sábado, 31 de dezembro de 2016

UM DIA EM PIRANHAS – AL – Germano



Saindo de Arapiraca, na manhã do dia 25.12.16 estávamos passando por Olho d'Agua  do Casado, resolvemos conhecer a cidade e almoçar na praia da  Dulce e depois seguimos para Piranhas.






Chegamos à cidade dentro do horário previsto, pois o Hotel Pedra do Sino já estava com o apartamento reservado. 

Após passar pela recepção e depois  da devida acomodação fui vislumbrar da varanda do apartamento o Rio São Francisco, Rio da Unidade Nacional ou Velho Chico como é popularmente conhecido nos momentos atuais.




Fiquei boquiaberto com a quantidade de pedras em diversas ilhas no leito do rio, antes, sempre encobertas pelas águas. No meio do rio, que mais parecia um riacho temporário em épocas de cheias, eis que surge um catamarã, subindo caudalosamente rio acima, se desviando das pedras . Somente quem conhece o leito tem condições de navegar.






A noite nos preparamos para conhecer de perto um monumento cujo acesso à cidade é feito através de uma escadaria com 365 (trezentos e sessenta e cinco) degraus e lá ao fotografar Icléa, uma senhora pediu para nos fotografar. Prontamente aceitei e agradeci. Em seguida  perguntamos de onde eles eram e disseram que residiam em Porto Velho, que estavam hospedados na vizinha cidade de Canindé, que tinham deixado o carro na cidade e subiram pela escadaria. Como íamos visitar o centro de Piranhas, os convidamos a descer conosco pelo asfalto. Aceitaram e ao chegar ao centro cultural nos sentamos em uma mesa e nos deliciamos com a beleza do local.

Já conhecíamos a cidade durante o dia e tínhamos vontade de ir ao centro da cidade à noite, onde os bares e restaurantes, com as  suas excepcionais garçonetes servem um café regional delicioso, com músicas ao vivo o que tornou a nossa  ida muito agradável.




No dia 26/12/16, curtimos a beleza das paisagens locais e após um belo banho na piscina, nos dirigimos para Mata Grande onde à noite participamos da noite dos matagrandenses ausentes de cuja comissão fazia parte.








quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

NOSSA PADROEIRA - Germano







Hoje é o dia 22 de dezembro de 2016 , então começa em Mata Grande as novenas da maior festa do ano, em homenagem a nossa  Excelsa  Padroeira, Nossa Senhora da Conceição. São nove dias de festejos com novenas à noite, sempre abrilhantada pelos zabumbeiros e foguetório, onde a maioria dos matagrandenses comparecem a igreja matriz para orar.
A festa da Imaculada Conceição é comemorada em 8 de dezembro, foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV.
No entanto, antigamente, por algum tempo, não havia padre em nossa paróquia, quem celebrava era o padre de Água Branca, como lá também a padroeira é Nossa Senhora da Conceição, ficou estabelecido que no dia 08 (oito) celebrava em Água Branca e no dia 31 (trinta e um) celebrava em Mata Grande. As noite de novena iniciam hoje, e terminam no dia  primeiro de janeiro com a grande procissão.




A IMACULADA CONCEIÇÃO é segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, de falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina.
Também professa que a Virgem Maria viveu como vida completamente livre do pecado. A Igreja Católica considera que o dogma é apoiado pela Bíblia, Maria sendo cumprimentada pelo Anjo Gabriel como “cheia de graça”, uma vez que Jesus tornou-se encarnado no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre do pecado para poder gerar seu filho.
                               
HINO DA NOSSA PADROEIRA DE AUTORIA DO PE.  ROSEVAL.









FOTOS DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO            



            

                       ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO


                                  Virgem Santíssima,

                                  Que fostes concebida sem o pecado original

                                  e por isto merecestes o título

                                  de Nossa Senhora da Conceição

                                  e por terdes evitado todos os outros pecados,

                                  o Anjo Gabriel vos saudamos que nos alcanceis

                                  do vosso divino filho o auxílio necessário

                                  para vencermos as tentações

                                  e evitarmos os pecados e,

                                  já que vós chamamos de Mãe,

                                  atendei-nos com carinho maternal filhos vossos.

                                  Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós.



