública, proporcionando assim, o bem estar e uma melhor qualidade de vida para os habitantes do município.

É também, o momento oportuno para desejarmos um feliz natal e próspero ano novo aos nossos leitores e familiares.