RUMO AOS OITENTA ANOS –
Germano
Diz o ditado popular: “QUEM NÃO QUIZER FICAR
VELHO, QUE MORRA CEDO”. O interessante do ditado é que no dia a dia, o ser
humano vive a pronunciar mais reclamações do que passa, e esquece de agradecer
a DEUS pelos bons momentos vividos.
Não resta a menor dúvida de que
altos e baixos todos passam. Amigos que chegam e amigos que se vão sem uma
razão explicita. Doenças que nos acometem e que os médicos erradicam. Situações
financeiras que também se alteram ao
longo dos anos e assim, passam-se as décadas.
Enumerar os casos se torna
impossível quando chega a década dos oitenta. A minha mãe Luiza Villar de
Mendonça, ao adentrar, disse: “A LADEIRA DOS OITENTA É PESADA”. Viveu até os
oitenta e nove anos.
Agora vou descrever um pouco
da minha caminhada rumo aos oitenta anos. Nasci na década de 1946. Infância e
adolescência, fase normal e vivenciada em Mata Grande, onde iniciei a minha
trajetória profissional de bancário no ano de 1965. Casei, em 1967 e em 1971 me tornei também, pequeno produtor rural, porém, com vinte e oito anos fui
removido para Gararu- SE. Foi um dos piores períodos vivenciados, saí exatamente na mesma idade de Cristo, todavia, consegui deixar
excelentes amizades que ainda hoje perduram. Desta data em diante tudo foi
maravilha.
Fui instalador de duas Agência
do Banco do Nordeste, uma em União dos Palmares -Al., onde passei um dos
melhores períodos da vida profissional e depois , como gerente, instalei a
Agência de Santana do Ipanema em Alagoas.
Depois trabalhei em Maceió,
Mata Grande e Neópolis, onde me aposentei com cinquenta anos de idade.
Vim residir em Mata Grande e
tomei um empréstimo no BNB. FHC então, cortou 50% da minha aposentadoria.
Enfrentei novamente um negro período financeiro, que durou dez anos. Aí
passei a ser considerado idoso. Não me acostumei, mas, adotei o nome de
sexalescente e até os setenta e cinco anos vivi um período muito bom.
Hoje com setenta e nove vou escalar a ladeira dos oitenta, sem saudades deste ano, pois em agosto fui submetido a uma cirurgia cardíaca, mesmo sem nunca ter sentido nenhum sintoma. Casos já discernidos em outras matérias neste blog. Todavia, agradeço sempre a Deus pelo livramento que me foi concedido.
Nesta nova década, rogo ao
Onipotente, saúde, paz e humildade para mim e minha querida família.