FOTOS DA IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO EM MATA GRANDE







Segundo o livro do escritor matagrandense Djalma Mendonça nos idos anos de 1790, Francisco Gonçalves Teixeira recebeu uma parte de terras onde hoje fica a cidade de Mata Grande . Inicialmente houve a construção de uma capela, onde foi fincada uma cruz, daí o nome de Rua da Cruz a atual Rua Eustáquio Malta.

Depois os proprietários doaram uma parte de terras para ser erguida uma igreja cuja padroeira teria que ser Nossa Senhora da Conceição que, com a posse, teria as terras como patrimônio, podendo então cobrar laudêmios e demais impostos quando de transmissão de alguma posse cedida. Então começaram a construção de Igreja Matriz, lá no alto, onde hoje fica a praça da Matriz.

Naquela época as construções eram de taipa, todavia, alguns padres passaram a executar enormes reformas e quando a cidade foi elevada a categoria de cidade em 18 de março de 1837 a capela também foi elevada à categoria de Paróquia e, atualmente pertence a Diocese de Palmeira dos Índios em Alagoas.

Contam os antigos que a Igreja foi construída por escravos, cujas largas paredes são de pedras de mó, trazidas da região do Moxotó, alinhadas com caliça, que era uma mistura de cal e areia que levavam dias sendo batidas com paus para unificação. Não se conta, entretanto, quantos anos foram gastos na sua construção.

O Padre Aloysio Vianna Martins, nos anos sessenta, pediu ao seu irmão, Dr. José Arnaldo Lisboa Martins que fizesse um projeto para elevação da torre da igreja e promoveu também algumas melhorias internas. A ampliação da torre foi efetuada, bem como a colocação de mosaicos e ainda a ampliação do altar principal cujas despesas ficaram as expensas do saudoso coletor federal Oldrado Soares.

Posteriormente outros padres efetuaram outras melhorias e ultimamente o Pe. Gilberto Amorim executou muitas transformações internas deixando a nossa Matriz muito mais bonita.

       









                                                                                              


                                                                                                       

                                                                  
 
     

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

A PRIMAVERA EM MATA GRANDE - Zezinho de Laura -

A PRIMAVERA NA MATA GRANDE
 1
 Aos vinte e dois de setembro
 Tem inicio a primavera
 Essa é a melhor estação
 Que deus deixou para terra
 Toda as arvore floridas
 Na caatinga ou na serra
 2

Os passarinhos cantando
 Pois sabem que os furtos vêm
 As matas todas floridas
 E perfumadas também
 É bom andar pelo bosque
 O ar é cheiroso e faz bem
 3

São flores de todas espécies
 De todas as cores e formato
 Tem plantas criadas em casa
 Outras que nascem no mato
 Que bom que todas são lindas
 E enriquecem nosso olfato
 4

Nos lindos pés de mulungus
 Fazem a festa os beija-flores
 Cajazeira umbuzeiro e ipê roxo
 Cada qual exalando o seu odor
 E quem ganha com isso somos nos
 Com a dádiva de jesus o criador
 5
 As pitombeiras e mangueiras
 Mandam suas flores também
 Mandacaru, marmelo e umbu
 É o aroma que o serrado tem
 A bonina e a espirradeira
 Tem um perfume que faz bem
 6
 Tem as plantas tradicionais
 As rosas, cravos e bromélias
 Onze horas e flor de maracujá
 Margarida, orquídeas e azaléas
 E por falar de tantas flores
 Fez-me lembrar deminha velha
 7

A bela estação das flores
 Enchem de perfume as serras
 Quem quiser que aproveite
 Enquanto não vem a guerra
 Quem nos mandou tudo isso
 Foi o grande dono da terra
 8

Falei da estação das flores
 Na próxima eu falo do verão
 São todos projetos de deus
 Feitos pra quem tem emoção
 Seja outono, verão e inverno
 É bom para o nosso coração
 9


zezinho de laura ( filoca ) `` o poeta genérico´´

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

HISTÓRIA DE CAPA GATO - José Ferreira da Silva







HISTÓRIAS DE CAPA GATO - Crônica de uma mudança de vida.

