quarta-feira, 30 de março de 2011

AS FONTES DE MATA GRANDE -A Fonte de João Lalau

A fonte de João Lalau fica situada no prolongamento da rua da Cruz, nas proximidades do Grupo Escolar Demócrito Gracindo e Ginásio Felix Moreno, hoje denominado de Mons. Aloisyo Vianna Martins. Abastecia os moradores daquela artéria, bem como os do Bom Sucesso , Galo Assanhado e outros, que buscavam água para vender. Atualmente está irreconhecível, uma vez que a cidade não tem plano diretor ou , não faz valer o existente, e os habitantes constroem suas habitações como bem entendem, sem observar os limites da cidadania, uma vez que não há nenhum tipo de fiscalização e embargo a determinadas construções. A foto acima por si já o diz. Quem conheceu a tradicional fonte de João Lalau, deve ficar bastante surpreso.

DICAS DE SAÚDE- Água e Sabão nas Axilas

Água e sabão nas axilas (não deixe de ler!) Devemos passar a noite com as axilas limpas e sem desodorante, para ser um momento de respiração livre da axila. ESTA MENSAGEM ESTÁ SENDO DIVULGADA POR UMA BIOQUÍMICA URUGUAIA IDENTIFICADA ABAIXO Há um tempo, fui a um seminário, sobre Câncer da Mama, conduzido por Terry Birk, com o apoio de Dan Sullivan. Durante os debates, perguntei por que razão a zona mais comum para desenvolver tumores cancerígenos no peito é perto da axila. A minha pergunta não pode ser respondida na hora. Mas, me responderam depois... Esta informação foi-me enviada, recentemente, e alegro-me pelo fato de a minha pergunta ter sido respondida. Informei a uma amiga que está a fazer quimioterapia e ela comentou que já sabia a respeito; Soube através de um grupo de apoio que ela frequenta. Agora, quero compartilhar essa informação com você. A principal causa de Câncer da Mama é o uso de anti-transpirantes! Sim, foi isso mesmo que eu quiz dizer: de ANTI-TRANSPIRANTES. A maioria dos produtos, no mercado, são uma combinação de anti-transpirantes/ desodorizantes. Veja, bem, o rótulo antes! DESODORIZANTE..., tudo bem. ANTI-TRANSPIRANTE..., não, nunca, jamais! A concentração das toxinas provoca a mutação das células. Daí, origina-se o CÂNCER. E eis, aqui, a razão... O corpo humano tem apenas algumas áreas por onde eliminar as toxinas: atrás dos joelhos, atrás das orelhas, a área das virilhas e as axilas. E as toxinas são eliminadas com a transpiração. Os anti-transpirantes, como seu próprio nome diz, evitam a transpiração; portanto, inibem o corpo de eliminar as toxinas através das axilas. Estas toxinas (não eliminadas) não desaparecem por mágica. Inibidas de saírem pelo suor, o organismo deposita-as nas glândulas linfáticas que se encontram debaixo dos braços. E a maioria dos tumores cancerígenos do seio ocorrem neste quadrante superior da área da mama. Precisamente, onde se encontram as glândulas. Nos homens, esse tipo de câncer ocorre em menor proporção; mas, mesmo assim, eles também não estão isentos de desenvolver Câncer da Mama, por causa dos anti-transpirantes que usam, ao invés de água e sabão. A diferença está no fato de os anti-transpirantes usados pelos homens não serem aplicados diretamente sobre a pele; ficam, em grande parte, nos pêlos axiais. As mulheres que aplicam anti-transpirantes logo após se rasparem ou depilarem as axilas, aumentam o risco de contrair essa doença devido a minúsculas feridas e irritações da pele, que fazem com que os componentes químicos nocivos penetrem mais rapidamente no organismo. Por favor, passem esta mensagem a todas as pessoas que você conhece. O Câncer da Mama está se tornando tremendamente comum. Daí, a necessidade de se repassar este E-Mail. Este aviso pode salvar vidas. Se, de alguma forma, você duvida desta informação, pode fazer as suas próprias investigações. Provavelmente, você vai chegar a esta mesma conclusão. FAVOR DIVULGAR AOS HOMENS E ÀS MULHERES QUE VOCÊ CONHECE, POR TODOS OS MEIOS A VOCÊ DISPONÍVEIS. Lembre-se: devemospassar a noite com as axilas limpas e sem desodorante (principalmente, se este for anti-transpirante. Dormir com as axilas limpas significa ter um momento de respiração livre para elas (para as axilas)!

