sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A IGREJINHA DA SERRA DA ONÇA





Maceió (AL), 28 de outubro de 2011.

Tenho escrito e difundido as Igrejas de Mata Grande , todavia, nunca pensei em fazer nenhuma referência a igrejinha da Serra da Onça. Hoje, entretanto, revendo as fotos na página do Orkut da matagrandense Vanuzia deparei-me com a foto acima.
Devido a idade, e por ter optado em rezar o terço dos homens no Monte Santos às sextas-feiras Santas nunca mais subi a serra, fiquei no entanto muito entristecido em ver mais uma obra dos nossos antepassados depreciada ao extremo. Não existe mais a madeira, tampouco as telhas que davam abrigo a quem ali chegava cansado após a escalada da serra.
A igrejinha foi construída pelo Comerciante Antônio Rodrigues Albuquerque e tornou-se um símbolo para a nossa terra. Encravada no topo da Serra da Onça, é um verdadeiro cartão postal da cidade, um dos locais com condições de proporcionar opções turísticas as mais variadas possíveis, necessitando somente do apoio dos gestores que assumem os destinos do município.
Dentre as opções podemos citar a enorme pedra da gruta, onde o” rapel” pode ser praticado e na parte de cima a criação de uma rampa para utilização por parte dos amantes da “asa delta” o que traria com certeza inúmeros adeptos. Na serra, poder-se-ia também iniciar uma trilha, a partir da serra do Angico, onde se pudesse chegar até a igrejinha, trazendo mais tranquilidade para quem quisesse subir sem se submeter aos perigos da escalada pelo caminho convencional. Como sabemos, por ocasião da Semana Santa, virou uma tradição escalar a Serra, tanto como divertimento como também por sacrifício, pois tem uma enorme pedra onde para subir se torna necessário a utilização das mãos, tanto na subida como também na descida.
Neste ponto é salutar a colocação de degraus com corrimão com a finalidade de diminuir os riscos de acidentes, principalmente para os mais idosos como também para os que tem receio de cair.
A igrejinha foi construída à base de pedra e cal. Não sei que métodos os pedreiros daquela época utilizavam, sei, no entanto que as paredes são muito resistentes a erosão, tanto dos constantes ventos como também das chuvas e o desgaste, apesar do tempo, é muito pouco. A única coisa que lamentamos foi a destruição da madeira e telhas. Urge que se faça o conserto dando ao lugar condições adequadas para abrigar quem se aventura na escalada.
Quem visita a serra nunca esquece, leia o que escreveu o poeta e escritor potiguar Walter Medeiros que passou parte da sua infância em Mata Grande, na matéria publicada neste blog no dia 07.11.10.

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