Por José Ferreira da Silva

O ano de 1969 foi um intervalo de tempo manifestamente atípico em minha vida, pelas mudanças inopinadas acontecidas. Para que se tenha uma ideia, o tempo decorrido entre a minha saída do Serviço de Extensão Rural e a posse no BNB, Fortaleza, foi de apenas 5 dias, uma mudança notoriamente drástica; na quinta feira pedi demissão da ANCAR, no domingo viajei de avião pela primeira vez (um quadrimotor da VASP, cujo barulho mais parecia o de um terremoto, ou mais precisamente de um tsunami); caprichosamente bem vestido (era assim que se viajava de avião naquela época), mais parecendo um magnata, foi assim que viajei. Consegui sobreviver, apesar de ter tido muito medo e de ter ficado "moco" durante uns três dias - foi uma experiência inesquecível, porquanto até hoje ainda me lembro de cada susto que passei naqueles momentos; compreensivelmente, o meu comportamento não poderia ser diferente do de um "marinheiro de primeira viagem". Sim, que fique bem claro isso, aquela foi a minha primeira viagem de avião. Confortava-me, no entanto, o convencimento de que estava passando por uma provação, tendo em vista as minhas dúvidas quanto aos meus merecimentos diante de Deus. Tudo aconteceu de repente, e o melhor ainda estava para vir. Na segunda feira tomei posse na Direção Geral, seguindo-se, após, um curso de 30 dias, e um estágio prático na Agência de Maceió sob a importante coordenação do colega ANANIAS RODRIGUES DE SOUZA NETO.

Depois disso, "entrei na real" com a minha nomeação para Agência de Mata Grande, a qual, por conhecidas perturbações administrativas que tivera, estava atravessando momentos dificílimos; era, portanto, uma das agências mais problemáticas, com um número assustador de operações irregulares.

Naquele tempo, com a classificação que obtivera no concurso, poderia ter sido nomeado para uma agência mais bem situada, por exemplo, Maceió, onde havia uma vaga; isso, no entanto, não aconteceu, tendo em vista o olhar dos Administradores que enxergava os interesses maiores do Banco como empresa, decisão da qual nunca discordei. Assim, considerando que a agência do BNB-Mata Grande, naquele momento não possuindo ninguém na área de fiscalização, indiscutivelmente apresentava-se como prioridade e aquele seria o momento de atender aquela premente demanda. Destarte, fui nomeado para Mata Grande sem nenhuma objeção de minha parte, pelo contrário, reconhecendo ser uma honra o nível de confiança em mim creditado. Seria ali, portanto, a obtenção de uma das maiores contribuições à minha formação profissional como técnico e como pessoa.

Mata Grande, situada na Região Serrana de Alagoas, de beleza notória e clima frio e gostoso, esperava-me para o cumprimento do meu desafio sem par. Para lá viajei em um caminhão carregado com a minha bagagem, saindo de Arapiraca (cidade da minha residência temporária) no início de uma noite memorável. Durante o percurso, quase cindo horas de viagem em estrada de barro, minha mente percorreu um universo composto de pensamentos ecléticos, mas pautados positivamente na minha vontade fazer o melhor. E assim, como diria Luiz de Camões, "viajei por mares nunca dantes navegados” em uma noite que arquivei no meu acervo de lembranças permanentes. E todas as minhas interrogações no mundo subjetivo da mente eram plausíveis, porquanto à minha frente postavam-se as incertezas.

Na novel situação, já nos primeiros dias, dar-se-ia a fixação da minha boa impressão sobre o ambiente de trabalho, notadamente o espírito de companheirismo dos novéis colegas. Apesar da minha condição de neófito, isso, determinante do meu comportamento de certo modo desconfiado, fui aos poucos conhecendo as pessoas e fazendo as minhas amizades. E assim imbuído das minhas convicções, inteirado, respeitando a clientela e o cidadão, consegui realizar o meu trabalho a contento à expectativa dos compromissos com o BNB. Muitas situações complicadas aconteceram comigo, algumas boas, outras, nem tanto, mas, graças a Deus, sempre nos limites das minhas possibilidades. Meus sentimentos e posições naqueles momentos singulares estariam perfeitamente enquadrados em um dos versos da mais famosa música de Almir Sater, TOCANDO EM FRENTE:

“Penso que cumprir a vida seja simplesmente

Compreender a marcha e ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro levando a boiada

Eu vou tocando dias pela longa estrada eu vou

Estrada eu sou”.