terça-feira, 29 de março de 2011

AS SERRAS DE MATA GRANDE-Serra do Parafuso

A Serra do Parafuso com seus 809 metros de altitude,fica localizada no extremo noroeste do Estado de Alagoas, na localidade denominada de Poço Branco, onde o Rio Moxotó divide os municípios de Mata Grande,Inajá e Tacaratú no vizinho estado de Pernambuco. De muitas ruas da cidade se avista no azul do horizonte a imponente Serra do Parafuso, principalmente da Rua do João Felix, Rua de Cima e da José Bezerra, a partir do Hospital. Antigamente aquelas paragens eram destinadas ao criatório de bodes e bovinos , sem raça definida, que são resistentes as secas que assolam o alto sertão. Os tatus e pebas ali se reproduzem em grandes quantidades. Atualmente, naquela região, com os projetos de irrigação, existem muitas propriedades rurais produzindo tomates, melancias que são exportadas para esta Capital, Recife e cidades circunvizinhas. Tivemos um ciclo de dezoito anos com o Rio Moxotó semi-perenizado com águas do açude Poço da Cruz, que pela falta de planejamento secou. Nestes últimos anos, felizmente choveu bastante, e com o açude novamente cheio, teremos novo ciclo de abundante produção o que beneficiará toda a população ribeirinha que habita também ao longo da serra. Sugerimos que o DNOCS venha a ter mais parcimônia na liberação das águas, reduzindo para doze horas diária, teremos então, trinta e seis anos de rio semi perenizado e se durante as chuvas onde o rio tem a sua correnteza normalizada, fecharem as comportas, esse período se alongará por muitos e muitos mais anos.

AS FONTES DE MATA GRANDE-Fonte de Baixo e Baixinha.

A fonte da Baixinha, hoje melhorada, porém ainda muito utilizada pelas lavadeiras. A fonte Baixo, fica próximo ao muro do cemitério. Fonte de Baixo e da Baixinha do Mandacaru- Hoje são subutilizadas, todavia , com seus aspectos melhorados com alvenaria, dão melhor impressão. A fonte da Baixinha continua sendo utilizada pelas lavadeiras, que aproveitam as pedras para ensaboar e limpar as roupas o que lhe rendem um dinheirinho extra, contudo, as roupas são lavadas no sistema tradicional. Quiçá, algum dirigente municipal tenha a idéia de construir uma lavanderia no local, para amenizar o sofrimento daquelas mulheres que de cócoras e sob o sol escaldante do verão sertanejo, cumprem o ritual com muito zelo para não desagradar as donas das roupas.

MATA GRANDE-ENGENHO DE ENEAS LUIZ

O melaço pronto na tachada para virar rapadura.O engenho movido a tração animal. O ENGENHO DE ENEAS LUIZ Quando visitei o engenho pela primeira vez, foi saindo da fazenda Buenos Ayres, que pertencia ao meu avô José Barbosa de Mendonça, juntamente com outro neto, o primo José Augusto Vilar de Mendonça que hoje se encontra em Altamira no estado do Pará. Fizemos a viagem montados em cavalos da fazenda, passando pelos sítios Tinguí, Cajazeiras, Vento, Serra do Urubú (passamos em frente a igrejinha) e também pela famosa fonte, descendo até o sítio Flores, onde até hoje funciona o referido engenho. Por várias vezes já divulgamos a história dos engenhos matagrandense: Nos idos de 1970 existiam 38 engenhos em pleno funcionamento, em 1992 quando retornamos à Mata Grande para gerenciar o Banco do Nordeste do Brasil S/A., este número já havia diminuído para 18 e atualmente existem 06 funcionando precariamente, alguns, utilizando açúcar para transformar em rapadura e o saboroso tijolo, mexido com coco, raiz do umbuzeiro e mamoeiro. O engenho sob enfoque ainda funciona, graças aos herdeiros (veja um na foto misturando a tachada) que com garra e perseverança conseguem manter o seu funcionamento. Se não houver familiares que ajudem torna a produção inviável. Sabemos que o plantio da cana, os tratos culturais e a mão de obra atualmente são por demais onerosos, pois, exigem muita mão de obra, que hoje está muito rara na região. Já os produtos extraídos, no caso, a rapadura e o mel são vendidos a preços simbólicos na feira de Mata Grande. Para se ter idéia uma rapadura eles vendem duas por um real e um litro de mel puro por apenas dois reais, enquanto que, em qualquer prateleira de supermercado este preço é duplicado ou mesmo triplicado, caracterizando o que sempre existiu, quem produz, sobrevive, os atravessadores, estes sim, podem adquirir bons carros, viver bem e manter os filhos estudando em cidades desenvolvidas. Infelizmente os poderes constituídos tem dado pouca atenção aos produtores, o que tem diminuído consideravelmente o número das pequenas indústrias que existiam. No sítio Almeida, onde resido, existiam seis engenhos, atualmente, existe apenas um, que funciona normalmente às quinta feiras,usa açúcar, portanto, precariamente. (Germano, Orkut- Comunidade Matagrandenses & Amigos, 10.11.07) Publiquei no Orkut, já me preocupando com a possível extinção. ENGENHOS DE RAPADURA S.O.S. - ENGENHOS DE RAPADURA 1970 - Existiam 38 engenhos funcionando normalmente. 1992 - Existiam l8 engenhos, alguns funcionando normalmente. 2007 - Existem 08 engenhos funcionando precariamente. TENDÊNCIA - Mata Grande passa a ser a cidade do "já teve engenho" como tantas outras indústrias que "já teve". OBSERVAÇÕES - A rapadura e o mel dos nossos engenhos tem sabor inigualáveis, se comparados com as produzidas no Ceará e Pernambuco. No Sítio Almeida, existiam 08 engenhos, alcancei 03 funcionando e hoje existe apenas um que funciona às quintas-feiras, precariamente, utilizando até açucar, para produzir seus produtos.

