terça-feira, 9 de janeiro de 2018

GRATIDÃO - Germano




A palavra em si revela uma pessoa   que reconhece os favores que recebe. No dicionário de Augusto Miranda, é um substantivo feminino que quer dizer: Reconhecimento, Agradecimento. Não resta a menor dúvida que o ser humano é por natureza mais ingrato do que mesmo grato, em uma grande maioria, o cidadão pode receber noventa e nove favores, todavia se não receber o centésimo fica desgostoso.

Li o depoimento de Filoca, um conterrâneo que teve que se deslocar para São Paulo, em vários momentos, agradecendo publicamente pelos favores que recebeu no passado alguns deles já publicados neste blog em poesias. Hoje é aposentado, foi um batalhador, que venceu sozinho as dificuldades que a vida lhe apresentou. É um gesto de gratidão para com as pessoas e a terra natal.

Existem matagrandenses que saíram, venceram na vida também com esforço próprio e não retornam a terra natal, não a valorizam e hoje são desconhecidos pela comunidade residente. É um gesto de ingratidão ou um complexo de inferioridade?

Será que a gratuidade do gesto, da percepção, a capacidade de doar, a gratidão – se vem rareando?

Eu sempre me lembro de uma música caipira, composta por Palmeira e Ted Vieira, chamada COURO DE BOI.

Muita gente boa no Brasil a regravou e quem mais fez sucesso com essa música foi a dupla clássica no gênero, Tonico e Tinoco.

Nesta Canção, há uma introdução falada, que traz uma frase, que é do senso comum, mas é bastante proferida pelos rabinos na cultura judaica:

“Um pai trata dez filhos, dez filhos não tratam um pai”.

Há uma certa crueldade na ideia, mas ela não é completamente descartável. Existe, sim, essa situação. “ (Mário Sergio Cortella).

Portanto, caro leitor, seja sempre grato aos seus pais, que lhe deram a oportunidade de estar lendo, ame com fé e orgulho a terra em que nasceu e principalmente a Deus que o favorece na lide diária, assim reconhecendo, você pratica um gesto de gratidão.


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