quarta-feira, 18 de julho de 2012

FAMÍLIAS MATAGRANDENSES – Mendonça -

MACEIÓ -AL., 18 de julho de 2012.


A única pessoa desta família que ainda não saiu de Mata Grande para residir em outras cidades chama-se  Valderez Mendonça  Bezerra,  é minha irmã e  continua residindo na casa onde nasceu.  Vale  registrar que somos filhos de Balbino Alves Bezerra e Luiza Villar de Mendonça.

Mamãe era filha de José Barbosa de Mendonça e Maria dos Prazeres Villar,  ele oriundo de Itaiba-Pe., antigo  Pau Ferro ,  a minha avó, de Mata Grande. Naquela época muitas famílias vieram residir   em  Alagoas, porém , em Mata Grande a família  Mendonça  cresceu muito e teve muitos homens públicos e mulheres de notoriedade, que constam do livro  de Djalma Mendonça, a saber:

FELIX JOSÉ DE MENDONÇA – Este é o primeiro citado como  um dos servidores no tabelionato de notas,  cujo ofício exerceu até a morte, sempre  foi citado como Tio Felinho nas histórias que ouvi. Tinha a patente de Major e tem uma rua com o seu nome. Faleceu em Mata Grande no dia 02.12.1939 o Major Felix José de Mendonça foi um   grande  tabelião público.

GERALDO DE MENDONÇA UCHÔA -  Nasceu em Mata Grande  em 25.09.1921,foi intendente do município , tinha a patente de Tenente Coronel. Foi comandante do 29º Batalhão do serviço ativo da freguesia de Paulo Afonso (Alagoas) . Era abastado fazendeiro. Fez preparatório no Liceu Alagoano e formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Recife, em 1951.

RUBENS DE MENDONÇA CANUTO –  Nasceu em abril de 1919, era cirurgião dentista, fez preparatórios em Maceió e formou-se na  Capital Federal.

DANÚBIO MENDONÇA ALENCAR – Mudou-se para São Paulo onde foi  comerciante.

EVA DE MENDONÇA  BRANDÃO – Professora  pública, filha de Madrinha Zelina, foi Diretora do Grupo Escolar Demócrito Gracindo no tempo que estudei.

HEITOR DE MENDONÇA ALENCAR – Grande comerciante foi residir na cidade de Inhapi-Al.

IVALDO DE MENDONÇA UCHÕA – Foi  alto funcionário   no Distrito Federal.

ICLÉA DE MENDONÇA UCHÔA – Grande  professora  foi residir em Recife-Pe.  Dela  foi originado o nome da minha esposa  Icléa Barbosa de Mendonça uma vez que a minha sogra Hilda Brandão Barbosa era afilhada da mãe dela a quem chamava  Madrinha Ceci. Gostei e acho uma justa homenagem.

INILDO DE MENDONÇA UCHÔA  -   Foi auxiliar de comércio na cidade do Recife.

MARCIAL DE MENDONÇA E SILVA – Foi rádio operador da Panair do Brasil.   

PAULO AFONSO DE MENDONÇA  E SILVA – Fez parte do exército nacional.

RENATO DE MENDONÇA CANUTO – Nasceu em 28.03.1917   Era alto funcionário do IBGE.

VIRGÍLO DE MENDONÇA – Foi  comerciante  em Penedo AL., onde faleceu.

ALÍPIO DE MENDONÇA -  Foi antigo funcionário da Secretaria do Estado dos Negócios do Interior.

OLAVO CAMPOS DE MENDONÇA – 1895 – 1954 - Nasceu em Mata Grande, filho de Geraldo Mendonça e Júlia Malta de Alencar Mendonça.

Na tarde do dia 30.08.2011, participando de uma reunião no apartamento dos primos Manuca/Márcia sobre a recuperação da Cadeia Pública de Mata Grande (leia matéria de 12/04/2011, neste blog), conheci Maria Regina Campos Morais, neta predileta do ilustre matagrandense OLAVO DE CAMPOS, e nesta ocasião fui presenteado com o livro “VOU BOTAR FORA”, CAMPOS, Olavo 1ª edição/2003.

Na parte dos agradecimentos, em um dos trechos Regina cita: “Às tias Aristocléia e Ambrosina, além de todos das famílias Malta, Campos e Mendonça, que de uma maneira ou outra colaboraram na concretização deste sonho, que era ver o livro de meu avó editado”.