sábado, 26 de março de 2011

AS RUAS DE MATA GRANDE-Rua José Bezera de Lima

Foto da placa afixada na parede da residência dele. (Foto da rua 5 de Julho,o amigo da moto desceu pela rua José Bezerra em direção do Mandacaru) (Foto da rua , do lado direito está a viúva e filhos, inclusive Simonete) A Rua José Bezerra de Lima é a antiga rua que dava acesso a Fonte de Cima, hoje totalmente urbanizada, dá acesso ao Fórum ao Hospital e também a Serra do Maxi, (onde estão localizadas as torres de retransmissão da TV, e operadoras de celulares Claro e Vivo), e Serras do Topete, Santa Luzia, Sabonete, Vento, Urubu e Goiabal, prosseguindo até o povoado Promissão no município de Inhapi. Nela residia, logo no início Seu Zé Bezerra, funcionário que tomava conta do Fomento Agrícola (hoje entregue ao mais profundo descaso), Cícero de Petu, Sianna, Agostinha, Dona de Miguel e outras pessoas amigas. O nome da rua foi em homenagem ao seu eminente morador, que fazia muitos favores a população do município, constituiu uma grande família e foi eleito vereador por aproximadamente cinco mandatos, vale frisar que, também exerceu o cargo de vice-prefeito do município de Mata Grande.

quarta-feira, 23 de março de 2011

AS FONTES DE MATA GRANDE-Fonte de Cima

A Fonte de Cima, como se vê na foto continua a mesma, com um atenuante,o cano da água do Rio São Francisco passa logo após e a quantidade de água no fundo da cacimba é a de sempre. Hoje quase não é utilizada. –FONTE DE CIMA - A fonte de Cima, conforme se vê na foto é uma cacimba construída há muitos anos , que abastecia com a sua água mineral grande parte da população de Mata Grande, residentes no Mandacarú, Rua Nova e Rua de Baixo, sem contar com os almocreves que vendiam a água em ancoretas, latas ou mesmo o tradicional galão. Após o advento da água encanada do Rio São Francisco a movimentação diminuiu, todavia, muitos ainda para lá se dirigem com a finalidade de buscar água. As histórias sobre a Fonte de Cima são as mais variadas possíveis uma vez que lá se reuniam, tanto na parte da manhã como também ao anoitecer inúmeras pessoas . Como é previsível em cidades interioranas , brigas para disputar um balde com um pouco de água faziam parte das diversões diárias além das fofocas e namoros escondidos que amenizavam a espera da água que sai lentamente das entranhas das rochas. Vale registrar que logo abaixo ficava outra fonte, denominada Fonte de Baixo esta a céu aberto e na mesma altura do cemitério da cidade, onde as lavadeiras lavavam as roupas, os animais matavam a sede e tomavam banho , descendo mais, fica a fonte da baixinha, situada no Mandacarú hoje bastante modificada e como fica abaixo do nível do cemitério é menos utilizada para matar a sede. Vejam o que escreveu o jornalista Walter Medeiros em seu site www.rnsites.com.br/Mata Grande, relembrando o tempo da sua infância quando residiu na Rua Nova. “A FONTE --- Walter Medeiros Uma das lembranças que guardo de Mata Grande é da fonte, onde diariamente muitos iam buscar água e da qual se falava como se ela fosse uma pessoa integrada ao nosso convívio. Ali, as cenas mais comuns eram formadas por pessoas transportando galões ou burros, como seus barris, tangidos calmamente pelos caminhos feitos aos poucos pelas pisadas cotidianas. Era a fonte que, arrodiada pela tranquilidade dos avelozes e plantas rasteiras, garantia a sobrevivência de muitos, até em certos períodos críticos de seca, e que tinha uma beleza ímpar, já que o sol quase não chegava perto e vivia como que protegida pela vegetação. Naquele local se misturavam os pássaros, com seu canto sinfônico, que nos davam uma tenra tranqüilidade, a qual motivava remorso, quando quebrada, como fez numa daquelas manhãs um menino, ao atingir fortemente um canário com uma “bala” de barro. Ao vê-lo batendo asas, sem poder voar, lutando contra a morte, foi tomado de arrependimento e tentou salvá-lo a qualquer custo. Mas era tarde. Tinha dessas coisas a fonte, que eu posso comparar hoje à melhor alvorada que desejaria ter. Cedo, pisava suas bordas molhadas e seguia o ritual comum, jogando as latas, naquela espera paciente pelo afastar das folhas. E saída respirando o ar puro, ao seu redor, deixando-a algumas vezes solitária, como que se embalando, para dormir um sono justo. Mas todo esse aspecto pareceu mudar quando contaram-me as chocantes cenas ocorridas ali perto, décadas atrás, quando não pôde servir muito. Ano seco, muita fome e, o pior, muitos tombando mortos.”