O enfrentamento das primeiras missões não foi fácil, tendo em vista que eu, além de não possuir carro, não conhecia as pessoas e a região. Eis que, para minha felicidade, foi escolhido para andar comigo uma pessoa de alta qualificação pessoal, o qual, ao longo do tempo, provou ser merecedora da minha mais absoluta confiança. Sebastião Pereira de Oliveira, seu nome formal, ou "Véio Sé", como nós o chamávamos na intimidade, era cabra de fé, um homem com um "H" bem grande, à altura dos seus merecimentos. Entre tantos adjetivos inerentes às qualidades deste grande cidadão, destacaria: amigo, comedido e audaz. Enfim, andar com o "Véio Sé" (e o fiz durante quase dois anos), digo com toda convicção que me é permitida, era mais tranquilo do que andar com um exército de seguranças. Enfrentamos muitas situações de extremo risco, algumas, diferentemente, engraçadas.

E assim, focado na premissa de que o TEMPO PASSA, percorri a “longa estrada” que durou seis anos e meio, experimentei “o sabor das massas e das maçãs", fixei o entendimento de que: “é preciso amor para poder pulsar, é preciso paz para poder sorrir”, mas, para tudo isso, “é preciso a chuva para florir”.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

DICAS DE SAÚDE


DERRAME – Como tentar evitar -

Quando um derrame estiver a ocorrer, fique calmo. Independentemente de onde a vítima estiver, não o/a mova de lugar. Porque se a pessoa for movida, os capilares vão se romper. Ajude a vitima a ficar de pé para prevenir que ela/ele não volte a cair porque se não o derrame de sangue pode começar de novo. Se tiver na sua casa uma seringa seria o melhor. Se não tiver, pode usar uma agulha de costura ou um alfinete estreito.
1.Aqueça a agulha/ alfinete para esterilizar e depois dê uma alfinetada com a ponta, em todos dedos das mãos do paciente.

2. Não há pontos específicos nos dedos para a acupuntura ser feita, mas pode picar 1 milímetro perto da unha.
3. Pique até o sangue começar a sair.
 
4. Se o sangue não começara sair, então aperte (pressione) com os seus dedos.
 
5.Quando todos os 10 dedos começarem a sangrar, espere alguns minutos e depois puxe as suas orelhas até ficarem vermelhas.
 
7.Depois pique cada um dos lóbulos das orelhas até começar a sair uma gota de sangue de cada lóbulo. Depois de alguns minutos a vítima começará a recuperar os sentidos.
 
Espere até que a vitima recupere o seu estado normal e, só quando já não tiver nenhum sintoma anormal, leve-o para o hospital. De outra maneira, se ele for levado as pressas para o hospital, a viagem turbulenta que ele vai ter, vai fazer a sua vida, tentando arranjar maneira de andar, seria graças aos seus antepassados.
Autor desconhecido.




quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A FIDELIDADE CANINA - Germano






Instigado pelo conterrâneo Ubireval Guimarães onde escreveu “ A fidelidade de um animal. A espera silenciosa dele até o horário da chegada do seu dono, seu patrão, seu senhor de quem é alimentado e cuidado. Uma troca de convivência zoohumana incomparável. Mesmo que todos da família se vão aos poucos, ele resiste até seu tempo de consumação  

Aproveitamos a dica para detalhar alguns aspectos sobre o tema, pois na qualidade de criador de um cachorro sabemos definir o grau de confiabilidade e da fidelidade de um cão. Existem muitas frases que norteiam o pensamento criativo do homem. Em Mata Grande, desde a juventude ouço uma que marca “ é melhor um cachorro amigo do que um amigo cachorro”. O cão, na verdade, é o único amigo desinteressado do ser humano, pois nunca o abandona ou faz ingratidões. Está sempre alegre, abanando a cauda, demonstrando o seu gesto peculiar do grande amor que sente pelo seu dono. É uma pena que o ser humano não sabe explicar o porquê e tampouco entender plenamente a grandiosidade de tamanha fidelidade, pois sempre maltrata, briga, xinga, bate e o expulsa do lugar.

Leia o que colhi no blog do cachorro:

“Muita gente acha que um cachorro gosta de seu dono porque ele cuida de sua saúde e o leva para passeios agradáveis, e, é claro, por que muitas vezes, ele dá para o cachorro, aquele pãozinho por debaixo da mesa. Mas na verdade, quando um cachorro abana a cauda e brinca com a tua mão, ele está lhe oferendo um tipo de amor muito especial, que só quem tem cachorro consegue entender.

Vamos contar aqui algumas estórias de cachorros que jamais esqueceram de seus melhores amigos.