Sobre Olavo de Campos, leia um trecho do prefácio escrito por Maurício José Pedrosa Malta:

... “Assim era Olavo que só conheci através dos relatos das filhas e neta. Modesto, alegre, espirituoso, e com resposta pronta. Católico praticante colaborava em "O SEMEADOR”, onde escrevia artigos de natureza religiosa. Seu catolicismo não o impedia de pertencer a Maçonaria, onde foi presidente da comissão de finanças. “Matagrandense, teve a oportunidade de migrar para Maceió, para completar o Ginásio”.

Como poeta Olavo de Campos enalteceu nossa querida terra com belíssimas poesias, das quais destacamos “NA BOA VISTA”,e "AO SINO DE MATA GRANDE”.

Teve como irmãos:
DJALMA MENDONÇA – que foi um dos maiores escritores matagrandense, escreveu o livro  MONOGRAFIA  DO MUNICÍPIO DE MATA GRANDE, no qual registrou os tempos idos da nossa terra desde as capitanias, sesmarias e seus doadores, primeiros proprietários, povoadores, jesuítas, fundadores, etc. Deste livro  repasso  muitos contos para conhecimento  das futuras gerações.
Escreveu ainda sobre os habitantes ilustres, histórias pitorescas sobre a aristocracia matagrandenses, comércio, indústria, lazer, turismo e fazendeiros que habitavam a zona rural
Em sua homenagem,  nos idos anos sessenta, quando estudante no Ginásio Feliz Moreno, ajudamos  a fundar o Grêmio Cultural  Djalma Mendonça.
Outro irmão:  LAFAYETE DE MENDONÇA
Este nasceu em 01.04.1897, em uma  casa onde atualmente reside  Creuza Malta.
Em Recife, fez o curso de humanidades.
Fez preparatório no Rio de Janeiro
Formado em Direito  pela Faculdade de São Luis do Maranhão, onde constituiu família.
Lecionou português, inglês, francês, geografia  e matemática.
Foi escritor, poeta, jornalista, professor, beletrista e advogado.
Antigo professor do Ginásio do Recife e da Escola Normal Pinto Júnior, foi também Diretor da Instrução Pública do Maranhão.
Publicou  o livro “Um Beijo de Amor”, entre ato no Recife em uma peça comentada por  Violeta Odeta,no Rio.Publicou versos em Jornais e  revistas de Recife, São Luiz e Rio de Janeiro , desde 1915.
GUIOMAR MENDONÇA:
Residia na Rua de Cima, onde hoje é o cartório de notas e registros
Ela ornamentava um presépio todos os anos, que chamávamos de  lapinha.
Criava uma raposa, era um animal de estimação.
Guiomar era funcionária federal e tinha também os seus repentes poéticos.
Conta-se que passou alguns dias em um hospital em Maceió,onde detestou, é claro, porém ao sair, deixou escrito atrás da porta o seguinte verso:
ADEUS HOSPITAL DA FOME
NUNCA MAIS EU PISO EM TÚ
CRIEI FERRUGEM NOS DENTES
E CASA DE ARANHA NO ....  (sei se me entende, como dizia o nosso saudoso amigo Cícero Valério)
Lembro que mamãe falava muito em Tio Giraldo  Mendonça e nas primas  Noemia, mãe de Levi;  Sebastianinha, que era casada com seu Zé Dantas;  Arabela , casada com Gentil Albuquerque Malta  pais de Itamar, Ruth e Mareval  Mendonça Malta. Com outros casamentos surgiram também as famílias Villar de Mendonça, Barbosa de Mendonça, Alves de Mendonça,  Mendonça Bezerra, Mendonça Alves cujos descendentes se encontram no momento em São Luis, Recife, Maceió, Rio Largo, Penedo, Santana do Ipanema, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Santos, São Paulo e tantas outras cidades   existentes   no território nacional.
Face o exposto, depreende-se que os costumes dos integrantes  desta tradicional família matagrandense  foram direcionados  para o trabalho e a cultura, razão pela qual, sempre procuraram se radicalizar em  cidades de maior porte.

2 comentários:

  1. Prezado Germano, esta sua postagem, feita há quatro anos, chamou minha atenção, pois falas do meu avô, Lafayette, e do meu pai, Giraldo.
    Meu nome é Maria Regina de Mendonça, moro em Olinda.
    Meu e-mail, se desejar fazer contato: mendonca.regina@yahoo.com.br .

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  2. Belo texto. Parabéns.
    Lafyete de Mendonça

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