quinta-feira, 3 de março de 2011

CAMINHADA EM NATAL

CAMINHADA EM NATAL --- Walter Medeiros As folhas de eucalipto Espalhadas pela passarela da avenida - Estrada de Ponta Negra – Trazem lembrança daquele aroma Da infância na Serra do Sertão. Do outro lado, pelo calçadão, O cheiro das folhas do cajueiro Reforça a memória atenta E saudosa daqueles tempos Das serras de Mata Grande. Em seguida a jovem estudante Passa com um novo perfume, Em busca do futuro; E a caminhada segue, ensolarada, Tão próximo daquele belo mar. Mensagem enviada em 07.09.2010.

AS ASSOMBRAÇÕES DE MATA GRANDE

O nome já o diz: assombrações segundo o Grande Dicionário Enciclopédico Novo Brasil, quer dizer: “.s.f. –Bras. Terror que provém de coisa que não se explica; pavor causado pelo suposto aparecimento de coisas sobrenaturais; alma do outro mundo; fantasma.” Consta, entretanto, nas lendárias histórias casos de assombrações que são do conhecimento popular, sobre os quais narrarei alternadamente, sem citar os nomes reais dos personagens para evitar especulações e ou constrangimentos. A minha intenção é fornecer aos mais novos, informações da história da cidade, na sua intimidade, com base em fatos acontecidos, alguns dos quais, nunca foram devidamente justificados ou esclarecidos. As gerações atuais não incorporam essas crendices populares e até fazem chacotas, dizem impropérios com os que se foram ou mesmo, criam piadas e anedotas com os entes fantásticos, não obstante, ser um assunto muito sério e até, aceito por algumas religiões e seitas, por ter em seus históricos, alta ligação com as coisas do além. O sobrenatural, segundo alguns historiadores, tem ligações com o Malígno, para outros, as ligações são através da feitiçaria, outros alegam que tem a ver com a astrologia, como no caso dos lobisomens que aparecem em noite de lua cheia. A verdade , no entanto, é que no passado os religiosos procuravam educar os seus filhos e filhas com ameaças da existência do “papa-figo” que tirava o fígado dos meninos desobedientes para comer e, no que se relaciona as filhas, era o lobisomem que, normalmente, andava atrás de mulheres, principalmente, as desavisadas, que enveredavam pelos caminhos turvos ou se deixavam dominar pela curiosidade para ver os cachorros que nestas altas horas ladravam pelas estradas. Sabe-se que o lobisomem saia , normalmente, por volta da meia noite e perambulava até as duas horas, tempo suficiente para se deixar ver e também, aprontar as mais interessantes histórias. Como temos poucos casos a relatar, esperamos que, algum conterrâneo que saiba de alguma dessas estórias, e queira divulgar, envie para o meu e-mail (germanoalves@terra.com.br) que o faremos, afinal, o sobrenatural, é um tanto folclórico e como, quase todo matagrandense tem um pouco de crendices, gosta ou gostou de caçar e pescar, vale participar da velha frase que certo dia encontrei na casa de um compadre, onde, em uma tábua pendurada no alpendre, tinha escrito a fogo o seguinte: ”AQUI SE REUNEM, CAÇADORES, PESCADORES E OUTROS MENTIROSOS”. CASOS A RELATAR: Aguardem...