Ciccio, um pastor alemão de 12 anos, visita diariamente a igreja de Santa Maria Assunta em San Donaci na Itália desde que a sua dona faleceu, ela frequentava a igreja onde também foi realizado o seu funeral. Há dois meses ele ensina uma lição de amor e lealdade. Ciccio foi adotado um ano antes por Maria Margherita Lochi, 57 anos, quando foi encontrado abandonado em um terreno baldio perto de sua casa. Maria sempre gostou de animais e já havia adotado vários gatos e cachorros de rua, mas sua ligação com Ciccio era especial. A atitude dele demostra que o amor dele por ela também era muito especial. Dona Maria ia todos os dias à missa na igreja local e o padre permitia a entrada de Ciccio que esperava pacientemente a seus pés. Ele também esteve lá com os entes queridos da Dona Maria em seu funeral. Mas agora Ciccio parece ter dificuldade para entender que ela não vai mais voltar e continua indo à missa todos os dias no mesmo horário, assim que ouve os sinos chamando os fiéis. Ciccio simplesmente se senta ao lado do altar, em silêncio, na esperança de ver Dona Maria chegar. O padre Donato Panna já esta acostumado com a presença do cachorro, que sempre ficou muito comportado aos pés de Dona Maria, e agora espera pacientemente ao lado do altar, acreditando que ela irá voltar. Todos em San Donaci ficaram tão impressionados com a fidelidade de Ciccio, que em conjunto decidiram adotá-lo e cuidar dele.

Na Rússia teve um caso de fidelidade canina entre dois cachorros companheiros, a companheira de um pastor alemão foi atropelada ao atravessar a estrada. A uma semana do acontecido o cachorro não sai do lado da amiga, ele já foi visto por muitas pessoas que tentaram tirá-lo dali em vão, ele chora, uiva, tenta aquecê-la, não sai de lá e não deixa que ninguém se aproxime. É emocionante o amor e a lealdade deste cachorro!

Outra emocionante estória de fidelidade é a do Hachiko, nascido em 1923 na província de Akita no Japão, o filhote foi levado pelo professor Ueno para Tokyo, se tornou seu fiel companheiro e todos os dias o acompanhava na ida e na volta na estação de trem de Shibuya, esta rotina durou quase dois anos, até que um dia o professor não voltou, sofreu um ataque fulminante. O cachorro por aproximadamente 10 anos esperava pontualmente na estação o retorno do seu amado dono, familiares do professor o levaram, prenderam por inúmeras vezes e ele escapava, por fim acabou ficando ali toda a sua vida à espera do seu amado dono. As pessoas acostumaram com sua presença, entenderam a sua dor e tratavam dele ali, morreu em 08 de março de 1935 e foi colocado uma estátua na estação em homenagem a maior prova de amor e fidelidade já vista, esta história serviu de inspiração para o filme SEMPRE AO SEU LADO, estreado por Richard Gere.”

Caso você que está lendo, queira um teste especial do amor do seu cão, prenda-o em um caixão por um ou dois dias e o deixe sem pão e água. Passado este tempo, abra o caixão e verá a alegria que ele vai ter em lhe ver, abanando a cauda, correndo de um lado para o outro em sua volta, lambendo os seus pés, tudo isso em agradecimento a você, sem o menor gesto de raiva ou ressentimento.
















sábado, 29 de outubro de 2016

MEUS TEMPOS DE MENINO - Remi Bastos



Meus tempos de menino –


Quanta saudade eu sinto
Da querida Mata Grande,
Dos meus tempos de menino,
Rua da Cruz onde morei,
E dos belos dias que passei
Naquele torrão divino.


Mata Grande dos meus sonhos
Dos sítios e dos engenhos,
Um paraíso encantado
Rua de Baixo, Rua de Cima,
Mata Grande das belas meninas
Berço dos meus pecados.


Na calçada da minha casa
Um sobradinho singelo,
Em momentos tão exatos
Com os amigos da rua,
Sob o clarão da lua
Ouvíamos lindas histórias
Contadas por Né Rato.


Mata Grande das águas fartas
Com suas fontes cristalinas,
Cidade linda e amada
Onde cresci livre a sorrir,
Vendo o dia ressurgir
Nas manhãs tão perfumadas.


Deus permita que eu não morra
Sem antes te visitar,
Quero montar meu estande
Dos dias que ali passei
E de tudo que desfrutei
Em teus braços Mata Grande.


Remi Bastos,
Aracaju, 26.10.2016.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO




O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa.

 Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado: - Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele. Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar: - O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.

O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão.  Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo: - Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou. O menino achou que seria uma brincadeira divertida e passou mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa.

O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta: - Filho como está se sentindo agora? - Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa. O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala: - Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente: - Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você. O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos. Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras; Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações; Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos; Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter; Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino.
Autor Desconhecido.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O AQUÍFERO DO JATOBÁ - Germano




O AQUIFERO DO JATOBÁ – Germano

O aquífero do Jatobá deverá receber novos poços profundos - A visita a Semarh não definiu uma quantidade de poços a serem perfurados na região, mas foi levantada a existência de um aquífero na Bacia do Jatobá, no município de Mata Grande, onde poderiam ser perfurados poços com vazão para atender os municípios de Mata Grande, Canapi, Ouro Branco, Inhapi e Maravilha. Napoleão Casado afirma que está muito otimista com a missão técnica, e exaltou a iniciativa da CPRM : “Essa visita mostra que as ações do Governo Federal estão integradas com o Governo Estadual, com foco em questões de abastecimento e saúde pública”.
Gosto de ler esses tipos de matérias divulgadas na mídia, que enaltecem o ego dos que a divulgam como eficiência do seu trabalho e solução para os problemas de algumas cidades do alto sertão alagoano.
Ora, todos sabem que no município de Mata Grande existe já perfurado um poço que produz mais de cem mil litros de água por hora. Todos sabem que após a Serra do Parafuso existem inúmeros poços já perfurados produzindo água em abundância, destinadas a irrigação. Todos sabem que o município de Mata Grande e o Governo Estadual, fazem vistas grossas a produtividade gerada no município e que é destinada quase que em sua totalidade ao Estado de Pernambuco. Outros falam que existe até um projeto pronto para a exploração do potencial do aquífero que, no entanto, não é si quer aprovado quanto mais executado.
Há mais de uma década, participei de uma reunião com um funcionário público federal que veio de Brasília dar uma aula sobre a água. Perguntei sobre o Aquífero do Jatobá e ele disse desconhecer, mas que depois me daria uma resposta, coisa que não aconteceu até à meia noite de ontem.
Pelo que dizem ele se estende desde o sul do Estado do Piauí até o Norte do nosso município, tendo aflorado em abundância na vizinha cidade de Inajá-Pe.  Há anos atrás tomei banho em um onde a água quente chegava a superfície sem o auxílio de bombas, hoje naquele município, existem inúmeras propriedades exportando a produção de fruticultura irrigada.
Este assunto já foi divulgado neste blog no dia 13.03.2015 e pelo que sabemos a informação acima foi a primeira providência tomada pelos Órgãos públicos, todavia, até o presente momento sem nenhuma providência divulgada.
Como vivemos alimentando esperança pelo desenvolvimento do nosso município, resta mais esta que, somente terá andamento caso um dos próximos gestores tenha visão futurística e tente junto aos órgãos públicos recursos para a execução do tão necessário projeto.


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A GRATIDÃO - Germano




Ontem, dia 09 de outubro de 2016, assistindo a missa na Igreja de Nossa Senhora da Rosa Mística, ouvi atentamente a homilia do Padre Márcio Roberto, onde a palavra gratidão foi pronunciada intensivamente. O evangelho de São Lucas, 17,11-19, foi enfático na parte dos dez leprosos que solicitaram a cura e somente um, justamente um samaritano, retornou a Jesus Cristo para agradecer.

Ora, gratidão quer dizer, reconhecimento, agradecimento pelo bem ou mesmo por um favor recebido, porém, ao longo dos anos o que mais se presencia são pessoas indiferentes. Pessoas que recebem benefícios e não  agradecem ou reconhecem. São pessoas ingratas.

Passei a recordar fatos recentes, onde ouvi de um comerciante que favorecia uma família todo dia de feira com uma complementação para a alimentação, no entanto, ao solicitar um voto o chefe da família pediu imediatamente uma ajuda para si e os outros integrantes da família, o comerciante além de não dar, ficou indignado com a falta de gratidão.

E quem em sua existência nunca passou por fatos semelhantes. A falta de gratidão decepciona por demais, não que se queira, benefícios em troca, porém, a ingratidão deixa marcas indeléveis que somente o tempo apaga.

O gostoso é fazer um favor, um benefício e anos depois a pessoa que o recebe, relembrar e dizer: sempre em minhas orações rezo por você pelo favor que fez em me ajudar. A ajuda pode ter sido  uma colaboração, uma palavra de carinho, um conselho, um simples remédio para um filho doente ou mesmo por uma simples carona até um hospital mais próximo.

Portanto, seja grato a Deus por tudo que lhe foi concedido, seja grato ao semelhante que de uma forma ou de outra lhe agradou, seja grato a sua esposa ou esposo, seja grato aos seus filhos e filhas, amigos e amigas e saiba que, Deus nunca será ingrato com você.








quinta-feira, 6 de outubro de 2016

OS DEVERES DE UM VEREADOR - Germano




Todo município brasileiro têm a sua câmara de vereadores. Mata Grande também tem uma. Nela existe as regras a serem cumpridas pelos edis.

Acabamos de atravessar um período eleitoral, onde muitos se candidataram e houve uma renovação de quase cinquenta por cento no quadro e alguns, si quer sabem dos deveres e obrigações que terão de cumprir, daí é salutar que leiam os Artigos 3º, 5º, 29 e 30 da Constituição Federal bem como as Leis Federais que os regulamentam, pois, aí já terão um aprendizado bastante eficiente para o exercício do cargo para o qual foram eleitos.

O curioso é que nas eleições de 2008 houve um desabafo dos matagrandenses contra o que chamaram de A CÂMARA MORTA, todavia, a coisa continuou e nos últimos oito anos as melhorias para o bem-estar da população quase não aconteceram.






A partir de janeiro tomarão posse novos vereadores e vereadoras com uma mudança de quase cinquenta por cento e pasmem, três mulheres, três novas mentalidades tomarão acento nas cadeiras reservadas por lei.

Grande parte da população clamava por mudanças e elas chegaram, foi eleito o comerciante Erivaldo Mandu que já exercia o cargo de Vice-Prefeito, por não ser egresso de famílias tradicionalmente políticas, se desejar, poderá fazer uma excelente administração.

Aproveitamos o ensejo para desejar a todos um excelente trabalho para que no futuro possamos registrar e elogiar ao prefeito pela realização de obras em benefício das comunidades urbanas e rurais e aos vereadores que apresentarem projetos e cobrem a execução dos mesmos, que fiscalizem e orientem a aplicação dos recursos públicos e transfiram ao gestor os reclames da população, sem receios de represálias, cumprindo assim, com os seus deveres.








quarta-feira, 5 de outubro de 2016

LAGOA DE SEU JARI - Remi Bastos




Nota do Blog: A antiga Lagoa de Seu Jarí se transformou em um enorme lago  e está totalmente modificada e com várias habitações em seu redor.                                           Foto do conterrâneo  Lúcio Miguel.




  No caminho do Galo Assanhado
  Onde escrevi um passado
  Que os anos guardaram pra mim.


 Nos baixios da Serra da Onça
 A velha e inesquecível lagoa
 Velada pela garoa
 Nas ternas manhãs de abril.


 Quantas saudades eu sinto
 Daqueles tempos dourados,
 Dos belos dias sonhados
 Que se foram e não voltam mais.


 Lagoa do Seu Jari
 Eu era criança, não te esqueci
 As tuas belezas, contudo, enalteci,
 Nas vezes em que te visitava.


 O velho mulunguzeiro
 Que habitava em tua margem
 Onde os meninos de coragem
 Lançavam-se as tuas águas.


 O tempo passou, eu cresci,
 Minha lagoa querida
 Recreio da minha vida
 E dos amigos que eu tive.


 Hoje distante no tempo
 Fecho os olhos e te vejo
 Em teu feliz lugarejo
 No aconchego da Mata Grande.

 Espero um dia te ver
 E recordar o passado
 Chora feliz ao teu lado
 Lagoa do Seu Jari.


POETA Remi Bastos Aracaju, 17.09.2016.

POBRE DO MOTORISTA BRASILEIRO- Germano





O motorista brasileiro nos idos anos cinquenta do século passado, ganhou a condição de homem rico e não era para menos, somente pessoas da alta classe podiam possuir um automóvel. Em nossa querida Mata Grande o primeiro veículo que rodou pertencia ao industrial Delmiro Gouveia que mandou fazer uma estrada de Delmiro Gouveia até Santana do Ipanema e, por passar em nossa terra, desfilou, chamando atenção dos residentes. Era realmente uma coisa raríssima para a época.

Com o desenvolvimento as coisas foram mudando e hoje quem faz um pequeno esforço pode adquirir o seu automóvel, quer seja novo ou mesmo usado e tem realmente, uma condição diferenciada, todavia, passa a integrar o bloco dos perseguidos pela lei. Os novos veículos, atualmente, possuem muitas opções excelentes para se dirigir, o governo favoreceu a implantação de montadoras no Brasil e os carros são dotados de muitos cavalos o que gera muita potência para as velocidades.

O governo construiu boas estradas e concomitantemente, passou a explorar o motorista brasileiro em várias vertentes, atribuindo multas por tudo que possa ocorrer. Se o pedestre atravessa a rua em locais proibidos e é atropelado, a culpa é do motorista, se o ciclista anda na contramão e há uma colisão, a culpa é do motorista, ultimamente, as ruas e estradas estão infestadas de motocicletas que cometem as mais abusivas infrações, no entanto, se é atropelado em suas façanhas, a culpa é do motorista, até a justiça brasileira, normalmente, culpa o motorista com pesadas indenizações.

O governo gasta com a construção dos anéis viários nas cidades para facilitar o deslocamento dos veículos sem transitar pelo centro das cidades e justamente o governo autoriza a construção de condomínios e ruas ao longo das estradas, para depois limitar a velocidade dos veículos e passa a instalar barreiras eletrônicas e quebra-molas, visando bloquear o deslocamento do pobre motorista brasileiro.


terça-feira, 4 de outubro de 2016

PRECISAMOS CONVERSAR - Germano




O eleitor MATAGRANDENSE, vive um momento de euforia, todavia, o destino de mais ou menos trinta mil habitantes, irá depender da decisão tomada diante das urnas, na última eleição.

Torna-se necessário refletir sobre isto, pois está em jogo o futuro da nossa família, da nossa cidade e dos diversos setores do nosso município, quer no campo educacional, da saúde, plano diretor condizente ou mesmo boas estradas para facilitar o deslocamento de pessoas e produções agrícolas. Precisamos levar em consideração também o sacrifício que se faz para criar uma família, pagar suas contas, enfim, sobreviver.

Precisamos se lembrar da forma com que o trabalhador brasileiro é tratado por aqueles que detém o poder em nosso país e dos quais fomos nós que os escolhemos através do voto.

A análise do comportamento de cada candidato eleito, suas propostas e o grupo com o qual está aliado é imprescindível e, deve-se amanhã, cobrar dele, um trabalho voltado para o melhoramento dos anseios da sociedade, uma vez que, esse político não deve ser voltado para um pequeno grupo e sim para a coletividade.

Mata Grande, ao longo dos tempos vive algumas décadas de estagnação e nós contribuímos direta ou indiretamente com isto. O que se observa de melhoria, depende mais dos empresários e muito menos do poder público.

O grito por mudanças foi dado e mudanças houve, o novo prefeito eleito Erivaldo Mandu, egresso de uma família que não tem tradição política e novos vereadores tomarão posse no próximo mês de janeiro. Na Câmara Municipal uma mudança de quase cinquenta por cento e pasmem, vamos ter quase cinquenta por cento de mulheres o que torna alvissareiras as esperanças por dias melhores. A eles e elas desejamos pleno sucesso e que Deus os ilumine para brilharem nas atitudes tomadas.

Mas, a mudança começa também dentro de nós. Na forma de nos conduzir, de cobrar, de sugerir, de orientar aqueles que nos procuram a fim de receberem uma sadia orientação.




VELHO TRAPIAZEIRO - Remy Bastos




VELHO TRAPIAZEIRO



A adolescência é um passado

 Que viaja com a gente

 Como pássaros providos,

 Por mais que os anos passem

 Mas, em nós sempre renascem,

 Aqueles tempos vividos.



Lembro-me de um trapiazeiro

 Na cidade de Mata Grande,

 Em uma estrada de barro

 Próximo ao Grupo Escolar

 Onde a meninada a vaguear

 Curtia a vida num sarro.



Velho trapiazeiro

 Que galgamos a tua copa

 Como meninos astutos,

 E sem querer fazer alarde

 Quase todas as tardes

 Saqueávamos os teus frutos.



Sei que não existes mais

 O progresso o tombou,

 Mas, na minha sensatez

 Eu confesso trapiazeiro,

 Que viajaria o mundo inteiro

 Para te ver outra vez.



Remi Bastos

 Aracaju/SE, 18/10/2015.